{"id":63509,"date":"2014-11-28T18:32:24","date_gmt":"2014-11-28T21:32:24","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=63509"},"modified":"2014-11-28T18:32:24","modified_gmt":"2014-11-28T21:32:24","slug":"contas-publicas-registram-pior-resultado-para-outubro-da-historia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2014\/11\/28\/contas-publicas-registram-pior-resultado-para-outubro-da-historia\/","title":{"rendered":"Contas p\u00fablicas registram pior resultado para outubro da hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<div>\n<p><span style=\"line-height: 1.5em;\">As contas p\u00fablicas continuaram se deteriorando em outubro. Segundo dados do Banco Central, as contas do setor p\u00fablico consolidado (governo, estados, munic\u00edpios e empresas estatais) tiveram um super\u00e1vit prim\u00e1rio, a economia feita para pagar juros da d\u00edvida p\u00fablica e manter sua trajet\u00f3ria de queda, de R$ 3,72 bilh\u00f5es no m\u00eas.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"materia-letra\">\n<p>\u00c9 o pior resultado, para meses de outubro, desde o in\u00edcio da s\u00e9rie hist\u00f3rica do BC, em dezembro de 2001. At\u00e9 ent\u00e3o, o menor super\u00e1vit prim\u00e1rio para meses de outubro havia sido registrado no ano passado \u2013 quando o esfor\u00e7o fiscal do setor p\u00fablico somou R$ 6,18 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Parcial do ano<\/strong><br \/>\nJ\u00e1 nos dez primeiros meses deste ano, as contas do setor p\u00fablico registraram um d\u00e9ficit prim\u00e1rio \u2013 receitas ficaram abaixo das despesas, mesmo sem contar juros da d\u00edvida \u2013 de R$ 11,55 bilh\u00f5es, ainda segundo n\u00fameros divulgados pelo BC.<\/p>\n<p>Foi a primeira vez desde o in\u00edcio da s\u00e9rie hist\u00f3rica do BC (em 2002 para anos fechados), que as contas do setor p\u00fablico registraram um d\u00e9ficit nos dez primeiros meses de um ano.<!--more--><\/p>\n<p>Esse d\u00e9ficit na parcial deste ano se deve ao desempenho das contas do governo \u2013 que registraram um resultado negativo de R$ 14,56 bilh\u00f5es no per\u00edodo \u2013 e das estatais, que registraram um d\u00e9ficit de R$ 2,3 bilh\u00f5es. Os estados e munic\u00edpios apresentaram um super\u00e1vit prim\u00e1rio de R$ 5,31 bilh\u00f5es at\u00e9 outubro.<\/p>\n<div>\n<ul>\n<li><\/li>\n<\/ul>\n<p>saiba mais<\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/economia\/noticia\/2014\/11\/com-afrouxamento-fiscal-divida-publica-volta-crescer-em-2014.html\">Com afrouxamento fiscal, d\u00edvida p\u00fablica volta a crescer em 2014<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/economia\/noticia\/2014\/11\/novo-ministro-da-fazenda-fixa-meta-fiscal-de-12-do-pib-para-2015.html\">Novo ministro da Fazenda fala em corte de despesas, mas sem pacotes<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/economia\/noticia\/2014\/11\/contas-do-governo-tem-pior-resultado-para-meses-de-outubro-em-12-anos.html\">Contas do governo t\u00eam pior resultado para meses de outubro em 12 anos<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/economia\/noticia\/2014\/11\/gasto-publico-ajudou-pib-crescer-mas-prejudicou-inflacao-e-confianca.html\">Gasto p\u00fablico ajudou PIB a crescer, mas prejudicou infla\u00e7\u00e3o e confian\u00e7a<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<p><strong>Contas p\u00fablicas em 2014 e novo ministro\u00a0<\/strong><br \/>\nEm um ano marcado por elei\u00e7\u00f5es, as contas p\u00fablicas t\u00eam registrado forte deteriora\u00e7\u00e3o devido ao aumento de gastos p\u00fablicos, \u00e0 ajuda \u00e0 Conta de Desenvolvimento Energ\u00e9tico (CDE), e ao baixo ritmo de crescimento da arrecada\u00e7\u00e3o \u2013 resultado do fraco n\u00edvel de atividade da economia e das desonera\u00e7\u00f5es de tributos anunciadas nos \u00faltimos anos pelo governo federal.<\/p>\n<p>O ministro nomeado da Fazenda,\u00a0<a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/topico\/joaquim-levy.html\">Joaquim Levy<\/a>, declarou nesta quinta-feira (27) que o objetivo imediato do governo e do\u00a0<a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/topico\/ministerio-da-fazenda\/\">Minist\u00e9rio da Fazenda<\/a>\u00a0\u00e9 estabelecer uma meta de super\u00e1vit prim\u00e1rio para os tr\u00eas proximos anos que contemple a estabiliza\u00e7\u00e3o e decl\u00ednio da d\u00edvida p\u00fablica. Segundo ele, essa meta \u00e9 fundamental para o aumento da confian\u00e7a na economia e para a consolida\u00e7\u00e3o dos avan\u00e7os sociais.<\/p>\n<p>Levy fixou uma meta de super\u00e1vit prim\u00e1rio para o setor p\u00fablico de 1,2% do PIB para 2015 e de pelo menos 2% do PIB para 2016 e 2017, e disse que\u00a0<a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/economia\/noticia\/2014\/11\/novo-ministro-da-fazenda-fixa-meta-fiscal-de-12-do-pib-para-2015.html\">haver\u00e1 diminui\u00e7\u00e3o de gastos, mas sem pacotes.<\/a>\u00a0Em doze meses at\u00e9 outubro deste ano, segundo n\u00fameros divulgados pela autoridade monet\u00e1ria nesta sexta-feira, o esfor\u00e7o fiscal do setor p\u00fablico somou R$ 28,59 bilh\u00f5es, ou 0,56% do PIB. Para 2014, o governo j\u00e1 enviou um projeto de lei ao Congresso Nacional abandonando completamente a meta fiscal estabelecida anteriormente &#8211;\u00a0<a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/politica\/noticia\/2014\/11\/congresso-remarca-para-terca-sessao-para-votar-meta-fiscal.html\">que ser\u00e1 avaliado pelo Congresso na pr\u00f3xima semana.<\/a><\/p>\n<p><strong>Juros da d\u00edvida p\u00fablica e resultado nominal<\/strong><br \/>\nSegundo o Banco Central, apenas para pagar os juros da d\u00edvida p\u00fablica, foram gastos R$ 230 bilh\u00f5es (5,43% do PIB) nos dez primeiros meses deste ano, contra R$ 194,9 bilh\u00f5es (4,89% do PIB) no mesmo per\u00edodo de 2013.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s as despesas com juros, conceito conhecido como &#8220;nominal&#8221;, as contas p\u00fablicas registraram um d\u00e9ficit de R$ 242 bilh\u00f5es de janeiro a outubro deste ano, o equivalente a 5,71% do PIB. Em igual per\u00edodo do ano passado, o d\u00e9ficit nominal somou R$ 143 bilh\u00f5es, ou 3,61% do PIB. Em 12 meses at\u00e9 outubro, o d\u00e9ficit nominal totalizou R$ 255 bilh\u00f5es \u2013 5% do PIB.<\/p>\n<p><strong>D\u00edvida do setor p\u00fablico<\/strong><br \/>\nA d\u00edvida l\u00edquida do setor p\u00fablico, indicador que fornece uma pista sobre o n\u00edvel de solv\u00eancia (capacidade de pagamento) de um pa\u00eds, somou R$ 1,84 trilh\u00e3o (36,1% do PIB) em outubro deste ano, contra R$ 1,82 trilh\u00e3o, ou 35,9% do PIB, em setembro. No fechamento de 2013, estava em R$ 1,61 trilh\u00e3o, ou 33,6% do PIB.<\/p>\n<p>J\u00e1 a d\u00edvida bruta, que inclui todos os passivos p\u00fablicos, incluindo os t\u00edtulos do Tesouro emitidos para injetar dinheiro no BNDES, encerrou o m\u00eas passado em R$ 3,169 trilh\u00f5es, o que representou 62% do PIB, contra 61,7% em setembro. Em dezembro do ano passado, estava em 56,7% do PIB. As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do G1<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As contas p\u00fablicas continuaram se deteriorando em outubro. Segundo dados do Banco Central, as contas do setor p\u00fablico consolidado (governo, estados, munic\u00edpios e empresas estatais) tiveram um super\u00e1vit prim\u00e1rio, a economia feita para pagar juros da d\u00edvida p\u00fablica e manter sua trajet\u00f3ria de queda, de R$ 3,72 bilh\u00f5es no m\u00eas. \u00c9 o pior resultado, para meses de outubro, desde o in\u00edcio da s\u00e9rie hist\u00f3rica do BC, em dezembro de 2001. At\u00e9 ent\u00e3o, o menor super\u00e1vit prim\u00e1rio para meses de outubro havia sido registrado no ano passado \u2013 quando o esfor\u00e7o fiscal do setor p\u00fablico somou R$ 6,18 bilh\u00f5es. 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