{"id":80094,"date":"2017-02-18T15:53:37","date_gmt":"2017-02-18T18:53:37","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=80094"},"modified":"2017-02-18T15:53:37","modified_gmt":"2017-02-18T18:53:37","slug":"fugindo-de-crise-venezuelanos-buscam-emprego-e-vida-nova-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2017\/02\/18\/fugindo-de-crise-venezuelanos-buscam-emprego-e-vida-nova-no-brasil\/","title":{"rendered":"Fugindo de crise, venezuelanos buscam emprego e vida nova no Brasil"},"content":{"rendered":"<figure class=\"teaser\"><figcaption><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"\" src=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/_agenciabrasil2013\/files\/styles\/interna_grande\/public\/voluntaria_com_crianca_venezuelana.jpg?itok=Z41Y4VhM\" alt=\"Volunt\u00e1ria com crian\u00e7a venezuelana no Centro de Refer\u00eancia ao Imigrante\" width=\"413\" height=\"276\" \/><\/p>\n<p>Volunt\u00e1ria com crian\u00e7a venezuelana no Centro de Refer\u00eancia ao Imigrante<span class=\"author\">Graziele Bezerra\/R\u00e1dio Nacional da Amaz\u00f4nia<\/span><\/p>\n<\/figcaption><\/figure>\n<p>Uma vaga de emprego \u00e9 o que a maioria dos migrantes venezuelanos procura ao chegar ao Brasil. O grau de qualifica\u00e7\u00e3o e experi\u00eancia profissional s\u00e3o variados. Para conseguir um trabalho, os migrantes precisam enfrentar a barreira do idioma e regularizar a situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O estado de Roraima \u00e9 a principal porta de entrada dos venezuelanos. Em 2016, o <a href=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/geral\/noticia\/2017-02\/roraima-espera-maior-migracao-de-venezuelanos-este-ano\" target=\"_blank\">estado recebeu cerca de 30 mil migrantes<\/a>. Na capital, Boa Vista, dezenas deles podem ser encontrados \u00e0s portas da Pol\u00edcia Federal em busca de documentos que os habilitem a permanecer no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Segundo o secret\u00e1rio nacional de Justi\u00e7a e Cidadania, Gustavo Marrone, ao pedir ref\u00fagio no pa\u00eds, o estrangeiro j\u00e1 consegue autoriza\u00e7\u00e3o para trabalhar. Mas se n\u00e3o regularizar a situa\u00e7\u00e3o em at\u00e9 90 dias, pode ser deportado.<\/p>\n<p>&#8220;O solicitante de ref\u00fagio j\u00e1 pode trabalhar, j\u00e1 recebe a carteira de\u00a0trabalho. Os outros precisam fazer o pedido de uma perman\u00eancia tempor\u00e1ria\u00a0com autoriza\u00e7\u00e3o para o trabalho, que \u00e9 concedida pelo Comit\u00ea Nacional de\u00a0Imigra\u00e7\u00e3o. Esse \u00e9 o requisito b\u00e1sico para eles. Ou via solicita\u00e7\u00e3o de\u00a0ref\u00fagio ou via de perman\u00eancia provis\u00f3ria com autoriza\u00e7\u00e3o pro trabalho&#8221;, disse.<\/p>\n<p>Dados do Sistema Nacional de Empregos (Sine) de Roraima apontam que, no \u00faltimo trimestre do ano passado, 17 candidatos venezuelanos foram para entrevistas de emprego e dois deles foram contratados.<!--more--><\/p>\n<p><strong><a href=\"http:\/\/radioagencianacional.ebc.com.br\/geral\/audio\/2017-02\/em-um-ano-migracao-venezuelana-para-o-brasil-cresceu-3000\" target=\"_blank\">&gt;&gt; Ou\u00e7a a mat\u00e9ria especial na Radioag\u00eancia Nacional<\/a><\/strong><\/p>\n<p>Funcion\u00e1rio da Secretaria de Trabalho e Bem-Estar Social de Roraima, D\u00eanes Viana da Silva, atende diariamente dezenas de venezuelanos em busca de emprego. Muitos, segundo ele, t\u00eam curso superior e ocupavam bons cargos no pa\u00eds de origem. &#8220;Estamos encontrando muitos deles que t\u00eam cargos, s\u00e3o servidores\u00a0p\u00fablicos dentro de seu pa\u00eds e que agora est\u00e3o assim, nessa situa\u00e7\u00e3o, se\u00a0encontrando nessa calamidade, mas com a esperan\u00e7a de, no Brasil, no nosso\u00a0pa\u00eds, encontrar uma oportunidade de poder recome\u00e7ar, e quem sabe dentro da\u00a0sua experi\u00eancia, da sua \u00e1rea profissional e do seu n\u00edvel superior, a\u00a0maioria deles tem condi\u00e7\u00f5es de conseguir uma oportunidade de come\u00e7ar de novo&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Aqueles com forma\u00e7\u00e3o superior s\u00e3o indicados para vagas em escrit\u00f3rios de contabilidade e de advocacia. Candidatos com menos anos de escolaridade buscam ocupa\u00e7\u00e3o no com\u00e9rcio, servi\u00e7os gerais e na constru\u00e7\u00e3o civil.<\/p>\n<figure class=\"default\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"Image img__fid__95824 img__view_mode__default attr__format__default\" title=\"\" src=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/_agenciabrasil2013\/files\/styles\/interna_pequena\/public\/marcos_luis_pacheco_lares_1.jpg?itok=ojtyPPMs\" alt=\"Marcos Pacheco \" width=\"277\" height=\"160\" \/><figcaption>O venezuelano Marcos Pacheco tenta uma vaga de emprego no Brasil \u00a0<span class=\"author\">Graziele Bezerra\/R\u00e1dio Nacional da Amaz\u00f4nia<\/span><\/p>\n<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u00c9 o caso de Marcos Luis Pacheco, de 30 anos, que deixou o munic\u00edpio de Matur\u00edn, a 416 quil\u00f4metros da capital venezuelana Caracas, para conseguir uma oportunidade de trabalho no Brasil. Ele chegou em Roraima com a ajuda de conterr\u00e2neos e, em Boa Vista, disputa uma vaga de servi\u00e7os gerais. &#8220;N\u00e3o encontrei forma de conseguir a comida e o trabalho para me\u00a0sustentar, para sustentar meu filho e minha m\u00e3e, ent\u00e3o consegui uma\u00a0oportunidade de vir para c\u00e1&#8221;, contou.<\/p>\n<p>J\u00e1 a publicit\u00e1ria J\u00e9ssica de Souza, h\u00e1 quatro meses no Brasil, precisou passar por v\u00e1rias entrevistas at\u00e9 ser contratada por um jornal de Boa Vista. Filha de m\u00e3e brasileira, J\u00e9ssica disse que falar e entender o portugu\u00eas ajudou para conquistar a vaga. Ela afirmou que o mercado de trabalho no seu pa\u00eds passa \u201cpor um momento muito dif\u00edcil\u201d sem muitas oportunidades. &#8220;J\u00e1 tenho dom\u00ednio do idioma. Eu falo bastante, para escrever\u00a0tamb\u00e9m n\u00e3o tenho problema. Acho que isso ajudou bastante&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Pretendo continuar aqui e fazer a minha vida profissional,\u00a0porque acho que a Venezuela est\u00e1 em um momento muito dif\u00edcil e n\u00e3o tem\u00a0oportunidade para os profissionais&#8221;, acrescentou a publicit\u00e1ria.<\/p>\n<p>E aqueles que n\u00e3o conseguem uma vaga recorrem \u00e0 informalidade. Pelas ruas de Boa Vista, muitos fazem malabares, limpam parabrisas de carros nos sem\u00e1foros ou vendem artigos em bares e restaurantes.<\/p>\n<p><strong>Nova casa<\/strong><\/p>\n<p>Sem moradia, o Centro de Refer\u00eancia ao Imigrante, um gin\u00e1sio de esportes na zona oeste da cidade, virou a casa de centenas deles.<\/p>\n<figure class=\"teaser\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"Image img__fid__95823 img__view_mode__teaser attr__format__teaser\" title=\"\" src=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/_agenciabrasil2013\/files\/styles\/interna_grande\/public\/dsc02853_3.jpg?itok=eUSv8jz1\" alt=\"Um grupo de volunt\u00e1rios da ONG Fraternidade ajuda na distribui\u00e7\u00e3o das tarefas do dia no gin\u00e1sio\" width=\"580\" height=\"388\" \/><figcaption>Um grupo de volunt\u00e1rios da ONG Fraternidade ajuda na distribui\u00e7\u00e3o das tarefas no centro de imigra\u00e7\u00e3o<span class=\"author\">Graziele Bezerra\/R\u00e1dio Nacional da Amaz\u00f4nia<\/span><\/p>\n<\/figcaption><\/figure>\n<p>A rotina da casa \u00e9 organizada por volunt\u00e1rios da organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental Fraternidade. As tarefas do dia, como a prepara\u00e7\u00e3o da comida e a limpeza das depend\u00eancias, s\u00e3o distribu\u00eddas entre os moradores. Nos hor\u00e1rios de maior movimento: o caf\u00e9 da manh\u00e3 e o jantar, o centro chega a receber 160 pessoas.<\/p>\n<p>Como a dona de casa Rita Hernandez, de 25 anos, que vive no abrigo com os dois filhos, um de 3 anos e outro de 5 anos. O terceiro filho, mais novo, ela deixou na Venezuela. &#8220;L\u00e1 n\u00e3o temos nada, n\u00e3o temos comida. A Venezuela est\u00e1 passando fome. N\u00e3o temos dinheiro para comprar nada&#8221;, disse.<\/p>\n<figure class=\"default\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"Image img__fid__95825 img__view_mode__default attr__format__default\" title=\"\" src=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/_agenciabrasil2013\/files\/styles\/interna_pequena\/public\/rita_hernandez.jpg?itok=my01v-8y\" alt=\"Rita Hernandez \" width=\"277\" height=\"160\" \/><figcaption>Rita Hernandez veio com dois filhos para tentar uma nova vida em Roraima<span class=\"author\">Graziele Bezerra\/R\u00e1dio Nacional da Amaz\u00f4nia<\/span><\/p>\n<\/figcaption><\/figure>\n<p>A nova moradia da fam\u00edlia de Rita \u00e9 um espa\u00e7o na arquibancada do gin\u00e1sio. Ela chegou ao local em dezembro, em busca de comida. O abrigo \u00e9 mantido pelo governo do estado e entrou em funcionamento em dezembro do ano passado.<\/p>\n<p>O coordenador do centro, tenente Fernando Troster, disse que muitos venezuelanos desejam permanecer no Brasil. &#8220;Eles n\u00e3o vieram porque queriam vir, eles vieram porque havia uma\u00a0necessidade. Ainda que eles tivessem dinheiro, pela crise de abastecimento,\u00a0eles n\u00e3o tinham condi\u00e7\u00e3o de adquirir comida. Mas chegando aqui, e vendo\u00a0que a situa\u00e7\u00e3o na Venezuela n\u00e3o tem uma perspectiva de curto prazo de\u00a0melhora eles querem, muitos aqui, dos n\u00e3o ind\u00edgenas, especialmente, se\u00a0inserir no mercado de trabalho&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Volunt\u00e1ria com crian\u00e7a venezuelana no Centro de Refer\u00eancia ao ImigranteGraziele Bezerra\/R\u00e1dio Nacional da Amaz\u00f4nia Uma vaga de emprego \u00e9 o que a maioria dos migrantes venezuelanos procura ao chegar ao Brasil. O grau de qualifica\u00e7\u00e3o e experi\u00eancia profissional s\u00e3o variados. Para conseguir um trabalho, os migrantes precisam enfrentar a barreira do idioma e regularizar a situa\u00e7\u00e3o. O estado de Roraima \u00e9 a principal porta de entrada dos venezuelanos. Em 2016, o estado recebeu cerca de 30 mil migrantes. Na capital, Boa Vista, dezenas deles podem ser encontrados \u00e0s portas da Pol\u00edcia Federal em busca de documentos que os habilitem a&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-80094","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"acf":[],"views":726,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/80094","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=80094"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/80094\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":80095,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/80094\/revisions\/80095"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=80094"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=80094"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=80094"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}