{"id":80896,"date":"2017-04-05T08:16:56","date_gmt":"2017-04-05T11:16:56","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=80896"},"modified":"2017-04-05T08:16:56","modified_gmt":"2017-04-05T11:16:56","slug":"brasil-reduz-desigualdade-mas-ainda-tem-25-milhoes-fora-da-escola","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2017\/04\/05\/brasil-reduz-desigualdade-mas-ainda-tem-25-milhoes-fora-da-escola\/","title":{"rendered":"Brasil reduz desigualdade, mas ainda tem 2,5 milh\u00f5es fora da escola"},"content":{"rendered":"<p>Nos \u00faltimos dez anos, o Brasil aumentou o acesso de parcelas mais vulner\u00e1veis da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 escola, de acordo com levantamento do movimento Todos pela Educa\u00e7\u00e3o (TPE). De 2005 a 2015,\u00a0 o acesso daqueles que t\u00eam de 4 a 17 anos aumentou principalmente entre a popula\u00e7\u00e3o parda e negra, entre os de baixa renda e entre moradores do campo. Os avan\u00e7os foram maiores que os registrados entre brancos, ricos e moradores da cidade.<\/p>\n<p>O levantamento foi feito com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlio (Pnad). Entre os mais pobres, em 2005, 86,8% estavam na escola, contra 97% dos mais ricos. Em 2015, esses \u00edndices passaram, respectivamente, para 93,4% e 98,3%. Entre aqueles que moram no campo, o acesso subiu de 83,8% para 92,5%, enquanto a taxa dos moradores de zonas urbanas passou de 90,9% para 94,6%. O crescimento do acesso entre negros e pardos &#8211; que passou, respectivamente, de 87,8% para 92,3% e de 88,1% para 93,6% &#8211; foi maior que o da popula\u00e7\u00e3o branca &#8211; que passou de 91,2% para 95,3%.<\/p>\n<p>Na avali\u00e7\u00e3o do movimento, h\u00e1 uma redu\u00e7\u00e3o de desigualdade &#8220;importante, embora n\u00e3o suficiente&#8221;, pois mesmo que os indicadores tenham avan\u00e7ado, ainda est\u00e3o entre essas popula\u00e7\u00f5es as maiores concentra\u00e7\u00f5es de crian\u00e7as e jovens fora da escola. &#8220;S\u00e3o aqueles que mais precisam da educa\u00e7\u00e3o para superar a exclus\u00e3o e a pobreza. Muitos s\u00e3o crian\u00e7as e jovens com defici\u00eancia e moradores de lugares ermos. Muitos t\u00eam gera\u00e7\u00f5es na fam\u00edlia que nunca pisaram na escola&#8221;, diz a presidente executiva do Todos pela Educa\u00e7\u00e3o, Priscila Cruz.<!--more--><\/p>\n<div class=\"know_more\">\n<h3>Saiba Mais<\/h3>\n<ul class=\"field-items\">\n<li class=\"field-item first\"><a href=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/educacao\/noticia\/2016-03\/censo-escolar-3-milhoes-de-alunos-entre-4-e-17-anos-estao-fora-da-escola\">Censo Escolar: 3 milh\u00f5es de alunos entre 4 e 17 anos est\u00e3o fora da escola<\/a><\/li>\n<li class=\"field-item last\"><a href=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/educacao\/noticia\/2016-02\/diminui-diferenca-entre-jovens-ricos-e-pobres-que-concluem-o-ensino-medio\">Diminui diferen\u00e7a entre jovens ricos e pobres que concluem o ensino m\u00e9dio<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<p>Por lei, todas as crian\u00e7as e jovens de 4 a 17 anos devem estar matriculados na escola. Pela Emenda Constitucional 59 de 2009, incorporada no Plano Nacional de Educa\u00e7\u00e3o (PNE), lei sancionado em 2014, o Brasil teria que universalizar o atendimento at\u00e9 2016.<\/p>\n<p><strong>Universaliza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Os dados de 2015 mostram que o pa\u00eds tem 2.486.245 crian\u00e7as e jovens de 4 a 17 anos fora da escola. A maior parte tem de 15 a 17 anos, s\u00e3o 1.543.713 jovens que n\u00e3o frequentam as salas de aula.<\/p>\n<p>O maior avan\u00e7o dos \u00faltimos dez anos se deu entre os mais novos. Em 2005, 72,5% das crian\u00e7as com 4 e 5 anos estavam na escola. Esse percentual passou para 90,5% em 2015. Entre aqueles com idade entre 15 e 17 anos, o percentual passou de 78,8% para 82,6% no mesmo per\u00edodo. A faixa de 6 a 14 anos \u00e9 tida como universalizada, atualmente 98,5% est\u00e3o na escola. No entanto, isso ainda significa dizer que h\u00e1 430 mil adolescentes nessa faixa et\u00e1ria fora da escola.<\/p>\n<p>&#8220;Temos que tomar cuidado quando se diz que estamos quase universalizando. Esse discurso tirou press\u00e3o nos governos&#8221;, diz Priscila. &#8220;\u00c9 a quest\u00e3o que mais deveria envergonhar os brasileiros, saber que temos 2,5 milh\u00f5es de crian\u00e7as e jovens fora da escola em pleno s\u00e9culo 21&#8221;.<\/p>\n<p>O TPE estabeleceu, em 2006, metas para melhorar a educa\u00e7\u00e3o at\u00e9 2022, ano do bicenten\u00e1rio da independ\u00eancia do Brasil. A primeira delas \u00e9 a matr\u00edcula de pelo menos 98% das crian\u00e7as e jovens de 4 a 17 anos na escola. Para chegar a esse percentual, a entidade estabeleceu metas intermedi\u00e1rias. Para 2015, a meta tra\u00e7ada era que o pa\u00eds tivesse inclu\u00eddo 96,3%, \u00edndice superior \u00e0 taxa atual de 94,2%. Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos \u00faltimos dez anos, o Brasil aumentou o acesso de parcelas mais vulner\u00e1veis da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 escola, de acordo com levantamento do movimento Todos pela Educa\u00e7\u00e3o (TPE). De 2005 a 2015,\u00a0 o acesso daqueles que t\u00eam de 4 a 17 anos aumentou principalmente entre a popula\u00e7\u00e3o parda e negra, entre os de baixa renda e entre moradores do campo. Os avan\u00e7os foram maiores que os registrados entre brancos, ricos e moradores da cidade. O levantamento foi feito com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlio (Pnad). 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