{"id":80203,"date":"2017-02-24T20:10:10","date_gmt":"2017-02-24T23:10:10","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=80203"},"modified":"2017-02-24T20:10:10","modified_gmt":"2017-02-24T23:10:10","slug":"custo-da-energia-eletrica-para-pequena-e-media-industria-caiu-107-em-2016","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2017\/02\/24\/custo-da-energia-eletrica-para-pequena-e-media-industria-caiu-107-em-2016\/","title":{"rendered":"Custo da energia el\u00e9trica para pequena e m\u00e9dia ind\u00fastria caiu 10,7% em 2016"},"content":{"rendered":"<p><em>da Ag\u00eancia Brasil<\/em><\/p>\n<p>O custo da energia el\u00e9trica para a pequena e m\u00e9dia ind\u00fastria nacional no mercado regulado atingiu R$ 504 por megawatt-hora (MWh) no ano passado, de acordo com estudo divulgado hoje (24) pela Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).\u00a0 O resultado mostra uma queda de 10,7% em compara\u00e7\u00e3o a 2015, quando a energia custava para a ind\u00fastria do pa\u00eds R$ 564,34 por MWh.\u00a0 A sondagem utilizou as tarifas disponibilizadas pela Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica (Aneel).<\/p>\n<p>Segundo a Firjan, a redu\u00e7\u00e3o se deve \u00e0 conjuntura econ\u00f4mica adversa, que permitiu diminui\u00e7\u00e3o da gera\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica e a substitui\u00e7\u00e3o da bandeira tarif\u00e1ria vermelha pela verde. A entidade diz, entretanto, que o custo subiu 48,2% desde 2013, quando era R$ 340,10 por MWh, menor resultado da s\u00e9rie hist\u00f3rica iniciada em 2010.<\/p>\n<p>A energia \u00e9, segundo a entidade, um dos principais insumos para a ind\u00fastria brasileira, usado por 79% das empresas e podendo representar mais de 40% de seus custos de produ\u00e7\u00e3o. A an\u00e1lise da composi\u00e7\u00e3o do custo m\u00e9dio da energia el\u00e9trica para a ind\u00fastria no Brasil, em 2016, tem entre seus componentes de maior peso a gera\u00e7\u00e3o, transmiss\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o (GTD), que ficou em R$ 298,45, com participa\u00e7\u00e3o de 59,2% no total, seguido dos tributos (R$ 135,87 e participa\u00e7\u00e3o de 27%) e das perdas t\u00e9cnicas (R$ 36,95 ou o equivalente a 7,3% do custo m\u00e9dio total).<!--more--><\/p>\n<p><strong>Estados<\/strong><\/p>\n<p>A pesquisa revela que o estado do Rio de Janeiro apresenta o maior custo da energia para a ind\u00fastria do pa\u00eds (R$ 628,83 por MWh), com tributos, superior \u00e0 m\u00e9dia nacional em 24,8%, seguido pelo Par\u00e1 (R$ 609,79) e Mato Grosso (R$ 580,05). O menor custo aparece no Amap\u00e1 (R$ 271,45). No caso da ind\u00fastria fluminense, a economista da Firjan Tatiana Lauria, especialista em estudos de infraestrutura, destacou a aprova\u00e7\u00e3o, pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) do aumento da al\u00edquota do Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os (ICMS) para diversos setores, em meio \u00e0s propostas do pacote anticrise apresentado pelo governo fluminense.<\/p>\n<p>A ind\u00fastria do Rio de Janeiro, que j\u00e1 tem a maior al\u00edquota de ICMS do Brasil para o setor industrial, junto com Paran\u00e1 e Goi\u00e1s, de 29%, ser\u00e1 afetada pela nova al\u00edquota de 32% quando o consumo ultrapassar 450 quilowatts-hora (KWh) por m\u00eas. Isso far\u00e1 o custo da energia el\u00e9trica para a ind\u00fastria fluminense passar para a faixa de R$ 659,02 por MWh. O aumento ser\u00e1 de 5% e entrar\u00e1 em vigor no pr\u00f3ximo m\u00eas de abril.<\/p>\n<p>\u201cNo Rio, a gente tamb\u00e9m tem, que \u00e9 espec\u00edfico do estado, as perdas n\u00e3o t\u00e9cnicas, os chamados gatos, ou furtos de energia. A gente tem aqui um quadro grande de perdas n\u00e3o t\u00e9cnicas e sabe que as distribuidoras t\u00eam um desafio grande a ser feito e isso impacta na tarifa\u201d, disse Tatiana. As fraudes na medi\u00e7\u00e3o podem atingir mais de 30% do consumo das concession\u00e1rias, que sofrem dificuldades para atuar em \u00e1reas muito violentas.<\/p>\n<p><strong>Competitividade<\/strong><\/p>\n<p>A consequ\u00eancia do aumento de ICMS no estado do Rio de Janeiro \u00e9 a redu\u00e7\u00e3o da competitividade da ind\u00fastria. \u201cA partir do momento em que voc\u00ea est\u00e1 competindo com outras ind\u00fastrias que est\u00e3o localizadas em lugares em que esse peso n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o alto, a gente j\u00e1 sai perdendo\u201d, disse a economista. O estado com menor al\u00edquota de ICMS sobre energia do pa\u00eds \u00e9 a Bahia (13%).<\/p>\n<p>A Firjan defende que haja mudan\u00e7as no atual cen\u00e1rio para que a ind\u00fastria fluminense possa ter maior competitividade. Uma dessas medidas \u00e9 rever a quest\u00e3o tribut\u00e1ria, para que o Rio de Janeiro fique mais equiparado com outros estados. \u201cPara ningu\u00e9m sair perdendo\u201d, disse a economista. Outra medida importante \u00e9 a modifica\u00e7\u00e3o nos crit\u00e9rios de contrata\u00e7\u00e3o de energia dos leil\u00f5es, para que levem em considera\u00e7\u00e3o a quest\u00e3o regional. \u201cCada lugar tem uma vantagem. Aqui no Rio, por exemplo, o litoral oferece mais facilidade com o g\u00e1s natural. Em S\u00e3o Paulo, com a biomassa\u201d, disse Tatiana Lauria.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso ainda estimular o combate a perdas, especialmente perdas n\u00e3o t\u00e9cnicas. No que tange \u00e0 tecnologia, a economista indicou que tem que haver uma regulamenta\u00e7\u00e3o espec\u00edfica para estimular os <em>smart-grids<\/em>, ou redes inteligentes, que facilitam ao consumidor controlar seu pr\u00f3prio consumo de energia, segundo avalia\u00e7\u00e3o da economista.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>da Ag\u00eancia Brasil O custo da energia el\u00e9trica para a pequena e m\u00e9dia ind\u00fastria nacional no mercado regulado atingiu R$ 504 por megawatt-hora (MWh) no ano passado, de acordo com estudo divulgado hoje (24) pela Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).\u00a0 O resultado mostra uma queda de 10,7% em compara\u00e7\u00e3o a 2015, quando a energia custava para a ind\u00fastria do pa\u00eds R$ 564,34 por MWh.\u00a0 A sondagem utilizou as tarifas disponibilizadas pela Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica (Aneel). 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