{"id":62963,"date":"2014-10-25T20:04:40","date_gmt":"2014-10-25T23:04:40","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=62963"},"modified":"2014-10-25T20:04:40","modified_gmt":"2014-10-25T23:04:40","slug":"custo-de-energia-ameaca-7-grandes-empresas-no-nordeste-com-unidades-na-bahia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2014\/10\/25\/custo-de-energia-ameaca-7-grandes-empresas-no-nordeste-com-unidades-na-bahia\/","title":{"rendered":"Custo de energia amea\u00e7a 7 grandes empresas no Nordeste com unidades na Bahia"},"content":{"rendered":"<div>\n<div><img decoding=\"async\" title=\"Custo de energia amea\u00e7a 7 grandes empresas no Nordeste com unidades na Bahia\" alt=\"Custo de energia amea\u00e7a 7 grandes empresas no Nordeste com unidades na Bahia\" src=\"http:\/\/www.bahianoticias.com.br\/fotos\/estadao_noticias\/57875\/xIMAGEM_NOTICIA_5.jpg.pagespeed.ic.qPNKQJ3_xp.jpg\" data-pagespeed-onload=\"pagespeed.CriticalImages.checkImageForCriticality(this);\" data-pagespeed-loaded=\"1\" \/><\/p>\n<div>Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<div>O fim dos contratos de energia com a Chesf, do grupo Eletrobr\u00e1s, poder\u00e1 comprometer a opera\u00e7\u00e3o de sete grandes empresas instaladas no Nordeste: Braskem, Ferbasa, Dow, Minera\u00e7\u00e3o Cara\u00edba, Paranapanema, Gerdau e Vale. Hoje essas empresas s\u00e3o abastecidas diretamente pela estatal (sem intermedia\u00e7\u00e3o de uma distribuidora) e pagam em m\u00e9dia R$ 100 pelo megawatt\/hora (MWh). A partir de 1.\u00ba de julho de 2015, se o governo n\u00e3o mudar de ideia, elas ter\u00e3o de comprar essa energia no mercado por um valor, pelo menos, tr\u00eas vezes maior.\u00a0&#8220;As empresas est\u00e3o apavoradas&#8221;, afirma o presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace), Paulo Pedrosa. At\u00e9 agora o governo n\u00e3o tem demonstrado nenhuma inten\u00e7\u00e3o de manter os contratos com as empresas. Em nota, afirmou que a energia ser\u00e1 entregue at\u00e9 30 de junho de 2015.\u00a0O problema das empresas surgiu em 2012 com a MP 579, que antecipou a renova\u00e7\u00e3o das concess\u00f5es das hidrel\u00e9tricas. Para baratear a conta de luz do brasileiro, o governo federal decidiu dividir a energia das usinas em cotas para entregar \u00e0s distribuidoras. Assim, a Chesf ficou sem energia para cumprir os contratos e teve de ir a mercado para comprar a eletricidade e atender os consumidores industriais.\u00a0O assunto poder\u00e1 parar na Justi\u00e7a. Uma das justificativas das empresas para a continuidade do abastecimento \u00e9 que o contrato n\u00e3o \u00e9 de consumidor livre. As empresas est\u00e3o enquadradas como consumidores especiais, mais pr\u00f3ximos de um consumidor cativo. E um consumidor cativo n\u00e3o tem a energia interrompida, destaca Pedrosa.\u00a0Com o fim dos contratos, as empresas, que empregam 8 mil pessoas na regi\u00e3o, ficar\u00e3o numa situa\u00e7\u00e3o delicada. Dificilmente seriam atendidas por uma distribuidora j\u00e1 que o volume de energia consumido \u00e9 alto &#8211; as concession\u00e1rias precisam informar com anteced\u00eancia sua demanda de energia ao governo para a realiza\u00e7\u00e3o dos leil\u00f5es. Segundo o consultor da Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado de Alagoas (Fiea), Dan\u00fabio Lacerda, o consumo dessas empresas corresponde a 700 MW m\u00e9dios. &#8220;\u00c9 mais que a demanda do Estado de Alagoas.&#8221;\u00a0Outra alternativa seria as empresas virarem consumidoras livres e assinarem contratos com alguma geradora. Mas, nesse caso, as empresas esbarrariam em dois problemas. O primeiro \u00e9 que a oferta de energia est\u00e1 restrita com o baixo n\u00edvel dos reservat\u00f3rios.\u00a0Segundo fontes da \u00e1rea de comercializa\u00e7\u00e3o, quem tem contrato vencendo a partir do ano que vem n\u00e3o est\u00e1 conseguindo renovar. Al\u00e9m disso, com a escassez de chuvas no Sudeste\/Centro-Oeste, o pre\u00e7o da energia est\u00e1 nas alturas.<br \/>\nNo mercado \u00e0 vista, est\u00e1 em R$ 822 o MWh. Para contratos de um ano a partir de 2015, est\u00e1 na casa de R$ 300. &#8220;O fim dos contratos seria catastr\u00f3fico para o Nordeste&#8221;, afirma Lacerda.\u00a0Em nota, a Braskem, principal afetada pela medida, afirmou que est\u00e1 tentando renovar os contratos a Chesf. &#8220;A companhia entende que o custo e a disponibilidade de energia s\u00e3o requisitos primordiais para a competitividade do setor industrial brasileiro.&#8221; As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do jornal\u00a0<b>O Estado de S. Paulo.<\/b><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o O fim dos contratos de energia com a Chesf, do grupo Eletrobr\u00e1s, poder\u00e1 comprometer a opera\u00e7\u00e3o de sete grandes empresas instaladas no Nordeste: Braskem, Ferbasa, Dow, Minera\u00e7\u00e3o Cara\u00edba, Paranapanema, Gerdau e Vale. Hoje essas empresas s\u00e3o abastecidas diretamente pela estatal (sem intermedia\u00e7\u00e3o de uma distribuidora) e pagam em m\u00e9dia R$ 100 pelo megawatt\/hora (MWh). A partir de 1.\u00ba de julho de 2015, se o governo n\u00e3o mudar de ideia, elas ter\u00e3o de comprar essa energia no mercado por um valor, pelo menos, tr\u00eas vezes maior.\u00a0&#8220;As empresas est\u00e3o apavoradas&#8221;, afirma o presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Grandes Consumidores Industriais&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-62963","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"acf":[],"views":610,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62963","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=62963"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62963\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":62964,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62963\/revisions\/62964"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=62963"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=62963"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=62963"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}