{"id":63831,"date":"2014-12-17T09:41:29","date_gmt":"2014-12-17T12:41:29","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=63831"},"modified":"2014-12-17T09:41:29","modified_gmt":"2014-12-17T12:41:29","slug":"10-mais-ricos-concentram-40-da-renda-do-pais-diz-ibge","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2014\/12\/17\/10-mais-ricos-concentram-40-da-renda-do-pais-diz-ibge\/","title":{"rendered":"10% mais ricos concentram 40% da renda do pa\u00eds, diz IBGE"},"content":{"rendered":"<p>A desigualdade na distribui\u00e7\u00e3o de renda no Brasil diminuiu entre 2004 e 2013, mas n\u00e3o o suficiente para alterar substancialmente a diferen\u00e7a de rendimentos, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). Segundo a S\u00edntese de Indicadores Sociais, divulgada nesta quarta-feira (17), com dados de 2013, os 10% da popula\u00e7\u00e3o que possuem a maior renda familiar per capita concentravam 41,7% da renda per capita total do pa\u00eds em 2013, contra 43,6% em 2008 e 45,8% em 2009.<\/p>\n<p>Entre os mais ricos, houve redu\u00e7\u00e3o de 9,8% na participa\u00e7\u00e3o da renda total. Enquanto isso, a propor\u00e7\u00e3o entre os 10% da popula\u00e7\u00e3o com menor rendimento passou de 1% em 2004 para 1,1% em 2008 e 1,2% em 2013. Numa sociedade perfeitamente igualit\u00e1ria, cada d\u00e9cimo (10% das pessoas com rendimentos) teria 10% da soma desses rendimentos, explica o IBGE.<\/p>\n<div id=\"entenda_o_caso_150\" class=\"entenda-o-caso componente_materia\">\u00a0<a class=\"box-entenda-o-caso\" href=\"http:\/\/g1.globo.com\/economia\/noticia\/2014\/12\/10-mais-ricos-concentram-40-da-renda-do-pais-diz-ibge.html\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"foto-caso\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/HuWXxpt9Lj1PZxwLZqPv09mXC2E=\/0x185:620x465\/300x135\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2014\/12\/11\/dsc1499capa.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"135\" \/><\/a><\/p>\n<div class=\"conteudo\">\n<div class=\"titulo\">INDICADORES SOCIAIS<\/div>\n<div class=\"sub-titulo\">IBGE cruza e analisa dados da Pnad 2013<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>O rendimento m\u00e9dio de todas as pessoas com mais de 15 anos ocupadas no mercado de trabalho cresceu 42,1% entre 2004 e 2013. Para os trabalhadores com menor renda, esse crescimento foi maior, de 84,8%.<!--more--><\/p>\n<p><strong>Trabalho formal e outras fontes de renda<\/strong><br \/>\nEntre as fam\u00edlias de menor renda, com at\u00e9 um quarto de sal\u00e1rio m\u00ednimo per capita, houve crescimento da participa\u00e7\u00e3o de fontes de renda al\u00e9m do trabalho \u2013 como transfer\u00eancias de programas sociais, aplica\u00e7\u00f5es financeiras, rendimentos de alugu\u00e9is, b\u00f4nus etc. Para essas fam\u00edlias, essas fontes representam 37,5% do total dos ganhos dom\u00e9sticos, contra 20,3% em 2004. A m\u00e9dia total do pa\u00eds \u00e9 de 4,5%. No Nordeste, essa propor\u00e7\u00e3o chegou a 43,8%.<\/p>\n<p>O mercado de trabalho com carteira assinada tamb\u00e9m teve crescimento em 2013, com a maior taxa de formaliza\u00e7\u00e3o j\u00e1 registrada, de 58%. O IBGE ressalta que h\u00e1 nove anos a taxa n\u00e3o chegava nem \u00e0 metade do total de pessoas ocupadas, com 45,7%. No per\u00edodo, o aumento no n\u00famero de trabalhadores com carteira assinada foi de 47,8%. Enquanto isso, houve recuo de 10,1% no n\u00famero de pessoas em empregos considerados informais, que representam 42% do total de trabalhadores.<\/p>\n<div class=\"saibamais componente_materia\"><strong>saiba mais<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/economia\/noticia\/2014\/12\/57-municipios-concentravam-cerca-de-50-do-pib-do-pais-em-2012-diz-ibge.html\">57 munic\u00edpios concentravam cerca de 50% do PIB do pa\u00eds em 2012, diz IBGE<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<p>Segundo a pesquisa, o rendimento m\u00e9dio entre os trabalhadores que n\u00e3o possuem carteira assinada corresponde a 57% do rendimento da popula\u00e7\u00e3o ocupada em trabalhos formais. No Piau\u00ed, essa rela\u00e7\u00e3o foi de 36%, a maior desigualdade entre todos os estados.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, essa diferen\u00e7a caiu nos \u00faltimos nove anos, pois o aumento do rendimento m\u00e9dio dos trabalhadores informais foi maior do que o dos informais (51,8% contra 26,7%, respectivamente). O maior avan\u00e7o do rendimento m\u00e9dio da popula\u00e7\u00e3o ocupada em trabalhos formais ocorreu na regi\u00e3o Nordeste, de 34,6%. Entre os trabalhadores sem carteira assinada, a maior varia\u00e7\u00e3o do rendimento m\u00e9dio foi na regi\u00e3o Centro-Oeste, com 62,8%. As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do G1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A desigualdade na distribui\u00e7\u00e3o de renda no Brasil diminuiu entre 2004 e 2013, mas n\u00e3o o suficiente para alterar substancialmente a diferen\u00e7a de rendimentos, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). Segundo a S\u00edntese de Indicadores Sociais, divulgada nesta quarta-feira (17), com dados de 2013, os 10% da popula\u00e7\u00e3o que possuem a maior renda familiar per capita concentravam 41,7% da renda per capita total do pa\u00eds em 2013, contra 43,6% em 2008 e 45,8% em 2009. Entre os mais ricos, houve redu\u00e7\u00e3o de 9,8% na participa\u00e7\u00e3o da renda total. 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