{"id":69444,"date":"2015-10-07T14:32:14","date_gmt":"2015-10-07T17:32:14","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=69444"},"modified":"2015-10-07T14:32:14","modified_gmt":"2015-10-07T17:32:14","slug":"sessao-do-congresso-cai-pelo-2o-dia-consecutivo-por-falta-de-quorum","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2015\/10\/07\/sessao-do-congresso-cai-pelo-2o-dia-consecutivo-por-falta-de-quorum\/","title":{"rendered":"Sess\u00e3o do Congresso cai pelo 2\u00ba dia consecutivo por falta de qu\u00f3rum"},"content":{"rendered":"<p>Pelo segundo dia consecutivo, a sess\u00e3o conjunta do Congresso Nacional desta quarta-feira (7) convocada para analisar vetos presidenciais a itens das chamadas &#8220;pautas-bomba&#8221; \u2013 mat\u00e9rias que podem gerar despesas bilion\u00e1rias aos cofres p\u00fablicos \u2013 chegou a ser aberta, mas acabou adiada por falta de qu\u00f3rum dos deputados \u2013 entre os senadores, novamente houve n\u00famero suficiente de parlamentares presentes.<\/p>\n<p>A sess\u00e3o desta quarta-feira foi aberta \u00e0s 12h03 com 96 deputados e 32 senadores, mas n\u00e3o atingiu o qu\u00f3rum m\u00ednimo exigido para vota\u00e7\u00e3o (257 deputados e 41 senadores). Quando a sess\u00e3o foi encerrada, \u00e0s 13h18, havia 223 deputados e 78 senadores.<\/p>\n<p>Pelo regimento interno, o presidente do <a class=\"premium-tip\" href=\"http:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/congresso-nacional\/\">Congresso<\/a>, Renan Calheiros (PMDB-AL), poderia dar prosseguimento \u00e0s discuss\u00f5es das mat\u00e9rias mesmo com esse qu\u00f3rum baixo, mas n\u00e3o poderia colocar nada em vota\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<div class=\"frase-materia componente_materia expandido\">\n<div class=\"frase\">H\u00e1 uma deliberada decis\u00e3o de n\u00e3o haver qu\u00f3rum. No Senado Federal, j\u00e1 temos qu\u00f3rum, a exemplo do que aconteceu ontem [ter\u00e7a]. N\u00e3o temos qu\u00f3rum na C\u00e2mara dos Deputados.&#8221;<\/div>\n<div class=\"autor\">Senador Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Congresso<\/div>\n<\/div>\n<p>Meia hora depois, \u00e0s 12h33, havia 55 senadores \u2013 n\u00famero suficiente para iniciar a vota\u00e7\u00e3o \u2013, mas os deputados ainda somavam apenas 152 \u2013 105 a menos que o qu\u00f3rum m\u00ednimo exigido.<\/p>\n<p>Deputados da oposi\u00e7\u00e3o cobraram o encerramento da reuni\u00e3o alegando que havia passado o prazo acordado para dar qu\u00f3rum que sustentasse a sess\u00e3o. <a class=\"premium-tip\" href=\"http:\/\/g1.globo.com\/politica\/politico\/renan-calheiros.html\">Renan Calheiros<\/a>decidiu, ent\u00e3o, suspender a sess\u00e3o por meia hora para aguardar qu\u00f3rum. No entanto, como isso n\u00e3o aconteceu, ele encerrou a sess\u00e3o ap\u00f3s esse per\u00edodo.<\/p>\n<p>Logo em seguida, foi aberta uma sess\u00e3o da C\u00e2mara dos Deputados no plen\u00e1rio, em que foi informado que havia 428 deputados na Casa.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 uma deliberada decis\u00e3o de n\u00e3o haver qu\u00f3rum. No Senado Federal, j\u00e1 temos qu\u00f3rum, a exemplo do que aconteceu ontem [ter\u00e7a]. N\u00e3o temos qu\u00f3rum na C\u00e2mara dos Deputados\u201d, justificou Renan antes de suspender a sess\u00e3o.<\/p>\n<p>O deputado Miro Teixeira (Rede-RJ) ressaltou que, no momento dos debates, 408 deputados tinham registrado presen\u00e7a nas depend\u00eancias da Casa, mas n\u00e3o no plen\u00e1rio, o que deixava evidente que n\u00e3o tinham inten\u00e7\u00e3o de participar da sess\u00e3o do Congresso.<!--more--><\/p>\n<p>\u201cEst\u00e1 claro que n\u00e3o querem votar os vetos hoje\u201d, argumentou o l\u00edder do DEM na C\u00e2mara, Mendon\u00e7a Filho (PE).<\/p>\n<p><strong>Governo e oposi\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nO l\u00edder do governo, Jos\u00e9 Guimar\u00e3es (PT-CE), rebateu as cr\u00edticas e disse que o governo estava disposto a votar os vetos, independentemente do resultado.<\/p>\n<p>Guimar\u00e3es discursou contra o aumento de at\u00e9 78% para os servidores do Poder Judici\u00e1rio, vetado pela presidente Dilma, e foi vaiado por manifestantes que estavam nas galerias do plen\u00e1rio. Em seguida, disse que n\u00e3o tinha medo \u201cnem na ditadura\u201d e afirmou que o Congresso \u00e9 um ambiente democr\u00e1tico.<\/p>\n<p>O l\u00edder do PSDB no Senado, Cassio Cunha Lima (PB), refor\u00e7ou o discurso a favor do fim da sess\u00e3o. \u201cA sess\u00e3o tem de ser conclu\u00edda porque n\u00e3o tem qu\u00f3rum. N\u00e3o h\u00e1 como prosseguir\u201d, disse.<\/p>\n<p><strong>Explica\u00e7\u00f5es<\/strong><br \/>\nQuestionado sobre a aus\u00eancia de deputados na sess\u00e3o do Congresso, o presidente da C\u00e2mara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), desconversou e disse que era uma quest\u00e3o que dizia respeito ao Congresso e n\u00e3o a ele.<\/p>\n<p>Sobre a articula\u00e7\u00e3o do governo, que deu minist\u00e9rios a partidos aliados na reforma administrativa \u00e0 espera de apoio no Congresso, afirmou que n\u00e3o havia mudado nada. \u201cO que est\u00e1 acontecendo \u00e9 que n\u00e3o alterou nada [em rela\u00e7\u00e3o ao apoio governista]: quem era a favor, continua a favor; quem era contra, continua contra\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>O deputado Leonardo Picciani (RJ), l\u00edder do PMDB, principal partido da base do governo, saiu em defesa da bancada e disse que a maioria compareceu \u00e0 sess\u00e3o. Dos 65 deputados do partidos, 37 (56,9%) registraram presen\u00e7a.<\/p>\n<p>&#8220;Os deputados da base \u00e9 que n\u00e3o marcaram suas presen\u00e7as. N\u00e3o foi o caso do PMDB. O PMDB, mais uma vez, por ampla maioria, estava presente \u00e0 sess\u00e3o para votar. Outros partidos, por raz\u00f5es que s\u00f3 eles podem explicitar, decidiram n\u00e3o participar da sess\u00e3o&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Picciani disse que n\u00e3o h\u00e1 &#8220;recado&#8221; para o Planalto. &#8220;Cabe ao Planalto conversar com os partidos, cabe aos partidos explicitarem as suas raz\u00f5es e tentar encontrar no di\u00e1logo a forma de resolver. N\u00e3o h\u00e1 nada que seja intranspon\u00edvel. O di\u00e1logo pode resolver tudo&#8221;, disse.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o de Picciani, a falta de qu\u00f3rum n\u00e3o representa uma derrota para o governo. &#8220;Derrota ou vit\u00f3ria, s\u00f3 ap\u00f3s a vota\u00e7\u00e3o&#8221;, disse.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o encerramento da sess\u00e3o, o l\u00edder do DEM na C\u00e2mara, deputado Mendon\u00e7a Filho (PE), afirmou que o governo sofreu uma &#8220;derrota humilhante&#8221; ao n\u00e3o conseguir qu\u00f3rum para analisar vetos.<\/p>\n<p>Segundo ele, o epis\u00f3dio demonstrou que a reforma ministerial n\u00e3o atendeu a necessidade da base de apoio ao governo e disse que a oposi\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode ser culpada pela falta de qu\u00f3rum.<\/p>\n<p>&#8220;O governo permanece num impasse pol\u00edtico com a sua base de apoio parlamentar. N\u00e3o adianta o governo querer culpar e responsabilizar a oposi\u00e7\u00e3o. A oposi\u00e7\u00e3o re\u00fane pouco mais de 100 parlamentares na C\u00e2mara e n\u00e3o pode ter responsabilidade de assegurar qu\u00f3rum minimo para iniciar vota\u00e7\u00e3o&#8221;, disse.<\/p>\n<p><strong>Vetos<\/strong><br \/>\nUm dos vetos \u00e0 espera de aprecia\u00e7\u00e3o dos deputados e senadores barra o reajuste de at\u00e9 78% os sal\u00e1rios dos servidores do Judici\u00e1rio.<\/p>\n<p>Segundo o Minist\u00e9rio do Planejamento, essa proposta pode gerar uma despesa de R$ 5,3 bilh\u00f5es em 2016. Em quatro anos, at\u00e9 2019, o gasto total chegar\u00e1 a R$ 36,2 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Outro ponto pol\u00eamico \u00e9 o veto ao texto que estende para todos os aposentados e pensionistas as regras de reajuste anual do sal\u00e1rio m\u00ednimo. A previs\u00e3o \u00e9 de que a medida gere um gasto de R$ 300 milh\u00f5es em 2016. Nos pr\u00f3ximos quatro anos, a despesa somar\u00e1 R$ 11 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Pelos c\u00e1lculos do governo, a eventual derrubada de todos os vetos na pauta gerar\u00e1 um impacto de R$ 23,5 bilh\u00f5es no ano que vem. At\u00e9 2019, somar\u00e3o R$ 127,5 bilh\u00f5es, segundo o Planejamento.<\/p>\n<p>Mais cedo, a presidente Dilma Rousseff defendeu, em entrevista a r\u00e1dios da Bahia, a manuten\u00e7\u00e3o dos vetos. &#8220;Tenho certeza que o Congresso vai mostrar seu compromisso com o Brasil. (&#8230;) No caso dos vetos, \u00e9 imposs\u00edvel que um pa\u00eds com dificuldades aumente suas despesas&#8221;, afirmou a presidente.<\/p>\n<p><strong>Rev\u00e9s para o governo<\/strong><br \/>\nFoi a terceira tentativa frustrada para apreciar esses vetos e mais um rev\u00e9s para o Pal\u00e1cio do Planalto ap\u00f3s a reforma ministerial que ampliou o espa\u00e7o do PMDB no governo, com a distribui\u00e7\u00e3o de pastas ap\u00f3s consulta \u00e0s bancadas da C\u00e2mara e do Senado.<\/p>\n<p>Na semana passada, o presidente da C\u00e2mara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), j\u00e1 havia articulado uma manobra com a oposi\u00e7\u00e3o para inviabilizar a sess\u00e3o do Congresso.<\/p>\n<p>Os deputados esvaziaram a sess\u00e3o em repres\u00e1lia \u00e0 negativa do presidente do Congresso, Renan Calheiros (PMDB-AL), para incluir na pauta um veto da presidente Dilma Rousseff que barra as doa\u00e7\u00f5es empresariais de campanha. Favor\u00e1veis ao financiamento privado, eles pretendiam derrubar esse veto. Fonte: G1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pelo segundo dia consecutivo, a sess\u00e3o conjunta do Congresso Nacional desta quarta-feira (7) convocada para analisar vetos presidenciais a itens das chamadas &#8220;pautas-bomba&#8221; \u2013 mat\u00e9rias que podem gerar despesas bilion\u00e1rias aos cofres p\u00fablicos \u2013 chegou a ser aberta, mas acabou adiada por falta de qu\u00f3rum dos deputados \u2013 entre os senadores, novamente houve n\u00famero suficiente de parlamentares presentes. A sess\u00e3o desta quarta-feira foi aberta \u00e0s 12h03 com 96 deputados e 32 senadores, mas n\u00e3o atingiu o qu\u00f3rum m\u00ednimo exigido para vota\u00e7\u00e3o (257 deputados e 41 senadores). Quando a sess\u00e3o foi encerrada, \u00e0s 13h18, havia 223 deputados e 78 senadores. 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