{"id":59956,"date":"2014-06-14T21:03:31","date_gmt":"2014-06-15T00:03:31","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=59956"},"modified":"2014-06-14T21:03:31","modified_gmt":"2014-06-15T00:03:31","slug":"castelazo-de-virada-costa-rica-surpreende-e-derrota-o-uruguai","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2014\/06\/14\/castelazo-de-virada-costa-rica-surpreende-e-derrota-o-uruguai\/","title":{"rendered":"Castelazo! De virada, Costa Rica surpreende e derrota o Uruguai"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-59869 alignnone\" alt=\"banner boletim da copa\" src=\"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/banner-boletim-da-copa-300x67.jpg\" width=\"300\" height=\"67\" srcset=\"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/banner-boletim-da-copa-300x67.jpg 300w, https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/banner-boletim-da-copa.jpg 960w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p><span style=\"color: #339966;\">________________________________________________________________<\/span><\/p>\n<p><em><strong>Globo Esportes<\/strong><\/em><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/static.blogdaresenhageral.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/campbell2_reu.jpg?c6e0ba\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"campbell2_reu\" src=\"http:\/\/static.blogdaresenhageral.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/campbell2_reu.jpg?c6e0ba\" width=\"541\" height=\"340\" \/><\/a><\/p>\n<p>Os uruguaios dominaram as cadeiras brancas do Castel\u00e3o para ver neste s\u00e1bado o in\u00edcio de uma caminhada semelhante \u00e0 de 1950, quando, numa Copa no Brasil, calou um est\u00e1dio cheio de brasileiros e levou o Mundial. N\u00e3o faltaram faixas e camisetas em alus\u00e3o ao Maracanazo, mas o que se viu foi um Castelazo. Como num roteiro maquiav\u00e9lico e genial, os pap\u00e9is se inverteram. Favorito, o Uruguai cedeu virada de 3 a 1 para a antes pouco expressiva Costa Rica. O Ghiggia dos tr\u00f3picos se chama Campbell e, como num ex\u00e9rcito de um homem s\u00f3, dizimou em 90 minutos uma equipe montada com rigor espartano durante quase uma d\u00e9cada por \u00d3scar Tab\u00e1rez. E que terminou amealhando a antipatia dos anfitri\u00f5es castigados h\u00e1 64 anos, numa ironia regada a gritos do mais amarelinho dos \u201col\u00e9s\u201d.<\/p>\n<p>Faltou Luis Su\u00e1rez, que ficou no banco por recupera\u00e7\u00e3o de cirurgia no joelho realizada h\u00e1 23 dias. O ataque at\u00e9 parecia n\u00e3o sentir a aus\u00eancia. Marcou cedo, aos 23 minutos, com Cavani, em p\u00eanalti bem marcado pelo \u00e1rbitro alem\u00e3o Felix Brych, um pux\u00e3o sem cerim\u00f4nias de D\u00edaz sobre Lugano. Pobre Lugano, ali\u00e1s. Pobres tamb\u00e9m foram God\u00edn, Gargano, Ar\u00e9valo Rios\u2026 todos que tentaram marcar um atacante que nem era para estar em campo.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Aos 21 anos, iria perder espa\u00e7o para Saborio, titular que n\u00e3o foi \u00e0 Copa por les\u00e3o. Ele empatou aos 9 minutos do segundo tempo. A virada veio logo depois, com Duarte, aos 12. No fim, Ure\u00f1a decretou o placar, em passe magistral, de Campbell. Fa\u00e7anha grandiosa dos \u201cTicos\u201d, torcedores costarriquenhos que, em minoria, calaram as gargantas confiantes dos charruas, na primeira vit\u00f3ria do pa\u00eds contra campe\u00f5es do mundo numa Copa.<\/p>\n<p>Neste s\u00e1bado, ainda jogam Inglaterra e It\u00e1lia, no encerramento da primeira rodada do Grupo D. O Uruguai enfrenta os ingleses na quinta-feira, \u00e0s 16h (de Bras\u00edlia), na Arena Corinthians. A Costa Rica mede for\u00e7as com os italianos na sexta, \u00e0s 13h, na Arena Pernambuco.<\/p>\n<p><strong>Uruguaios dominam as cadeiras do Castel\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Foram mais de 14 mil ingressos comprados por uruguaios para a Copa. Para se ter uma ideia, h\u00e1 pouco mais do dobro morando atualmente no Brasil. Parte desse alvoro\u00e7o foi evidenciado nas cadeiras brancas da Arena Castel\u00e3o. Os gritos fren\u00e9ticos de \u201cUruguai, Uruguai\u201d e a passada arrastada de \u201cSoy Celeste\u201d reverberaram. O destaque, no entanto, ficou para a sess\u00e3o nostalgia dos uruguaios. Camisas dos n\u00fameros 5 e 7, de Obdulio Varela e Ghiggia, baluartes do Maracanazo, eram vistas aos montes. N\u00e3o faltaram faixas, como uma que alertava, em tom premonit\u00f3rio: \u201cMaracanazo 2\u201d. Estavam t\u00e3o \u00e0 vontade que abafaram, em certo momento, os gritos de \u201ceu sou brasileiro\u201d dos anfitri\u00f5es. Mal sabiam eles o que viria pela frente.<\/p>\n<p>At\u00e9 porque o Uruguai come\u00e7ou melhor. Aos 14, marcou cabeceio de God\u00edn. O zagueiro, todavia, estava impedido. Um minuto depois, Cavani surgiu livre ap\u00f3s novo bom cruzamento de Forl\u00e1n, melhor da \u00faltima Copa que ganhou vaga com a les\u00e3o de Su\u00e1rez. O atacante do Paris Saint-Germain, no entanto, se precipitou e tentou arriscar de primeira, em v\u00e3o. No terceiro cruzamento, Lugano foi atropelado por D\u00edaz. P\u00eanalti. Cavani converteu com categoria, aos 23 minutos.<\/p>\n<p><strong>Virada da Costa Rica, vingan\u00e7a do Brasil<\/strong><\/p>\n<p>Com zagueiros nervosos, a Costa Rica tinha apenas no centroavante Campbell o seu esteio de criatividade. Mas j\u00e1 valeu. O retaco camisa 9 praticamente cobrava escanteio e cabeceava. Aos 27, arrancou e bateu firme, em tiro que raspou a meta de Muslera. Aos poucos, a Costa Rica se soltou, colecionou chances, como o cruzamento em que o goleiro uruguaio n\u00e3o achou nada e Gonzalez n\u00e3o alcan\u00e7ou.<\/p>\n<p>A realiza\u00e7\u00e3o do esbo\u00e7o, o arremate para concluir a obra, tudo isso surgiu logo no in\u00edcio do segundo tempo. Ap\u00f3s bela triangula\u00e7\u00e3o pela direita, a bola encontrou Campbell na \u00e1rea. Se marcado, j\u00e1 \u00e9 dif\u00edcil, imagina livre. Imagine o 1 a 1, aos nove minutos. Tr\u00eas minutos depois, a bola a\u00e9rea, que tanta amea\u00e7ou na etapa inicial, funcionou, em peixinho certeiro de Oscar Duarte.<\/p>\n<p>Tab\u00e1rez mexeu. Sacou Forl\u00e1n, apagado, e Gargano, desastroso, para ingressos de Gonz\u00e1lez e Lodeiro, do Corinthians. Mas o dom\u00ednio seguiu com a Costa Rica, que poderia ter ampliado. O fez aos 39, com Ure\u00f1a, que mal havia entrado. Bem antes, aos 28 minutos, os brasileiros entoavam \u201col\u00e9\u201d contra a Celeste. Que aportou no Brasil para repetir 1950. E viu o filme se iniciar ao contr\u00e1rio. Diante da inevit\u00e1vel derrota e n\u00e3o tendo capacidade de parar Campbell, j\u00e1 nos descontos, Maxi Rodr\u00edguez resolveu agredi-lo e foi justamente expulso pelo \u00e1rbitro.<\/p>\n<div data-max_badges=\"3\" data-counter=\"0\" data-url=\"http:\/\/www.blogdaresenhageral.com.br\/castelazo-de-virada-costa-rica-surpreende-e-derrota-o-uruguai\/\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>________________________________________________________________ Globo Esportes Os uruguaios dominaram as cadeiras brancas do Castel\u00e3o para ver neste s\u00e1bado o in\u00edcio de uma caminhada semelhante \u00e0 de 1950, quando, numa Copa no Brasil, calou um est\u00e1dio cheio de brasileiros e levou o Mundial. N\u00e3o faltaram faixas e camisetas em alus\u00e3o ao Maracanazo, mas o que se viu foi um Castelazo. Como num roteiro maquiav\u00e9lico e genial, os pap\u00e9is se inverteram. 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