{"id":62163,"date":"2014-09-18T15:35:23","date_gmt":"2014-09-18T18:35:23","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=62163"},"modified":"2014-09-18T16:28:50","modified_gmt":"2014-09-18T19:28:50","slug":"pnad-2013-confirma-lentidao-na-melhoria-da-educacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2014\/09\/18\/pnad-2013-confirma-lentidao-na-melhoria-da-educacao\/","title":{"rendered":"Pnad 2013 confirma lentid\u00e3o na melhoria da educa\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<h5>Problemas como analfabetismo e baixa escolaridade diminuem muito pouco. Dados mostram migra\u00e7\u00e3o de estudantes da rede p\u00fablica para privada<\/h5>\n<div><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Alfabetiza\u00e7\u00e3o adultos\" alt=\"Alfabetiza\u00e7\u00e3o adultos\" src=\"http:\/\/veja0.abrilm.com.br\/assets\/images\/2014\/4\/213994\/alfebetizacao-size-598.jpg?1396469452\" width=\"359\" height=\"202\" data-original=\"http:\/\/veja0.abrilm.com.br\/assets\/images\/2014\/4\/213994\/alfebetizacao-size-598.jpg?1396469452\" \/><\/div>\n<div>Alfabetiza\u00e7\u00e3o adultos\u00a0(ADAILSON CALHEIROS \/TRIBUNA DE ALAGOAS \/VEJA)<\/div>\n<p>O IBGE divulgou nesta quinta-feira dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios realizada em 2013. As informa\u00e7\u00f5es relativas a educa\u00e7\u00e3o confirmam tend\u00eancias j\u00e1 reveladas em edi\u00e7\u00f5es anteriores, entre elas a de que a educa\u00e7\u00e3o brasileira avan\u00e7a \u2014 mas em baixa velocidade. Por isso, problemas como analfabetismo e baixa escolaridade persistem entre a popula\u00e7\u00e3o. O n\u00famero de estudantes em escolas p\u00fablicas cai e o das privadas, cresce.<\/p>\n<p>Analfabetismo ficou praticamente est\u00e1vel entre brasileiros com 15 anos ou mais de idade: passou de 8,7% para 8,3%. Isso significa que no \u00faltimo levantamento havia 13.048.000 de pessoas nessa situa\u00e7\u00e3o. A meta do Plano Nacional de Educa\u00e7\u00e3o para 2010 era erradicar o analfabetismo \u2014 objetivo adiado para 2020.<!--more--><\/p>\n<p>A taxa de analfabetos \u00e9 significativamente menor entre os mais jovens, mais escolarizados, efeito do esfor\u00e7o dos \u00faltimos vinte anos de incluir todas as crian\u00e7as no ensino fundamental. Entre os brasileiros com idades entre 15 e 17 anos, a taxa chegou a 0,8 em 2013 \u2014 s\u00e3o 83.000 meninos e meninas. Entre outros grupos, contudo, as taxas seguem altas e caem muito pouco. Entre aqueles que t\u00eam 25 anos ou mais, \u00e9 de 10,2%. Na pr\u00e1tica, s\u00e3o 12.633.000 pessoas. O estudo classifica como alfabetizadas as pessoas capazes de ler e escrever pelo menos um bilhete simples.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o fica pior quando se consideram os analfabetos funcionais, pessoas de 15 anos ou mais de idade com menos de quatro\u00a0anos de estudo. A Pnad de 2013 mostra queda de meio ponto percentual na compara\u00e7\u00e3o entre 2012 e 2013. Neste ano, a taxa chegou a 17,8% \u2014 s\u00e3o nada menos do que 27,9 milh\u00f5es de pessoas que, embora saibam ler, n\u00e3o compreendem a mensagem do texto em quest\u00e3o. No Nordeste, o problema afeta 27,2% dos brasileiros a partir dos 15 anos; no Sudeste, 12,9%.<\/p>\n<p>A escolaridade m\u00e9dia dos brasileiros com 10 ou mais anos de vida passou de 7,5 para 7,7 anos, entre 2012 e 2013. \u00c9 pouco. Significa que o brasileiro m\u00e9dio n\u00e3o completou sequer o ciclo fundamental de ensino \u2014 ou seja, n\u00e3o chegou ao 9\u00ba ano.<\/p>\n<p>H\u00e1 ainda varia\u00e7\u00f5es regionais. No Sudeste, a taxa chega a\u00a08,3 anos (8,2 em 2012), ante 6,6 do Nordeste (6,4 em 2012). As mulheres v\u00e3o mais longe: s\u00e3o 7,9 anos contra 7,4 dos homens (7,7 e 7,3 no ano anterior, respectivamente). O pico da escolaridade \u00e9 registrado entre 20 e 24 anos e 25 e 29 anos, quando os brasileiros completam dez anos na escola, em m\u00e9dia \u2014 ainda assim, insuficiente para a conclus\u00e3o do ensino m\u00e9dio, que demanda doze anos.<\/p>\n<p>A compara\u00e7\u00e3o entre as Pnads de 2012 e 2013 revela ainda migra\u00e7\u00e3o de estudantes a partir dos 4 anos de idade das redes p\u00fablicas para a privada. Em 2012, as escolas mantidas por governos tinham 41.563.000 estudantes, ou 77,4% do total. Os n\u00fameros, em 2013, ca\u00edram para 41.118 e 76,5%, respectivamente. Em movimento oposto, as unidades particulares cresceram: passaram de 12.104 alunos (22,6%) para 12.646 (23,5%).<\/p>\n<p>As entrevistas da Pnad 2013 foram realizadas em setembro de 2013. Foram ouvidas 362.555 pessoas, o que corresponde a 148.697 domic\u00edlios distribu\u00eddos por todos os Estados e Distrito Federal.<\/p>\n<p><strong><em>Fonte: Veja<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Problemas como analfabetismo e baixa escolaridade diminuem muito pouco. Dados mostram migra\u00e7\u00e3o de estudantes da rede p\u00fablica para privada Alfabetiza\u00e7\u00e3o adultos\u00a0(ADAILSON CALHEIROS \/TRIBUNA DE ALAGOAS \/VEJA) O IBGE divulgou nesta quinta-feira dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios realizada em 2013. As informa\u00e7\u00f5es relativas a educa\u00e7\u00e3o confirmam tend\u00eancias j\u00e1 reveladas em edi\u00e7\u00f5es anteriores, entre elas a de que a educa\u00e7\u00e3o brasileira avan\u00e7a \u2014 mas em baixa velocidade. Por isso, problemas como analfabetismo e baixa escolaridade persistem entre a popula\u00e7\u00e3o. O n\u00famero de estudantes em escolas p\u00fablicas cai e o das privadas, cresce. 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