{"id":77788,"date":"2016-10-28T07:02:19","date_gmt":"2016-10-28T10:02:19","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=77788"},"modified":"2016-10-28T07:02:19","modified_gmt":"2016-10-28T10:02:19","slug":"uma-pessoa-foi-assassinada-a-cada-9-minutos-no-brasil-em-2015-diz-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2016\/10\/28\/uma-pessoa-foi-assassinada-a-cada-9-minutos-no-brasil-em-2015-diz-estudo\/","title":{"rendered":"Uma pessoa foi assassinada a cada 9 minutos no Brasil em 2015, diz estudo"},"content":{"rendered":"<p><em>do G1<\/em><\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-620\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"\" title=\"Assassinato na regi\u00e3o da Berrini foi encomendado, diz delegado (Foto: Glauco Ara\u00fajo\/G1)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/2nwomgO6fBQBH3PMZn6h_qkhSls=\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2015\/06\/02\/glauco_mata.jpg\" alt=\"Assassinato na regi\u00e3o da Berrini foi encomendado, diz delegado (Foto: Glauco Ara\u00fajo\/G1)\" width=\"507\" height=\"380\" \/><\/div>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-620\"><strong>Baleado ap\u00f3s sair de um bar na Berrini em junho de 2015, diretor comercial Luiz Eduardo Barreto foi um dos milhares de mortos no pa\u00eds no ano passado (Foto: Glauco Ara\u00fajo\/Arquivo G1 &#8211; 01\/06\/2015)<\/strong><\/div>\n<p>No ano passado, cerca de 160 pessoas foram assassinadas por dia no Brasil, uma pessoa a cada nove minutos. No total, 58.383 pessoas foram mortas violentamente e intencionalmente no pa\u00eds, retra\u00e7\u00e3o de 1,2% em rela\u00e7\u00e3o a 2014, segundo dados in\u00e9ditos do 10\u00ba Anu\u00e1rio Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica. J\u00e1 o n\u00famero de pessoas mortas por policiais aumentou 6,3% (<a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/sao-paulo\/noticia\/2016\/10\/nove-foram-mortos-por-policiais-por-dia-em-2015-no-brasil-diz-estudo.html\">saiba mais aqui<\/a>).<\/p>\n<div class=\"saibamais componente_materia\"><strong>saiba mais<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/politica\/noticia\/2015\/10\/brasil-registra-58-mil-mortes-violentas-em-2014-mostra-estudo.html\">Brasil registra 58 mil mortes violentas em 2014, mostra estudo<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/sao-paulo\/noticia\/2016\/10\/nove-foram-mortos-por-policiais-por-dia-em-2015-no-brasil-diz-estudo.html\">Nove foram mortos por policiais por dia em 2015 no Brasil, diz estudo<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<p>Os dados de homic\u00eddios dolosos, latroc\u00ednios e mortes provocadas por interven\u00e7\u00e3o, que configuram as mortes violentas, foram obtidos via Lei de Acesso \u00e0 Informa\u00e7\u00e3o pelo F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica, autor do anu\u00e1rio que ser\u00e1 divulgado no dia 3 de novembro.<\/p>\n<p>De janeiro de 2011 a dezembro de 2015, 278.839 pessoas foram mortas no pa\u00eds, n\u00famero maior do que o de mortos na guerra da S\u00edria, onde 256.124 morreram no mesmo per\u00edodo, segundo o F\u00f3rum. Os n\u00fameros do pa\u00eds do Oriente M\u00e9dio s\u00e3o do Observat\u00f3rio de Direitos Humanos na S\u00edria e da ONU.<!--more--><\/p>\n<p>Para a soci\u00f3loga Samira Bueno, diretora executiva do f\u00f3rum, a retra\u00e7\u00e3o de 2014 para 2015 deve ser vista com cautela. \u201cEu sempre falo de redu\u00e7\u00e3o com muito cuidado porque os estados retificam os dados. Ent\u00e3o, na verdade, o que aconteceu n\u00e3o foi uma redu\u00e7\u00e3o, mas um empate\u201d, disse. &#8220;N\u00e3o d\u00e1 pra dizer que tem uma tend\u00eancia de redu\u00e7\u00e3o nacional.\u201d<\/p>\n<p>As regi\u00f5es Nordeste e Norte, por exemplo, seguem com altas taxas de assassinatos. Os primeiros cinco colocados s\u00e3o das duas regi\u00f5es: Sergipe, Alagoas, Rio Grande do Norte, Cear\u00e1 e Par\u00e1.<\/p>\n<p>Pela primeira vez o estado de Sergipe encabe\u00e7a a lista, com 57,3 mortes violentas intencionais a cada 100 mil pessoas (aumento de 18,2% em rela\u00e7\u00e3o aos dados do ano anterior).<\/p>\n<p>J\u00e1 o estado de Alagoas, que por anos encabe\u00e7ou a lista, teve redu\u00e7\u00e3o de 20,8% na taxa, saindo dos 64,1 mortos por 100 mil habitantes para 50,8, a maior queda entre todas as unidades da federa\u00e7\u00e3o. Mesmo assim, ele \u00e9 o segundo colocado no ranking.<\/p>\n<p>Ainda no Nordeste, o terceiro colocado, Rio Grande do Norte, \u00e9 o que teve maior crescimento na taxa: 39,1%. O estado passou de 34,9 para 48,6 por 100 mil habitantes.<\/p>\n<p>\u201cNo ano passado, estourou o n\u00famero de homic\u00eddios no Rio Grande do Norte. E em mar\u00e7o deste ano, o governo decretou calamidade p\u00fablica por conta do sistema prisional. O crime est\u00e1 se organizando e tem cara de briga de fac\u00e7\u00e3o, por isso o mata-mata\u201d, disse Samira.<\/p>\n<p>A capital do estado, Natal, foi a que teve o maior aumento proporcional de casos de homic\u00eddios entre as capitais: a taxa quase dobrou na cidade, de 39,8 para 78,4 por 100 mil habitantes.<\/p>\n<p><strong>Quedas<\/strong><br \/>\nPara Samira, as taxas aumentam ou diminuem conforme a prioridade da gest\u00e3o p\u00fablica. Os estados que t\u00eam programas estaduais de redu\u00e7\u00e3o de homic\u00eddios e da viol\u00eancia letal ativos foram os que tiveram maior queda nas taxas.<\/p>\n<p>\u201cO Esp\u00edrito Santo, que j\u00e1 figurou entre os mais violentos, por exemplo, tem um dos melhores programas de redu\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia letal&#8221;, disse a diretora. Vit\u00f3ria foi a capital que teve a maior redu\u00e7\u00e3o: 43,6%.&#8221;Cear\u00e1 est\u00e1 investindo pesado nisso e tamb\u00e9m saiu do topo do ranking.\u201d<\/p>\n<p>Samira ainda avalia que o recente conflito entre as fac\u00e7\u00f5es que agem dentro e fora dos pres\u00eddios, manifestadas em recentes rebeli\u00f5es, &#8220;pode piorar ainda mais o cen\u00e1rio se o governo federal n\u00e3o agir rapidamente em rela\u00e7\u00e3o a isso&#8221;.<\/p>\n<p>Os estados que registraram as menores taxas de mortes violentas intencionais foram S\u00e3o Paulo (11,7), Santa Catarina (14,3) e Roraima (18,2).<\/p>\n<p><strong>Outro lado<\/strong><br \/>\nEm nota, a Secretaria da Seguran\u00e7a P\u00fablica de Sergipe (SSP\/SE) disse que \u201ca metodologia entre os estados n\u00e3o obedece crit\u00e9rios e protocolos definidos e \u00e9 muito discrepante\u201d.<\/p>\n<p>\u201cEm Sergipe, a an\u00e1lise \u00e9 rigorosa e definida por n\u00famero de v\u00edtimas &#8211;e n\u00e3o por ocorr\u00eancias, o que gera uma diferen\u00e7a consider\u00e1vel na compara\u00e7\u00e3o com outros estados. A coleta em Sergipe \u00e9 feita caso a caso e realizada diretamente no Instituto M\u00e9dico Legal, com informa\u00e7\u00f5es confrontadas de forma rigorosa. Sergipe n\u00e3o ignora qualquer informa\u00e7\u00e3o e n\u00e3o permite que haja pend\u00eancias de dados que devem ser repassados periodicamente \u00e0 Secretaria Nacional da Seguran\u00e7a P\u00fablica (Senasp).\u201d<\/p>\n<p>Em nota, a Secretaria de Seguran\u00e7a P\u00fablica e Defesa Social do Rio Grande do Norte afirmou que \u201cainda n\u00e3o teve acesso ao anu\u00e1rio\u201d, mas que \u201cem 2015 o RN superou a meta de redu\u00e7\u00e3o de CVLI [Crimes Violentos Letais Intencionais] indicada pelo Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a, com uma redu\u00e7\u00e3o de 6,3% no quantitativo de CVLIs quando comparado a 2014\u201d.<\/p>\n<p>Em comunicado, o governo do Rio Grande do Norte acrescenta que \u201cos \u00edndices do estado voltaram a cair ap\u00f3s 10 anos de crescimentos consecutivos\u201d. \u201cIsso significa que em 2015 obtivemos o melhor resultado da \u00faltima d\u00e9cada, com recorde de redu\u00e7\u00e3o de CVLIs no RN.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>do G1 Baleado ap\u00f3s sair de um bar na Berrini em junho de 2015, diretor comercial Luiz Eduardo Barreto foi um dos milhares de mortos no pa\u00eds no ano passado (Foto: Glauco Ara\u00fajo\/Arquivo G1 &#8211; 01\/06\/2015) No ano passado, cerca de 160 pessoas foram assassinadas por dia no Brasil, uma pessoa a cada nove minutos. No total, 58.383 pessoas foram mortas violentamente e intencionalmente no pa\u00eds, retra\u00e7\u00e3o de 1,2% em rela\u00e7\u00e3o a 2014, segundo dados in\u00e9ditos do 10\u00ba Anu\u00e1rio Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica. 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