{"id":62438,"date":"2014-10-01T16:15:35","date_gmt":"2014-10-01T19:15:35","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=62438"},"modified":"2014-10-01T16:15:35","modified_gmt":"2014-10-01T19:15:35","slug":"emprestimo-para-pagar-termicas-vai-custar-r-266-bi-a-consumidores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2014\/10\/01\/emprestimo-para-pagar-termicas-vai-custar-r-266-bi-a-consumidores\/","title":{"rendered":"Empr\u00e9stimo para pagar t\u00e9rmicas vai custar R$ 26,6 bi a consumidores"},"content":{"rendered":"<p>O empr\u00e9stimo banc\u00e1rio de R$ 17,8 bilh\u00f5es tomado pelo governo para socorrer as distribuidoras de energia \u2013 cujos gastos subiram por conta da falta de chuvas, que &#8220;secou&#8221; os reservat\u00f3rios das hidrel\u00e9tricas \u2013 vai custar R$ 26,6 bilh\u00f5es aos consumidores. A informa\u00e7\u00e3o est\u00e1 em um relat\u00f3rio do Tribunal de Contas da Uni\u00e3o (TCU) ao qual o\u00a0<strong>G1<\/strong>\u00a0teve acesso.<\/p>\n<p>A diferen\u00e7a de R$ 8,8 bilh\u00f5es, aponta o documento do TCU, se refere aos custos banc\u00e1rios da opera\u00e7\u00e3o, ou seja, aos juros, que tamb\u00e9m ser\u00e3o pagos pelos consumidores. Pela regra definida pela Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica (<a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/topico\/aneel\/\">Aneel<\/a>), o empr\u00e9stimo ser\u00e1 repassado \u00e0s contas de luz dos brasileiros entre 2015 e 2017. Consultorias ouvidas pelo\u00a0<strong>G1<\/strong>\u00a0apontaram que as tarifas podem aumentar entre 20% e 30% apenas no ano que vem, por conta dessa fatura.<\/p>\n<p>Segundo o relat\u00f3rio do TCU, no primeiro ano ser\u00e3o repassados \u00e0s contas de luz R$ 5,9 bilh\u00f5es. Em 2016 ser\u00e3o R$ 13,3 bilh\u00f5es e, em 2017, outros R$ 7,4 bilh\u00f5es, totalizando os R$ 26,6 bilh\u00f5es. O empr\u00e9stimo ser\u00e1 pago em 34 parcelas.<!--more--><\/p>\n<p>Essa opera\u00e7\u00e3o financeira faz parte de um plano anunciado pelo governo em mar\u00e7o, em meio a uma crise no setor el\u00e9trico provocada pela disparada no custo da energia no Brasil. O dinheiro veio socorrer as distribuidoras, que alegavam n\u00e3o ter recursos para fazer frente aos gastos extras bilion\u00e1rios.<\/p>\n<p><strong>Energia mais cara<\/strong><br \/>\nA crise no setor el\u00e9trico tem duas motiva\u00e7\u00f5es. A primeira \u00e9 o uso mais intenso das termel\u00e9tricas nos \u00faltimos meses. Por conta da queda no n\u00edvel de \u00e1gua armazenada nos reservat\u00f3rios das hidrel\u00e9tricas, resultado da falta de chuvas, essas usinas v\u00eam gerando menos eletricidade, para poupar \u00e1gua. Para suprir a demanda, o pa\u00eds vem usando todas as termel\u00e9tricas dispon\u00edveis. O problema \u00e9 que as termel\u00e9tricas, movidas a combust\u00edveis como \u00f3leo e g\u00e1s, produzem energia mais cara.<\/p>\n<p>A segunda raz\u00e3o foi a alta no pre\u00e7o da energia no mercado \u00e0 vista, outra consequ\u00eancia da estiagem. Recorrem ao mercado \u00e0 vista, onde os pre\u00e7os flutuam, as distribuidoras que n\u00e3o t\u00eam contratada, a pre\u00e7o fixo, toda a eletricidade que precisam para atender seus consumidores. No in\u00edcio deste ano, v\u00e1rias distribuidoras tinham esse problema, apesar de lei do setor determinar que elas devem sempre estar contratadas, por meio de leil\u00f5es de energia promovidos pelo governo.<\/p>\n<p>Pela regra, tanto o custo extra com as t\u00e9rmicas, como aquele gerado pela necessidade de compra de energia mais cara no mercado \u00e0 vista, deveriam ser pagos pelas distribuidoras, no primeiro momento, e depois repassados \u00e0s contas de luz por meio dos reajustes que ocorrem todos os anos.<\/p>\n<div>saiba mais<\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/economia\/noticia\/2014\/09\/ccee-ve-2015-dificil-para-setor-eletrico29.html\">CCEE v\u00ea 2015 &#8216;dif\u00edcil&#8217; para setor el\u00e9trico<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/economia\/noticia\/2014\/09\/decisao-do-governo-pode-elevar-tarifa-de-energia-ja-em-2014-diz-aneel.html\">Decis\u00e3o do governo pode elevar tarifa de energia j\u00e1 em 2014, diz Aneel<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/economia\/noticia\/2014\/09\/provavelmente-tarifa-de-energia-pode-ser-maior-diz-guido-mantega.html\">Tarifa de energia pode ser maior para o consumidor, diz Guido Mantega<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<p><strong>Adiamento<\/strong><br \/>\nAl\u00e9m de socorrer as distribuidoras, a solu\u00e7\u00e3o encontrada pelo governo para pagar esses gastos extras por meio do empr\u00e9stimo banc\u00e1rio tamb\u00e9m evita que eles sejam cobrados dos consumidores de uma s\u00f3 vez, o que levaria a aumentos na conta de luz superiores aos que a Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica (Aneel) tem autorizado nos \u00faltimos meses, alguns acima de 30%.<\/p>\n<p>No final de julho, o secret\u00e1rio-executivo do Minist\u00e9rio de Minas e Energia, M\u00e1rcio Zimmermann, informou que o repasse dos empr\u00e9stimos seria dilu\u00eddo em 3 anos (2015 a 2017) e resultaria em alta m\u00e9dia nas contas de luz de 2,6% em 2015, 5% em 2016 e 1,4% em 2017.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, esse c\u00e1lculo leva em conta, entre outros fatores, a relicita\u00e7\u00e3o de hidrel\u00e9tricas cujas concess\u00f5es vencem nos pr\u00f3ximos meses, e que t\u00eam potencial para gerar 5 mil MW m\u00e9dios. Se isso for feito, a energia dessas usinas chegaria aos consumidores a pre\u00e7os cerca de 70% mais em conta, o que contribuiria para reduzir o pre\u00e7o m\u00e9dio da eletricidade no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Trata-se de hidrel\u00e9tricas administradas por concession\u00e1rias como a Cemig, de Minas Gerais, que n\u00e3o aderiram ao plano de barateamento da energia anunciado pelo governo em 2012. Al\u00e9m de prazo necess\u00e1rio para preparar o leil\u00e3o, a relicita\u00e7\u00e3o pode sofrer atrasos devido a a\u00e7\u00f5es na Justi\u00e7a.<\/p>\n<p>O governo tomou dois empr\u00e9stimos: o primeiro, de R$ 11,2 bilh\u00f5es, em abril, s\u00f3 foi suficiente para pagar 3 meses dos gastos no setor. Assim, o governo se viu obrigado a sacar um segundo, de R$ 6,6 bilh\u00f5es, totalizando os R$ 17,8 bilh\u00f5es. A opera\u00e7\u00e3o \u00e9 intermediada pela C\u00e2mara de Comercializa\u00e7\u00e3o de Energia El\u00e9trica (CCEE).<\/p>\n<p>O primeiro empr\u00e9stimo foi fechado com um grupo de dez bancos e prev\u00ea taxa de juros de 1,9% acima do CDI, que \u00e9 a taxa de juros cobrada nos empr\u00e9stimos entre os bancos. Para o segundo, tomado junto a 13 bancos, os juros foram fixados em 2,35%, mais a varia\u00e7\u00e3o da CDI.<\/p>\n<p>Dos R$ 17,8 bilh\u00f5es, 53% foram emprestados por bancos p\u00fablicos:\u00a0<a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/topico\/banco-do-brasil\/\">Banco do Brasil<\/a>\u00a0e Caixa, com R$ 3,3 bilh\u00f5es cada, e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (Bndes), com R$ 2,7 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Fonte: G1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O empr\u00e9stimo banc\u00e1rio de R$ 17,8 bilh\u00f5es tomado pelo governo para socorrer as distribuidoras de energia \u2013 cujos gastos subiram por conta da falta de chuvas, que &#8220;secou&#8221; os reservat\u00f3rios das hidrel\u00e9tricas \u2013 vai custar R$ 26,6 bilh\u00f5es aos consumidores. A informa\u00e7\u00e3o est\u00e1 em um relat\u00f3rio do Tribunal de Contas da Uni\u00e3o (TCU) ao qual o\u00a0G1\u00a0teve acesso. A diferen\u00e7a de R$ 8,8 bilh\u00f5es, aponta o documento do TCU, se refere aos custos banc\u00e1rios da opera\u00e7\u00e3o, ou seja, aos juros, que tamb\u00e9m ser\u00e3o pagos pelos consumidores. Pela regra definida pela Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica (Aneel), o empr\u00e9stimo ser\u00e1 repassado \u00e0s&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-62438","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"acf":[],"views":705,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62438","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=62438"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62438\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":62439,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62438\/revisions\/62439"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=62438"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=62438"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=62438"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}