{"id":65301,"date":"2015-02-21T15:04:46","date_gmt":"2015-02-21T18:04:46","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=65301"},"modified":"2015-02-21T15:04:46","modified_gmt":"2015-02-21T18:04:46","slug":"eua-podem-voltar-a-ser-o-destino-principal-das-exportacoes-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2015\/02\/21\/eua-podem-voltar-a-ser-o-destino-principal-das-exportacoes-do-brasil\/","title":{"rendered":"EUA podem voltar a ser o destino principal das exporta\u00e7\u00f5es do Brasil"},"content":{"rendered":"<div class=\"align-center\">\n<div class=\"imgNoticia clear\"><img decoding=\"async\" title=\"EUA podem voltar a ser o destino principal das exporta\u00e7\u00f5es do Brasil\" src=\"http:\/\/www.bahianoticias.com.br\/fotos\/estadao_noticias\/66186\/xIMAGEM_NOTICIA_5.jpg.pagespeed.ic.1g0W6Ei4lu.jpg\" alt=\"EUA podem voltar a ser o destino principal das exporta\u00e7\u00f5es do Brasil\" \/><\/p>\n<div class=\"tooltip-text\">Foto: Pete Souza\/ TWH<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"clear\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"editor clear\">Depois de perder a lideran\u00e7a para a China em 2009, os Estados Unidos poder\u00e3o voltar a ser o principal destino das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras em poucos anos, como resultado do coquetel que une queda no pre\u00e7o das commodities, crescimento da economia americana, perda de f\u00f4lego da locomotiva chinesa e desvaloriza\u00e7\u00e3o do real. Em janeiro, os embarques para os EUA j\u00e1 superaram os destinados ao pa\u00eds asi\u00e1tico, que tiveram um tombo de 35%.\u00a0Se o resultado do m\u00eas passado se repetir ao longo do ano, os Estados Unidos poder\u00e3o fechar 2015 \u00e0 frente da China. Mas o mais prov\u00e1vel \u00e9 que isso ocorra dentro de dois a quatro anos, segundo proje\u00e7\u00e3o de Diane Santos, economista da Funda\u00e7\u00e3o Centro de Estudos do Com\u00e9rcio Exterior (Funcex).\u00a0No ano passado, os EUA superaram a Argentina e se tornaram o principal destino de exporta\u00e7\u00f5es de produtos manufaturados do Brasil, com embarques de US$ 15,1 bilh\u00f5es. Com a recupera\u00e7\u00e3o da economia americana e a queda do real no Brasil, esse movimento deve se acelerar em 2015. A previs\u00e3o de Santos \u00e9 que a exporta\u00e7\u00e3o de produtos industriais para os EUA cres\u00e7am 6,8% neste ano.\u00a0Enquanto vendas para a China s\u00e3o dominadas por produtos b\u00e1sicos, os embarques para os Estados Unidos t\u00eam maior participa\u00e7\u00e3o de bens manufaturados e semimanufaturados. Al\u00e9m de representarem maior valor agregado no mercado dom\u00e9stico, as exporta\u00e7\u00f5es industriais est\u00e3o menos sujeitas \u00e0s oscila\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os internacionais que afetam as commodities.\u00a0Soja, min\u00e9rio de ferro e petr\u00f3leo representaram 80% das vendas brasileiras \u00e0 China no ano passado. Os produtos manufaturados responderam por 54% dos embarques para os EUA no mesmo per\u00edodo, mostram dados da Funcex. A participa\u00e7\u00e3o dos semimanufaturados foi de 21% e a dos b\u00e1sicos, de 25%.\u00a0At\u00e9 os anos 2000, o mercado americano era l\u00edder absoluto no ranking dos maiores destinos das vendas brasileiras, com participa\u00e7\u00e3o de 24% no in\u00edcio daquela d\u00e9cada. A China aparecia em um distante 12\u00ba lugar e respondia por 2% dos embarques.\u00a0Nos anos seguintes, o espetacular crescimento do pa\u00eds asi\u00e1tico gerou o boom nas commodities, que elevou o pre\u00e7o de produtos como min\u00e9rio de ferro, o principal item da pauta brasileira na maior parte da d\u00e9cada passada. A China ultrapassou os EUA em 2009 e, em 2014, foi o destino de 18% dos embarques nacionais. O mercado americano veio em seguida, com 12%.\u00a0&#8220;Os Estados Unidos s\u00e3o o \u00fanico mercado do mundo que cresce continuamente&#8221;, disse o presidente da Associa\u00e7\u00e3o de Com\u00e9rcio Exterior do Brasil (AEB), Jos\u00e9 Augusto de Castro. Para ele, os EUA devem ser a prioridade do governo e dos exportadores brasileiros.\u00a0O ritmo do aumento das vendas para a maior economia do mundo neste deve ser limitado pela queda dos pre\u00e7os do petr\u00f3leo e a expans\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e g\u00e1s nos EUA, avaliou Santos, da Funcex.\u00a0Desde 2006, o produto \u00e9 o maior item na pauta de exporta\u00e7\u00f5es para os Estados Unidos. No ano passado, as vendas de petr\u00f3leo somaram US$ 3,4 bilh\u00f5es e representaram 12,6% dos embarques ao pa\u00eds. Em seguida vieram produtos manufaturados de ferro e a\u00e7o (US$ 2,2 bilh\u00f5es), avi\u00f5es (US$ 1,93 bilh\u00e3o), motores e turbinas para avi\u00f5es (US$ 1,57 bilh\u00e3o) e caf\u00e9 em gr\u00e3o (US$ 1,2 bilh\u00e3o). Fonte: Ag\u00eancia Estado<\/div>\n<p><!--more--><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto: Pete Souza\/ TWH Depois de perder a lideran\u00e7a para a China em 2009, os Estados Unidos poder\u00e3o voltar a ser o principal destino das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras em poucos anos, como resultado do coquetel que une queda no pre\u00e7o das commodities, crescimento da economia americana, perda de f\u00f4lego da locomotiva chinesa e desvaloriza\u00e7\u00e3o do real. Em janeiro, os embarques para os EUA j\u00e1 superaram os destinados ao pa\u00eds asi\u00e1tico, que tiveram um tombo de 35%.\u00a0Se o resultado do m\u00eas passado se repetir ao longo do ano, os Estados Unidos poder\u00e3o fechar 2015 \u00e0 frente da China. 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