{"id":71540,"date":"2016-02-01T14:01:41","date_gmt":"2016-02-01T17:01:41","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=71540"},"modified":"2016-02-01T14:01:41","modified_gmt":"2016-02-01T17:01:41","slug":"onu-diz-que-brasil-tem-problema-gigantesco-de-violencia-policial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2016\/02\/01\/onu-diz-que-brasil-tem-problema-gigantesco-de-violencia-policial\/","title":{"rendered":"ONU diz que Brasil tem &#8216;problema gigantesco&#8217; de viol\u00eancia policial"},"content":{"rendered":"<div class=\"box-title\">\n<p><strong><em>por Jamil Chade, correspondente | Estad\u00e3o Conte\u00fado<\/em><\/strong><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"box-body\">\n<div class=\"text-center\">\n<div class=\"box-img\"><img decoding=\"async\" class=\"img-center img-responsive\" src=\"http:\/\/imagem.bahianoticias.com.br\/fotos\/estadao_noticias\/115252\/IMAGEM_NOTICIA_5.jpg?checksum=1454337666\" alt=\"ONU diz que Brasil tem 'problema gigantesco' de viol\u00eancia policial\" \/><\/p>\n<div class=\"img-legenda\">Foto: Divulga\u00e7\u00e3o \/ ONU<\/div>\n<div class=\"img-legenda\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"text-descricao\">O Brasil enfrenta um &#8220;problema gigantesco&#8221; de viol\u00eancia policial e de afro-brasileiros que n\u00e3o se sentem seguros. O alerta foi feito por Zeid Al Hussein, alto comiss\u00e1rio da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) para Direitos Humanos. O tema tem feito parte da agenda da ONU no Brasil, com cr\u00edticas frequentes n\u00famero de pessoas mortas nas m\u00e3os da pol\u00edcia.\u00a0Nesta segunda-feira, 1\u00ba, o n\u00famero 1 das Na\u00e7\u00f5es Unidas para direitos humanos contou que esteve no Brasil no fim de 2015 e que um dos assuntos tratados em reuni\u00f5es fechadas foi justamente a viol\u00eancia policial. &#8220;Falamos sobre isso em reuni\u00f5es e tivemos contato com a sociedade civil, e brasileiros que sabiam muito do assunto&#8221;, disse.\u00a0&#8220;Os problemas s\u00e3o gigantes e as demanda no Brasil s\u00e3o substanciais, dada a condi\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica muito dif\u00edcil e o contexto pol\u00edtico&#8221;, afirmou Zeid. &#8220;O Brasil est\u00e1 sob muita press\u00e3o, mas a necessidade de assegurar que a popula\u00e7\u00e3o afro-brasileira tenha seis direitos protegidos precisa ser mantida e todos os casos de viol\u00eancia precisam ser investigados&#8221;, defendeu. &#8220;Aqueles suspeitos de conduzir ou cometer viola\u00e7\u00f5es aos direitos humanos, sejam eles da pol\u00edcia ou n\u00e3o, precisam ser punidos. Trata-se de algo muito s\u00e9rio&#8221;, insistiu.\u00a0Zeid ainda criticou o fato de que, por anos, pa\u00edses como o Brasil foram elogiados ou apontados como exemplos apenas por causa das &#8220;taxas de crescimento econ\u00f4mico que registravam&#8221; . &#8220;Os economistas prevaleceram sobre os direitos humanos. Pa\u00edses s\u00e3o respeitados por seu PIB (Produto Interno Bruto), por seu d\u00e9ficit e desemprego. Mas quais s\u00e3o os valores que eles representam de fato?&#8221;, questionou. &#8220;H\u00e1 uma forma de olhar os pa\u00edses considerando apenas a economia e isso n\u00e3o diz tudo. Precisamos olhar a outros direitos&#8221;, disse. &#8220;Olhe para a Tun\u00edsia e o Egito. Eles estavam \u00e0 caminho de cumprir as Metas do Mil\u00eanio. Mas a dignidade de sua popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o estava sendo respeitada. E a\u00ed tivemos revoltas em 2011&#8221;, contou. &#8220;Em muitos casos de crescimento econ\u00f4mico, a dignidade das pessoas n\u00e3o estava sendo respeitada&#8221;, alertou. &#8220;O desenvolvimento, sem um sistema de valores, n\u00e3o \u00e9 suficiente.&#8221;\u00a0Para ele, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 similar a de uma &#8220;castelo de cartas&#8221;. &#8220;Com um golpe, tudo vem abaixo pois o Estado n\u00e3o existe de fato. Criam apar\u00eancias de Estado, mas se ele existe mesmo \u00e9 outra quest\u00e3o&#8221;, disse.\u00a0No caso do Brasil, ele reconhece que &#8220;existe uma completa abertura e reconhecimento sobre a gravidade do problema&#8221;. &#8220;N\u00e3o h\u00e1 uma tentativa de ser defensivo e h\u00e1 um entendimento de que o Brasil enfrenta um teste severo nesta \u00e1rea e que a maioria dos brasileiros afrodescendentes sentem inseguros nas zonas urbanas e de que n\u00e3o tem a mesma prote\u00e7\u00e3o da pol\u00edcia&#8221;, disse.\u00a0&#8220;O primeiro passo para lidar com um problema \u00e9 reconhecer que ele existe&#8221;, completou.<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>por Jamil Chade, correspondente | Estad\u00e3o Conte\u00fado Foto: Divulga\u00e7\u00e3o \/ ONU O Brasil enfrenta um &#8220;problema gigantesco&#8221; de viol\u00eancia policial e de afro-brasileiros que n\u00e3o se sentem seguros. 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