{"id":64237,"date":"2015-01-08T09:35:18","date_gmt":"2015-01-08T12:35:18","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=64237"},"modified":"2015-01-08T09:35:18","modified_gmt":"2015-01-08T12:35:18","slug":"empreendedores-brasileiros-inovam-menos-mostra-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2015\/01\/08\/empreendedores-brasileiros-inovam-menos-mostra-estudo\/","title":{"rendered":"Empreendedores brasileiros inovam menos, mostra estudo"},"content":{"rendered":"<h4 class=\"subtitle t-medium-darkgray heavy\">Pa\u00eds amarga a \u00faltima posi\u00e7\u00e3o em ranking in\u00e9dito elaborado pelo F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial. Vizinhos, como Chile e Col\u00f4mbia, s\u00e3o destaques no levantamento<\/h4>\n<div class=\"signature dotted-border-top\">Lu\u00eds Lima<\/div>\n<div class=\"img-article veja\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"lazy\" title=\"Brasil aparece atr\u00e1s de Argentina, M\u00e9xico  e Uganda em ranking de pa\u00edses inovadores elaborado pelo F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial \" src=\"http:\/\/veja0.abrilm.com.br\/assets\/images\/2012\/10\/103427\/economia-inovacao-20121015-01-size-598.jpg\" alt=\"Brasil aparece atr\u00e1s de Argentina, M\u00e9xico  e Uganda em ranking de pa\u00edses inovadores elaborado pelo F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial \" width=\"598\" height=\"336\" data-original=\"http:\/\/veja0.abrilm.com.br\/assets\/images\/2012\/10\/103427\/economia-inovacao-20121015-01-size-598.jpg\" \/><\/p>\n<p class=\"t-smaller-darkgray\">Brasil aparece atr\u00e1s de Argentina, M\u00e9xico e Uganda em ranking de pa\u00edses inovadores elaborado pelo F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial <span class=\"t-smaller-lightgray\">(Thinkstock\/VEJA)<\/span><\/p>\n<\/div>\n<p>O Brasil amarga a \u00faltima posi\u00e7\u00e3o no quesito inova\u00e7\u00e3o de\u00a0um ranking\u00a0in\u00e9dito,\u00a0composto por 44 pa\u00edses,\u00a0elaborado pelo\u00a0F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial. Levantamento que ser\u00e1 divulgado nesta quinta-feira pelo F\u00f3rum mostra que apenas\u00a06% dos\u00a0empreendedores brasileiros est\u00e3o investindo para oferecer inova\u00e7\u00e3o em\u00a0produtos ou servi\u00e7os, atr\u00e1s de na\u00e7\u00f5es\u00a0como\u00a0Argentina (29%), M\u00e9xico (22%) e\u00a0Uganda (12%). Fatores como a burocracia, a\u00a0falta de m\u00e3o de obra qualificada\u00a0e elevados tributos e\u00a0custos de\u00a0produ\u00e7\u00e3o\u00a0foram apontados como algumas das principais\u00a0dificuldades, segundo os\u00a0empres\u00e1rios\u00a0brasileiros. No topo da lista dos pa\u00edses mais inovadores\u00a0est\u00e3o Chile (54,6%), Dinamarca (46%),\u00a0\u00c1frica do Sul (40%) e Col\u00f4mbia,\u00a0com um\u00a0porcentual de\u00a038,2%.<\/p>\n<p>A pesquisa \u00e9 resultado da an\u00e1lise\u00a0combinada de\u00a0dados do <a href=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/noticia\/economia\/com-dilma-brasil-cai-em-ranking-global-de-competitividade\"><strong>indicador de competitividade<\/strong><\/a>do\u00a0F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial, que avalia 144 economias, e do monitor global de empreendedorismo, que considera 70 pa\u00edses, e que \u00e9 elaborado por um cons\u00f3rcio de universidades, que inclui a\u00a0Universidad del Desarrollo, no Chile, e a\u00a0Tun Abdul Razak, na Mal\u00e1sia. Para a elabora\u00e7\u00e3o do estudo\u00a0foram\u00a0analisados os resultados de cinco anos de ambas as pesquisas, o que restringiu o tamanho da amostra a apenas 44 pa\u00edses, j\u00e1 que nem todos haviam sido avaliados nos anos requisitados.<\/p>\n<div class=\"info-img-articles\"><span class=\"source\">VEJA<\/span><img decoding=\"async\" class=\"lazy\" title=\"Inova\u00e7\u00e3o - WEF\" src=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/assets\/images\/2015\/1\/255174\/RANKING-INOVACAO-size-575.jpg\" alt=\"Inova\u00e7\u00e3o - WEF\" data-original=\"\/assets\/images\/2015\/1\/255174\/RANKING-INOVACAO-size-575.jpg\" \/><\/p>\n<p class=\"gray\">Inova\u00e7\u00e3o &#8211; WEF<\/p>\n<\/div>\n<p>Outro fator considerado na an\u00e1lise foi a &#8220;ambi\u00e7\u00e3o&#8221; dos empreendedores. Esse indicador mede a confian\u00e7a dos empres\u00e1rios em investir na expans\u00e3o de seus neg\u00f3cios prevendo criar, ao menos, 20 postos de trabalho nos pr\u00f3ximos cinco anos em seus pa\u00edses.\u00a0Nesta categoria, o Brasil,\u00a0mais uma vez, decepcionou: aparece entre os dez piores colocados, na 37\u00aa posi\u00e7\u00e3o, com um porcentual\u00a0de apenas 4%. &#8220;Os principais desafios que enfrentamos no Brasil \u00e9 a burocracia, a corrup\u00e7\u00e3o e as mesmas\u00a0pol\u00edticas adotadas, que fazem com que tudo aqui no pa\u00eds seja menos eficiente&#8221; afirma o empreendedor brasileiro\u00a0Rafael Bott\u00f3s, da Welle Tecnologia Laser, consultado pelos autores da pesquisa.\u00a0Na\u00a0primeira\u00a0coloca\u00e7\u00e3o deste item est\u00e1 um pa\u00eds vizinho, a\u00a0Col\u00f4mbia. L\u00e1, 18,8% dos empreendedores consultados t\u00eam confian\u00e7a na economia para criar mais vagas nos pr\u00f3ximos anos.<!--more--><\/p>\n<p>Apesar de estar na lanterna no quesito inova\u00e7\u00e3o, o Brasil aparece na d\u00e9cima posi\u00e7\u00e3o na lista de pa\u00edses\u00a0com o maior volume de novos empreendedores entre a popula\u00e7\u00e3o de\u00a018 e 64 anos (16%), \u00e0 frente de Jamaica (15%), Panam\u00e1 (15%) e Uruguai (14%). No fim da fila est\u00e3o It\u00e1lia (3%), Jap\u00e3o (4%) e Dinamarca (4%), pa\u00edses desenvolvidos,\u00a0que possuem mais empreendedores veteranos do que novatos.<\/p>\n<p>Uma das conclus\u00f5es do estudo, portanto, \u00e9 que o incentivo ao empreendedorismo e \u00e0\u00a0inova\u00e7\u00e3o\u00a0n\u00e3o deve estar exclusivamente ligado ao retorno financeiro dos neg\u00f3cios. &#8220;N\u00f3s tamb\u00e9m precisamos considerar como empres\u00e1rios\u00a0est\u00e3o contribuindo\u00a0com\u00a0suas sociedades.\u00a0Ser\u00e1 que eles t\u00eam potencial para crescer? Eles est\u00e3o criando inova\u00e7\u00f5es?&#8221;, questiona Donna Kelly, coautora do estudo e professora de empreendedorismo da Babson College, nos Estados Unidos. Segundo ela, um dos motivos do baixo n\u00edvel de inova\u00e7\u00e3o no Brasil \u00e9 a magnitude do mercado interno brasileiro, que faz com que muitos empres\u00e1rios limitem\u00a0seus neg\u00f3cios dentro das fronteiras de seu pa\u00eds, o que desestimula a cria\u00e7\u00e3o de produtos e servi\u00e7os com potencial de competir internacionalmente. Ela acrescenta que os pa\u00edses mais inovadores tamb\u00e9m s\u00e3o os que registram os maiores n\u00edveis de empreendedores com forma\u00e7\u00e3o superior, o que mostra a necessidade do est\u00edmulo \u00e0 educa\u00e7\u00e3o,\u00a0treinamento e programas de forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Leia mais:\u00a0<\/strong><br \/>\n<strong><a href=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/noticia\/economia\/apesar-de-subsidios-investimento-em-inovacao-recua\">Apesar de subs\u00eddios, investimento em inova\u00e7\u00e3o recua<\/a><\/strong><br \/>\n<a href=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/noticia\/economia\/ibge-pintec-2011-inovacao-perde-folego-na-industria-brasileira\"><strong>Inova\u00e7\u00e3o perde f\u00f4lego na ind\u00fastria brasileira<\/strong><\/a><\/p>\n<p><strong>No topo<\/strong>\u00a0&#8211; \u00a0O\u00a0Chile, que encabe\u00e7a a lista de pa\u00edses inovadores, possui diversas iniciativas que podem servir de exemplo para o\u00a0Brasil. Uma delas \u00e9 o\u00a0<em>Startup Chile<\/em>, programa do governo que estimula\u00a0a\u00a0atra\u00e7\u00e3o de\u00a0empres\u00e1rios de outros pa\u00edses para iniciar neg\u00f3cios no pa\u00eds. O programa\u00a0\u00e9 administrado pelo Corfo (<em>Corporaci\u00f3n de Fomento de la Producci\u00f3n<\/em>), uma entidade p\u00fablica que tem como miss\u00e3o a melhora da competitividade e a diversifica\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o\u00a0chilena.<\/p>\n<p>Na \u00e1rea da legisla\u00e7\u00e3o h\u00e1 dois exemplos que merecem destaque: a lei &#8220;Tu empresa en un d\u00eda&#8221;, que estabelece que companhias\u00a0podem ser criadas, modificadas\u00a0ou divididas por meio de uma plataforma virtual administrada pelo Minist\u00e9rio da Economia; e a lei que beneficia empres\u00e1rios que buscam solu\u00e7\u00f5es para problemas de endividamento e que queiram encerrar seus neg\u00f3cios. &#8220;Todos esses fatores conjuntos\u00a0criam um ecossistema favor\u00e1vel ao empreendedorismo e \u00e0 inova\u00e7\u00e3o, que fez com que o Chile tenha se sobressa\u00eddo\u00a0no estudo&#8221;, explicou Jos\u00e9 Ernesto Amoros Espinoso, pesquisador da Universidad del Desallorro.<\/p>\n<p>Assim como o Chile, a Col\u00f4mbia foi outro destaque positivo do estudo. Os dois pa\u00edses foram os \u00fanicos que\u00a0apresentaram \u00edndices elevados nos tr\u00eas itens considerados na pesquisa. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 inova\u00e7\u00e3o, Espinoso explica que o pa\u00eds foi estrat\u00e9gico ao investir em polos regionais de desenvolvimento, distribuindo o est\u00edmulo \u00e0 atividade empreendedora por todo o pa\u00eds, a partir da troca de experi\u00eancias de grupos. Reflexo disso \u00e9 o fato de Medel\u00edn, e n\u00e3o a capital, Bogot\u00e1, ser reconhecida como o principal centro de inova\u00e7\u00e3o do pa\u00eds. Li\u00e7\u00f5es que o governo brasileiro precisa aprender para fazer com que o pa\u00eds seja mais competitivo e inovador. \u00a0As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o da Veja<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pa\u00eds amarga a \u00faltima posi\u00e7\u00e3o em ranking in\u00e9dito elaborado pelo F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial. Vizinhos, como Chile e Col\u00f4mbia, s\u00e3o destaques no levantamento Lu\u00eds Lima Brasil aparece atr\u00e1s de Argentina, M\u00e9xico e Uganda em ranking de pa\u00edses inovadores elaborado pelo F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial (Thinkstock\/VEJA) O Brasil amarga a \u00faltima posi\u00e7\u00e3o no quesito inova\u00e7\u00e3o de\u00a0um ranking\u00a0in\u00e9dito,\u00a0composto por 44 pa\u00edses,\u00a0elaborado pelo\u00a0F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial. Levantamento que ser\u00e1 divulgado nesta quinta-feira pelo F\u00f3rum mostra que apenas\u00a06% dos\u00a0empreendedores brasileiros est\u00e3o investindo para oferecer inova\u00e7\u00e3o em\u00a0produtos ou servi\u00e7os, atr\u00e1s de na\u00e7\u00f5es\u00a0como\u00a0Argentina (29%), M\u00e9xico (22%) e\u00a0Uganda (12%). 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