{"id":61822,"date":"2014-08-31T15:58:17","date_gmt":"2014-08-31T18:58:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=61822"},"modified":"2014-08-31T15:58:17","modified_gmt":"2014-08-31T18:58:17","slug":"brasil-e-lider-mundial-em-agressao-a-professores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2014\/08\/31\/brasil-e-lider-mundial-em-agressao-a-professores\/","title":{"rendered":"Brasil \u00e9 l\u00edder mundial em agress\u00e3o a professores"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>O Dia<\/strong><\/em><\/p>\n<div>\n<h4 id=\"noticia-olho\"><span style=\"font-size: 0.83em; line-height: 1.5em;\">Em pesquisa que ouviu 100 mil docentes em 34 pa\u00edses, 12,5% dos brasileiros contam que s\u00e3o agredidos ou intimidados uma vez por semana dentro da escola<\/span><\/h4>\n<div id=\"barra-superior\"><span style=\"line-height: 1.5em;\">Rio &#8211; No dia 12 deste m\u00eas, o professor de Biologia Carlos Cristian Gomes, de uma escola estadual de Sergipe, levou cinco tiros de um aluno de 17 anos, que teria ficado revoltado com uma nota baixa. Gomes est\u00e1 internado em estado grave e respira por aparelhos. Esta semana, professores do Ciep Pablo Neruda, no bairro Laranjal, em S\u00e3o Gon\u00e7alo, na Regi\u00e3o Metropolitana do Rio, amea\u00e7aram parar suas atividades em protesto por causa das constantes agress\u00f5es verbais desferidas por alunos.<\/span><\/div>\n<\/div>\n<div id=\"noticia\" itemprop=\"articleBody\">\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/ejesa.statig.com.br\/bancodeimagens\/6w\/kd\/ad\/6wkdadmxfjly0z7siccjlnn7z.jpg\" width=\"372\" height=\"249\" \/><figcaption>\n<div>R., 45 , h\u00e1 dois anos teve que sair do Ciep Estaudal Raul Seixas, em Costa Barros, depois de ser agredido por aluno e parentes do estudante<\/div>\n<p><cite>Foto:\u00a0\u00a0Alessandro Costa \/ Ag\u00eancia O Dia<\/cite><\/figcaption><\/figure>\n<p>Os dois casos recentes de viol\u00eancia contra docentes ilustram pesquisa feita pela Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE), que revela que 12,5% dos professores ouvidos no Brasil se disseram v\u00edtimas de agress\u00f5es verbais ou intimida\u00e7\u00e3o de alunos pelo menos uma vez por semana. A enquete foi feita em todo o mundo e abordou mais de 100 mil professores e diretores de escolas do segundo ciclo do Ensino Fundamental e do Ensino M\u00e9dio (alunos de 11 a 16 anos). O resultado p\u00f5e o Brasil no topo do ranking de viol\u00eancia em escolas.<!--more--><\/p>\n<p>\u201cInfelizmente, isso \u00e9 pura realidade. No Estado do Rio, os professores s\u00e3o v\u00edtimas diariamente de v\u00e1rios tipos de agress\u00f5es f\u00edsicas e verbais. Tanto que estamos preparando um levantamento sobre o assunto\u201d, diz a professora Beatriz Lug\u00e3o, diretora do Sindicato dos Profissionais da Educa\u00e7\u00e3o do Rio de Janeiro (Sepe-RJ).<br \/>\nDe acordo com ela, o clima de viol\u00eancia nas escolas p\u00fablicas \u00e9 desencadeado por diversos motivos.<\/p>\n<p>\u201cSobretudo pela quantidade insuficiente de professores, falta de inspetores, espa\u00e7os f\u00edsicos sucateados e inseguran\u00e7a no entorno. No meio disso tudo, como um para-raio, est\u00e1 o professor\u201d, diz ela.<\/p>\n<p>Os \u00edndices referentes ao Brasil s\u00e3o os mais altos entre os 34 pa\u00edses pesquisados, onde a m\u00e9dia entre eles \u00e9 de 3,4%. Depois do Brasil, vem a Est\u00f4nia, com 11%, e a Austr\u00e1lia com 9,7%. Na Coreia do Sul, Mal\u00e1sia e Rom\u00eania, o \u00edndice \u00e9 zero.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de ataques, professores convivem com amea\u00e7as de morte. \u00c9 o caso de R., 45 anos, que h\u00e1 dois anos teve que sair do Ciep Estadual Raul Seixas, em Costa Barros, depois de retirar um aluno que fazia bagun\u00e7a na sala de aula e apanhou dele, da m\u00e3e e do irm\u00e3o do estudante. O caso foi registrado na 39\u00aa DP (Pavuna).<\/p>\n<p><strong>No pa\u00eds, s\u00f3 12,6% consideram que s\u00e3o valorizados<\/strong><\/p>\n<p>Para Dirk Van Damme, chefe da divis\u00e3o de inova\u00e7\u00e3o e medi\u00e7\u00e3o de progressos em educa\u00e7\u00e3o da OCDE, pela escola estar mais aberta \u00e0 sociedade, os alunos levam para a aula seus problemas cotidianos. \u201cEssa \u00e9 uma das poss\u00edveis raz\u00f5es pelo quadro revelado pela pesquisa\u201d, argumenta Van Damme.<\/p>\n<p>De acordo com ele, o Estudo Internacional sobre Professores, Ensino e Aprendizagem (Talis, na sigla em ingl\u00eas), tamb\u00e9m exp\u00f4s que somente um em cada dez professores (12,6%) no Brasil acredita que a profiss\u00e3o \u00e9 valorizada pela sociedade. Nesse quesito, a m\u00e9dia global alcan\u00e7ou 31%.<\/p>\n<p>Pela enquete, o Brasil est\u00e1 entre os dez \u00faltimos da lista em rela\u00e7\u00e3o ao assunto. No \u00faltimo lugar aparece a Eslov\u00e1quia, com 3,9%, seguida de Fran\u00e7a e Su\u00e9cia, onde s\u00f3 4,9% dos professores acham que t\u00eam o devido valor perante a sociedade.<\/p>\n<p>A surpresa ficou por conta da Mal\u00e1sia, onde 83,8% dos professores acham que a profiss\u00e3o \u00e9 valorizada. Cingapura, com 67,6%, e a Coreia do Sul, com 66,5%, tamb\u00e9m tiveram boas avalia\u00e7\u00f5es nesse item. A pesquisa indicou ainda que, apesar dos problemas, a maioria dos professores no mundo se diz satisfeita com a fun\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Por\u00a0<em><strong itemprop=\"name\">FRANCISCO EDSON ALVES<\/strong><\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Dia Em pesquisa que ouviu 100 mil docentes em 34 pa\u00edses, 12,5% dos brasileiros contam que s\u00e3o agredidos ou intimidados uma vez por semana dentro da escola Rio &#8211; No dia 12 deste m\u00eas, o professor de Biologia Carlos Cristian Gomes, de uma escola estadual de Sergipe, levou cinco tiros de um aluno de 17 anos, que teria ficado revoltado com uma nota baixa. Gomes est\u00e1 internado em estado grave e respira por aparelhos. 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