{"id":67627,"date":"2015-06-04T07:33:43","date_gmt":"2015-06-04T10:33:43","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=67627"},"modified":"2015-06-04T07:33:43","modified_gmt":"2015-06-04T10:33:43","slug":"brasil-abriga-77-mil-refugiados-de-81-nacoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2015\/06\/04\/brasil-abriga-77-mil-refugiados-de-81-nacoes\/","title":{"rendered":"Brasil abriga 7,7 mil refugiados de 81 na\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>Cerca de 7.700 refugiados de 81 nacionalidades vivem no Brasil, dos quais 25% s\u00e3o mulheres. Entre os refugiados reconhecidos pelo pa\u00eds, os s\u00edrios s\u00e3o o maior grupo, com 23% do total, seguidos pela Col\u00f4mbia, Angola e a Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo. H\u00e1 ainda estrangeiros vindos do L\u00edbano, da Palestina, Lib\u00e9ria, do Iraque, da Bol\u00edvia e de Serra Leoa. Os dados s\u00e3o do Comit\u00ea Nacional para Refugiados (Conare) do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a, apresentados hoje (3) em mesa-redonda do Alto Comissariado das Na\u00e7\u00f5es Unidas para Refugiados (Acnur), na capital paulista.<\/p>\n<p>De acordo com o Conare, em 2014, o Brasil recebeu o maior n\u00famero de solicita\u00e7\u00f5es de ref\u00fagio da Am\u00e9rica Latina. A maioria dos pedidos foi apresentada em S\u00e3o Paulo (36%), no Acre (16%), Rio Grande do Sul (11%) e Paran\u00e1 (7,5%). S\u00e3o Paulo \u00e9 o estado que abriga mais solicitantes de ref\u00fagio (3.809), e a capital paulista \u00e9 a cidade com maior popula\u00e7\u00e3o de refugiados (3.276), vindos principalmente da Nig\u00e9ria,\u00a0 Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo, do L\u00edbano e de Gana, pela ordem.<!--more--><\/p>\n<p>Segundo o diretor adjunto do Departamento de Estrangeiros e representante do Conare, Paulo Guerra, a obriga\u00e7\u00e3o constitucional com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 entrada dos refugiados e a sua legaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 do governo federal, que est\u00e1 trabalhando para encontrar os problemas e resolv\u00ea-los. \u201cEstamos fazendo uma an\u00e1lise do que precisa ser feito em termos administrativos e de gest\u00e3o, e faremos o que tivermos recursos para fazer. A organiza\u00e7\u00e3o tem sido feita, mas n\u00e3o podemos obrigar as pessoas a ir para aonde n\u00e3o querem. Se elas quiserem ficar em S\u00e3o Paulo, eles v\u00e3o ficar, e n\u00f3s n\u00e3o temos como alterar isso\u201d, disse.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o do secret\u00e1rio estadual de Desenvolvimento Social, Floriano Pesaro, o pa\u00eds n\u00e3o estava preparado para o fluxo migrat\u00f3rio atual. S\u00e3o Paulo tem recebido um n\u00famero alto de pessoas em busca de estrutura e tem tentado dar o acolhimento necess\u00e1rio. \u201cO que mais nos preocupa hoje \u00e9 a falta de documenta\u00e7\u00e3o, a letargia do governo federal em documentar esses refugiados e nos ajudar na distribui\u00e7\u00e3o pelo pa\u00eds. N\u00f3s fazemos um apelo ao governo federal, que nos ajude a organizar esse fluxo.\u201d<\/p>\n<p>O coordenador de Pol\u00edticas para Migrantes, da Secretaria Municipal de Direitos Humanos, Paulo Illes, ressaltou que \u00e9 preciso uma articula\u00e7\u00e3o nacional para que os imigrantes sejam documentados e possam tirar a carteira de trabalho, j\u00e1 que o mercado est\u00e1 conseguindo absorver sua m\u00e3o de obra. \u201cN\u00f3s temos feito parceria com algumas empresas que t\u00eam empregado imigrantes, inclusive para outros estados. A realidade da imigra\u00e7\u00e3o no Brasil \u00e9 trat\u00e1vel, mas precisa desenvolver uma pol\u00edtica para que possamos dar uma acolhida digna\u201d, ressaltou.<\/p>\n<p>O representante do Acnur no Brasil, Andr\u00e9s Ram\u00edrez, observou que \u00e9 um mito pensar que a maioria dos refugiados est\u00e1 nos pa\u00edses desenvolvidos, j\u00e1 que 86% est\u00e3o nos pa\u00edses em desenvolvimento. \u201cO Brasil tem tido boa resposta do ponto de vista humanit\u00e1rio, ao longo de sua hist\u00f3ria, e os pa\u00edses que n\u00e3o t\u00eam uma pol\u00edtica generosa e de portas abertas aos que precisam de apoio [t\u00eam que] aprender com o Brasil &#8220;, disse Ram\u00edrez. Segundo ele, o exemplo tem que melhorar muito, mas j\u00e1 pode ser um exemplo. &#8220;Essas pessoas que chegam est\u00e3o apenas tentando salvar sua vida.\u201d Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cerca de 7.700 refugiados de 81 nacionalidades vivem no Brasil, dos quais 25% s\u00e3o mulheres. Entre os refugiados reconhecidos pelo pa\u00eds, os s\u00edrios s\u00e3o o maior grupo, com 23% do total, seguidos pela Col\u00f4mbia, Angola e a Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo. H\u00e1 ainda estrangeiros vindos do L\u00edbano, da Palestina, Lib\u00e9ria, do Iraque, da Bol\u00edvia e de Serra Leoa. Os dados s\u00e3o do Comit\u00ea Nacional para Refugiados (Conare) do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a, apresentados hoje (3) em mesa-redonda do Alto Comissariado das Na\u00e7\u00f5es Unidas para Refugiados (Acnur), na capital paulista. 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