{"id":79119,"date":"2017-01-03T13:44:52","date_gmt":"2017-01-03T16:44:52","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=79119"},"modified":"2017-01-03T13:44:52","modified_gmt":"2017-01-03T16:44:52","slug":"operacao-lava-jato-faz-acordos-de-colaboracao-com-37-paises","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2017\/01\/03\/operacao-lava-jato-faz-acordos-de-colaboracao-com-37-paises\/","title":{"rendered":"Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato faz acordos de colabora\u00e7\u00e3o com 37 pa\u00edses"},"content":{"rendered":"<div class=\"box-title\">\n<p><em>por Ricardo Brandt e F\u00e1bio Serapi\u00e3o | Estad\u00e3o Conte\u00fado<\/em><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"box-body\">\n<div class=\"text-center\">\n<div class=\"box-img\"><img decoding=\"async\" class=\"img-center img-responsive\" src=\"http:\/\/imagem.bahianoticias.com.br\/fotos\/estadao_noticias\/163916\/IMAGEM_NOTICIA_5.jpg?checksum=1483447716\" alt=\"Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato faz acordos de colabora\u00e7\u00e3o com 37 pa\u00edses\" \/><\/p>\n<div class=\"img-legenda\">Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o \/ TV Jurer\u00ea<\/div>\n<div class=\"img-legenda\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"text-descricao\">Em quase tr\u00eas anos de investiga\u00e7\u00f5es, o Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal j\u00e1 acumula 159 pedidos de coopera\u00e7\u00e3o com autoridades estrangeiras para instruir a\u00e7\u00f5es penais relacionadas \u00e0 Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato. A lista, de 37 pa\u00edses, inclui desde Estados Unidos e Su\u00ed\u00e7a, que no m\u00eas passado divulgaram publicamente suas investiga\u00e7\u00f5es, como It\u00e1lia, Dinamarca, Su\u00e9cia e Noruega, que t\u00eam obras e neg\u00f3cios sob suspeita e j\u00e1 solicitaram provas ao Brasil.\u00a0At\u00e9 novembro, 17 pa\u00edses haviam pedido documentos para \u00f3rg\u00e3os de investiga\u00e7\u00e3o brasileiros, em 26 acordos de colabora\u00e7\u00e3o. Por outro lado, foram 32 pa\u00edses que receberam pedidos dos procuradores brasileiros &#8211; alguns deles est\u00e3o nas duas listas. A maior parte das solicita\u00e7\u00f5es tem como objetivo a obten\u00e7\u00e3o de documentos.\u00a0S\u00e3o pedidos enviados a pa\u00edses como Cingapura, onde est\u00e3o alguns dos estaleiros contratados pela Petrobr\u00e1s, e Gibraltar, onde est\u00e1 um importante porto de reparos navais. Ou Liechtenstein, Ilhas Cayman e Uruguai, pa\u00edses usados para abertura de contas secretas e movimenta\u00e7\u00f5es de dinheiro para lavagem.\u00a0&#8220;Os pedidos de coopera\u00e7\u00e3o internacional permitiram seguir as pegadas do dinheiro ao redor do mundo e foram uma das principais caracter\u00edsticas do novo modelo de investiga\u00e7\u00e3o inaugurado pela Lava Jato&#8221;, afirmou o procurador da Rep\u00fablica Deltan Dallagnol, coordenador da for\u00e7a-tarefa de Curitiba. Al\u00e9m da capital paranaense, os pedidos de colabora\u00e7\u00e3o partiram de investigadores em Bras\u00edlia e no Rio.\u00a0Os acordos jur\u00eddicos &#8211; feitos com base em tratados e conven\u00e7\u00f5es internacionais &#8211; servem para autoridades de um pa\u00eds requisitarem a outros pa\u00edses oitivas de pessoas (testemunhas ou investigadas), para produzir e compartilhar provas documentais, para quebrar sigilos banc\u00e1rio, telef\u00f4nico e de e-mails, para bloqueios de bens ou valores e para pris\u00f5es e extradi\u00e7\u00f5es. Na China, por exemplo, pa\u00eds que tradicionalmente n\u00e3o mantinha acordos com o Brasil, a Lava Jato buscou dados sobre as contas usadas pelo doleiro Alberto Youssef para lavar dinheiro, em especial, da Odebrecht, via outro doleiro preso durante as investiga\u00e7\u00f5es, Leonardo Meireles.\u00a0&#8220;A mancha de pa\u00edses com coopera\u00e7\u00e3o com o Brasil, nos grandes casos, sempre se centrou no Uruguai, ou no Caribe, Estados Unidos e Su\u00ed\u00e7a. E hoje se v\u00ea, sobretudo na Lava Jato, que essa mancha no mapa transitou rumo aos pa\u00edses da \u00c1sia, em opera\u00e7\u00f5es que tiveram repercuss\u00e3o no caso&#8221;, afirmou o secret\u00e1rio de Coopera\u00e7\u00e3o Internacional da Procuradoria-Geral da Rep\u00fablica, Vladimir Aras. H\u00e1 ainda os pa\u00edses que abriram investiga\u00e7\u00f5es, mas n\u00e3o buscaram colabora\u00e7\u00e3o com o Brasil. E os que ainda devem ser citados oficialmente nas dela\u00e7\u00f5es de executivos e ex-executivos da Odebrecht, como M\u00e9xico e El Salvador, que poder\u00e3o buscar coopera\u00e7\u00e3o para procedimentos internos.\u00a0O caso Banestado, que registrou evas\u00e3o de mais de R$ 20 bilh\u00f5es em divisas, na d\u00e9cada de 1990, \u00e9 at\u00e9 hoje o caso com maior volume de acordos jur\u00eddicos internacionais do Brasil: 180, quase todos com os Estados Unidos. &#8220;A previs\u00e3o \u00e9 de que a Lava Jato ultrapasse esse n\u00famero de acordos&#8221;, afirmou Aras.\u00a0Em 2017, novas apura\u00e7\u00f5es, dentro e fora do Brasil, em neg\u00f3cios do setor de \u00f3leo e g\u00e1s e obras de outros setores, como os de transportes e energia, devem envolver mais empresas, em especial multinacionais, para o foco da Lava Jato, avaliam os procuradores.\u00a0Outro aspecto abordado pelos investigadores \u00e9 de que a aten\u00e7\u00e3o internacional no caso brasileiro e o maior volume de investiga\u00e7\u00f5es pelo mundo devem ajudar autoridades locais a enfrentar o que eles chamam de &#8220;contraofensiva&#8221; de pol\u00edticos para frear a opera\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>por Ricardo Brandt e F\u00e1bio Serapi\u00e3o | Estad\u00e3o Conte\u00fado Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o \/ TV Jurer\u00ea Em quase tr\u00eas anos de investiga\u00e7\u00f5es, o Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal j\u00e1 acumula 159 pedidos de coopera\u00e7\u00e3o com autoridades estrangeiras para instruir a\u00e7\u00f5es penais relacionadas \u00e0 Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato. 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