{"id":6045,"date":"2010-04-13T14:54:10","date_gmt":"2010-04-13T17:54:10","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=6045"},"modified":"2010-04-13T14:54:10","modified_gmt":"2010-04-13T17:54:10","slug":"17-mil-vivem-sobre-lixoes-na-grande-sp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2010\/04\/13\/17-mil-vivem-sobre-lixoes-na-grande-sp\/","title":{"rendered":"17 mil vivem sobre lix\u00f5es na Grande SP"},"content":{"rendered":"<p>Pelo menos 17 mil pessoas moram hoje em casas constru\u00eddas sobre lix\u00f5es desativados na regi\u00e3o metropolitana de S\u00e3o Paulo. Aproximadamente 5 mil delas vivem no S\u00edtio Joaninha, um morro na divisa de S\u00e3o Bernardo do Campo com Diadema. Outras 5.600 ocupam a comunidade do Esp\u00edrito Santo, em Santo Andr\u00e9.<\/p>\n<p>Com condi\u00e7\u00f5es pra l\u00e1 de prec\u00e1rias, os dois locais no ABC lembram outro morro que ficou conhecido na semana passada depois de deslizar sobre casas e matar dezenas de pessoas ? o Bumba, em Niter\u00f3i, Rio de Janeiro. <!--more--><\/p>\n<h2>\u00a0Na Favela do Esp\u00edrito Santo, s\u00e3o 1.400 fam\u00edlias morando h\u00e1 14 anos em casas sobre um antigo lix\u00e3o. O n\u00facleo, numa \u00e1rea de 151,9 mil metros quadrados, foi dividido em dois segmentos pelo Instituto de Pesquisa Tecnol\u00f3gicas (IPT) . No primeiro, a perman\u00eancia das fam\u00edlias ainda \u00e9 aceit\u00e1vel. No outro, com cerca de 620 fam\u00edlias, as condi\u00e7\u00f5es do solo n\u00e3o s\u00e3o seguras e h\u00e1 necessidade de remo\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em 2003, a prefeitura da cidade recebeu dinheiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES) para a reurbaniza\u00e7\u00e3o na parte s\u00e3 do n\u00facleo. As obras ainda n\u00e3o foram conclu\u00eddas.<\/p>\n<p>J\u00e1 em Mau\u00e1, tamb\u00e9m no ABC paulista, outras 6.800 pessoas n\u00e3o correm risco de ver seus im\u00f3veis desmoronar devido a deslizamentos de terra, mas enfrentam o perigo de viver sobre um antigo lix\u00e3o industrial que emana gases explosivos. S\u00e3o os moradores do condom\u00ednio de classe m\u00e9dia Bar\u00e3o de Mau\u00e1. H\u00e1 dez anos, uma forte explos\u00e3o provocada por g\u00e1s matou um homem e feriu outro gravemente.<\/p>\n<p>Hoje h\u00e1 monitoramento constante da emiss\u00e3o dos gases t\u00f3xicos no subsolo ? ali existem 55 pr\u00e9dios. Laudo t\u00e9cnico constatou a presen\u00e7a de b\u00e1rio, c\u00e1dmio, cobre, cromo, merc\u00fario, n\u00edquel e zinco acima dos valores considerados de alerta. Os moradores pedem na Justi\u00e7a indeniza\u00e7\u00f5es junto aos incorporadores e antigo dono do terreno: Cofap, Construtora Soma, SQG Empreendimentos e Constru\u00e7\u00f5es e Paulicoop Planejamento e Assessoria a Cooperativas.<\/p>\n<p>Capital. Nem a cidade de S\u00e3o Paulo escapa do problema. Existem pelo menos duas favelas sobre antigos dep\u00f3sitos de lixo: a Quadra de Futebol, na Freguesia do \u00d3, zona norte, e a Willin, no Ipiranga, zona sul. Nelas vivem 520 moradores. Outras 12 favelas da capital s\u00e3o vizinhas de \u00e1reas onde funcionaram lix\u00f5es. H\u00e1 riscos para os moradores, mas a Prefeitura garante que n\u00e3o s\u00e3o graves, pois seus t\u00e9cnicos fazem monitoramente peri\u00f3dico das \u00e1reas. \/ COLABOROU RODRIGO BRANCATELLI<\/p>\n<p>Estad\u00e3o<\/h2>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pelo menos 17 mil pessoas moram hoje em casas constru\u00eddas sobre lix\u00f5es desativados na regi\u00e3o metropolitana de S\u00e3o Paulo. Aproximadamente 5 mil delas vivem no S\u00edtio Joaninha, um morro na divisa de S\u00e3o Bernardo do Campo com Diadema. Outras 5.600 ocupam a comunidade do Esp\u00edrito Santo, em Santo Andr\u00e9. Com condi\u00e7\u00f5es pra l\u00e1 de prec\u00e1rias, os dois locais no ABC lembram outro morro que ficou conhecido na semana passada depois de deslizar sobre casas e matar dezenas de pessoas ? o Bumba, em Niter\u00f3i, Rio de Janeiro.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[6],"tags":[2901,317],"class_list":["post-6045","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","tag-lixao","tag-sp"],"acf":[],"views":529,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6045","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6045"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6045\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6046,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6045\/revisions\/6046"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6045"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6045"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6045"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}