{"id":61859,"date":"2014-09-02T21:31:19","date_gmt":"2014-09-03T00:31:19","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=61859"},"modified":"2014-09-02T21:31:19","modified_gmt":"2014-09-03T00:31:19","slug":"com-dilma-brasil-cai-em-ranking-global-de-competitividade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2014\/09\/02\/com-dilma-brasil-cai-em-ranking-global-de-competitividade\/","title":{"rendered":"Com Dilma, Brasil cai em ranking global de competitividade"},"content":{"rendered":"<h5>Indicador de competitividade medido pelo F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial mostra que, por falta de reformas, pa\u00eds passou da 53\u00aa para a 57\u00aa posi\u00e7\u00e3o no ranking entre 2011 e 2014<\/h5>\n<div>Ana Clara Costa e Naiara Infante Bert\u00e3o<\/div>\n<div><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Competitividade: pa\u00eds avan\u00e7ou no indicador, mas recuou no ranking\n\" alt=\"Competitividade: pa\u00eds avan\u00e7ou no indicador, mas recuou no ranking\n\" src=\"http:\/\/veja0.abrilm.com.br\/assets\/images\/2014\/5\/221649\/AntonioMilena17889-size-598.jpg?1399994751\" width=\"598\" height=\"336\" data-original=\"http:\/\/veja0.abrilm.com.br\/assets\/images\/2014\/5\/221649\/AntonioMilena17889-size-598.jpg?1399994751\" \/>Competitividade: pa\u00eds avan\u00e7ou no indicador, mas recuou no ranking\u00a0(Antonio Milena\/VEJA)<\/p>\n<\/div>\n<p>O Brasil perdeu quatro posi\u00e7\u00f5es no ranking de competitividade do F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial entre 2011 e 2014. O\u00a0Relat\u00f3rio de Competitividade Global divulgado nesta ter\u00e7a-feira\u00a0avalia os principais pilares das economias mundiais, como estabilidade macroecon\u00f4mica, educa\u00e7\u00e3o e solidez das institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, e os traduz num indicador. Segundo o F\u00f3rum, apesar de o indicador do Brasil ter avan\u00e7ado de 4,32 para 4,34 nos \u00faltimos quatro anos, outras economias avan\u00e7aram mais. Com isso, o pa\u00eds passou da 53\u00aa posi\u00e7\u00e3o entre os\u00a0mais competitivos, em 2011,\u00a0para a\u00a057\u00aa em 2014.<\/p>\n<div><img decoding=\"async\" title=\"A competitividade no governo Dilma - Gr\u00e1fico\" alt=\"A competitividade no governo Dilma - Gr\u00e1fico\" src=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/assets\/images\/2014\/9\/240353\/COMPETITIVIDADE-DILMA-1-size-620.jpg\" data-original=\"\/assets\/images\/2014\/9\/240353\/COMPETITIVIDADE-DILMA-1-size-620.jpg\" \/><\/div>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao ano passado, dos 12 quesitos avaliados para compor o indicador, o Brasil s\u00f3 melhorou\u00a0em dois:\u00a0Educa\u00e7\u00e3o Superior, ao passar\u00a0da\u00a072\u00aa posi\u00e7\u00e3o para 41\u00aa; e Sa\u00fade e Educa\u00e7\u00e3o Prim\u00e1ria, saindo de 89\u00aa para 77\u00aa. Em dois\u00a0deles, o Brasil\u00a0manteve a mesma coloca\u00e7\u00e3o de 2013: Efici\u00eancia do Mercado de Bens (123\u00ba lugar)\u00a0e Tamanho do Mercado\u00a0Consumidor\u00a0(9\u00ba). Nos demais, houve piora.<!--more--><\/p>\n<p>No quesito\u00a0Institui\u00e7\u00f5es, o pa\u00eds passou de\u00a080\u00ba lugar no ano passado para a 94\u00aa coloca\u00e7\u00e3o neste ano. No crit\u00e9rio Infraestrutura, que avalia os investimentos feitos em log\u00edstica e\u00a0transporte, o Brasil passou de 71\u00ba para 76\u00ba. J\u00e1 em\u00a0Macroeconomia, a piora fez com que o Brasil, a s\u00e9tima economia do mundo,\u00a0passasse de 75\u00ba para 85\u00ba lugar, atr\u00e1s mesmo de pa\u00edses como Bol\u00edvia, Costa do Marfim e Guatemala. O relat\u00f3rio mostra ainda que, em\u00a0Efici\u00eancia do\u00a0Mercado de Trabalho, importante indicador de qualidade da m\u00e3o de obra e produtividade, o Brasil perdeu 17 posi\u00e7\u00f5es, ficando no 109\u00ba lugar em 2014. O quesito de Facilidades Tecnol\u00f3gicas mostrou o mesmo movimento, passando de 55\u00ba para 58\u00ba.<\/p>\n<p>O documento\u00a0enfatizou os problemas de infraestrutura como indutores da piora no ranking. &#8220;O decl\u00ednio se deve, principalmente, aos progressos insuficientes em melhorar as fraquezas de infraestrutura no transporte, al\u00e9m da deteriora\u00e7\u00e3o do funcionamento das institui\u00e7\u00f5es, com preocupa\u00e7\u00f5es crescentes sobre a efici\u00eancia do governo e a corrup\u00e7\u00e3o&#8221;, afirma o levantamento. Segundo o economista Banat Ortega, um dos respons\u00e1veis pela elabora\u00e7\u00e3o do documento, o modelo econ\u00f4mico colocado em pr\u00e1tica no Brasil, que busca o aumento da presen\u00e7a do estado na economia, acaba impedindo o avan\u00e7o da produtividade. &#8220;A estabilidade macroecon\u00f4mica \u00e9 crucial, e esse tem sido um dos problemas do Brasil nos \u00faltimos anos&#8221;, afirma.<\/p>\n<div>VEJA<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Gr\u00e1fico - Competitividade\" alt=\"Gr\u00e1fico - Competitividade\" src=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/assets\/images\/2014\/9\/240355\/competitividade1-size-1406.jpg\" width=\"505\" height=\"505\" data-original=\"\/assets\/images\/2014\/9\/240355\/competitividade1-size-1406.jpg\" \/><\/div>\n<p>N\u00e3o \u00e0 toa, o resultado\u00a0do Produto Interno Bruto (PIB) divulgado na \u00faltima sexta-feira mostrou que o Brasil entrou\u00a0em recess\u00e3o t\u00e9cnica, ap\u00f3s\u00a0dois trimestres consecutivos de crescimento negativo. Houve tamb\u00e9m queda de\u00a06,80% nos investimentos, que \u00e9 a ferramenta primordial para estimular o crescimento de um pa\u00eds e gerar competitividade. Segundo Ortega, a desacelera\u00e7\u00e3o ou queda dos investimentos estrangeiros indicam que um pa\u00eds caminha no sentido contr\u00e1rio ao do aumento da produtividade. &#8220;O capital estrangeiro ajuda a prover acesso a melhores tecnologias para as empresas locais. Ajuda tamb\u00e9m a melhorar a qualifica\u00e7\u00e3o dos profissionais. Mas \u00e9 preciso haver avan\u00e7o em competitividade. Caso contr\u00e1rio, o capital se muda para outros lugares&#8221;, afirma o economista.<\/p>\n<p>O Brasil tem sido constantemente comparado ao M\u00e9xico em quest\u00f5es ligadas \u00e0 economia. Segundo o relat\u00f3rio, o pa\u00eds latino-americano teve uma piora em seu indicador e caiu 6 degraus, para 61\u00ba lugar. Contudo, o texto aponta que suas perspectivas s\u00e3o boas porque as reformas implementadas pelo atual presidente, Enrique Pe\u00f1a Nieto, devem surtir efeitos nos pr\u00f3ximos anos. &#8220;Quando os dados sobre o M\u00e9xico foram coletados, ainda n\u00e3o era poss\u00edvel verificar o resultado das reformas. Mas eles s\u00e3o esperados para os pr\u00f3ximos anos. No caso do Brasil, as reformas n\u00e3o est\u00e3o sendo feitas. Por isso a avalia\u00e7\u00e3o de perspectivas \u00e9 pior&#8221;, afirma Banat Ortega.<\/p>\n<div>VEJA<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/assets\/images\/2014\/9\/240356\/competitividade2-size-1406.jpg\" width=\"649\" height=\"505\" data-original=\"\/assets\/images\/2014\/9\/240356\/competitividade2-size-1406.jpg\" \/><\/div>\n<p><strong>Am\u00e9rica Latina\u00a0&#8211;<\/strong>\u00a0Entre pa\u00edses vizinhos, o Chile se destaca. Em ambiente macroecon\u00f4mico, por exemplo, ele est\u00e1 em 22\u00ba lugar.\u00a0Mesmo assim, diante da presen\u00e7a de pa\u00edses extremamente anticompetitivos, como Argentina e Venezuela, na regi\u00e3o,\u00a0o F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial alerta que os pa\u00edses latino-americanos n\u00e3o est\u00e3o avan\u00e7ando o suficiente para lidar com os desafios da competitividade. A solu\u00e7\u00e3o proposta \u00e9 velha conhecida: reformas estruturais e investimentos s\u00e9rios e focados\u00a0em infraestrutura e inova\u00e7\u00e3o. &#8220;O Brasil, assim como os BRICS, precisar\u00e1\u00a0implementar reformas e se comprometer em fazer investimentos produtivos. Esta estrat\u00e9gia \u00e9 n\u00e3o apenas importante, mas urgente para que o Brasil reforce sua resili\u00eancia&#8221;, afirma o relat\u00f3rio.<\/p>\n<p><strong>A crise n\u00e3o \u00e9 desculpa &#8211;\u00a0<\/strong>O relat\u00f3rio mostra que diversos pa\u00edses europeus fortemente atingidos pela crise de 2008\/2009, como Espanha (35\u00ba colocado),\u00a0Portugal\u00a0(36\u00ba)\u00a0e Gr\u00e9cia (81\u00ba) fizeram um grande esfor\u00e7o para melhorar seus indicadores de competitividade. Primeiramente, eles trabalharam em melhorias no\u00a0funcionamento de seus mercados para evitar problemas como os vistos anos antes. Em segundo lugar, apostaram em\u00a0incentivo \u00e0 produtividade.<\/p>\n<p><strong>BRICS\u00a0&#8211;\u00a0<\/strong>A China n\u00e3o \u00e9 apenas a que mais cresce entre os BRICs, grupo de pa\u00edses emergentes (Brasil, R\u00fassia, \u00cdndia, China e \u00c1frica do Sul). Ele \u00e9 tamb\u00e9m o pa\u00eds do bloco com a maior \u00edndice de competitividade. No \u00faltimo ano, o gigante asi\u00e1tico p\u00f4s em curso uma s\u00e9rie de medidas para moldar seu sistema regulat\u00f3rio, estimular a abertura da economia \u00e0 iniciativa privada e dar mias seguran\u00e7a aos investidores. O resultado foi a 28\u00aa coloca\u00e7\u00e3o no ranking, uma melhor\u00a0do que no ano anterior.<\/p>\n<div id=\"fb-recomendar-artigo\"><\/div>\n<div id=\"links_google\"><\/div>\n<div>Fonte: IG<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Indicador de competitividade medido pelo F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial mostra que, por falta de reformas, pa\u00eds passou da 53\u00aa para a 57\u00aa posi\u00e7\u00e3o no ranking entre 2011 e 2014 Ana Clara Costa e Naiara Infante Bert\u00e3o Competitividade: pa\u00eds avan\u00e7ou no indicador, mas recuou no ranking\u00a0(Antonio Milena\/VEJA) O Brasil perdeu quatro posi\u00e7\u00f5es no ranking de competitividade do F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial entre 2011 e 2014. O\u00a0Relat\u00f3rio de Competitividade Global divulgado nesta ter\u00e7a-feira\u00a0avalia os principais pilares das economias mundiais, como estabilidade macroecon\u00f4mica, educa\u00e7\u00e3o e solidez das institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, e os traduz num indicador. 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