{"id":59715,"date":"2014-06-04T14:15:59","date_gmt":"2014-06-04T17:15:59","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=59715"},"modified":"2014-06-04T14:15:59","modified_gmt":"2014-06-04T17:15:59","slug":"mais-de-70-dos-brasileiros-estao-insatisfeitos-revela-pesquisa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2014\/06\/04\/mais-de-70-dos-brasileiros-estao-insatisfeitos-revela-pesquisa\/","title":{"rendered":"Mais de 70% dos brasileiros est\u00e3o insatisfeitos, revela pesquisa"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Imagem: Reprodu\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/www.verdadegospel.com\/adwp02\/content\/uploads\/2014\/06\/satisfacao-copa-2014.jpg\" width=\"700\" height=\"388\" \/><\/p>\n<p>O pessimismo avan\u00e7ou consideravelmente entre os brasileiros no \u00faltimo ano, marcado por protestos generalizados, infla\u00e7\u00e3o em alta e baixo crescimento, deixando um legado de frustra\u00e7\u00e3o sem precedentes nos anos recentes. Como resultado, contaminou negativamente a avalia\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o sobre os rumos do pa\u00eds, as condi\u00e7\u00f5es da economia, o governo da presidente Dilma Rousseff e a realiza\u00e7\u00e3o da Copa do Mundo, revela levantamento feito, entre os dias 10 e 30 de abril, pelo Pew Research Center, um dos mais importantes institutos de pesquisa dos EUA. Segundo a sondagem, 72% dos brasileiros se dizem insatisfeitos com a situa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds e 85% apontam a escalada dos pre\u00e7os como preocupa\u00e7\u00e3o central.<\/p>\n<p>H\u00e1 12 meses, 55% estavam insatisfeitos, pouco acima dos 50% de 2010, \u00faltimo ano do governo Lula e in\u00edcio da s\u00e9rie hist\u00f3rica. A economia tem papel central no mau humor corrente. Dois ter\u00e7os (67%) dos 1.003 entrevistados no Brasil com mais de 18 anos consideram a situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica ruim, ap\u00f3s quatro anos seguidos em que a percep\u00e7\u00e3o positiva foi dominante.<\/p>\n<p>Em 2010, consideravam boa a situa\u00e7\u00e3o da economia 62% dos brasileiros, percentual que chegou a 65% em 2012 e era de 59% no ano passado. Em abril, apenas 32% dos pesquisados estavam satisfeitos com os rumos econ\u00f4micos. Mas 63% acreditam que as condi\u00e7\u00f5es v\u00e3o melhorar nos pr\u00f3ximos 12 meses.<!--more--><\/p>\n<p><strong>Criminalidade, sa\u00fade e corrup\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Depois da infla\u00e7\u00e3o, a criminalidade e a sa\u00fade (83%) e a corrup\u00e7\u00e3o no meio pol\u00edtico (78%) aparecem como principais desafios para os brasileiros. A falta de oportunidades de emprego (72%), o hiato entre pobres e ricos (68%), a baixa qualidade das escolas (64%) e o endividamento p\u00fablico (56%) completam a lista de problemas mais citados pelos entrevistados.<\/p>\n<p>\u201cA rigor, esses n\u00e3o s\u00e3o desafios novos no Brasil. Pesquisas conduzidas pelo Pew Research desde 2010 registraram preocupa\u00e7\u00f5es generalizadas com amplo arco de quest\u00f5es sociais, pol\u00edticas e econ\u00f4micas, incluindo crime, corrup\u00e7\u00e3o e infla\u00e7\u00e3o. Mas o n\u00edvel atual de frustra\u00e7\u00e3o que os brasileiros expressam com a dire\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, sua economia e seus l\u00edderes n\u00e3o tem par em anos recentes\u201d, afirma a pesquisa, cujos principais analistas s\u00e3o Juliana Horowitz e Richard Wike.<\/p>\n<p>Curiosamente, a melhor avalia\u00e7\u00e3o da presidente Dilma, na pesquisa, \u00e9 na condu\u00e7\u00e3o da economia. Ainda assim, a vis\u00e3o negativa supera em muito a positiva \u2013 63% desaprovam sua gest\u00e3o econ\u00f4mica, para 34% que a chancelam. Os n\u00fameros pioram para a administra\u00e7\u00e3o de Dilma nos outros oito temas consultados: pobreza (65% de desaprova\u00e7\u00e3o), prepara\u00e7\u00e3o da Copa do Mundo (67%), educa\u00e7\u00e3o e pol\u00edtica externa (71%), transporte p\u00fablico (76%), sa\u00fade e criminalidade (85%) e corrup\u00e7\u00e3o (86%).<\/p>\n<p>De forma geral, o pa\u00eds se apresenta dividido em rela\u00e7\u00e3o ao governo Dilma: 52% acham a influ\u00eancia de sua Presid\u00eancia negativa para o Brasil, ao passo que 48% a consideram positiva. Brasileiros de maior renda e mais escolarizados desaprovam a presidente de forma mais contundente, mas mesmo nas classes de menor poder aquisitivo e educa\u00e7\u00e3o a avalia\u00e7\u00e3o negativa de Dilma se sobrep\u00f5e.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 uma diferen\u00e7a profunda com a opini\u00e3o sobre seu antecessor e aliado, Luiz In\u00e1cio Lula da Silva. Em seu \u00faltimo ano de segundo mandato (2010), 84% dos entrevistados afirmaram que Lula estava tendo um impacto positivo sobre o Brasil\u201d, compara o Pew Research Center.<\/p>\n<p>A sondagem, por\u00e9m, revela que Dilma \u00e9, pessoalmente, vista de forma mais favor\u00e1vel do que seus dois principais advers\u00e1rios nas elei\u00e7\u00f5es deste ano. Perguntados se tinham uma vis\u00e3o favor\u00e1vel ou desfavor\u00e1vel da presidente, 51% escolheram a avalia\u00e7\u00e3o positiva.<\/p>\n<p>No caso do presidenci\u00e1vel do PSDB, A\u00e9cio Neves, 27% o veem favoravelmente, contra 53% negativamente. Em rela\u00e7\u00e3o a Eduardo Campos, do PSB, 24% t\u00eam vis\u00e3o favor\u00e1vel e 47%, desfavor\u00e1vel. Um em cada cinco entrevistados n\u00e3o tem opini\u00e3o formada sobre A\u00e9cio e um a cada quatro, sobre Campos. Marina Silva, companheira de chapa do socialista, tem avalia\u00e7\u00e3o favor\u00e1vel igual \u00e0 de Dilma (51%), mas recebe menos notas negativas (37%, contra 49% da presidente).<\/p>\n<p><strong>Joaquim Barbosa: 60% de aprova\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, que anunciou sua aposentadoria na semana passada, desfruta de avalia\u00e7\u00e3o favor\u00e1vel (60%) pr\u00f3xima do n\u00edvel do ex-presidente Lula (66%), o pol\u00edtico mais bem avaliado da sondagem. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, sobre o qual 67% dos entrevistados t\u00eam vis\u00e3o negativa, recebe a pior avalia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>V\u00e1rios dos problemas que mais atormentam os brasileiros estiveram no centro das manifesta\u00e7\u00f5es que tomaram as ruas do pa\u00eds no \u00faltimo ano. No entanto, o levantamento do Pew mostra um Brasil dividido sobre os seus efeitos: 47% consideram os protestos uma boa coisa, por terem jogado os holofotes sobre defici\u00eancias relevantes do pa\u00eds, enquanto 48% acham que foram nocivos.<\/p>\n<p>As mulheres s\u00e3o mais cr\u00edticas (51%), enquanto os homens lideram o apoio \u00e0s manifesta\u00e7\u00f5es (51%). Os jovens entre 18 e 29 anos endossam majoritariamente os protestos (52%), enquanto os brasileiros com mais de 50 anos reprovam (53%). Pessoas com menor escolaridade (56% dos com curso prim\u00e1rio) e que ganham menos (51%) concentram os descontentes com as manifesta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Copa do Mundo: 61% considera evento ruim\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>O impacto da Copa do Mundo, que come\u00e7a no pr\u00f3ximo dia 12 e foi umas catalisadoras da insatisfa\u00e7\u00e3o nas ruas, \u00e9 considerado negativo por 61% dos entrevistados, que consideram o evento ruim devido aos recursos p\u00fablicos que dragou, que poderiam ter sido investidos em educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade e outros servi\u00e7os p\u00fablicos, segundo a pesquisa. Apenas 34% afirmam que o Mundial ser\u00e1 ben\u00e9fico, por girar a economia e criar empregos.<\/p>\n<p>O efeito da Copa para a imagem do Brasil perante o mundo n\u00e3o \u00e9 uma unanimidade. Quase quatro em cada dez pessoas ouvidas (39%) acham que o impacto ser\u00e1 negativo, 35% avaliam que ser\u00e1 positivo e 23% consideram que o efeito ser\u00e1 nulo.<\/p>\n<p>A frustra\u00e7\u00e3o dos brasileiros, na sondagem do Pew Research Center, se estende do governo a outras institui\u00e7\u00f5es da sociedade. A administra\u00e7\u00e3o federal, vista como uma boa influ\u00eancia no Brasil por 75% da popula\u00e7\u00e3o em 2010, agora ganha nota positiva apenas de 47%. No caso da Pol\u00edcia, muito criticada pela repress\u00e3o \u00e0s manifesta\u00e7\u00f5es desde junho de 2013, o indicador positivo recuou de 53% para 33%.<\/p>\n<p>A m\u00eddia \u2013 contestada por parte dos manifestantes \u2013 era considerada uma boa influ\u00eancia por 81% dos entrevistados em 2010 e agora ganha avalia\u00e7\u00e3o positiva de 69% dos brasileiros. Os n\u00fameros das For\u00e7as Armadas recuaram de 66% para 49%. Os l\u00edderes religiosos formam a \u00fanica categoria que n\u00e3o sofreu abalos em quatro anos: as respostas que endossam boa influ\u00eancia subiram de 67% para 69%.<\/p>\n<p>Os brasileiros tamb\u00e9m acreditam que o Brasil deveria ser mais respeitado internacionalmente, opini\u00e3o de 76% dos entrevistados. Por\u00e9m, menos pessoas afirmam que o Brasil \u00e9 ou se tornar\u00e1 uma das na\u00e7\u00f5es mais poderosas do mundo: o percentual combinado, que era de 77% em 2010, caiu a 59% este ano. O apoio ao Bolsa Fam\u00edlia continua inabalado: 75% dos brasileiros consideram o programa de transfer\u00eancia de renda uma boa coisa para o pa\u00eds.<\/p>\n<p><span style=\"line-height: 1.5em;\">Fonte:\u00a0<\/span><em style=\"line-height: 1.5em;\">O Globo<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O pessimismo avan\u00e7ou consideravelmente entre os brasileiros no \u00faltimo ano, marcado por protestos generalizados, infla\u00e7\u00e3o em alta e baixo crescimento, deixando um legado de frustra\u00e7\u00e3o sem precedentes nos anos recentes. Como resultado, contaminou negativamente a avalia\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o sobre os rumos do pa\u00eds, as condi\u00e7\u00f5es da economia, o governo da presidente Dilma Rousseff e a realiza\u00e7\u00e3o da Copa do Mundo, revela levantamento feito, entre os dias 10 e 30 de abril, pelo Pew Research Center, um dos mais importantes institutos de pesquisa dos EUA. 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