{"id":70956,"date":"2016-01-05T09:40:07","date_gmt":"2016-01-05T12:40:07","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=70956"},"modified":"2016-01-05T09:40:07","modified_gmt":"2016-01-05T12:40:07","slug":"despedalada-mostra-diferenca-entre-ministros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2016\/01\/05\/despedalada-mostra-diferenca-entre-ministros\/","title":{"rendered":"\u2018Despedalada\u2019 mostra diferen\u00e7a entre ministros"},"content":{"rendered":"<p class=\"credito_imagem\">Foto: Andr\u00e9 Dusek \/ Estad\u00e3o<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"\" src=\"http:\/\/politicalivre.com.br\/wp-content\/thumbgen_cache\/d1a3666e41c76a33d01965da654c86be.gif\" alt=\"\" width=\"461\" height=\"250\" \/><\/p>\n<p class=\"legenda_imagem\">Nelson Barbosa e Joaquim Levy<\/p>\n<p>O processo de \u2018despedalada\u2019 ilumina uma diferen\u00e7a quase filos\u00f3fica entre o ex-ministro da Fazenda Joaquim Levy e seu sucessor, Nelson Barbosa. Se ainda estivesse no cargo e tivesse o poder de decis\u00e3o sobre o tema, Levy com certeza n\u00e3o teria \u2013 como de fato ocorreu \u2013 quitado de uma s\u00f3 vez os R$ 55,8 bilh\u00f5es das pedaladas usando basicamente dinheiro da conta \u00fanica do Tesouro Nacional, como explicam fontes pr\u00f3ximas ao ex-ministro. Segundo elas, Levy acha inapropriado usar recursos da conta do Tesouro, que s\u00e3o um colch\u00e3o de liquidez do Pa\u00eds, para aquele fim sobretudo num momento de crise econ\u00f4mica com grande potencial de trazer novas ondas de turbul\u00eancia macroecon\u00f4mica. J\u00e1 a equipe de Barbosa alega que a redu\u00e7\u00e3o do colch\u00e3o \u00e9 pequena e que este permanece mais do que adequado aos par\u00e2metros recomend\u00e1veis. Mas o ponto central da discord\u00e2ncia tem a ver com a vis\u00e3o liberal de mundo do ex-ministro da Fazenda. Levy acredita profundamente que, para garantir a austeridade fiscal no curto, m\u00e9dio e longo prazo, o governo deve amarrar as pr\u00f3prias m\u00e3os, e fazer o m\u00e1ximo para condicionar que todo aumento de gasto p\u00fablico transpare\u00e7a no Or\u00e7amento. Dessa forma, o ex-ministro n\u00e3o via com bons olhos a transfer\u00eancia de uma vez s\u00f3, por causa da escolha feita para a \u201cdespedalada\u201d, de grandes volumes de recursos para bancos federais e fundos p\u00fablicos como o FGTS. Somando-se o que j\u00e1 tinha sido \u201cdespedalado\u201d antes dos R$ 55,8 bilh\u00f5es, foram transferidos R$ 30 bilh\u00f5es para o BNDES, R$ 22,6 bilh\u00f5es para o FGTS e R$ 18,2 bilh\u00f5es para o Banco do Brasil. O problema de dar essa grande inje\u00e7\u00e3o de f\u00f4lego financeiro a esses bancos e fundo, para Levy, \u00e9 que eles s\u00e3o justamente os canais pelos quais o governo consegue contornar os embara\u00e7os do Or\u00e7amento com sua meta de prim\u00e1rio, e aumentar o gasto p\u00fablico de forma mais discreta e discricion\u00e1ria. Fonte: Estad\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto: Andr\u00e9 Dusek \/ Estad\u00e3o Nelson Barbosa e Joaquim Levy O processo de \u2018despedalada\u2019 ilumina uma diferen\u00e7a quase filos\u00f3fica entre o ex-ministro da Fazenda Joaquim Levy e seu sucessor, Nelson Barbosa. Se ainda estivesse no cargo e tivesse o poder de decis\u00e3o sobre o tema, Levy com certeza n\u00e3o teria \u2013 como de fato ocorreu \u2013 quitado de uma s\u00f3 vez os R$ 55,8 bilh\u00f5es das pedaladas usando basicamente dinheiro da conta \u00fanica do Tesouro Nacional, como explicam fontes pr\u00f3ximas ao ex-ministro. 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