{"id":66831,"date":"2015-04-29T09:34:13","date_gmt":"2015-04-29T12:34:13","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=66831"},"modified":"2015-04-29T09:34:13","modified_gmt":"2015-04-29T12:34:13","slug":"contas-do-governo-tem-pior-resultado-para-o-1o-trimestre-em-17-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2015\/04\/29\/contas-do-governo-tem-pior-resultado-para-o-1o-trimestre-em-17-anos\/","title":{"rendered":"Contas do governo t\u00eam pior resultado para o 1\u00ba trimestre em 17 anos"},"content":{"rendered":"<p>As contas do governo registraram no primeiro trimestre deste ano o pior resultado para este per\u00edodo desde 1998, ou seja, em 17 anos. Segundo n\u00fameros divulgados nesta quarta-feira (29) pela Secretaria do <a class=\"premium-tip\" href=\"http:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/tesouro-nacional\/\">Tesouro Nacional<\/a>, foi registrado um super\u00e1vit prim\u00e1rio (a economia para pagar juros da d\u00edvida p\u00fablica e tentar manter sua trajet\u00f3ria de queda) de R$ 4,48 bilh\u00f5es nos tr\u00eas primeiros meses dsete ano.<\/p>\n<p>O resultado representa uma queda de 65,8% frente ao resultado do primeiro trimestre de 2014, quando super\u00e1vit prim\u00e1rio ficou em R$ 13,1 bilh\u00f5es. Em 1998, esse resultado foi de R$ 3,33 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>M\u00eas de mar\u00e7o<\/strong><br \/>\nSomente no m\u00eas de mar\u00e7o, o Tesouro Nacional informou que foi registrado um super\u00e1vit prim\u00e1rio de R$ 1,46 bilh\u00e3o. Foi o pior resultado para este m\u00eas desde 2013, quando foi apurado um resultado positivo de R$ 291 milh\u00f5es nas contas do governo. Em mar\u00e7o do ano passado, as contas do governo tiveram um super\u00e1vit de R$ 3,2 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>&#8220;As receitas apresentaram aumento de R$ 3,6 bilh\u00f5es (3,8%) e as despesas cresceram R$ 4,3 bilh\u00f5es (5,7%) quando comparadas a mar\u00e7o do ano anterior&#8221;, informou o governo federal.<!--more--><\/p>\n<p><strong>Receitas, despesas e investimentos<\/strong><br \/>\nDe acordo com dados do governo federal, as receitas totais recuaram 4,4% nos tr\u00eas primeiros meses ano (em termos nominais, sem descontar a infla\u00e7\u00e3o), contra o mesmo per\u00edodo do ano passado, para R$ 319 bilh\u00f5es. A queda das receitas foi de R$ 14,78 bilh\u00f5es sobre o mesmo per\u00edodo do ano passado.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, as despesas totais ca\u00edram 0,8% frente ao primeiro trimestre do ano passado, para R$ 259,17 bilh\u00f5es. Neste caso, o recuo foi de R$ 2,06 bilh\u00f5es. Os gastos somente de custeio, por sua vez, avan\u00e7aram 3,4% na parcial deste ano, para R$ 57,42 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>J\u00e1 no caso dos investimentos, por\u00e9m, houve redu\u00e7\u00e3o de gastos. Segundo n\u00fameros oficiais, as despesas com investimentos ca\u00edram 31,3% no primeiro trimestre deste ano, para R$ 15,33 bilh\u00f5es. A queda frente ao mesmo per\u00edodo de 2014 foi de R$ 7 bilh\u00f5es, de acordo com n\u00fameros da Secretaria do Tesouro Nacional.<\/p>\n<p><strong>Dividendos, concess\u00f5es e CDE<\/strong><br \/>\nNo primeiro trimestre deste ano, o governo informou ter recebido menos recursos de concess\u00f5es e dividendos de empresas estatais.<\/p>\n<p>Nos tr\u00eas primeiros meses de 2015, o governo recebeu R$ 1,89 bilh\u00e3o em dividendos, contra R$ 6,39 bilh\u00f5es no mesmo per\u00edodo de 2014. Ao mesmo tempo, recebeu R$ 436 milh\u00f5es em concess\u00f5es, contra R$ 840 milh\u00f5es no mesmo per\u00edodo do ano passado.<\/p>\n<p>O governo informou ainda que foi realizado um pagamento de R$ 1,28 bilh\u00e3o para a CDE nos tr\u00eas primeiros meses deste ano, em compara\u00e7\u00e3o com R$ 3,01 bilh\u00f5es no mesmo per\u00edodo do ano passado. Apesar de ter prometido n\u00e3o fazer pagamentos para a Conta de Desenvolvimento Energ\u00e9tico (CDE) neste ano, foi paga uma \u00faltima parcela em janeiro.<\/p>\n<p>A CDE \u00e9 um fundo por meio do qual realiza a\u00e7\u00f5es no setor el\u00e9trico, entre elas o financiamento de programas como o Luz para Todos, subs\u00eddio \u00e0 conta de luz de fam\u00edlias de baixa renda, compra de combust\u00edvel para termel\u00e9tricas e pagamento de indeniza\u00e7\u00f5es para empresas.<\/p>\n<p><strong>Meta do governo<\/strong><br \/>\nO ministro da Fazenda, <a class=\"premium-tip\" href=\"http:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/joaquim-levy\">Joaquim Levy<\/a>, fixou uma meta de super\u00e1vit prim\u00e1rio para o setor p\u00fablico (governo, estados, munic\u00edpios e empresas estatais) de 1,2% do PIB para 2015 e de pelo menos 2% do PIB para 2016 e 2017.<\/p>\n<p>Para 2015, o esfor\u00e7o de 1,2% do PIB equivale a uma economia de R$ 66,3 bilh\u00f5es para o setor p\u00fablico. Desse montante, R$ 55,3 bilh\u00f5es correspondem \u00e0 meta para o governo e R$ 11 bilh\u00f5es s\u00e3o uma estimativa para estados e munic\u00edpios. Deste modo, o esfor\u00e7o fiscal de R$ 4,48 bilh\u00f5es do primeiro trimestre representa cerca de 8% da meta do governo de todo este ano.<\/p>\n<p>O objetivo do governo, segundo informou o ministro Levy no ano passado, foi estabelecer uma meta de super\u00e1vit prim\u00e1rio para os tr\u00eas pr\u00f3ximos anos que contemple a estabiliza\u00e7\u00e3o e decl\u00ednio da d\u00edvida p\u00fablica. Para ele, essa meta \u00e9 fundamental para o aumento da confian\u00e7a na economia e para a consolida\u00e7\u00e3o dos avan\u00e7os sociais.<\/p>\n<p><strong>Medidas j\u00e1 anunciadas<\/strong><br \/>\nPara tentar atingir as metas fiscais, a nova equipe econ\u00f4mica j\u00e1 anunciou uma s\u00e9rie de medidas nos \u00faltimos meses. Entre elas, est\u00e3o mudan\u00e7as nos benef\u00edcios sociais, como seguro-desemprego, aux\u00edlio-doen\u00e7a, abono salarial e pens\u00e3o por morte, que ainda t\u00eam de passar pelo crivo do Congresso Nacional.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m subiram os juros do Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (<a class=\"premium-tip\" href=\"http:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/bndes\/\">BNDES<\/a>) para o setor produtivo, como forma de diminuir o pagamento de subs\u00eddios pelo governo.<\/p>\n<p>Outra medida foi a alta do IPI para autom\u00f3veis no in\u00edcio deste ano, al\u00e9m do aumento de tributos sobre a gasolina, opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito, cosm\u00e9ticos, importados e para empresas. O Minist\u00e9rio do Planejamento, por sua vez, anunciou a redu\u00e7\u00e3o dos limites tempor\u00e1rios de empenho para gastos no or\u00e7amento de 2015 e, mais recentemente, o bloqueio de restos a pagar e limita\u00e7\u00e3o de gastos do Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento (PAC).<\/p>\n<p>Em janeiro, o secret\u00e1rio do Tesouro Nacional, Marcelo Saintive, confirmou que n\u00e3o haver\u00e1 mais repasses do governo ao setor el\u00e9trico, antes estimados em R$ 9 bilh\u00f5es para este ano, o que dever\u00e1 elevar ainda mais a conta de luz, que pode ter aumento superior a 40% em 2015. Fonte: G1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As contas do governo registraram no primeiro trimestre deste ano o pior resultado para este per\u00edodo desde 1998, ou seja, em 17 anos. 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