{"id":69580,"date":"2015-10-17T14:44:21","date_gmt":"2015-10-17T17:44:21","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=69580"},"modified":"2015-10-17T14:44:21","modified_gmt":"2015-10-17T17:44:21","slug":"economia-brasileira-vai-demorar-para-se-recuperar-apontam-analistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2015\/10\/17\/economia-brasileira-vai-demorar-para-se-recuperar-apontam-analistas\/","title":{"rendered":"Economia brasileira vai demorar para se recuperar, apontam analistas"},"content":{"rendered":"<p>A economia brasileira vai demorar para sair do buraco. Segundo a percep\u00e7\u00e3o de economistas do mercado financeiro ouvidos pelo Banco Central e analistas consultados pelo <strong>G1<\/strong>, as previs\u00f5es que, no in\u00edcio de 2015, indicavam um ajuste mais r\u00e1pido para controle da infla\u00e7\u00e3o, para as contas p\u00fablicas e n\u00edvel de atividade, agora mostram que esse processo deve demorar bem mais tempo \u2013 podendo abranger o segundo mandato inteiro da presidente <a class=\"premium-tip\" href=\"http:\/\/g1.globo.com\/politica\/politico\/dilma.html\">Dilma Rousseff<\/a>.<\/p>\n<p>No in\u00edcio deste ano, o mercado financeiro estimava um d\u00f3lar abaixo de R$ 3 at\u00e9 2019, um Produto Interno Bruto (PIB) crescendo nos quatro anos do segundo mandato de Dilma, super\u00e1vit prim\u00e1rio das contas p\u00fablicas (a economia feita para pagar juros da d\u00edvida) em todo este per\u00edodo, de 2015 a 2018, e infla\u00e7\u00e3o m\u00e9dia (nos quatro anos de governo) abaixo de 6% \u2013 al\u00e9m de taxas de juros mais baixas.<\/p>\n<div class=\"grafico-cma componente_materia\">\n<div class=\"titulo-grafico\">PREVIS\u00d5ES PARA A ECONOMIA<\/div>\n<div class=\"subtitulo-grafico\">Para 2015, feitas em janeiro e outubro<\/div>\n<div class=\"chart-placeholder column\" data-chart=\"{&quot;chart&quot;:{&quot;width&quot;:300,&quot;marginRight&quot;:20,&quot;type&quot;:&quot;column&quot;},&quot;colors&quot;:[&quot;#0000ff&quot;,&quot;#a80000&quot;,&quot;#0000ff&quot;,&quot;#a80000&quot;,&quot;#0000ff&quot;,&quot;#a80000&quot;,&quot;#0000ff&quot;,&quot;#a80000&quot;],&quot;plotOptions&quot;:{&quot;column&quot;:{&quot;dataLabels&quot;:{&quot;enabled&quot;:true,&quot;style&quot;:{&quot;color&quot;:&quot;#666&quot;,&quot;font&quot;:&quot;bold 12px Arial, helvetica, sans-serif&quot;}},&quot;colorByPoint&quot;:true},&quot;bar&quot;:{&quot;dataLabels&quot;:{&quot;enabled&quot;:true,&quot;overflow&quot;:&quot;none&quot;,&quot;crop&quot;:false,&quot;style&quot;:{&quot;color&quot;:&quot;#666&quot;,&quot;font&quot;:&quot;bold 12px Arial, helvetica, sans-serif&quot;}},&quot;colorByPoint&quot;:true}},&quot;credits&quot;:{&quot;enabled&quot;:false},&quot;data&quot;:{&quot;csv&quot;:&quot;perspectivas, %, %\\r\\nInfla\u00e7\u00e3o janeiro, 6.58\\r\\nInfla\u00e7\u00e3o outubro, 9.53\\r\\nPIB janeiro, 0.5\\r\\nPIB outubro, -2.85\\r\\nD\u00f3lar janeiro, 2.8\\r\\nD\u00f3lar outubro, 4\\r\\nSelic janeiro, 12.5\\r\\nSelic outubro, 14.25&quot;},&quot;title&quot;:{&quot;text&quot;:null},&quot;xAxis&quot;:{&quot;tickLength&quot;:0,&quot;labels&quot;:{&quot;style&quot;:{&quot;color&quot;:&quot;#999&quot;,&quot;font&quot;:&quot;normal 11px Arial, helvetica, sans-serif&quot;},&quot;rotation&quot;:-90},&quot;title&quot;:{&quot;text&quot;:null},&quot;gridLineColor&quot;:&quot;#eee&quot;},&quot;yAxis&quot;:{&quot;labels&quot;:{&quot;style&quot;:{&quot;color&quot;:&quot;#999&quot;,&quot;font&quot;:&quot;normal 11px Arial, helvetica, sans-serif&quot;}},&quot;title&quot;:{&quot;text&quot;:null},&quot;gridLineColor&quot;:&quot;#eee&quot;},&quot;legend&quot;:{&quot;enabled&quot;:false}}\" data-highcharts-chart=\"0\">\n<div id=\"highcharts-0\" class=\"highcharts-container\">6,589,530,5-2,852,8412,514,25Infla\u00e7\u00e3o janeiroInfla\u00e7\u00e3o outubroPIB janeiroPIB outubroD\u00f3lar janeiroD\u00f3lar outubroSelic janeiroSelic outubro-505101520<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"legenda-grafico\">Fonte: BC<\/div>\n<\/div>\n<p>Na semana passada, menos de dez meses depois, o mercado j\u00e1 v\u00ea o d\u00f3lar acima de R$ 4 at\u00e9 2019, o PIB m\u00e9dio negativo para o segundo mandato de Dilma, juros mais altos e infla\u00e7\u00e3o maior, acima, pela m\u00e9dia, de 6,3% \u2013 com novo crescimento em rela\u00e7\u00e3o aos quatro anos anteriores.<\/p>\n<p>De modo geral, os analistas acreditam que a piora do quadro est\u00e1 relacionada, principalmente, com as dificuldades do governo em acertar as contas p\u00fablicas, o que deve impactar, mais ainda, as taxas de emprego nos pr\u00f3ximos anos.<!--more--><\/p>\n<p><strong>Dificuldades<\/strong><br \/>\n&#8220;Por mais que a economia internacional tenha contribu\u00eddo para o quadro de dificuldades, a crise no Brasil \u00e9 fundamentalmente interna e do setor p\u00fablico [contas em desordem]. O que mina a confian\u00e7a dos agentes e causa instabilidade. Reverter esse quadro \u00e9 cr\u00edtico e est\u00e1 se mostrando muito demorado. Uma crise fiscal [das contas p\u00fablicas] dessa magnitude, talvez voc\u00ea tenha um per\u00edodo longo [de recupera\u00e7\u00e3o] como a Europa teve. Em alguns pa\u00edses da Europa, voc\u00ea tem quatro ou cinco anos [para se recuperar]. Eu diria que, de certo modo, pode ser um segundo mandato inteiro [da presidente Dilma] de ajuste&#8221;, avaliou o chefe da Unidade de Pol\u00edtica Econ\u00f4mica da CNI, Flavio Castelo Branco.<\/p>\n<p>Adriano Gomes, s\u00f3cio-diretor da M\u00e9thode Consultoria e professor do Curso de Administra\u00e7\u00e3o da ESPM, tamb\u00e9m acredita que o ajuste na economia poder\u00e1 demandar todo o segundo mandato da presidente Dilma Rousseff.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 bem por a\u00ed. Na economia real, voc\u00ea tem quebra das empresas, fal\u00eancia grande, desemprego elevado e empresas com pedidos de recupera\u00e7\u00e3o judicial como nunca se viu. O ajuste fiscal est\u00e1 jogando a economia mais ainda na recess\u00e3o. A CPMF [<a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/politica\/noticia\/2015\/09\/dilma-envia-ao-congresso-pec-que-cria-nova-cpmf.html\">cujo retorno est\u00e1 sendo proposto pela equipe econ\u00f4mica<\/a>] \u00e9 um imposto perverso, cumulativo. Nasce no primeiro elo da cadeia e vai at\u00e9 o consumidor final&#8221;, avaliou ele, que defendeu um corte maior nos gastos para equilibrar as contas p\u00fablicas ao inv\u00e9s de alta de tributos.<\/p>\n<p><strong>Previs\u00f5es para o PIB<\/strong><br \/>\nSegundo pesquisa do BC com mais de 100 institui\u00e7\u00f5es financeiras, realizada na semana passada, o Produto Interno Bruto (PIB) <a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/economia\/mercados\/noticia\/2015\/10\/expectativas-do-mercado-para-pib-e-inflacao-de-2015-e-2016-tem-nova-piora.html\">ter\u00e1 dois anos de retra\u00e7\u00e3o, em 2015 e 2016, de respectivamente, 2,97% e de 1,20%<\/a> \u2013 algo que n\u00e3o ocorre desde o in\u00edcio da s\u00e9rie hist\u00f3rica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), em 1948.<\/p>\n<p>A previs\u00e3o \u00e9 de um retorno ao campo positivo somente em 2017 (+1%), avan\u00e7ando para 2% de alta em 2018. Mesmo assim, no segundo mandato da presidente Dilma, ficaria negativo, pela m\u00e9dia, em 0,29% \u2013 a pior marca desde o governo Collor, que registrou m\u00e9dia negativa de 1,28% entre 1990 e 1992. No in\u00edcio deste ano, a estimativa era de um crescimento m\u00e9dio do PIB de 1,7% no segundo mandato de Dilma.<\/p>\n<p>De 1985 a 1990, no governo Sarney, o PIB avan\u00e7ou, pela m\u00e9dia, 4,3%. De 1990 a 1992, no governo Collor, recuou 1,28%. Entre 1992 e 1994, na gest\u00e3o de Itamar Franco, teve expans\u00e3o m\u00e9dia de 5,3%. No primeiro mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso, entre 1995 e 1998, registrou crescimento de 3%. No segundo mandato de FHC, houve expans\u00e3o de 2,3%.<\/p>\n<p>No primeiro mandato do presidente <a class=\"premium-tip\" href=\"http:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/luiz-inacio-lula-da-silva\/\">Luiz In\u00e1cio Lula da Silva<\/a>, de 2003 a 2006, o PIB avan\u00e7ou 3,5% e, no seu segundo mandato (2007 a 2010), cresceu 4,6% &#8211; ainda pela m\u00e9dia dos quatro anos. De 2011 a 2014, no primeiro mandato da presidente Dilma, foi registrado crescimento m\u00e9dio de 2,14%.<\/p>\n<div id=\"6512\" class=\"flash componente_materia\"><object width=\"300\" height=\"330\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=10.0,0,0,0\"><\/object><\/div>\n<p><strong>&#8216;M\u00e3e&#8217; de todos os problemas<\/strong><br \/>\nSegundo Adriano Gomes, a &#8220;m\u00e3e&#8221; dos problemas da economia brasileira \u00e9 a gest\u00e3o das contas p\u00fablicas.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00f3s vemos uma queda constante do super\u00e1vit prim\u00e1rio nos \u00faltimos anos, at\u00e9 que se chegou ao desastre total com as tais pedaladas fiscais [nos dois \u00faltimos anos], que est\u00e3o na ordem do dia. As ag\u00eancias de risco t\u00eam a mesma vis\u00e3o. Elas acompanham n\u00e3o s\u00f3 este indicador, mas tamb\u00e9m o aumento da d\u00edvida p\u00fablica, chegando a um n\u00famero que elas consideram cr\u00edtico, na casa de 65% [para a d\u00edvida bruta]. Isso fez com que o <a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/economia\/noticia\/2015\/09\/standard-and-poors-tira-grau-de-investimento-do-brasil.html\">pa\u00eds perdesse o grau de investimento<\/a>&#8220;, avaliou ele.<\/p>\n<p>Os economistas das institui\u00e7\u00f5es financeiras, consultados pelo BC em sua pesquisa semanal, abrangendo mais de 100 bancos, n\u00e3o acreditam que o governo conseguir\u00e1 levar adiante o ajuste nas contas p\u00fablicas prometido. A meta deste ano \u00e9 de um super\u00e1vit prim\u00e1rio de 0,15% para todo o setor p\u00fablico (governo, estados, munic\u00edpios e empresas estatais), ou R$ 8,7 bilh\u00f5es. <a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/economia\/noticia\/2015\/09\/em-agosto-deficit-do-setor-publico-cai-mas-tem-pior-valor-da-serie-no-ano.html\">At\u00e9 agosto, por\u00e9m, o resultado est\u00e1 deficit\u00e1rio em R$ 1,1 bilh\u00e3o.<\/a><\/p>\n<p>Para 2015, o mercado prev\u00ea um d\u00e9ficit de 0,30% do PIB e, para 2016, um resultado tamb\u00e9m negativo &#8211; de 0,20% do PIB (ainda bem distante da <a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/economia\/noticia\/2015\/09\/governo-anuncia-bloqueio-de-gastos-no-orcamento-de-2016.html\">meta de super\u00e1vit de 0,7% do PIB fixada para o pr\u00f3ximo ano<\/a>) &#8211; perfazendo tr\u00eas anos no vermelho, <a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/economia\/noticia\/2015\/01\/contas-do-setor-publico-tem-primeiro-deficit-da-historia-em-2014.html\">visto que 2014 j\u00e1 foi deficit\u00e1rio.<\/a> As contas voltariam ao azul somente em 2017 (com super\u00e1vit de 0,80%).<\/p>\n<p><strong>Turbul\u00eancias pol\u00edticas e Lava Jato<\/strong><br \/>\nSegundo an\u00e1lise da ag\u00eancia Moodys, al\u00e9m da deteriora\u00e7\u00e3o das contas p\u00fablicas, as turbul\u00eancias pol\u00edticas e as investiga\u00e7\u00f5es da opera\u00e7\u00e3o Lava Jato, que apura esquema de corrup\u00e7\u00e3o na<a class=\"premium-tip\" href=\"http:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/petrobras\/\">Petrobras<\/a>, levaram \u00e0 uma queda do emprego, do consumo e dos sal\u00e1rios, levando a uma retra\u00e7\u00e3o do PIB em 2015 e 2016.<\/p>\n<p>&#8220;O quadro pol\u00edtico est\u00e1 muito desgastado para fazer ajustes na magnitude em que eles s\u00e3o necess\u00e1rios, como alterar regras de benef\u00edcios previdenci\u00e1rios, assistenciais e regras de vincula\u00e7\u00e3o de despesas. Mudar o processo or\u00e7ament\u00e1rio. Tudo isso exige maiorias legislativas significativas. Se sele conta no ajuste fiscal com os recursos dessas medidas, e se h\u00e1 dificuldade em aprov\u00e1-las, isso passa um ambiente de incerteza e instabilidade. O que \u00e9 mortal para a retomada da economia. O investimento \u00e9 a mola para iniciar um processo de retomada&#8221;, avaliou o Flavio Castelo Branco, da CNI.<\/p>\n<p>Os impactos diretos e indiretos da Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato na economia, por sua vez, podem tirar R$ 142,6 bilh\u00f5es da economia brasileira em 2015, o equivalente a uma retra\u00e7\u00e3o de 2,5% do PIB (Produto Interno Bruto), segundo <a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/economia\/noticia\/2015\/08\/impacto-da-lava-jato-no-pib-pode-passar-de-r-140-bilhoes-diz-estudo.html\">estudo da consultoria GO Associados antecipado ao <strong>G1<\/strong><\/a>. \u201cO impacto ser\u00e1 um pouco menor, mas ainda muito significativo. No \u00faltimo c\u00e1lculo consideramos uma redu\u00e7\u00e3o de 42% nos investimentos da Petrobras\u201d, explicou, em agosto, Gesner Oliveira, professor da Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas e s\u00f3cio da consultoria GO Associados.<\/p>\n<p><strong>Desemprego subindo<\/strong><br \/>\nSegundo estudo da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria, a taxa de desemprego metropolitana medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), que subiu para 7,6% em agosto deste ano, deve encerrar este ano em 8% e tende a continuar avan\u00e7ando em 2016. &#8220;\u00c9 bem prov\u00e1vel que se agrave no in\u00edcio de 2016. \u00c9 poss\u00edvel que tenhjamos um quadro mais agravado pelo reajuste do sal\u00e1rio m\u00ednimo [que acontecer\u00e1 no in\u00edcio do ano que vem]&#8221;, avaliou Castelo Branco.<\/p>\n<p>Para Rodolfo Torelly, especialista no mercado de trabalho, dever\u00e3o ser fechadas 1,38 milh\u00e3o de vagas formais neste ano, no pior resultado da s\u00e9rie hist\u00f3rica dos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que come\u00e7a em 1992. At\u00e9 agosto deste ano, 572 mil vagas com carteira assinada foram fechadas. &#8220;O mercado de trabalho est\u00e1 refletindo o que a economia est\u00e1 mostrando. Acho que a gente n\u00e3o chegou no fundo do po\u00e7o ainda. Todo m\u00eas a situa\u00e7\u00e3o esta piorando&#8221;, declarou. Para ele, a taxa de desemprego, medida pelo IBGE, certamente vai chegar a 10% em 2016.<\/p>\n<p><strong>D\u00f3lar mais alto<\/strong><br \/>\nNo in\u00edcio deste ano, o mercado financeiro estimava um d\u00f3lar abaixo de R$ 3 at\u00e9 2019. Na semana passada, segundo estimativas colhidas pelo Banco Central com mais de 100 institui\u00e7\u00f5es financeiras, por\u00e9m, o cen\u00e1rio j\u00e1 havia se alterado significativamente.<\/p>\n<p>Aos olhos dos economistas dos bancos, o d\u00f3lar alto veio para ficar. A previs\u00e3o \u00e9 de que o d\u00f3lar termine este ano em R$ 4, avance para R$ 4,15 no fechamento de 2017, termine 2017 e 2018 em R$ 4 e que suba para R$ 4,11 no fim de 2019.<\/p>\n<p>Essa, por\u00e9m, \u00e9 uma estimativa sujeita a erro, uma vez que os pr\u00f3prios economistas costumam dizer que Deus inventou o c\u00e2mbio para lhes ensinar humildade. Nesta semana, por exemplo, a moeda americana j\u00e1 est\u00e1 operando ao redor de R$ 3,80.<\/p>\n<p><strong>Mais infla\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nNo campo da infla\u00e7\u00e3o, as previs\u00f5es dos analistas ouvidos pelo BC em sua pesquisa semanal tamb\u00e9m est\u00e3o piorando no curto prazo, colocando em xeque a meta do Banco Central de trazer o IPCA para a meta central de 4,5% em 2016 &#8211; embora estejam melhores para 2017 e 2018. O objetivo de atingir a meta central de infla\u00e7\u00e3o de 4,5% em 2016 foi anunciado no fim do ano passado e, at\u00e9 o momento, ainda n\u00e3o foi alterado.<\/p>\n<p>No in\u00edcio de 2015, o mercado estimava um IPCA de 5,70% para o pr\u00f3ximo ano, valor que recuou para at\u00e9 5,40% em agosto. Depois, por\u00e9m, com a deteriora\u00e7\u00e3o das contas p\u00fablicas e revis\u00e3o para baixo das metas fiscais, voltou a subir, atingindo 6,05% na semana passada &#8211; vem mais pr\u00f3ximo do teto de 6,5% do que do objetivo central de 4,5%.<\/p>\n<p>A infla\u00e7\u00e3o m\u00e9dia projetada para o segundo mandato da presidente Dilma est\u00e1 em 6,36% &#8211; considerando as \u00faltimas previs\u00f5es do mercado financeiro (9,70% para este ano, 6,05% para 2016, 5% para 2017 e 4,7% para 2018). Com isso, em termos de mandatos presidenciais, haver\u00e1 nova piora, se esse cen\u00e1rio se confirmar. No primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff, o \u00edndice somou 6,16%, contra 5,14% no \u00faltimo mandato de Luiz In\u00e1cio Lula da Silva. Seria a maior infla\u00e7\u00e3o, por mandatos, desde a primeira gest\u00e3o de Lula, entre 2003 e 2006 &#8211; que teve infla\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de 6,43%.<\/p>\n<p><strong>Juros mais altos<\/strong><br \/>\nMesmo sem atingir a meta central de infla\u00e7\u00e3o de 4,5% at\u00e9 2018, o mercado financeiro tamb\u00e9m n\u00e3o prev\u00ea que a taxa b\u00e1sica de juros da economia brasileira, atualmente em 14,25% ao ano &#8211; o maior patamar em nove anos e os juros reais (ap\u00f3s o abatimento da infla\u00e7\u00e3o estimada para os pr\u00f3ximos 12 meses) mais altos do mundo &#8211; caindo fortemente. A previs\u00e3o \u00e9 de que a taxa recue para 12,63% ao ano no fim e 2016, para 11% ao ano no fechamento de 2017 e para 10% ao ano no fim de 2018, ou seja, ainda no patamar de dois d\u00edgitos at\u00e9 o fim do segundo mandato de Dilma Rousseff. Fonte: G1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A economia brasileira vai demorar para sair do buraco. Segundo a percep\u00e7\u00e3o de economistas do mercado financeiro ouvidos pelo Banco Central e analistas consultados pelo G1, as previs\u00f5es que, no in\u00edcio de 2015, indicavam um ajuste mais r\u00e1pido para controle da infla\u00e7\u00e3o, para as contas p\u00fablicas e n\u00edvel de atividade, agora mostram que esse processo deve demorar bem mais tempo \u2013 podendo abranger o segundo mandato inteiro da presidente Dilma Rousseff. No in\u00edcio deste ano, o mercado financeiro estimava um d\u00f3lar abaixo de R$ 3 at\u00e9 2019, um Produto Interno Bruto (PIB) crescendo nos quatro anos do segundo mandato de&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-69580","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"acf":[],"views":661,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/69580","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=69580"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/69580\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":69581,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/69580\/revisions\/69581"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=69580"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=69580"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=69580"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}