{"id":64301,"date":"2015-01-10T10:31:28","date_gmt":"2015-01-10T13:31:28","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=64301"},"modified":"2015-01-10T10:31:28","modified_gmt":"2015-01-10T13:31:28","slug":"tabela-do-imposto-de-renda-acumula-defasagem-de-643","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2015\/01\/10\/tabela-do-imposto-de-renda-acumula-defasagem-de-643\/","title":{"rendered":"Tabela do Imposto de Renda acumula defasagem de 64,3%"},"content":{"rendered":"<p class=\"credito_imagem\">Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.politicalivre.com.br\/wp-content\/thumbgen_cache\/078f3bca4e6ce2fedcbf7acbbf94cd57.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p>A tabela do Imposto de Renda (IR) aprofundou ainda mais a defasagem em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 infla\u00e7\u00e3o. O reajuste anual de 4,5% das faixas de cobran\u00e7a n\u00e3o foi suficiente para compensar o avan\u00e7o do \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA), que fechou 2014 em 6,41%.\u00a0Trata-se do quinto ano consecutivo de corre\u00e7\u00e3o abaixo da infla\u00e7\u00e3o. Com esse novo aumento na discrep\u00e2ncia, o imposto passou a acumular uma defasagem de 64,28% desde 1996, ano em que a tabela foi convertida de unidades fiscais para o real. Os c\u00e1lculos foram feitos pelo Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco Nacional) a pedido do jornal \u201cO Estado de S. Paulo\u201d. \u201cEsse descompasso vai trazendo pessoas com sal\u00e1rios cada vez menores para dentro da base de contribui\u00e7\u00e3o\u201d, observa o vice-presidente do Sindifisco Nacional, Mario Pinho.\u00a0De acordo com a consultoria EY (antiga Ernst &amp; Young), a isen\u00e7\u00e3o do tributo beneficiava quem recebia at\u00e9 oito sal\u00e1rios m\u00ednimos em 1996 \u2013 rela\u00e7\u00e3o que despencou para 2,47 em 2014. Esse movimento tamb\u00e9m se deve, em parte, aos aumentos acima da infla\u00e7\u00e3o aplicados ao sal\u00e1rio m\u00ednimo nos \u00faltimos anos. Em 2014, houve um reajuste de 6,78% no piso nacional das remunera\u00e7\u00f5es, contra uma corre\u00e7\u00e3o de 4,5% do IR. J\u00e1 em 2015 houve uma alta de 8,8% nos sal\u00e1rios, ante uma corre\u00e7\u00e3o ainda incerta das faixas do tributo. Isso porque o ajuste da tabela segue indefinido neste ano e pode ficar novamente abaixo do IPCA.\u00a0Em dezembro, o Senado aprovou um reajuste de 6,5%, o teto da meta de infla\u00e7\u00e3o, mas o Pal\u00e1cio do Planalto defende uma corre\u00e7\u00e3o menor, de 4,5% ou o centro da meta. Uma Medida Provis\u00f3ria com essa reda\u00e7\u00e3o chegou a ser editada pela presidente Dilma Rousseff em 2014, mas um embate entre base e oposi\u00e7\u00e3o fez com que ela perdesse a validade. Agora, a \u00fanica forma de barrar essa corre\u00e7\u00e3o, considerada muito alta pelo Planalto, \u00e9 pelo veto de Dilma, que pode ser anunciado nos pr\u00f3ximos dias. Fonte: Ag\u00eancia Estado<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o A tabela do Imposto de Renda (IR) aprofundou ainda mais a defasagem em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 infla\u00e7\u00e3o. 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