{"id":66349,"date":"2015-04-08T10:54:54","date_gmt":"2015-04-08T13:54:54","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=66349"},"modified":"2015-04-08T10:54:54","modified_gmt":"2015-04-08T13:54:54","slug":"inflacao-oficial-de-marco-e-a-maior-para-o-mes-desde-1995","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2015\/04\/08\/inflacao-oficial-de-marco-e-a-maior-para-o-mes-desde-1995\/","title":{"rendered":"Infla\u00e7\u00e3o oficial de mar\u00e7o \u00e9 a maior para o m\u00eas desde 1995"},"content":{"rendered":"<p>A infla\u00e7\u00e3o oficial do pa\u00eds, medida pelo \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA), ficou em 1,32% em mar\u00e7o, depois de avan\u00e7ar 1,22% em fevereiro, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (<a class=\"premium-tip\" href=\"http:\/\/g1.globo.com\/topico\/ibge\/\">IBGE<\/a>). A taxa \u00e9 a maior desde fevereiro de 2003, quando atingiu 1,57%, e a mais elevada desde 1995, considerando apenas o m\u00eas de mar\u00e7o.<\/p>\n<p>Em 12 meses, o indicador acumula alta de 8,13%, a maior expans\u00e3o desde dezembro de 2003 (9,3%). A estimativa mais recente do<a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/economia\/mercados\/noticia\/2015\/04\/mercado-financeiro-sobe-para-820-estimativa-de-inflacao-para-2015.html\">boletim Focus<\/a>, do Banco Central, apontava que os economistas do mercado financeiro previam que o IPCA atingisse 8,2% no final deste ano. O valor est\u00e1 bem acima do teto da meta de infla\u00e7\u00e3o do BC, de 6,5%.<\/p>\n<p>&#8220;O que a gente analisa em 12 meses \u00e9 que o consumidor est\u00e1 pagando mais para v\u00e1rios produtos, mas principalmente para se alimentar e para morar\u201d, disse Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de \u00cdndices de Pre\u00e7os do IBGE.<\/p>\n<p>No primeiro trimestre, o \u00edndice ficou em 3,83%. Em mar\u00e7o de 2014, o IPCA havia atingido 0,92%.<!--more--><\/p>\n<p>\u201cL\u00e1 em 2003, o ano vinha trazendo infla\u00e7\u00e3o que come\u00e7ou no segundo semestre de 2002. O ano de 2002 fechou com infla\u00e7\u00e3o de 12,52%. E teve o efeito do d\u00f3lar. A caracter\u00edstica do primeiro trimestre de 2003 tem pontos em comum com esse ano, mas o perfil \u00e9 diferenciado. Porque ali foi uma mega desvaloriza\u00e7\u00e3o do real que influenciou os pre\u00e7os, por conta das elei\u00e7\u00f5es, influenciou a alta do d\u00f3lar e isso se descarregou ainda no primeiro trimestre de 2003\u201d, analisou.<\/p>\n<p>O vil\u00e3o da infla\u00e7\u00e3o de mar\u00e7o foi a energia el\u00e9trica, representando mais de 50% do \u00edndice geral. O aumento m\u00e9dio foi de 22,08%. Segundo o IBGE, com a revis\u00e3o tarif\u00e1ria aprovada pela Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica (Aneel), houve aumentos extras, que acabaram impactando na infla\u00e7\u00e3o do m\u00eas.<\/p>\n<p>&#8220;Com os aumentos ocorridos, o consumidor est\u00e1 pagando neste ano, em m\u00e9dia, 36,34% a mais pelo uso da energia, enquanto nos \u00faltimos 12 meses, as contas j\u00e1 est\u00e3o 60,42% mais caras&#8221;, diz o IBGE, em nota.<\/p>\n<p>Em mar\u00e7o, <a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/economia\/noticia\/2015\/03\/reajustes-na-energia-eletrica-podem-impactar-ipca-de-marco-diz-ibge.html\">durante a divulga\u00e7\u00e3o do IPCA de fevereiro<\/a>, o IBGE j\u00e1 havia dito que o reajuste das tarifas de energia el\u00e9trica de diversas concession\u00e1rias do pa\u00eds e o aumento na taxa extra das bandeiras tarif\u00e1rias, cobrada nas contas de luz quando h\u00e1 aumento no custo de produ\u00e7\u00e3o de energia, poderiam impactar a infla\u00e7\u00e3o oficial.<\/p>\n<p>A energia el\u00e9trica est\u00e1 dentro do grupo de gastos com habita\u00e7\u00e3o. Por isso, a varia\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os do grupo foi a maior entre todos os outros pesquisados, de 5,29%. No m\u00eas anterior, havia sido menor, de 1,22%.<\/p>\n<p>Na sequ\u00eancia, est\u00e3o as despesas com alimenta\u00e7\u00e3o e bebidas, cujos pre\u00e7os subiram 1,17%, depois de avan\u00e7ar 0,81% no m\u00eas anterior.<\/p>\n<p>No grupo de gastos com transportes, houve uma desacelera\u00e7\u00e3o da alta de pre\u00e7os, de 2,20% para 0,46%. A gasolina ficou 1,26% mais cara e o \u00f4nibus urbano, 0,85%.<\/p>\n<p>\u201cHouve uma influ\u00eancia forte da energia, \u00f4nibus, realinhamento das tarifas de \u00f4nibus &#8211; muitas n\u00e3o aumentaram ano passado -, a gasolina. Basicamente tarifas, press\u00e3o forte das tarifas com alimentos tamb\u00e9m\u201d, explica Eulina.<\/p>\n<p>Ficaram mais baratos os itens passagens a\u00e9reas (-15,45%) e telefone fixo (-4,13%).<\/p>\n<p>\u201cNesse primeiro trimestre, o pa\u00eds est\u00e1 vivendo press\u00e3o do d\u00f3lar, que afeta produtos importados, insumos, mas al\u00e9m da press\u00e3o do d\u00f3lar, a gente tem o realinhamento dos pre\u00e7os administrados, com press\u00e3o forte da energia el\u00e9trica, realinhamento dos pre\u00e7os da gasolina. Aumento de imposto n\u00e3o s\u00f3 sobre a gasolina, mas tamb\u00e9m itens caros de consumo da popula\u00e7\u00e3o, como autom\u00f3vel\u201d, completou.<\/p>\n<p><strong>Infla\u00e7\u00e3o em Porto Alegre<\/strong><br \/>\nO maior \u00edndice, na an\u00e1lise regional, partiu de Porto Alegre (1,81%), pressionado pela energia el\u00e9trica (27,21%) e pelo \u00f4nibus urbano (7,97%).Os menores \u00edndices foram os de Recife (0,56%) e Bel\u00e9m (0,58%).<\/p>\n<p><strong>INPC<\/strong><br \/>\nO \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor (INPC), tamb\u00e9m divulgado pelo IBGE, apresentou varia\u00e7\u00e3o de 1,51% em mar\u00e7o, ap\u00f3s avan\u00e7o de 1,16% em fevereiro. No primeiro trimestre do ano, o \u00edndice tem alta de 4,21% e, em 12 meses, de 8,42%. Fonte: G1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A infla\u00e7\u00e3o oficial do pa\u00eds, medida pelo \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA), ficou em 1,32% em mar\u00e7o, depois de avan\u00e7ar 1,22% em fevereiro, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). A taxa \u00e9 a maior desde fevereiro de 2003, quando atingiu 1,57%, e a mais elevada desde 1995, considerando apenas o m\u00eas de mar\u00e7o. Em 12 meses, o indicador acumula alta de 8,13%, a maior expans\u00e3o desde dezembro de 2003 (9,3%). 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