{"id":76935,"date":"2016-09-23T06:45:35","date_gmt":"2016-09-23T09:45:35","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=76935"},"modified":"2016-09-23T06:45:35","modified_gmt":"2016-09-23T09:45:35","slug":"policia-federal-deflagra-nova-fase-da-operacao-acronimo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2016\/09\/23\/policia-federal-deflagra-nova-fase-da-operacao-acronimo\/","title":{"rendered":"Pol\u00edcia Federal deflagra nova fase da Opera\u00e7\u00e3o Acr\u00f4nimo"},"content":{"rendered":"<p>A Pol\u00edcia Federal deflagrou nesta sexta-feira (23) uma nova fase da Opera\u00e7\u00e3o Acr\u00f4nimo. Agentes foram \u00e0s ruas logo no in\u00edcio da manh\u00e3. Ainda n\u00e3o h\u00e1 informa\u00e7\u00f5es sobre quantos mandados ser\u00e3o cumpridos e se h\u00e1 alguma pris\u00e3o prevista.<\/p>\n<p>A Opera\u00e7\u00e3o Acr\u00f4nimo investiga um esquema de lavagem de dinheiro em campanhas eleitorais e recebimento de vantagens indevidas por parte de agentes p\u00fablicos.<\/p>\n<p>A \u00faltima fase da Acr\u00f4nimo havia sido realizada no dia 15 deste m\u00eas. Na ocasi\u00e3o, a pol\u00edcia se concentrou em duas linhas de investiga\u00e7\u00e3o. A primeira se referia \u00e0 suspeita de coopta\u00e7\u00e3o (quando pessoas s\u00e3o atra\u00eddas de forma il\u00edcita) e pagamento de vantagens indevidas para fraudar licita\u00e7\u00f5es no Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, beneficiando uma gr\u00e1fica pertencente a investigados.<\/p>\n<p>A outra era a suspeita de interposi\u00e7\u00e3o de uma empresa na negocia\u00e7\u00e3o de vantagens indevidas a agente p\u00fablico para conseguir financiamento de projetos no exterior pelo BNDES em Angola, Cuba, Panam\u00e1, Gana e M\u00e9xico e Rep\u00fablica Dominicana. Segundo a pol\u00edcia, uma empreiteira brasileira foi a grande beneficiada.<!--more--><\/p>\n<p><strong>Hist\u00f3rico<\/strong><br \/>\nEm maio de 2015, quando deu in\u00edcio \u00e0 Opera\u00e7\u00e3o Acr\u00f4nimo, a PF buscava a origem de mais de R$ 110 mil encontrados em um avi\u00e3o no aeroporto de Bras\u00edlia, em outubro do ano passado. A aeronave transportava o empres\u00e1rio Ben\u00e9, apontado como suposto operador do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT).<\/p>\n<p>Ben\u00e9 j\u00e1 foi preso em outra fase da Opera\u00e7\u00e3o Acr\u00f4nimo, mas liberado ap\u00f3s pagar fian\u00e7a. Ele se tornou delator da Acr\u00f4nimo. Tamb\u00e9m na 1\u00aa fase da Acr\u00f4nimo, a PF fez buscas no apartamento da mulher de Pimentel, a jornalista Carolina de Oliveira, em Bras\u00edlia. Na \u00e9poca, o governador classificou a a\u00e7\u00e3o como um &#8220;equ\u00edvoco&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Ocorre que o mandado de busca e apreens\u00e3o foi expedido com base numa alega\u00e7\u00e3o, numa defini\u00e7\u00e3o inver\u00eddica, absolutamente inver\u00eddica\u201d, disse o governador na ocasi\u00e3o. Dois dias depois, o advogado de Carolina de Oliveira, Pierpaolo Bottini, entregou \u00e0 Justi\u00e7a Federal em Bras\u00edlia documentos que comprovariam a inoc\u00eancia da primeira-dama mineira.<\/p>\n<p>A segunda etapa da opera\u00e7\u00e3o cumpriu mandados de busca e apreens\u00e3o em Bras\u00edlia, Belo Horizonte, Uberl\u00e2ndia, Rio de Janeiro e S\u00e3o Paulo em junho de 2015. Em Belo Horizonte, os agentes apreenderam material em um escrit\u00f3rio onde funcionou o comit\u00ea campanha de Pimentel em 2014, no bairro da Serra. Em Bras\u00edlia, um dos mandados foi cumprido em uma ag\u00eancia de publicidade.<\/p>\n<p>\u00c0 \u00e9poca, a assessoria de imprensa do governo de Minas Gerais disse que as a\u00e7\u00f5es da PF foram &#8220;abusivas&#8221;.<\/p>\n<p>Na terceira etapa da Acr\u00f4nimo, deflagrada em outubro, policiais federais cumpriram 40 mandados de busca e apreens\u00e3o em Minas Gerais, em S\u00e3o Paulo e no Distrito Federal.<\/p>\n<p>\u00c0 \u00e9poca, foi cumprido mandado na casa do diretor-presidente da Companhia Energ\u00e9tica de Minas Gerais (Cemig), Mauro Borges, ex-ministro do Desenvolvimento, Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio Exterior, com atua\u00e7\u00e3o entre fevereiro e dezembro de 2014, quando assumiu o cargo deixado por Pimentel.<\/p>\n<p>A s\u00e9tima fase ocorreu no dia 13 deste m\u00eas. O empres\u00e1rio Felipe Torres Amaral foi alvo de condu\u00e7\u00e3o coercitiva. Segundo a Procuradoria Geral da Rep\u00fablica, ele seria, sobrinho do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT).<\/p>\n<p>A defesa do governador diz que Felipe \u00e9 sobrinho da ex-mulher de Pimentel. No entanto, o advogado de Felipe Torres Amaral diz que o empres\u00e1rio \u00e9 filho de uma prima da ex-mulher do governador e que &#8220;jamais manteve qualquer tipo de sociedade&#8221; com Pimentel.<\/p>\n<p>No dia 15, o advogado de Pimentel, Eug\u00eanio Pacelli, disse que como o processo sobre o caso tramita em primeira inst\u00e2ncia, n\u00e3o h\u00e1 e n\u00e3o pode haver nada que afete o governador, que tem foro no Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ).<\/p>\n<p>Pacelli questiona o lan\u00e7amento de uma nova fase da opera\u00e7\u00e3o \u00e9 retomada quando a Justi\u00e7a est\u00e1 para analisar o caso. &#8220;Por que s\u00f3 agora, \u00e0s v\u00e9speras da retomada do julgamento de quest\u00e3o de ordem no STJ, a &#8220;nova fase&#8221; foi deflagrada?&#8221;, indagou, por e-mail. As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do G1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Pol\u00edcia Federal deflagrou nesta sexta-feira (23) uma nova fase da Opera\u00e7\u00e3o Acr\u00f4nimo. Agentes foram \u00e0s ruas logo no in\u00edcio da manh\u00e3. Ainda n\u00e3o h\u00e1 informa\u00e7\u00f5es sobre quantos mandados ser\u00e3o cumpridos e se h\u00e1 alguma pris\u00e3o prevista. A Opera\u00e7\u00e3o Acr\u00f4nimo investiga um esquema de lavagem de dinheiro em campanhas eleitorais e recebimento de vantagens indevidas por parte de agentes p\u00fablicos. A \u00faltima fase da Acr\u00f4nimo havia sido realizada no dia 15 deste m\u00eas. Na ocasi\u00e3o, a pol\u00edcia se concentrou em duas linhas de investiga\u00e7\u00e3o. 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