{"id":78231,"date":"2016-11-20T13:42:47","date_gmt":"2016-11-20T16:42:47","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=78231"},"modified":"2016-11-20T13:42:47","modified_gmt":"2016-11-20T16:42:47","slug":"2-de-cada-5-cidades-ja-tem-casos-de-chikungunya-alerta-ministerio-da-saude","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2016\/11\/20\/2-de-cada-5-cidades-ja-tem-casos-de-chikungunya-alerta-ministerio-da-saude\/","title":{"rendered":"2 de cada 5 cidades j\u00e1 t\u00eam casos de chikungunya, alerta Minist\u00e9rio da Sa\u00fade"},"content":{"rendered":"<div class=\"box-title\">\n<p><em>por Fabiana Cambricoli e Paula Felix | Estad\u00e3o Conte\u00fado<\/em><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"box-body\">\n<div class=\"text-center\">\n<div class=\"box-img\"><img decoding=\"async\" class=\"img-center img-responsive\" src=\"http:\/\/imagem.bahianoticias.com.br\/fotos\/estadao_noticias\/158041\/IMAGEM_NOTICIA_5.jpg?checksum=1479655213\" alt=\"2 de cada 5 cidades j\u00e1 t\u00eam casos de chikungunya, alerta Minist\u00e9rio da Sa\u00fade\" \/><\/p>\n<div class=\"img-legenda\">Foto: Jos\u00e9 Cruz\/ Ag\u00eancia Brasil<\/div>\n<div class=\"img-legenda\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"text-descricao\">Classificada pelo ministro da Sa\u00fade, Ricardo Barros, como o pior problema de sa\u00fade que o Brasil dever\u00e1 enfrentar no pr\u00f3ximo ver\u00e3o, a chikungunya j\u00e1 mostra seu poder de dissemina\u00e7\u00e3o antes mesmo da chegada da esta\u00e7\u00e3o. Dados do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade mostram que a doen\u00e7a j\u00e1 est\u00e1 presente em dois de cada cinco munic\u00edpios brasileiros e, s\u00f3 neste ano, j\u00e1 provocou 138 mortes. Se o ver\u00e3o de 2014\/2015 foi marcado por uma epidemia recorde de dengue no Pa\u00eds e o de 2015\/2016 causou p\u00e2nico pela descoberta da rela\u00e7\u00e3o do v\u00edrus zika com a ocorr\u00eancia de microcefalia, a esta\u00e7\u00e3o de 2016\/2017 dever\u00e1, segundo especialistas, registrar uma explos\u00e3o de casos de chikungunya se a circula\u00e7\u00e3o do v\u00edrus seguir a mesma tend\u00eancia observada neste ano. O n\u00famero de notifica\u00e7\u00f5es da doen\u00e7a passou de 38,3 mil, em 2015, para 251 mil em 2016. No ano passado, 696 cidades brasileiras foram atingidas pela chikungunya. Em 2016, j\u00e1 s\u00e3o 2.281 munic\u00edpios. Pelo menos sete Estados brasileiros j\u00e1 registram \u00edndices epid\u00eamicos do problema &#8211; mais de 300 casos por 100 mil habitantes -, todos no Nordeste. &#8220;Eu diria que 2016 j\u00e1\u00e9 o ano em que a chikungunya est\u00e1 muito preocupante e, apesar disso, ainda temos muita falta de informa\u00e7\u00e3o&#8221;, diz o infectologista Rivaldo Ven\u00e2ncio, diretor da Fiocruz Mato Grosso do Sul. Dimensionar com exatid\u00e3o o alcance da epidemia esbarra nas limita\u00e7\u00f5es dos m\u00e9todos diagn\u00f3sticos. As semelhan\u00e7as entre os v\u00edrus da chikungunya, zika e dengue e de alguns dos seus sintomas dificultam a cria\u00e7\u00e3o de testes precisos e podem causar confus\u00f5es quando o diagn\u00f3stico \u00e9 feito somente por avalia\u00e7\u00e3o cl\u00ednica, pr\u00e1tica comum em per\u00edodos epid\u00eamicos. Presidente da Sociedade Brasileira de Dengue e Arboviroses, o infectologista Artur Timerman afirma que, de um modo geral, as epidemias costumam come\u00e7ar com poucos casos, que se tornam crescentes, chegam ao \u00e1pice e caem. &#8220;A chikungunya teve relatos de casos h\u00e1 cinco anos no Nordeste. Depois, houve um grande n\u00famero de casos relatados h\u00e1 dois anos, um ano antes da zika. Est\u00e1 seguindo o trajeto que seguiu a dengue&#8221;, diz.\u00a0Timerman diz que a postura do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade de alertar sobre a possibilidade de maior dissemina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a n\u00e3o ter\u00e1 efeitos na popula\u00e7\u00e3o sem a\u00e7\u00f5es de combate ao mosquito associadas a mudan\u00e7as nas cidades. &#8220;Estamos com tr\u00eas v\u00edrus circulando e n\u00e3o sabemos o impacto disso. Esse \u00e9 um dos problemas de sa\u00fade p\u00fablica mais dram\u00e1ticos. Fala-se em combater o vetor de forma emergencial, mas \u00e9 preciso pensar em saneamento b\u00e1sico, cidades menos impermeabilizadas e com mais \u00e1reas verdes&#8221;. O minist\u00e9rio afirmou, em nota, que o aumento de casos era previsto, uma vez que a doen\u00e7a \u00e9 recente e, por isso, h\u00e1 mais pessoas suscet\u00edveis. A pasta diz ainda que tem se preparado para o pr\u00f3ximo ver\u00e3o, intensificando as a\u00e7\u00f5es de preven\u00e7\u00e3o e combate ao mosquito, com medidas como mobiliza\u00e7\u00f5es nacionais para coleta de pneus e conscientiza\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o sobre a import\u00e2ncia da continuidade das a\u00e7\u00f5es de combate ao mosquito.<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>por Fabiana Cambricoli e Paula Felix | Estad\u00e3o Conte\u00fado Foto: Jos\u00e9 Cruz\/ Ag\u00eancia Brasil Classificada pelo ministro da Sa\u00fade, Ricardo Barros, como o pior problema de sa\u00fade que o Brasil dever\u00e1 enfrentar no pr\u00f3ximo ver\u00e3o, a chikungunya j\u00e1 mostra seu poder de dissemina\u00e7\u00e3o antes mesmo da chegada da esta\u00e7\u00e3o. Dados do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade mostram que a doen\u00e7a j\u00e1 est\u00e1 presente em dois de cada cinco munic\u00edpios brasileiros e, s\u00f3 neste ano, j\u00e1 provocou 138 mortes. 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