{"id":65122,"date":"2015-02-13T20:04:17","date_gmt":"2015-02-13T23:04:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=65122"},"modified":"2015-02-13T20:04:17","modified_gmt":"2015-02-13T23:04:17","slug":"promotor-que-substituiu-nisman-denuncia-cristina-kirchner-e-hector-timerman","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2015\/02\/13\/promotor-que-substituiu-nisman-denuncia-cristina-kirchner-e-hector-timerman\/","title":{"rendered":"Promotor que substituiu Nisman denuncia Cristina Kirchner e H\u00e9ctor Timerman"},"content":{"rendered":"<figure class=\"default\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"Image img__fid__13134 img__view_mode__default attr__format__default\" title=\"\" src=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/_agenciabrasil2013\/files\/styles\/interna_pequena\/public\/fotos\/923898-brics_12.jpg?itok=V--OIINe\" alt=\"A Presidente da Argentina, Cristina Kirchner ap\u00f3s a segunda sess\u00e3o de trabalho da reuni\u00e3o do BRICS (Jos\u00e9 Cruz\/Ag\u00eancia Brasil)\" width=\"277\" height=\"160\" \/><figcaption>Presidenta Cristina Kirchner Arquivo\/Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n<\/figcaption><\/figure>\n<p>O promotor\u00a0Gerardo Pollicita denunciou \u00e0 Justi\u00e7a nesta sexta-feira (13) a presidenta Cristina Kirchner e o chanceler H\u00e9ctor Timerman, suspeitos de ter acobertado os respons\u00e1veis pelo atentado ao centro comunit\u00e1rio judaico Amia, em 1994 \u2013 considerado o pior na hist\u00f3ria do pa\u00eds. Na explos\u00e3o, 85 pessoas morreram e mais de 300 ficaram feridas. Pollicita substituiu o promotor Alberto Nisman, que, no dia 14 de janeiro, apresentou den\u00fancia de envolvimento da presidenta no caso.<\/p>\n<p>Nisman foi encontrado morto, com um tiro na cabe\u00e7a, quatro dias depois da den\u00fancia e \u00e0s v\u00e9speras de comparecer ao Congresso para explicar o que o levou a fazer acusa\u00e7\u00f5es t\u00e3o s\u00e9rias.<\/p>\n<p>Passado quase um m\u00eas, a morte de Nisman ainda est\u00e1 sendo investigada, em meio a rumores envolvendo desde os servi\u00e7os secretos argentino, norte-americano, israelense e iraniano at\u00e9 a presidenta Cristina Kirchner, al\u00e9m de aliados e opositores do governo. Ningu\u00e9m sabe ainda se o promotor se suicidou, foi induzido a se matar ou foi assassinado.<\/p>\n<p>Paralelamente \u00e0 investiga\u00e7\u00e3o da morte de Nisman, a cargo da promotora Viviana Fein, foi aberta outra, sob responsabilidade do promotor Gerardo Pollicita, para investigar a den\u00fancia feita por Nisman, resumida em um relat\u00f3rio de 300 p\u00e1ginas. O documento, tornado p\u00fablico, foi redigido com base em escutas telef\u00f4nicas obtidas com o apoio da Secretaria de Intelig\u00eancia, que o governo acaba de reformar.<!--more--><\/p>\n<p>Hoje, Pollicita anunciou que vai investigar as acusa\u00e7\u00f5es de Nisman, para comprovar sua veracidade. Al\u00e9m de Cristina Kirchner e H\u00e9ctor Timerman, ser\u00e3o investigadas cinco pessoas, entre elas o deputado governista Andr\u00e9s Larroque e o militante Luis D\u2019Elia (que aparece varias vezes nas grava\u00e7\u00f5es, conversando com supostos agentes iranianos). Isso significa que ele vai examinar as provas que j\u00e1 existem e, provavelmente, requerer outras. Isso n\u00e3o significa, entretanto, a convoca\u00e7\u00e3o, na primeira etapa, dos suspeitos para prestar depoimento.<\/p>\n<p>Nisman foi indicado para retomar as investiga\u00e7\u00f5es do atentado \u00e0 Amia pelo ex-presidente N\u00e9stor Kirchner (2003-2007). Ele abandonou a tese anterior, de que o atentado teria sido planejado pelo governo s\u00edrio, e acusou o Ir\u00e3 de ter arquitetado o ataque terrorista, com a ajuda do grupo xiita liban\u00eas Hezbollah. A pedido dele, a Interpol emitiu, em 2007, alertas vermelhos contra cinco iranianos \u2013 dois deles ex-ministros de Estado.<\/p>\n<p>A vi\u00fava e sucessora de N\u00e9stor Kirchner, a presidenta Cristina, sempre acusou Teer\u00e3 de n\u00e3o cooperar com a Justi\u00e7a argentina para investigar o atentado, at\u00e9 2013. Naquele ano, o regime iraniano \u2013 que sempre negou qualquer responsabilidade no ataque terrorista &#8211; aceitou falar sobre o assunto.<\/p>\n<p>Os dois governos assinaram memorando de entendimento, criando uma comiss\u00e3o da verdade que permitiria \u00e0 Justi\u00e7a argentina questionar os suspeitos no Ir\u00e3, desde que eles aceitassem falar. O acordo foi duramente criticado pela oposi\u00e7\u00e3o e pela maioria da comunidade judaica na Argentina, que n\u00e3o confiavam nas inten\u00e7\u00f5es dos iranianos e suspeitavam que mudaram de atitude s\u00f3 para suspender os alertas vermelhos.<\/p>\n<p>Nisman, que tamb\u00e9m criticou o acordo, foi al\u00e9m. Ele acusou a presidenta Cristina Kirchner de ter negociado o memorando para inocentar os iranianos acusados por ele, por motivos econ\u00f4micos. A Argentina, segundo ele, queria trocar gr\u00e3os e armas por petr\u00f3leo iraniano.<\/p>\n<p>O governo desmentiu as acusa\u00e7\u00f5es, alegando que o petr\u00f3leo iraniano sequer pode ser usado nas refinarias argentinas, e tornou p\u00fablica uma carta da Interpol, confirmando que a Argentina (mesmo depois de assinar o entendimento) pediu a manuten\u00e7\u00e3o dos alertas vermelhos. Mas a inesperada morte de Nisman mudou o cen\u00e1rio politico, em ano eleitoral.<\/p>\n<p>No pr\u00f3ximo dia 18, os promotores da Argentina v\u00e3o promover a Marcha do Sil\u00eancio, em homenagem a Nisman, e j\u00e1 criticada duramente pela presidenta. Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Presidenta Cristina Kirchner Arquivo\/Ag\u00eancia Brasil O promotor\u00a0Gerardo Pollicita denunciou \u00e0 Justi\u00e7a nesta sexta-feira (13) a presidenta Cristina Kirchner e o chanceler H\u00e9ctor Timerman, suspeitos de ter acobertado os respons\u00e1veis pelo atentado ao centro comunit\u00e1rio judaico Amia, em 1994 \u2013 considerado o pior na hist\u00f3ria do pa\u00eds. Na explos\u00e3o, 85 pessoas morreram e mais de 300 ficaram feridas. Pollicita substituiu o promotor Alberto Nisman, que, no dia 14 de janeiro, apresentou den\u00fancia de envolvimento da presidenta no caso. 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