{"id":70316,"date":"2015-12-04T15:09:55","date_gmt":"2015-12-04T18:09:55","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=70316"},"modified":"2015-12-04T15:09:55","modified_gmt":"2015-12-04T18:09:55","slug":"quanto-maior-a-escolaridade-maior-a-desigualdade-de-renda-entre-homem-e-mulher","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2015\/12\/04\/quanto-maior-a-escolaridade-maior-a-desigualdade-de-renda-entre-homem-e-mulher\/","title":{"rendered":"Quanto maior a escolaridade, maior a desigualdade de renda entre homem e mulher"},"content":{"rendered":"<p>O rendimento m\u00e9dio por hora de uma mulher no Brasil equivale a 74% do rendimento m\u00e9dio de um homem. Essa diferen\u00e7a aumenta conforme s\u00e3o adicionados mais anos de estudo ao curr\u00edculo. Os dados foram divulgados hoje (4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), na S\u00edntese de Indicadores Sociais.<\/p>\n<p>Para a popula\u00e7\u00e3o ocupada que possui 12 anos ou mais de estudo, o rendimento-hora m\u00e9dio das mulheres equivale a 66% do verificado para os homens. Em 2004, essa diferen\u00e7a era maior, com mulheres ganhando, em m\u00e9dia, 61% da remunera\u00e7\u00e3o masculina.<\/p>\n<p>Entre a popula\u00e7\u00e3o menos escolarizada, com at\u00e9 quatro anos de educa\u00e7\u00e3o formal, essa propor\u00e7\u00e3o sobe para 78%. Os dados mostram, no entanto, que esse grupo de mulheres menos escolarizadas, perdeu renda frente aos homens. Em 2004, seu rendimento-m\u00e9dio por hora equivalia a 79% da renda masculina.<\/p>\n<p>A pesquisa mostra que, ao longo de dez anos, a renda das mulheres avan\u00e7ou apenas quatro pontos percentuais em rela\u00e7\u00e3o a dos homens, de 70% para 74%.<!--more--><\/p>\n<p><strong>Jornada desigual<\/strong><\/p>\n<p>No per\u00edodo analisado, tanto homens quanto mulheres tiveram uma redu\u00e7\u00e3o em sua jornada total de trabalho, que inclui tanto o tempo gasto no emprego formal quanto o dedicado aos afazeres dom\u00e9sticos.<\/p>\n<p>Em m\u00e9dia, um homem brasileiro trabalha 41,6 horas semanais em seu trabalho principal e mais 10 horas no trabalho dom\u00e9stico, o que gera uma jornada total de 51,3 horas \u2013 menor que as 53,1 horas registradas em 2004. A redu\u00e7\u00e3o na jornada dos homens se concentrou no trabalho formal, que passou de 44 horas semanais, em 2004, para as atuais 41,6 horas. O tempo gasto nos afazeres dom\u00e9sticos se manteve igual em dez anos.<\/p>\n<p>J\u00e1 para as mulheres, o tempo gasto nas tarefas dom\u00e9sticas caiu de 22,3 horas semanais para 21,2 horas, de 2004 para 2014. Essa queda explica a redu\u00e7\u00e3o da jornada total, que passou de 57,2 horas para 56,3 horas semanais. O tempo investido no trabalho formal se manteve de 2004 para 2014: 35,5 horas.<\/p>\n<p>Segundo a pesquisa, 90,7% das mulheres que trabalhavam em 2014 tamb\u00e9m realizavam tarefas dom\u00e9sticas, percentual muito pr\u00f3ximo dos 91,3% registrados em 2004. Ao longo desses 10 anos, a varia\u00e7\u00e3o da mesma estat\u00edstica para homens foi de 46% para 51%.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 formaliza\u00e7\u00e3o, houve melhora para as mulheres: de 2004 a 2014, cresceu 60% o n\u00famero de mulheres ocupadas em trabalhos formais, enquanto para os homens essa alta foi 43,6%.<\/p>\n<p>Os dados do IBGE mostram ainda que as mulheres jovens s\u00e3o o grupo que tem maior dificuldade de se inserir no mercado de trabalho: uma em cada cinco jovens que tem entre 16 e 24 anos de idade est\u00e1 desocupada \u2013 grupo que inclui pessoas que procuraram emprego na semana da pesquisa e n\u00e3o encontraram. Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O rendimento m\u00e9dio por hora de uma mulher no Brasil equivale a 74% do rendimento m\u00e9dio de um homem. Essa diferen\u00e7a aumenta conforme s\u00e3o adicionados mais anos de estudo ao curr\u00edculo. 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