{"id":77007,"date":"2016-09-27T07:56:54","date_gmt":"2016-09-27T10:56:54","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=77007"},"modified":"2016-09-27T07:56:54","modified_gmt":"2016-09-27T10:56:54","slug":"moro-decreta-bloqueio-de-ate-r-128-mi-de-palocci-e-investigados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2016\/09\/27\/moro-decreta-bloqueio-de-ate-r-128-mi-de-palocci-e-investigados\/","title":{"rendered":"Moro decreta bloqueio de at\u00e9 R$ 128 mi de Palocci e investigados"},"content":{"rendered":"<div class=\"featured-image\">\n<div class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"attachment-featured-image  wp-post-image lazyloaded\" title=\"escandalo-caseiro-2006-02-original.jpeg\" src=\"https:\/\/abrilveja.files.wordpress.com\/2016\/07\/escandalo-caseiro-2006-02-original.jpeg?quality=70&amp;strip=all&amp;w=680&amp;h=453&amp;crop=1\" alt=\"Ant\u00f4nio Palocci, ex-ministro da Fazenda de Lula e ex-chefe da Casa Civil de Dilma Rousseff, em 2006\" width=\"479\" height=\"319\" data-src=\"https:\/\/abrilveja.files.wordpress.com\/2016\/07\/escandalo-caseiro-2006-02-original.jpeg?quality=70&amp;strip=all&amp;w=680&amp;h=453&amp;crop=1\" data-srcset=\"\" data-sizes=\"\" \/><\/div>\n<p class=\"caption\">Ant\u00f4nio Palocci, ex-ministro da Fazenda de Lula e ex-chefe da Casa Civil de Dilma Rousseff (Sebasti\u00e3o Moreira\/AE\/VEJA\/VEJA)<\/p>\n<\/div>\n<p>O juiz Sergio Moro, da 13\u00aa Vara Federal de Curitiba, decretou o bloqueio de at\u00e9 128 milh\u00f5es de reais em recursos das contas banc\u00e1rias do ex-ministro Antonio Palocci, dos assessores do petista Juscelino Dourado e Branislav Kontic e de duas empresas investigadas na 35\u00aa fase da Lava Jato, incluindo a Projeto Consultoria Empresarial e Financeira. O valor diz respeito ao montante que o Setor de Opera\u00e7\u00f5es Estruturadas da Odebrecht, conhecido como a central de propinas da empreiteira, teria pago ao PT de 2008 a 2013. \u201cSurgiram provas, em cogni\u00e7\u00e3o sum\u00e1ria, de que ele [Palocci] recebia e era respons\u00e1vel pela coordena\u00e7\u00e3o dos recebimentos por parte de seu grupo pol\u00edtico de pagamentos sub-rept\u00edcios pelo Grupo Odebrecht\u201d, resumiu Moro.<\/p>\n<p>No despacho em que decretou a pris\u00e3o tempor\u00e1ria de Palocci, datado de 12 de setembro, Sergio Moro relata em detalhes o propinoduto envolvendo a Odebrecht e o petista e diz ser \u201cposs\u00edvel\u201d que parte da propina destinada pelo grupo de Marcelo Odebrecht ao PT tenha sido paga em contas secretas no exterior. O risco de os recursos produtos do crime n\u00e3o poderem ser mais recuperados e a possibilidade de fuga dos investigados foi levado em conta pelo magistrado ao decretar a deten\u00e7\u00e3o de Palocci e dos dois assessores.<!--more--><\/p>\n<p>Na 35\u00aa fase da Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato, foram alvo de condu\u00e7\u00e3o coercitiva\u00a0Rita de C\u00e1ssia dos Santos, secret\u00e1ria de Palocci, e Demerval de Souza Gusm\u00e3o Filho, propriet\u00e1rio da construtora que figurou como compradora do im\u00f3vel destinado ao Instituto Lula. Houve ordem de busca e apreens\u00e3o de documentos nos endere\u00e7os de Palocci, da Projeto Consultoria Empresarial e Financeira Ltda., empresa de consultoria do petista; de Branislav Kontic; de Juscelino Dourado; da J &amp; F Assessoria Ltda.; de Rita de C\u00e1ssia dos Santos; de Demerval de Souza Gusm\u00e3o Filho; e da DAG. Construtora Ltda.<\/p>\n<p>De acordo com o juiz Sergio Moro, as evid\u00eancias colhidas pelos investigadores indicam o \u201crecebimento sistem\u00e1tico de propinas\u201d por interm\u00e9dio de Palocci, j\u00e1 que a rela\u00e7\u00e3o do ex-ministro petista com o Grupo Odebrecht come\u00e7ou h\u00e1 pelo menos dez anos. Mesmo sem cargo de primeiro escal\u00e3o no governo federal \u2013 Palocci deixou a Casa Civil em 2011 ap\u00f3s suspeitas de crescimento irregular do patrim\u00f4nio \u2013 ou mandato como deputado, ele continuou a atuar, nas palavras de Moro, como \u201crecebedor ou intermediador de pagamentos, em 2012 e 2013 pelo menos, para o seu grupo pol\u00edtico\u201d.<\/p>\n<p>As investiga\u00e7\u00f5es contra Antonio Palocci ganharam provas mais contundentes a partir da an\u00e1lise de mensagens de email, anota\u00e7\u00f5es encontradas no celular do empreiteiro Marcelo Odebrecht e dados da planilha de propinas da Odebrecht. Identificado como \u201cItaliano\u201d entre os codinomes dos destinat\u00e1rios de dinheiro sujo, Palocci teria acertado o pagamento sub-rept\u00edcio de cerca de 200 milh\u00f5es de reais de 2008 a 2013. \u201cA planilha tem apar\u00eancia de uma esp\u00e9cie de conta corrente informal do Grupo Odebrecht com agentes do Partido dos Trabalhadores\u201d, resumiu Sergio Moro. Ao final, 128 milh\u00f5es de reais teriam desaguado em destinat\u00e1rios definidos pelo PT, como o marqueteiro Jo\u00e3o Santana, at\u00e9 outubro de 2013, restando um saldo de 71 milh\u00f5es de reais. De acordo com o juiz Moro, as suspeitas s\u00e3o de que parte desses recursos tenham origem em contratos da Petrobras ou da Braskem Petroqu\u00edmica com a Petrobras. Fonte: Veja on line<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ant\u00f4nio Palocci, ex-ministro da Fazenda de Lula e ex-chefe da Casa Civil de Dilma Rousseff (Sebasti\u00e3o Moreira\/AE\/VEJA\/VEJA) O juiz Sergio Moro, da 13\u00aa Vara Federal de Curitiba, decretou o bloqueio de at\u00e9 128 milh\u00f5es de reais em recursos das contas banc\u00e1rias do ex-ministro Antonio Palocci, dos assessores do petista Juscelino Dourado e Branislav Kontic e de duas empresas investigadas na 35\u00aa fase da Lava Jato, incluindo a Projeto Consultoria Empresarial e Financeira. 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