{"id":60192,"date":"2014-06-22T08:56:21","date_gmt":"2014-06-22T11:56:21","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=60192"},"modified":"2014-06-22T08:56:21","modified_gmt":"2014-06-22T11:56:21","slug":"brasil-perde-posicao-em-ranking-de-energia-limpa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2014\/06\/22\/brasil-perde-posicao-em-ranking-de-energia-limpa\/","title":{"rendered":"Brasil perde posi\u00e7\u00e3o em ranking de energia limpa"},"content":{"rendered":"<p>Rio &#8211; A estiagem prolongada levou o Brasil a perder, em 2013, a segunda posi\u00e7\u00e3o no ranking dos maiores produtores de energia hidr\u00e1ulica do mundo. A conclus\u00e3o \u00e9 do \u201cBP Energy Review\u201d, relat\u00f3rio anual sobre o cen\u00e1rio energ\u00e9tico mundial elaborado pela petroleira brit\u00e2nica. A produ\u00e7\u00e3o das hidrel\u00e9tricas brasileiras caiu 7%, para 385,4 terawatts-hora (TWh) no ano, contra 391,6 TWh do Canad\u00e1 e 911,6 TWh da l\u00edder China. O Brasil ocupava o segundo lugar desde 2007, quando ultrapassou o Canad\u00e1. Segundo o relat\u00f3rio, o consumo de mais combust\u00edveis f\u00f3sseis levou o pa\u00eds a bater recorde de emiss\u00f5es de g\u00e1s carb\u00f4nico (CO2).<\/p>\n<p>\u201cPelo segundo ano consecutivo, \u00e1reas do Brasil experimentaram condi\u00e7\u00f5es de seca, resultando em decl\u00ednio na gera\u00e7\u00e3o hidrel\u00e9trica em 2013. A fatia da hidreletricidade na gera\u00e7\u00e3o de energia do pa\u00eds cai para 69%, comparado a 75% em 2012, e 91% em 2011\u201d, diz o texto. \u201cA queda na gera\u00e7\u00e3o hidrel\u00e9trica contribuiu para o crescimento robusto do consumo de \u00f3leo e g\u00e1s natural, de 6,9 milh\u00f5es de toneladas de \u00f3leo equivalente e 5,4 milh\u00f5es de toneladas de \u00f3leo equivalente, respectivamente\u201d, completa o documento. As emiss\u00f5es de CO2 pelo setor energ\u00e9tico brasileiro cresceram 6,7% no ano.<!--more--><\/p>\n<p>Foi a quarta maior taxa de crescimento de emiss\u00f5es durante o ano, perdendo apenas para Catar, Col\u00f4mbia e Filipinas, pa\u00edses que t\u00eam taxas muito menores do que a brasileira, que chegou a 541,1 milh\u00f5es de toneladas de CO2 emitidos no ano. Segundo o relat\u00f3rio, o Brasil \u00e9 hoje o 11\u00ba na lista de pa\u00edses que mais emitem gases poluentes na gera\u00e7\u00e3o de energia, liderada tamb\u00e9m pela China, com 9,5 bilh\u00f5es de toneladas emitidas em 2013, fruto da grande pend\u00eancia que o gigante asi\u00e1tico tem de t\u00e9rmicas a carv\u00e3o \u2014 respons\u00e1veis por 67,5% da gera\u00e7\u00e3o de energia no pa\u00eds.<\/p>\n<p>O aumento da participa\u00e7\u00e3o de energias sujas na matriz brasileira j\u00e1 havia sido detectado pelo Balan\u00e7o Energ\u00e9tico Nacional (BEN) 2013, divulgado h\u00e1 duas semanas pela Empresa de Pesquisa Energ\u00e9tica (EPE), e \u00e9 considerado por analistas um reflexo da seca e das dificuldades para a constru\u00e7\u00e3o de novas hidrel\u00e9tricas com reservat\u00f3rios \u2014 situa\u00e7\u00e3o que deve persistir este ano, diante do uso intensivo de t\u00e9rmicas para recompor o n\u00edvel dos reservat\u00f3rios existentes.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio da BP, por\u00e9m, coloca o cen\u00e1rio brasileiro em perspectiva com o restante do mundo. Esta \u00e9 a primeira vez, em 63 anos de produ\u00e7\u00e3o do documento, que h\u00e1 uma an\u00e1lise espec\u00edfica sobre o mercado brasileiro. Segundo o documento, a produ\u00e7\u00e3o de energia no pa\u00eds caiu 0,4% em 2013, fechando o ano com um volume 1% inferior ao recorde obtido em 2011. O desempenho foi puxado pelas quedas na produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo (-1,7%), nuclear (-8,4%) e hidreletricidade. Por outro lado, houve crescimento na produ\u00e7\u00e3o por fontes renov\u00e1veis (32,2%), biocombust\u00edveis (16,8%), carv\u00e3o (11,7%) e g\u00e1s natural (11%).<\/p>\n<p>Segundo maior produtor de biocombust\u00edveis do mundo, atr\u00e1s apenas dos Estados Unidos, o Brasil contribui com 1\/4 da oferta mundial \u2014 ou o equivalente a 317 mil barris por dia. A produ\u00e7\u00e3o global de biocombust\u00edveis cresceu 6,1% no ano passado, para 1,3 milh\u00e3o de barris de \u00f3leo equivalente por dia, com grande influ\u00eancia do desempenho positivo de Brasil, M\u00e9xico e B\u00e9lgica, China e Tail\u00e2ndia.<\/p>\n<p>De acordo com os dados da BP, o crescimento no consumo global de energia foi de 2,3% em 2013. A taxa \u00e9 maior do que os 1,8% verificados no ano anterior, mas \u00e9 inferior do que a m\u00e9dia dos \u00faltimos dez anos, de 2,5%. A \u00fanica regi\u00e3o que teve crescimento acima da m\u00e9dia foi a Am\u00e9rica do Norte. \u201cTodas as fontes, excluindo \u00f3leo, nuclear e renov\u00e1veis cresceram abaixo da m\u00e9dia\u201d, diz o texto. O petr\u00f3leo permanece como principal fonte de energia no mundo, com uma fatia de 32,9% do total, mas vem perdendo market share h\u00e1 14 anos consecutivos. A participa\u00e7\u00e3o atual \u00e9 a pior desde o in\u00edcio da s\u00e9rie, em 1965. Fonte: IG<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rio &#8211; A estiagem prolongada levou o Brasil a perder, em 2013, a segunda posi\u00e7\u00e3o no ranking dos maiores produtores de energia hidr\u00e1ulica do mundo. A conclus\u00e3o \u00e9 do \u201cBP Energy Review\u201d, relat\u00f3rio anual sobre o cen\u00e1rio energ\u00e9tico mundial elaborado pela petroleira brit\u00e2nica. A produ\u00e7\u00e3o das hidrel\u00e9tricas brasileiras caiu 7%, para 385,4 terawatts-hora (TWh) no ano, contra 391,6 TWh do Canad\u00e1 e 911,6 TWh da l\u00edder China. O Brasil ocupava o segundo lugar desde 2007, quando ultrapassou o Canad\u00e1. 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