{"id":69297,"date":"2015-09-27T08:50:15","date_gmt":"2015-09-27T11:50:15","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=69297"},"modified":"2015-09-27T08:50:15","modified_gmt":"2015-09-27T11:50:15","slug":"cortes-no-orcamento-prejudicam-projetos-na-area-de-seguranca-e-defesa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2015\/09\/27\/cortes-no-orcamento-prejudicam-projetos-na-area-de-seguranca-e-defesa\/","title":{"rendered":"Cortes no Or\u00e7amento prejudicam projetos na \u00e1rea de seguran\u00e7a e defesa"},"content":{"rendered":"<p>A execu\u00e7\u00e3o de projetos estrat\u00e9gicos do Ex\u00e9rcito brasileiro est\u00e1 amea\u00e7ada por causa dos cortes or\u00e7ament\u00e1rios, alerta o comandante do Ex\u00e9rcito, general Eduardo Villas B\u00f4as. Segundo ele, o que mais preocupa \u00e9 o Sistema Integrado de Monitoramento das Fronteiras (Sisfron). Planejado para ser implantado ao longo de dez anos, os investimentos come\u00e7aram h\u00e1 dois anos, mas dos R$ 10 bilh\u00f5es previstos, apenas 7,2% foram aplicados at\u00e9 agora.<\/p>\n<p>O Sisfron vai monitorar quase 17 mil quil\u00f4metros (Km) de fronteiras, 27% do territ\u00f3rio nacional e quando estiver em pleno funcionamento n\u00e3o ficar\u00e1 restrito \u00e0s For\u00e7as Armadas. A ferramenta desenvolvida para coibir especialmente o tr\u00e1fico de drogas e armas, por meio de um sistema de intelig\u00eancia de comando e controle e integra\u00e7\u00e3o de opera\u00e7\u00f5es, tamb\u00e9m estar\u00e1 \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o da Pol\u00edcia Federal, secretarias de Seguran\u00e7a P\u00fablica dos estados, For\u00e7a Nacional de Seguran\u00e7a P\u00fablica, al\u00e9m de \u00f3rg\u00e3os ambientais, de vigil\u00e2ncia sanit\u00e1ria e de defesa ind\u00edgena.<!--more--><\/p>\n<p>&#8220;Temos 17 mil quil\u00f4metros de fronteiras com pa\u00edses produtores de coca\u00edna e maconha. A Pol\u00edcia Federal estima que 80% da criminalidade urbana est\u00e1 ligada direta ou indiretamente \u00e0 droga. Aqueles arrast\u00f5es que n\u00f3s vimos no Rio de Janeiro, no \u00faltimo fim de semana, aqueles meninos que est\u00e3o ali furtando um celular ou alguma outra coisa, com certeza \u00e9 para trocar por droga. Temos que pensar seriamente nessa quest\u00e3o do narcotr\u00e1fico. \u00c9 um problema ser\u00edssimo, que est\u00e1 sem visibilidade. Est\u00e3o descoordenados os \u00f3rg\u00e3os federais que t\u00eam responsabilidade sobre isso&#8221;, disse o general Villas B\u00f4as, ao participar de uma audi\u00eancia na Comiss\u00e3o de Rela\u00e7\u00f5es Exteriores e Defesa Nacional (CRE) do Senado na \u00faltima quinta-feira (24).<\/p>\n<p>Al\u00e9m do Sisfron, outros projetos est\u00e3o atrasados. O de defesa cibern\u00e9tica deveria ter ficado pronto no ano passado, mas agora tem previs\u00e3o para 2017.\u201cPara voc\u00eas terem uma ideia, na Copa do Mundo foram neutralizados 756 ataques cibern\u00e9ticos contra os sistemas que estavam sendo utilizados diretamente. No Brasil, ocorre, mais ou menos, 1,6 milh\u00e3o de ataques a sistema cibern\u00e9tico por ano; 51% s\u00e3o contra <em>sites <\/em>do governo. Temos a\u00ed 25 empresas envolvidas, vamos proporcionar seguran\u00e7a de rede, visando proporcionar a capacita\u00e7\u00e3o para setores cibern\u00e9ticos e visando, principalmente, a seguran\u00e7a das infraestruturas cr\u00edticas. O setor el\u00e9trico, por exemplo, voc\u00eas imaginam um blecaute no pa\u00eds provocado por um ataque ao sistema el\u00e9trico?\u201d, disse o militar.<\/p>\n<p>Os projetos que fazem parte do Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento (PAC) da Defesa tamb\u00e9m foram afetados. O Sistema Proteger, com um deficit de R$ 200 milh\u00f5es, \u00e9 um deles, disse o general. Ele \u00e9 uma esp\u00e9cie de Sisfron para todo o territ\u00f3rio nacional, de prote\u00e7\u00e3o de infraestruturas estrat\u00e9gicas.<\/p>\n<p>Apesar das dificuldades, o comandante do Ex\u00e9rcito destacou que ministro da Defesa, Jaques Wagner, tem se esfor\u00e7ado para reduzir o impacto desses cortes sobre a pasta e que tem demostrado muita sensibilidade \u00e0s quest\u00f5es que envolvem a \u00e1rea.\u201cA solu\u00e7\u00e3o para isso foge \u00e0 esfera do Minist\u00e9rio da Defesa, est\u00e1 acima disso. Se me perguntarem qual seria a solu\u00e7\u00e3o, diria que estamos no limite. Se tirarmos um real desses projetos as empresas v\u00e3o ter que descontinuar os projetos. Ent\u00e3o, a solu\u00e7\u00e3o me parece que foge, extrapola, a quest\u00e3o financeiro-or\u00e7ament\u00e1ria. H\u00e1 que se buscar [uma alternativa]. N\u00e3o foi dado calote porque os contratos v\u00eam sendo renegociados. E acho que temos que partir para novas renegocia\u00e7\u00f5es\u201d, admitiu o general Villas B\u00f4as.<\/p>\n<p>Ele acrescentou que as renegocia\u00e7\u00f5es, para que haja novos cr\u00e9ditos, novos financiamentos, precisam envolver outras esferas, al\u00e9m do governo, como as empresas e federa\u00e7\u00f5es, como a da Ind\u00fastria de S\u00e3o Paulo ( Fiesp). \u201cTalvez na \u00e1rea fiscal se possa renegociar isso, fazer algumas renegocia\u00e7\u00f5es para que as empresas n\u00e3o percam essa capacidade [ de execu\u00e7\u00e3o dos projetos], mas acho que estamos vivendo uma amea\u00e7a, sim, de n\u00f3s perdermos todo esse capital que conseguimos\u201d, afirmou. Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A execu\u00e7\u00e3o de projetos estrat\u00e9gicos do Ex\u00e9rcito brasileiro est\u00e1 amea\u00e7ada por causa dos cortes or\u00e7ament\u00e1rios, alerta o comandante do Ex\u00e9rcito, general Eduardo Villas B\u00f4as. 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