{"id":79222,"date":"2017-01-08T10:39:37","date_gmt":"2017-01-08T13:39:37","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=79222"},"modified":"2017-01-08T10:39:37","modified_gmt":"2017-01-08T13:39:37","slug":"governo-pagou-r-24-bilhoes-a-alvos-da-lava-jato-de-2014-para-ca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2017\/01\/08\/governo-pagou-r-24-bilhoes-a-alvos-da-lava-jato-de-2014-para-ca\/","title":{"rendered":"Governo pagou R$ 2,4 bilh\u00f5es a alvos da Lava Jato de 2014 para c\u00e1"},"content":{"rendered":"<div class=\"box-title\">\n<p><em>por Beatriz Bulla e F\u00e1bio Fabrini, com Fabio Serapi\u00e3o | Estad\u00e3o Conte\u00fado<\/em><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"box-body\">\n<div class=\"text-center\">\n<div class=\"box-img\"><img decoding=\"async\" class=\"img-center img-responsive\" src=\"http:\/\/imagem.bahianoticias.com.br\/fotos\/estadao_noticias\/164553\/IMAGEM_NOTICIA_5.jpg?checksum=1483878394\" alt=\"Governo pagou R$ 2,4 bilh\u00f5es a alvos da Lava Jato de 2014 para c\u00e1\" \/><\/p>\n<div class=\"img-legenda\">Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o \/ Revista GGN<\/div>\n<div class=\"img-legenda\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"text-descricao\">Alvo da Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato desde o fim de 2014, as principais empreiteiras investigadas pela for\u00e7a-tarefa receberam cerca de R$ 2,4 bilh\u00f5es do governo federal nos \u00faltimos dois anos, segundo levantamento feito pelo jornal O Estado de S. Paulo no Portal da Transpar\u00eancia. O valor inclui repasses a obras que est\u00e3o na mira da Pol\u00edcia Federal e do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal por suspeita de superfaturamento, fraude contratual e corrup\u00e7\u00e3o, entre outras irregularidades. Desse total, R$ 752 milh\u00f5es foram pagos \u00e0 Odebrecht e R$ 101 milh\u00f5es \u00e0 Camargo Corr\u00eaa, as duas que at\u00e9 o momento fecharam acordos de leni\u00eancia com o poder p\u00fablico. Ao assinar a leni\u00eancia, as empresas reconhecem crimes e pagam multas com o objetivo de preservar a autoriza\u00e7\u00e3o de contratar com a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica. As outras empresas investigadas por integrar o cartel na Petrobr\u00e1s ainda negociam acordos como o firmado no m\u00eas passado pela Odebrecht. A empreiteira, com a Braskem &#8211; seu bra\u00e7o petroqu\u00edmico -, se comprometeu a pagar indeniza\u00e7\u00e3o de R$ 5,3 bilh\u00f5es no Brasil. Os pagamentos do governo \u00e0s empresas, no entanto, v\u00eam caindo desde 2014, quando a Lava Jato foi deflagrada. A opera\u00e7\u00e3o come\u00e7ou em mar\u00e7o daquele ano, mas s\u00f3 chegou \u00e0s empreiteiras em novembro. Em 2014, as construtoras receberam R$ 3,4 bilh\u00f5es. Em 2015, a cifra caiu para R$ 1,4 bilh\u00e3o. No ano passado, foi R$ 1 bilh\u00e3o. A queda se deve n\u00e3o s\u00f3 ao esc\u00e2ndalo de corrup\u00e7\u00e3o, que inibiu a celebra\u00e7\u00e3o de novos contratos p\u00fablicos com as empresas, mas tamb\u00e9m \u00e0 recess\u00e3o econ\u00f4mica, que fez encolher os investimentos do governo em infraestrutura. Outro motivo \u00e9 que algumas das empreiteiras investigadas, mergulhadas em aguda crise financeira, n\u00e3o t\u00eam conseguido tocar empreendimentos pactuados com o governo com a mesma velocidade e, por isso, v\u00eam recebendo menos. O levantamento da reportagem foi feito com base em dados dispon\u00edveis at\u00e9 sexta-feira passada. O site mostra apenas os valores pagos pela administra\u00e7\u00e3o direta, o que inclui os minist\u00e9rios e as autarquias de maior or\u00e7amento, entre elas o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Os pagamentos da Petrobr\u00e1s e demais estatais, no entanto, n\u00e3o s\u00e3o lan\u00e7ados no sistema. Entre as empresas investigadas a que foi irrigada com maior quantidade de recursos no ano passado foi a Construtora Norberto Odebrecht \u2013 um dos bra\u00e7os do Grupo Odebrecht. Em 2016, a construtora recebeu R$ 483 milh\u00f5es. Todo o montante foi destinado a obras vinculadas \u00e0 montagem do estaleiro e da base naval para constru\u00e7\u00e3o de submarinos convencionais e de propuls\u00e3o nuclear. Conforme o jornal O Estado de S. Paulo revelou, a Odebrecht citou o Programa de Desenvolvimento de Submarino (Prosub) em seu acordo de leni\u00eancia. Foram realizados ao menos dois pagamentos &#8220;n\u00e3o oficiais&#8221; no exterior por meio do Setor de Opera\u00e7\u00f5es Estruturadas, conhecido como o departamento da propina da empresa. Depois da Odebrecht, as empreiteiras mais contempladas foram a Queiroz Galv\u00e3o (R$ 234 milh\u00f5es) e a Mendes J\u00fanior (R$ 146 milh\u00f5es). Nos dois casos, a maior parte dos recursos vem de projetos rodovi\u00e1rios e de irriga\u00e7\u00e3o, principalmente a Transposi\u00e7\u00e3o do S\u00e3o Francisco. Em dezembro, o governo rescindiu o contrato com a Mendes J\u00fanior na transposi\u00e7\u00e3o, depois de um aval do Tribunal de Contas da Uni\u00e3o (TCU), porque a empreiteira n\u00e3o estava conseguindo executar o servi\u00e7o. Os pagamentos feitos em 2016 s\u00e3o, principalmente, por contratos celebrados antes de as empreiteiras se enrolarem na teia da Lava Jato. Entre as empresas de grande porte somente a Mendes J\u00fanior est\u00e1 proibida de fechar novos neg\u00f3cios com a administra\u00e7\u00e3o federal. Al\u00e9m de multada, a empreiteira mineira foi declarada inid\u00f4nea. As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do jornal O Estado de S. Paulo.<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>por Beatriz Bulla e F\u00e1bio Fabrini, com Fabio Serapi\u00e3o | Estad\u00e3o Conte\u00fado Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o \/ Revista GGN Alvo da Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato desde o fim de 2014, as principais empreiteiras investigadas pela for\u00e7a-tarefa receberam cerca de R$ 2,4 bilh\u00f5es do governo federal nos \u00faltimos dois anos, segundo levantamento feito pelo jornal O Estado de S. Paulo no Portal da Transpar\u00eancia. 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