{"id":6372,"date":"2010-04-15T14:25:55","date_gmt":"2010-04-15T17:25:55","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=6372"},"modified":"2010-04-15T14:25:55","modified_gmt":"2010-04-15T17:25:55","slug":"blogueiros-de-todo-mundo-discutem-pros-e-contras-da-internet","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2010\/04\/15\/blogueiros-de-todo-mundo-discutem-pros-e-contras-da-internet\/","title":{"rendered":"Blogueiros de todo mundo discutem pr\u00f3s e contras da internet"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone\" title=\"blogueiros\" src=\"http:\/\/imagem.band.com.br\/CNT_EXT_289799.jpg\" alt=\"\" width=\"387\" height=\"290\" \/><\/p>\n<p>Blogueiros de todo o mundo est\u00e3o reunidos em Berlim para discutir os benef\u00edcios e malef\u00edcios da internet. Apesar de considerarem a ferramenta um instrumento extraordin\u00e1rio contra as ditaduras, eles afirmam que os regimes autorit\u00e1rios tamb\u00e9m sabem us\u00e1-la como meio de controle da popula\u00e7\u00e3o.<br \/>\nOs levantes populares que ocorreram na Ucr\u00e2nia, Mold\u00e1via, Mianmar e no Ir\u00e3 nestes \u00faltimos anos tiveram a internet como uma ferramenta imprescind\u00edvel, que permitiu r\u00e1pidas mobiliza\u00e7\u00f5es de manifestantes ou a transmiss\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es sobre as repress\u00f5es.<br \/>\nNo entanto, se a &#8220;internet \u00e9 sem sombra de d\u00favida um fen\u00f4meno dif\u00edcil de ser comparado, n\u00e3o invalida tudo o que se sabe de Ci\u00eancia Pol\u00edtica, Sociologia e Hist\u00f3ria&#8221;, ressaltou o jornalista e blogueiro Evgueny Morozov durante uma apresenta\u00e7\u00e3o do evento &#8220;re:publica 2010&#8221;, que re\u00fane na capital alem\u00e3 at\u00e9 sexta-feira mais de dois mil blogueiros de cerca de 30 pa\u00edses.<\/p>\n<p><!--more--><br \/>\n<strong>Opini\u00f5es dos Blogueiros<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Todas as perguntas que fazemos em nossas democracias sobre internet tamb\u00e9m temos que fazer em um contexto de autoritarismo&#8221;, prosseguiu, explicando que tudo o que \u00e9 publicado na internet \u00e9 utilizado pelos poderes de diferentes pa\u00edses para assentar melhor o seu dom\u00ednio.<\/p>\n<p>&#8220;Nossos amigos do Facebook, aqueles que seguem ou aqueles que s\u00e3o seguidos no Twitter, as listas de difus\u00e3o \u00e0s quais pertencem, as fotos de manifestantes divulgadas on-line&#8221;, todos esses elementos s\u00e3o fontes de informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;A internet \u00e9 uma faca de dois gumes. Alguns governos t\u00eam ex\u00e9rcitos de funcion\u00e1rios encarregados de vigi\u00e1-la&#8221;, confirma Almira al-Husaini, blogueira do Bahrein.<\/p>\n<p>&#8220;Cada bloqueio de p\u00e1gina, cada pris\u00e3o serve para criar uma cultura do medo&#8221;, acrescentou.<\/p>\n<p>O objetivo \u00e9 dissuadir os dissidentes: &#8220;mais importante ainda que a censura \u00e9 a import\u00e2ncia que tem hoje a autocensura&#8221;, confirmou Michael Anti, jornalista e blogueiro chin\u00eas.<\/p>\n<p>A internet oferece tamb\u00e9m vetores de comunica\u00e7\u00e3o aos regimes autorit\u00e1rios ou a grupos que tamb\u00e9m se<br \/>\npreocupam pouco com as liberdades.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o s\u00e3o apenas as democracias que se op\u00f5em \u00e0s ditaduras, mas tamb\u00e9m outras for\u00e7as pol\u00edticas, com seus pr\u00f3prios objetivos&#8221;, lembrou Morozov.<\/p>\n<p>Os f\u00f3runs de discuss\u00e3o ou os blogs se tornam meios infinitamente mais discretos para fazer propaganda: &#8220;um blogueiro an\u00f4nimo ser\u00e1 mais confi\u00e1vel do que o Pravda&#8221; local, explicou o jornalista-blogueiro de origem bielorrussa.<\/p>\n<p>Organiza\u00e7\u00f5es como a dos Irm\u00e3os Mu\u00e7ulmanos tamb\u00e9m s\u00e3o muito ativas e est\u00e3o muito organizadas para intervir na internet, indicou Al-Hussaini.<\/p>\n<p><strong>Perigos<\/strong><\/p>\n<p>Morozov indicou tr\u00eas perigos ligados \u00e0 pr\u00f3pria natureza da internet. O primeiro \u00e9 a ilus\u00e3o de que qualquer um pode dar in\u00edcio a uma revolu\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que &#8220;nem todo mundo pode se tornar um Lenin&#8221;.<\/p>\n<p>O segundo \u00e9 que a instantaneidade das trocas de dados na internet fragiliza os movimentos que utilizam esse vetor: &#8220;se concentram muito nos resultados a curto prazo e nem tanto nas mudan\u00e7as a longo prazo&#8221;, o que explica os resultados moderados dessas insurrei\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O \u00faltimo perigo, segundo ele, \u00e9 que o ativismo na internet predomine sobre as a\u00e7\u00f5es nas ruas.<\/p>\n<p>Ele expressou esse perigo de maneira mais crua: &#8220;o fato de ser detido e de receber agress\u00f5es se torne norma&#8221; para aquele que quer derrubar uma ditadura, &#8220;\u00e9 uma realidade que os ciberativistas devem enfrentar&#8221;, concluiu.<\/p>\n<p>Reda\u00e7\u00e3o: Bruna Carolina Carvalho<\/p>\n<p>Band<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Blogueiros de todo o mundo est\u00e3o reunidos em Berlim para discutir os benef\u00edcios e malef\u00edcios da internet. Apesar de considerarem a ferramenta um instrumento extraordin\u00e1rio contra as ditaduras, eles afirmam que os regimes autorit\u00e1rios tamb\u00e9m sabem us\u00e1-la como meio de controle da popula\u00e7\u00e3o. Os levantes populares que ocorreram na Ucr\u00e2nia, Mold\u00e1via, Mianmar e no Ir\u00e3 nestes \u00faltimos anos tiveram a internet como uma ferramenta imprescind\u00edvel, que permitiu r\u00e1pidas mobiliza\u00e7\u00f5es de manifestantes ou a transmiss\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es sobre as repress\u00f5es. 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