{"id":80027,"date":"2017-02-15T07:02:08","date_gmt":"2017-02-15T10:02:08","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=80027"},"modified":"2017-02-15T07:02:08","modified_gmt":"2017-02-15T10:02:08","slug":"justica-do-trabalho-de-minas-gerais-reconhece-vinculo-trabalhista-entre-uber-e-motorista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2017\/02\/15\/justica-do-trabalho-de-minas-gerais-reconhece-vinculo-trabalhista-entre-uber-e-motorista\/","title":{"rendered":"Justi\u00e7a do Trabalho de Minas Gerais reconhece v\u00ednculo trabalhista entre Uber e motorista"},"content":{"rendered":"<div class=\"text-center\">\n<div class=\"box-img\"><img decoding=\"async\" class=\"img-center img-responsive\" src=\"http:\/\/imagem.bahianoticias.com.br\/fotos\/justica_noticias\/56195\/IMAGEM_NOTICIA_5.jpg?checksum=1487101291\" alt=\"Justi\u00e7a do Trabalho de Minas Gerais reconhece v\u00ednculo trabalhista entre Uber e motorista\" \/><\/p>\n<div class=\"img-legenda\">Foto: Rafael Ribeiro \/ Mercado Popular<\/div>\n<div class=\"img-legenda\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"text-descricao\">\n<p>A Justi\u00e7a do Trabalho de Minas Gerais, atrav\u00e9s da 33\u00aa Vara do Trabalho, reconheceu o que existe um v\u00ednculo empregat\u00edcio entre o motorista e o aplicativo Uber. A decis\u00e3o \u00e9 pioneira e in\u00e9dita no pa\u00eds, que ainda n\u00e3o legislou sobre a legalidade do aplicativo. A senten\u00e7a, proferida pelo juiz M\u00e1rcio Toledo Gon\u00e7alves, determinou que o motorista Leonardo Silva Ferreira tenha sua carteira de trabalho assinada, receba hora extras, adicional noturno, dentre outros direitos advindos do v\u00ednculo empregat\u00edcio. Para Gon\u00e7alves, embora o Uber seja uma plataforma de tecnologia, a rela\u00e7\u00e3o entre motoristas e clientes fazem dela uma empresa de transporte. Leonardo, em sua a\u00e7\u00e3o, afirmou que trabalhou entre fevereiro e dezembro de 2015 e, ap\u00f3s ser dispensado, acionou a Justi\u00e7a do Trabalho requerendo a declara\u00e7\u00e3o de v\u00ednculo com a Uber. O motorista recebia um sal\u00e1rio-produ\u00e7\u00e3o, comiss\u00f5es que variavam entre R$ 4 mil e R$ 7 mil por m\u00eas. A Uber alegou ser apenas uma plataforma que permite que as pessoas busquem servi\u00e7os de motoristas independentes &#8220;para transporte individual privado&#8221;. Outra argumenta\u00e7\u00e3o foi que o motorista n\u00e3o tinha dias e horas fixadas obrigat\u00f3rias para trabalhar. Em sua decis\u00e3o, M\u00e1rcio Toledo Gon\u00e7alves afirmou que o argumento da empresa n\u00e3o \u00e9 consistente, tendo em vista que ind\u00edcios apontam que h\u00e1 uma obriga\u00e7\u00e3o do motorista ficar a disposi\u00e7\u00e3o nas ruas com certa frequ\u00eancia. &#8220;Embora houvesse flexibilidade no hor\u00e1rio, eles eram pressionados pela realiza\u00e7\u00e3o sist\u00eamica do trabalho&#8221;, afirmou o magistrado. Outro motorista que dep\u00f4s como testemunha declarou que e-mails eram enviados com amea\u00e7as de desligamento, caso as corridas n\u00e3o fossem realizadas por muito tempo. &#8220;A reclamada n\u00e3o somente remunerava os motoristas pelo transporte realizado, como tamb\u00e9m oferecia pr\u00eamios quando alcan\u00e7adas condi\u00e7\u00f5es previamente estipuladas&#8221;, afirmou o juiz.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto: Rafael Ribeiro \/ Mercado Popular A Justi\u00e7a do Trabalho de Minas Gerais, atrav\u00e9s da 33\u00aa Vara do Trabalho, reconheceu o que existe um v\u00ednculo empregat\u00edcio entre o motorista e o aplicativo Uber. A decis\u00e3o \u00e9 pioneira e in\u00e9dita no pa\u00eds, que ainda n\u00e3o legislou sobre a legalidade do aplicativo. 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