{"id":66304,"date":"2015-04-06T09:47:22","date_gmt":"2015-04-06T12:47:22","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=66304"},"modified":"2015-04-06T16:11:17","modified_gmt":"2015-04-06T19:11:17","slug":"falta-de-recursos-e-o-maior-gargalo-da-saude-afirma-secretario-de-saude-fabio-vilas-boas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2015\/04\/06\/falta-de-recursos-e-o-maior-gargalo-da-saude-afirma-secretario-de-saude-fabio-vilas-boas\/","title":{"rendered":"\u201cFalta de recursos \u00e9 o maior gargalo da sa\u00fade\u201d, afirma secret\u00e1rio de Sa\u00fade, F\u00e1bio Vilas-Boas"},"content":{"rendered":"<p>O n\u00famero de v\u00edtima graves caiu 93% e o de mortes 40%.<\/p>\n<p>No per\u00edodo foram contabilizados 20 acidentes de tr\u00e2nsito, que deixaram \u00a019 v\u00edtimas com ferimentos leves; uma com ferimento grave e tr\u00eas v\u00edtimas fatais,mortes, \u00a0todas no domingo (5\/4).<\/p>\n<p>Uma delas foi consequ\u00eancia de uma \u00a0colis\u00e3o frontal entre um caminh\u00e3o e uma motocicleta, \u00e0s 18h30, \u00a0na BA 052, Km 78 (Anguera\/Ipir\u00e1). As outras duas foram provenientes de \u00a0capotamento, na BA 542, Km 16 \u00a0(entroncamento da BR 101\/Valen\u00e7a), \u00e0s 20h; e na BA 052, Km 255 (Porto Feliz\/Morro do Chap\u00e9u), \u00e0s 23h30.<\/p>\n<p>Foram realizadas abordagens a 2.066 ve\u00edculos, dos quais 17 ficaram retidos \u00a0e 327 autuados. Foram extra\u00eddos 379 autos de infra\u00e7\u00e3o, e \u00a0recolhidos 11 Certificados de Registro e Licenciamento de Ve\u00edculos (CRLVs) e \u00a0tr\u00eas Carteiras Nacional de Habilita\u00e7\u00e3o (CNHs).<\/p>\n<p>O aumento no n\u00famero de \u00a0abordagens aconteceu principalmente no S\u00e1bado de Aleluia, quando muitas \u00a0pessoas deslocaram dos munic\u00edpios onde estavam para festas em outras \u00a0localidades pr\u00f3ximas.<\/p>\n<p>Com aumento da fiscaliza\u00e7\u00e3o, houve aumento \u00a0no n\u00famero de autos extra\u00eddos (59%) e no de ve\u00edculos retidos (143%).<\/p>\n<p><em><strong>Tribuna da Bahia<\/strong><\/em><\/p>\n<p><strong><a href=\"http:\/\/i.imgur.com\/Dh9s2Ot.jpg\" rel=\"lightbox[77345]\"><img decoding=\"async\" class=\"alignright\" src=\"http:\/\/i.imgur.com\/Dh9s2Ot.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" \/><\/a>Tribuna \u2013 O senhor foi convidado pelo governador Rui Costa por ser um t\u00e9cnico e com o objetivo de arrumar a casa. Como est\u00e3o sendo os primeiros meses \u00e0 frente da pasta? Tem encontrado alguma resist\u00eancia?<br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p><strong>F\u00e1bio Vilas-Boas \u2013<\/strong> A Secretaria de Sa\u00fade \u00e9 uma das mais complexas do estado da Bahia. Junto com a Educa\u00e7\u00e3o e a Seguran\u00e7a, que s\u00e3o as tr\u00eas secretarias que possuem n\u00e3o s\u00f3 o maior n\u00famero de funcion\u00e1rios, como o maior n\u00famero de desafios e problemas. A Sa\u00fade, em particular, hoje \u00e9 o principal problema do Brasil. Veja os programas mais pol\u00eamicos do governo federal, configuraram uma tentativa de atacar um problema que \u00e9 enxergado pela sociedade como maior que a educa\u00e7\u00e3o, maior que a seguran\u00e7a. E o governador elegeu a sa\u00fade como a bandeira principal dele e se comprometeu a tra\u00e7ar estrat\u00e9gias que viessem a atacar esse problema com vontade de ter resolutividade. A Sa\u00fade na hist\u00f3ria recente da Bahia nunca foi prioridade. O que voc\u00ea v\u00ea hoje no estado \u00e9 uma concentra\u00e7\u00e3o excessiva de servi\u00e7os na regi\u00e3o metropolitana e em algumas cidades polos do interior, reflexo de uma falta de investimento no setor.<!--more--><\/p>\n<p><span id=\"more-77345\"><\/span>A popula\u00e7\u00e3o do estado todo vem buscar atendimento em Salvador, sobretudo, no Hospital Geral do Estado. No entanto, n\u00f3s temos que ter v\u00e1rios hospitais no interior, uma rede estruturada como existe em estados mais desenvolvidos. Nos \u00faltimos oito anos, nos dois governos Wagner, essa realidade come\u00e7ou a ser modificada. \u00c9 reconhecido por todo mundo que lida com Sa\u00fade que nunca se investiu tanto como nos \u00faltimos anos e isso n\u00e3o \u00e9 discurso, \u00e9 fato. Se voc\u00ea pegar n\u00fameros de investimentos, amplia\u00e7\u00e3o de cobertura b\u00e1sica com programas sa\u00fade da fam\u00edlia, estrutura\u00e7\u00e3o de centros de atendimentos para pacientes com problemas psiqui\u00e1tricos, alcoolismo, assist\u00eancia odontol\u00f3gica, cria\u00e7\u00e3o de novos hospitais regionais, no interior do estado e capital. Nunca se investiu tanto em Sa\u00fade.<\/p>\n<p><strong>Tribuna \u2013 A Sesab estava sendo aparelhada e usada politicamente?<br \/>\nF\u00e1bio Vilas-Boas \u2013 <\/strong>Eu n\u00e3o tenho como te responder isso porque eu n\u00e3o sou pol\u00edtico e n\u00e3o sei como isso \u00e9 feito. O que eu posso dizer \u00e9 que a ideia do governador de trazer um t\u00e9cnico, n\u00e3o pol\u00edtico, e dar a ele o comando completo de toda a secretaria, versos a estrat\u00e9gia habitual de dividir com diferentes for\u00e7as pol\u00edticas a pasta, permite a mim, como gestor, ter o controle efetivo de todo o processo. Numa situa\u00e7\u00e3o onde voc\u00ea tem diferentes correntes pol\u00edticas contempladas dentro da mesma institui\u00e7\u00e3o, a voz de comando fica mais dificultada e eu reputo com a grande vantagem de gest\u00e3o neste momento da Sesab, \u00e9 n\u00f3s termos dentro da secretaria pessoas, em que a voz do comando consegue ir desde o secret\u00e1rio at\u00e9 o \u00faltimo posto, integrante de uma \u00fanica equipe.<\/p>\n<p><strong><a href=\"http:\/\/i.imgur.com\/HgHejDI.jpg\" rel=\"lightbox[77345]\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft\" src=\"http:\/\/i.imgur.com\/HgHejDI.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"221\" \/><\/a>Tribuna \u2013 O fogo amigo contra o senhor tem sido intenso, talvez at\u00e9 mais do que o inimigo. Como tem sido sua rela\u00e7\u00e3o no campo pol\u00edtico?<br \/>\nF\u00e1bio Vilas-Boas \u2013<\/strong> Eu entendo que a nossa rela\u00e7\u00e3o com a Assembleia Legislativa \u00e9 a melhor poss\u00edvel. Eu transito com, praticamente, todos os deputados da base e de fora da base. Atendo-os de forma indistinta com agilidade, encaminho as demandas. Tenho feito visita \u00e0 Assembleia, fa\u00e7o reuni\u00f5es com a Comiss\u00e3o de Sa\u00fade, visito hospitais, convido deputados da Comiss\u00e3o para participar, coloco eles junto comigo nas decis\u00f5es estrat\u00e9gicas da Secretaria, de modo que eu entendo que a rela\u00e7\u00e3o da Secretaria de Sa\u00fade com a classe pol\u00edtica \u00e9 uma rela\u00e7\u00e3o muito boa, de coopera\u00e7\u00e3o. E eu acredito que aquela fase inicial, em que havia uma rea\u00e7\u00e3o inicial sobre a vinda de uma pessoa de fora, est\u00e1 totalmente ultrapassada e se por acaso ainda houver algum tipo de rea\u00e7\u00e3o, ela \u00e9 completamente localizada.<\/p>\n<p><strong>Tribuna \u2013 Quais s\u00e3o as principais mudan\u00e7as que o senhor conseguiu empreender na secretaria e o que pretende implantar j\u00e1 este ano?<br \/>\nF\u00e1bio Vilas-Boas \u2013 <\/strong>N\u00f3s temos uma s\u00e9rie de projetos em andamento. Nesses primeiros tr\u00eas meses, a primeira tarefa que debru\u00e7amos foi de tentar reverter parcialmente o d\u00e9ficit financeiro da secretaria. N\u00f3s assumimos da gest\u00e3o anterior da ordem de mais de R$ 500 milh\u00f5es de despesas efetuadas em 2014 e n\u00e3o pagas. N\u00f3s tivemos que negociar uma parte e a outra tivemos que pagar com o dinheiro de 2015 e o or\u00e7amento nosso estava subdimensionado da ordem de R$ 30 milh\u00f5es por m\u00eas. Numa situa\u00e7\u00e3o de crise financeira, n\u00f3s procuramos tra\u00e7ar todo um planejamento or\u00e7ament\u00e1rio e financeiro para reduzir esse d\u00e9ficit e n\u00f3s conseguimos, atrav\u00e9s de recadastramento de funcion\u00e1rios, revis\u00e3o de alguns contratos, gastos mat\u00e9rias e tudo que qualquer empresa que precisa ser saneada n\u00f3s fizemos e resultou numa economia de R$ 180 milh\u00f5es e temos mais R$200 milh\u00f5es para buscar na economia. Estamos prosseguindo no cadastramento de funcion\u00e1rios, auditoria de folhas, e todos os contratos est\u00e3o sendo revistos para que se possa tentar num cen\u00e1rio mais apertado, negociar com os fornecedores com o compromisso mais forte de se querer cortar. Aqui a gente vai brigar e, se necess\u00e1rio, trocar o fornecedor para que pequenos percentuais que em um or\u00e7amento de quase R$ 5 bilh\u00f5es acaba se traduzindo em dezenas de bilh\u00f5es em um ano. Estamos com um projeto junto com o governo para reduzir o n\u00famero de fornecedores. Hoje o Estado tem dezenas de tipos de empresas de seguran\u00e7a, de alimenta\u00e7\u00e3o, que est\u00e3o prestando servi\u00e7os em infinidades de contratos que precisam ser gerenciados. Sem contar que tem empresas que n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o s\u00f3lidas assim. De vez em quando voc\u00ea ainda v\u00ea funcion\u00e1rios indo para a imprensa dizendo que a secretaria do estado n\u00e3o pagou a empresa, mas na verdade \u00e9 a empresa que n\u00e3o paga, e essa pluralidade de empresas causa um desgaste para o estado. Nossa ideia \u00e9 fazer editais menores e que contemplem o maior n\u00famero de hospitais e empresas do estado. Assim a gente reduz 60 contratos para 10.<\/p>\n<p><strong>Tribuna \u2013 A crise financeira que o pa\u00eds atravessa hoje pode amea\u00e7ar os planos do senhor e dificultar a vinda de projetos importantes para a Bahia?<br \/>\nF\u00e1bio Vilas-Boas \u2013<\/strong> Claro que sim. A crise financeira afeta o pa\u00eds como um todo, o estado da Bahia, e como uma medida de sobreviv\u00eancia, a primeira coisa que se faz \u00e9 cortar gastos que n\u00e3o s\u00e3o essenciais para n\u00e3o deixar de pagar sal\u00e1rios e fornecedores essenciais. A gente tem que cortar investimento. Claro que a crise vai nos afetar, reduzir a capacidade de se comprometer com investimento, mesmo a gente tendo o recurso a gente n\u00e3o pode gastar, caso tenha a necessidade de realocar aquele recurso para a \u00e1rea de atividade. Agora algo deve ser lembrado que na Sa\u00fade, diferente de outras \u00e1reas, a gente n\u00e3o pode gastar menos do que eu gasto. Tem um limite constitucional de 12 % o or\u00e7amento do Estado. Pode ter a crise que for, eu n\u00e3o posso gastar menos de 12%. A crise vai me impedir de gastar 13% ou 15 %, mas o meu piso est\u00e1 garantido. Vou ter que gastar isso porque a lei me obriga.<\/p>\n<p><strong>Tribuna \u2013 Fala-se que o senhor encontrou muitos m\u00e9dicos, enfermeiros e t\u00e9cnicos exercendo fun\u00e7\u00f5es administrativas na secretaria. O que j\u00e1 tem de mudan\u00e7a sobre isso?<br \/>\nF\u00e1bio Vilas-Boas \u2013<\/strong> Ent\u00e3o\u2026 dentro daquela pergunta anterior que voc\u00ea fez sobre quais as medidas e os projetos que colocamos em andamento, n\u00f3s identificamos a necessidade de reativar leitos ociosos na rede. A forma mais r\u00e1pida de aumentar o n\u00famero de leito n\u00e3o \u00e9 construindo hospitais, pois eles demoram cerca de um ano e meio ou dois anos para ficar prontos e equipados. N\u00f3s identificamos que existiam 300 leitos ociosos na rede, parte por conta da falta de funcion\u00e1rios e parte por estarem em obras. Os leitos que dependiam de obras, que poderiam ser conclu\u00eddas rapidamente, n\u00f3s conclu\u00edmos mesmo sem or\u00e7amento, e os que estavam ociosos por falta de funcion\u00e1rios, n\u00f3s mandamos contratar funcion\u00e1rios e onde haviam funcion\u00e1rios que podiam ser realocados, n\u00f3s mandamos realocar. Tiramos enfermeiras e m\u00e9dicos que estavam em \u00e1reas administrativas, m\u00e9dicos da central da regula\u00e7\u00e3o que estavam espalhados em outras fun\u00e7\u00f5es do estado, e colocamos na regula\u00e7\u00e3o. Puxamos todos os funcion\u00e1rios que estavam cedidos para prefeituras, universidades, enfermeiros e m\u00e9dicos e trouxemos, e s\u00f3 permitimos que eles permanecessem cedidos em casos excepcionais e plenamente justific\u00e1veis. Com isso criamos um contingente de m\u00e3o de obra que nos permitiu nessa primeira semana de abril reabrir 100 leitos, com um investimento muito pequeno, praticamente realocando funcion\u00e1rios e contratando outros novos, e pequenas obras. O Roberto Santos tinha uma UTI Neonatal de 22 leitos fechada h\u00e1 seis meses para uma reforma que n\u00e3o acabava. Semana passada o Roberto Santos foi pra m\u00eddia por causa de leitos da UTI Neonatal e n\u00f3s j\u00e1 est\u00e1vamos com as obras do hospital mapeadas. Tanto que agora s\u00f3 falta colocar as lumin\u00e1rias para que semana quem vem possamos reativ\u00e1-la. Em v\u00e1rios outros locais, aconteceu isso. N\u00f3s ainda estamos tentando trazer mais funcion\u00e1rios para a secretaria. Mas \u00e9 preciso compatibilizar a capacidade t\u00e9cnica porque alguns funcion\u00e1rios ficaram tanto tempo fora da pr\u00e1tica que hoje n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel colocar ele direto com o paciente. Com a antiga Dires n\u00f3s t\u00ednhamos cerca de dois mil funcion\u00e1rios de todos os tipos, com o novo desenho n\u00f3s estamos caindo pela metade, cerca de mil. Os demais ser\u00e3o aposentados em at\u00e9 24 meses ou ser\u00e3o realocados.<\/p>\n<p>Tribuna \u2013 Superadas as resist\u00eancias que existiram com a extin\u00e7\u00e3o das Dires?<br \/>\nF\u00e1bio Vilas-Boas \u2013 Na verdade o que houve foi uma campanha de desinforma\u00e7\u00e3o. As pessoas n\u00e3o procuraram saber como era o nosso projeto e divulgaram que est\u00e1vamos fechando unidades, que \u00e9 absolutamente imposs\u00edvel de se fazer. Voc\u00ea tem pr\u00e9dios em todo o interior do estado onde existem funcion\u00e1rio respons\u00e1veis por vigil\u00e2ncias. C\u00e2mera fria onde s\u00e3o conversadas vacinas e medica\u00e7\u00e3o, e essa rede toda precisa ser mantida. O que n\u00f3s fizemos foi reduzir o n\u00famero de coordena\u00e7\u00f5es. Se antes n\u00f3s t\u00ednhamos 30 diretores, hoje n\u00f3s temos nove diretores para o estado inteiro. Economizamos na \u00e1rea administrativa e realocamos funcion\u00e1rios, que muitos deles n\u00e3o tinham fun\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Tribuna \u2013 Qual o maior gargalo que o senhor aponta hoje, na sa\u00fade?<br \/>\nF\u00e1bio Vilas-Boas \u2013<\/strong> Claramente, o maior gargalo que temos hoje \u00e9 dinheiro, verba. Isso acontece porque somos um estado pobre, n\u00e3o temos capacidade de investir e o sistema de sa\u00fade p\u00fablica necessita de uma maior efici\u00eancia gerencial. Ou seja, existe uma coisa chamada teto de alta e m\u00e9dia complexidade, onde o governo federal repassa para a Bahia os recursos que produzimos com cirurgias, exames. Se eu produzir no ano um bilh\u00e3o, no ano subsequente tem esse um bilh\u00e3o. Existe um problema na Bahia inteira que \u00e9 a faturamento do que \u00e9 produzido. Apenas cerca de 30% do que \u00e9 produzido s\u00e3o preenchidos na guia para mandar para o governo federal. Tem munic\u00edpios, como Itabuna, que s\u00f3 recebe metade do que \u00e9 produzido, culpa do munic\u00edpio e do estado, que s\u00f3 recebe um ter\u00e7o do que produz.<\/p>\n<p><strong>Tribuna \u2013 O que est\u00e1 sendo feito para reverter essa situa\u00e7\u00e3o e equacionar esse problema?<br \/>\nF\u00e1bio Vilas-Boas \u2013<\/strong> Esse \u00e9 um problema interessante de se resolver. Nossa estrat\u00e9gia parte de dois pontos. Um \u00e9 cobrar dos hospitais que cumpram suas metas de produ\u00e7\u00e3o, outra \u00e9 informatizar a secretaria toda. A partir do momento que eu informatizo tudo, o atendimento do paciente ser\u00e1 lan\u00e7ado automaticamente no sistema do Minist\u00e9rio e o dinheiro vem. Com o sistema de informa\u00e7\u00e3o que estamos fazendo, que \u00e9 um processo amplo e custoso, estamos finalizando o desenho. Vamos ter uma empresa central que vai desenhar a arquitetura da secretaria e a partir da\u00ed vamos contratar solu\u00e7\u00f5es e softwares para aten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, gerenciamento de hospitais, prontu\u00e1rio eletr\u00f4nico e utilizar a estrutura f\u00edsica da Prodeb. Vamos investir pr\u00f3ximo a R$100 milh\u00f5es na moderniza\u00e7\u00e3o da secretaria, para que sejamos um modelo de sa\u00fade digital para o pa\u00eds. Elegemos nossa principal bandeira na secretaria que \u00e9 ter sa\u00fade 100% digital. Vamos informatizar do gabinete at\u00e9 a unidade de aten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica da sa\u00fade. Todos os postos de sa\u00fade, todos os hospitais ter\u00e3o monitores que eu vou acompanhar pelo smartphone o tempo de atendimento, isso hoje n\u00e3o existe ou est\u00e3o no Excel. J\u00e1 contratamos uma equipe de pessoas que j\u00e1 est\u00e1 \u00e0 frente disso, j\u00e1 nos reunimos com diversas empresas e j\u00e1 sabemos o que queremos, e dentro de 60 dias j\u00e1 estaremos licitando essas empresas. No m\u00eas de abril come\u00e7amos com o ploc \u2013 plus off comment \u2013 a empresa monta o hospital e faz uma prova de conceito. J\u00e1 estamos na fase de testar o que viemos estudando nos 90 dias. Al\u00e9m disso, temos que buscar em Bras\u00edlia revis\u00e3o do teto, e isso \u00e9 uma decis\u00e3o pol\u00edtica, pois na \u00f3tica do sistema s\u00f3 enxergar 30% do que produz, temos que levar uma s\u00e9rie hist\u00f3rica de documentos, e a\u00ed depende do minist\u00e9rio querer revisar isso e subir o teto.<\/p>\n<p><strong>Tribuna \u2013 Existe algum entendimento j\u00e1 nesse sentido ou o senhor acha um cen\u00e1rio dif\u00edcil?<br \/>\nF\u00e1bio Vilas-Boas \u2013 <\/strong>Eu acho dif\u00edcil. J\u00e1 fomos ao ministro pedir isso, mas diante da dificuldade que enxergamos em 2015, n\u00e3o tem chances para fazer revis\u00e3o de teto este ano.<\/p>\n<p><strong>Tribuna \u2013 Os cons\u00f3rcios de policl\u00ednicas s\u00e3o a grande aposta do senhor para reposicionar a Sa\u00fade da Bahia?<br \/>\nF\u00e1bio Vilas-Boas \u2013<\/strong> A nossa miss\u00e3o estrat\u00e9gica para resolver a quest\u00e3o da superlota\u00e7\u00e3o das emerg\u00eancias da capital e resolver o problema das cidades-polos \u00e9 descentralizar e regionalizar. Voltando ao in\u00edcio da nossa conversa, nunca se investiu tanto em sa\u00fade na Bahia e a resultante disso \u00e9 que existe uma concentra\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os na regi\u00e3o metropolitana de Salvador. N\u00f3s queremos inverter essa \u00f3tica. Queremos descentralizar, regionalizar a assist\u00eancia no interior do estado. O paciente n\u00e3o precisa ir para Salvador para fazer uma opera\u00e7\u00e3o do cora\u00e7\u00e3o, cirurgia ortop\u00e9dica de alta complexidade. Ele tamb\u00e9m n\u00e3o precisar ser internado. Hoje temos tr\u00eas pontos que precisamos atacar para resolver o problema das superlota\u00e7\u00f5es dos hospitais e fazer a regula\u00e7\u00e3o funcionar e oferecer mais vagas. Como \u00e9 que reduz a necessidade de hospital? Fazendo com que o paciente seja atendido em uma cl\u00ednica no momento mais precoce da doen\u00e7a dele, para que n\u00e3o haja uma degenera\u00e7\u00e3o e ele precise ser internado. Ent\u00e3o, eu preciso estruturar o interior do estado, postos, UPAs e fazer um programa de fortalecimento dos hospitais de pequeno porte, de modo que eles saiam do modo de ociosidade de baixa resolutividade que eles t\u00eam hoje.<\/p>\n<p><strong>Tribuna \u2013 Um dos maiores gargalos hoje se d\u00e1 na Central da Regula\u00e7\u00e3o. O que est\u00e1 sendo feito ou o que o senhor pretende fazer para atacar esse gargalo?<br \/>\nF\u00e1bio Vilas-Boas \u2013<\/strong> Eu falei que tem a\u00e7\u00f5es que precisam ser feitas para atingir os problemas da superlota\u00e7\u00e3o dos hospitais. A primeira \u00e9 reduzir a necessidade do hospital, e o cons\u00f3rcio vem para permitir viabilizar esse projeto que eu acabei de falar. Vou me estender um pouco pra voc\u00ea me entender porque os hospitais est\u00e3o fechados e depois eu volto para a Regula\u00e7\u00e3o. Hoje, no interior do estado, uma cidade de m\u00e9dio porte que tenha seu hospital municipal funcionando direitinho, as cidades ao redor come\u00e7am a utilizar aquele hospital, que \u00e9 pago com o dinheiro do munic\u00edpio para atender a popula\u00e7\u00e3o dele, mas o munic\u00edpio que n\u00e3o est\u00e1 estruturado usa e de forma, \u00e0s vezes, para fraudar de forma propositalmente. Tem munic\u00edpios que alugam uma casa na cidade vizinha, geralmente maior, para ter cart\u00f5es do SUS e poder ser atendido como se fosse morador local. Tem munic\u00edpios que tem 50% de cart\u00f5es de SUS a mais do que t\u00edtulo de eleitor. Mas o prefeito faz isso porque \u00e9 desonesto? N\u00e3o. Ele faz porque ele n\u00e3o tem dinheiro para viabilizar o sistema dele. Hoje 70% dos munic\u00edpios da Bahia t\u00eam menos do que 20 mil habitantes, tem poucos recursos. Da forma de voc\u00ea estruturar a assist\u00eancia no interior e a forma como vem dando certo \u00e9 unir os munic\u00edpios e ratear as despesas e n\u00f3s, do estado, entraremos co-financiando esse sistema.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O n\u00famero de v\u00edtima graves caiu 93% e o de mortes 40%. No per\u00edodo foram contabilizados 20 acidentes de tr\u00e2nsito, que deixaram \u00a019 v\u00edtimas com ferimentos leves; uma com ferimento grave e tr\u00eas v\u00edtimas fatais,mortes, \u00a0todas no domingo (5\/4). Uma delas foi consequ\u00eancia de uma \u00a0colis\u00e3o frontal entre um caminh\u00e3o e uma motocicleta, \u00e0s 18h30, \u00a0na BA 052, Km 78 (Anguera\/Ipir\u00e1). As outras duas foram provenientes de \u00a0capotamento, na BA 542, Km 16 \u00a0(entroncamento da BR 101\/Valen\u00e7a), \u00e0s 20h; e na BA 052, Km 255 (Porto Feliz\/Morro do Chap\u00e9u), \u00e0s 23h30. 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