{"id":62971,"date":"2014-10-26T11:22:46","date_gmt":"2014-10-26T14:22:46","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=62971"},"modified":"2014-10-26T11:22:46","modified_gmt":"2014-10-26T14:22:46","slug":"novo-presidente-do-brasil-vai-enfrentar-oposicao-intensa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2014\/10\/26\/novo-presidente-do-brasil-vai-enfrentar-oposicao-intensa\/","title":{"rendered":"Novo presidente do Brasil vai enfrentar oposi\u00e7\u00e3o intensa"},"content":{"rendered":"<h3>Dilma Rousseff teria uma base menor do que a do primeiro mandato; A\u00e9cio Neves precisaria lidar com a oposi\u00e7\u00e3o sem tr\u00e9gua do PT<\/h3>\n<div>Gabriel Castro, de Bras\u00edlia<\/div>\n<div><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"A fachada do Congresso Nacional: insatisfa\u00e7\u00e3o com a f\u00e1brica de projetos de lei desagrada tanto a base governista quanto a oposi\u00e7\u00e3o\" alt=\"A fachada do Congresso Nacional: insatisfa\u00e7\u00e3o com a f\u00e1brica de projetos de lei desagrada tanto a base governista quanto a oposi\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/veja2.abrilm.com.br\/assets\/images\/2011\/2\/29857\/congresso-noite-20010218-size-598.jpg\" width=\"598\" height=\"336\" data-original=\"http:\/\/veja2.abrilm.com.br\/assets\/images\/2011\/2\/29857\/congresso-noite-20010218-size-598.jpg\" \/>A fachada do Congresso Nacional: em 2015, seja quem for o presidente, enfrentar\u00e1 oposi\u00e7\u00e3o mais dura\u00a0(Rodolfo Stuckert\/Ag\u00eancia C\u00e2mara\/VEJA)<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<div><em>&#8220;Ser\u00e1 um plen\u00e1rio muito mais aguerrido, com decib\u00e9is muito mais acima do que \u00e9 normalmente. Agora o quadro est\u00e1 indo para um momento onde eles fomentaram o\u00a0\u00f3dio. Teremos no Senado uma oposi\u00e7\u00e3o com mais determina\u00e7\u00e3o, mais garra&#8221;,<\/em>Ronaldo Caiado<\/div>\n<\/div>\n<p>Seja quem for o presidente eleito neste domingo,\u00a0deve encontrar no Congresso uma oposi\u00e7\u00e3o mais dura do que a que enfrentou o governo nos \u00faltimos quatro anos. A composi\u00e7\u00e3o da C\u00e2mara e do Senado a partir de 2015 tem um equil\u00edbrio maior de for\u00e7as: PT e PMDB perderam espa\u00e7o, enquanto o PSDB cresceu. A quantidade\u00a0de partidos representados na Casa tamb\u00e9m aumentou. A nova C\u00e2mara ter\u00e1 nada menos do que 28 partidos \u2013\u00a0o maior n\u00famero da hist\u00f3ria. E e essa fragmenta\u00e7\u00e3o torna mais dif\u00edcil ao governo a tarefa de formar uma base aliada coesa.<\/p>\n<p><strong><a href=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/eleicoes\/bancadas\/\" target=\"_blank\">Conhe\u00e7a a composi\u00e7\u00e3o do novo Congresso Nacional<\/a><\/strong><\/p>\n<p>Se ganhar, a\u00a0presidente-candidata\u00a0Dilma Rousseff (PT) deve contar com uma base mais enfraquecida em compara\u00e7\u00e3o ao seu primeiro mandato. O rompimento do PSB com o bloco governista, a redu\u00e7\u00e3o das bancadas do PT e do PMDB e o aumento no n\u00famero de &#8220;rebeldes&#8221; dentro de partidos aliados tendem a dificultar o desempenho dela em um segundo mandato. &#8220;Seguramente, ela vai enfrentar uma oposi\u00e7\u00e3o maior do que no primeiro mandato&#8221;, diz o professor David Fleischer, cientista pol\u00edtico da Universidade de Bras\u00edlia (UnB). Ele menciona como exemplo o atual presidente da C\u00e2mara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), que \u00e9 candidato ao governo do Rio Grande do Norte. O ex-presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva fez campanha para o rival de Alves, Robinson Faria (PSD), e causou irrita\u00e7\u00e3o em parte do PMDB.<!--more--><\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, alguns oposicionistas de peso\u00a0retornar\u00e3o ao Congresso: \u00e9 o caso de Jos\u00e9 Serra (PSDB-SP) e\u00a0Tasso Jereissati (PSDB-CE), eleitos senadores. Ronaldo Caiado (DEM-GO), um dos deputados que mais enfrentaram o governo Dilma, tamb\u00e9m estar\u00e1 no Senado a partir de 2015.\u00a0Caiado afirma que a campanha agressiva do PT contra A\u00e9cio Neves (PSDB) e Marina Silva (PSB) deve influenciar os \u00e2nimos\u00a0na nova legislautra. &#8220;Ser\u00e1 um plen\u00e1rio muito mais aguerrido, com decib\u00e9is muito mais acima do que \u00e9 normalmente. Agora o quadro est\u00e1 indo para um momento onde eles fomentaram o\u00a0\u00f3dio. Teremos no Senado uma oposi\u00e7\u00e3o com mais determina\u00e7\u00e3o, mais garra&#8221;,\u00a0diz ele.<\/p>\n<p>Se A\u00e9cio vencer, ter\u00e1 que conquistar o apoio de siglas que orbitaram a chapa de\u00a0Dilma Rousseff nas elei\u00e7\u00f5es. Essa tarefa n\u00e3o deve ser t\u00e3o dif\u00edcil. &#8220;Eu acho que A\u00e9cio vai poder puxar todos aquels partidos m\u00e9dios, como PSD, PR, PP e Pros. E o PMDB deve estar com ele&#8221;, avalia o professor David Fleischer.<\/p>\n<p>Ainda assim, o tucano vai encontrar um partido que sabe fazer oposi\u00e7\u00e3o persistente: o PT. No grupo, \u00e9 poss\u00edvel que estejam outros partidos de esquerda, incluindo PDT e PCdoB. Se os petistas incomodaram o governo do PSDB na d\u00e9cada de 1990, teriam agora um potencial ainda maior: depois de passar pela Presid\u00eancia, o partido ampliou suas bases e\u00a0aumentou sua for\u00e7a financeira.<\/p>\n<p>Por outro lado, A\u00e9cio\u00a0pode enfrentar dificuldades se resolver implementar \u00e0 risca sua proposta de enfrentar o aparelhamento do Estado e enxugar a m\u00e1quina p\u00fablica. Com menos espa\u00e7o para acomodar os aliados, o efeito pode ser uma lealdade menor dos partidos da base no Congresso.<\/p>\n<p><em>(Com reportagem de Marcela Mattos)\u00a0<\/em><em>Veja<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dilma Rousseff teria uma base menor do que a do primeiro mandato; A\u00e9cio Neves precisaria lidar com a oposi\u00e7\u00e3o sem tr\u00e9gua do PT Gabriel Castro, de Bras\u00edlia A fachada do Congresso Nacional: em 2015, seja quem for o presidente, enfrentar\u00e1 oposi\u00e7\u00e3o mais dura\u00a0(Rodolfo Stuckert\/Ag\u00eancia C\u00e2mara\/VEJA) &#8220;Ser\u00e1 um plen\u00e1rio muito mais aguerrido, com decib\u00e9is muito mais acima do que \u00e9 normalmente. Agora o quadro est\u00e1 indo para um momento onde eles fomentaram o\u00a0\u00f3dio. 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