{"id":67221,"date":"2015-05-17T10:54:53","date_gmt":"2015-05-17T13:54:53","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=67221"},"modified":"2015-05-17T10:54:53","modified_gmt":"2015-05-17T13:54:53","slug":"bahia-luta-por-mercado-nacional-de-guarana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2015\/05\/17\/bahia-luta-por-mercado-nacional-de-guarana\/","title":{"rendered":"Bahia luta por mercado nacional de guaran\u00e1"},"content":{"rendered":"<p>S\u00edmbolo da Amaz\u00f4nia, \u00e9 em terras baianas que o guaran\u00e1 registra a maior produ\u00e7\u00e3o nacional. Levado do Amazonas para a Bahia nos anos 1970, o produto adaptou-ao solo e \u00e0 temperatura noturna da regi\u00e3o, dando produ\u00e7\u00f5es mais rent\u00e1veis por hectare. Mas, embora o Sul da Bahia produza tr\u00eas vezes mais que toda a regi\u00e3o Norte, no pre\u00e7o a Amaz\u00f4nia inverte a vantagem. O quilo do fruto amaz\u00f4nico custa quase tr\u00eas vezes mais que o baiano. Para tentar virar esse jogo, produtores baianos criaram a marca Guaran\u00e1 da Mata Atl\u00e2ntica, para competir com o Guaran\u00e1 da Amaz\u00f4nia, preferido por ind\u00fastrias de refrigerantes, farmac\u00eauticas e importadores do extrato. Na disputa, duas cidades simbolizam os polos opostos. No Amazonas, Mau\u00e9s, a 276 km de Manaus, \u00e9 conhecida como a terra do guaran\u00e1 e abriga uma unidade da Antarctica desde 1963. Do lado baiano, Tapero\u00e1, a 165 km de Salvador, quer tomar o t\u00edtulo para si, j\u00e1 que, em quantidade, tornou-se a maior produtora mundial h\u00e1 mais de uma d\u00e9cada. \u201cN\u00e3o podemos tirar o m\u00e9rito da origem do produto, mas eles n\u00e3o t\u00eam nossa qualidade e quantidade\u201d, afirma Gerval Te\u00f3filo, secret\u00e1rio-executivo da Cadeia Produtiva do Guaran\u00e1 da Bahia. Em 2011, Tapero\u00e1, que tem o guaran\u00e1 como principal produto e produz cerca de um ter\u00e7o do fruto baiano, exportou R$ 145 mil. Tr\u00eas anos depois, foram R$ 14 milh\u00f5es. A Bahia responde hoje por 72,3% da produ\u00e7\u00e3o nacional, ante 21,3% do Amazonas, com o Acre, Par\u00e1 e Mato Grosso totalizando os 6,4% restantes. A safra de Mau\u00e9s come\u00e7ou a encolher h\u00e1 uma d\u00e9cada, por falta de preparo dos produtores e pelas pragas. Enquanto isso, no mercado, os baianos ganham terreno. Jos\u00e9 Alves dos Santos, presidente de uma cooperativa que produz 120 toneladas anuais em Valen\u00e7a (BA), vende quase um ter\u00e7o da produ\u00e7\u00e3o para a Ambev, dona da marca Antarctica. A fabricante, em nota, afirma que \u201capenas em momentos pontuais de eventual desabastecimento\u201d compra em regi\u00f5es fora da Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p class=\"assinatura_exclusiva\">Fonte: Correio24h<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00edmbolo da Amaz\u00f4nia, \u00e9 em terras baianas que o guaran\u00e1 registra a maior produ\u00e7\u00e3o nacional. Levado do Amazonas para a Bahia nos anos 1970, o produto adaptou-ao solo e \u00e0 temperatura noturna da regi\u00e3o, dando produ\u00e7\u00f5es mais rent\u00e1veis por hectare. Mas, embora o Sul da Bahia produza tr\u00eas vezes mais que toda a regi\u00e3o Norte, no pre\u00e7o a Amaz\u00f4nia inverte a vantagem. O quilo do fruto amaz\u00f4nico custa quase tr\u00eas vezes mais que o baiano. 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