{"id":59686,"date":"2014-06-03T14:05:02","date_gmt":"2014-06-03T17:05:02","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=59686"},"modified":"2014-06-03T14:05:02","modified_gmt":"2014-06-03T17:05:02","slug":"desemprego-ficou-em-71-no-1o-trimestre-de-2014-indica-ibge","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2014\/06\/03\/desemprego-ficou-em-71-no-1o-trimestre-de-2014-indica-ibge\/","title":{"rendered":"Desemprego ficou em 7,1% no 1\u00ba trimestre de 2014, indica IBGE"},"content":{"rendered":"<p>Nos tr\u00eas primeiros meses de 2014, a taxa de desemprego no Brasil ficou em 7,1%, acima da registrada no trimestre anterior, segundo dados divulgados nesta ter\u00e7a-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (<a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/topico\/ibge\/\">IBGE<\/a>).<\/p>\n<p>O n\u00famero faz parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (Pnad) Cont\u00ednua, que substituir\u00e1 a tradicional Pnad anual e a Pesquisa Mensal de Emprego (PME).<\/p>\n<p>Segundo a pesquisa antiga, que investigava menos munic\u00edpios, o\u00a0<a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/economia\/noticia\/2014\/04\/desemprego-fica-em-5-em-marco-diz-ibge.html\">desemprego havia ficado em 5% em mar\u00e7o<\/a>\u00a0e, na m\u00e9dia dos tr\u00eas meses (de janeiro a mar\u00e7o), em 4,97%. Nos \u00faltimos tr\u00eas meses de 2013, a taxa de desocupa\u00e7\u00e3o havia ficado em 6,2% e, no primeiro trimestre do mesmo ano, em 8%.<\/p>\n<div>\n<div>O mercado de trabalho nas regi\u00f5es Norte e Nordeste tem presen\u00e7a maior de trabalhadores mais jovens, por conta pr\u00f3pria e sem carteira de trabalho assinada&#8221;<\/div>\n<div>Cimar Azevedo, do IBGE<!--more--><\/div>\n<\/div>\n<p>\u201cTudo indica que hoje tem presen\u00e7a maior de pessoas no mercado de trabalho comparado ao ano passado. (&#8230;) Esse avan\u00e7o aconteceu em duas regi\u00f5es: Nordeste e Centro-Oeste\u201d, disse Cimar Azevedo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE.<\/p>\n<p>\u201cQuando se faz o confronto do primeiro trimestre de 2014 com o primeiro de 2013, voc\u00ea v\u00ea um avan\u00e7o no mercado de trabalho com a cria\u00e7\u00e3o de 1 milh\u00e3o e 700 mil vagas, e a redu\u00e7\u00e3o de 700 mil pessoas procurando trabalho. Voc\u00ea tem a carteira de trabalho com avan\u00e7o tamb\u00e9m, superior ao observado em termos de gera\u00e7\u00e3o de vagas&#8221;, afirmou Azevedo.<\/p>\n<p>Segundo o IBGE, o n\u00famero de pessoas ocupadas, nos primeiros tr\u00eas meses deste ano, chegou a 91,2 milh\u00f5es. J\u00e1 a popula\u00e7\u00e3o desocupada, que est\u00e1 em busca de trabalho, somou 7 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>O n\u00edvel da ocupa\u00e7\u00e3o entre janeiro e mar\u00e7o (56,7%) recuou em rela\u00e7\u00e3o ao \u00faltimo trimestre de 2013 (57,3%) e subiu um pouco frente ao 1\u00ba trimestre de 2013 (56,3%). \u201c\u00c9 um movimento esperado, acontece sempre. Em dezembro, h\u00e1 contrata\u00e7\u00e3o expressiva de trabalhadores e menos dias de procura de trabalho. E quando chega no m\u00eas de janeiro, voc\u00ea tem um aumento do n\u00fameros de pessoas procurando trabalho. E redu\u00e7\u00e3o de pessoas ocupadas\u201d, explicou o coordenador do IBGE.<\/p>\n<p>Neste 1\u00ba trimestre, aumentou a fatia de empregados do setor privado com carteira de trabalho assinada (77,7%) \u2013 o avan\u00e7o foi de 1,6 ponto percentual frente ao mesmo per\u00edodo de 2013. As regi\u00f5es Norte e Nordeste apresentaram os menores percentuais nesse quesito: 64,6% e 62,8%, respectivamente.<\/p>\n<div id=\"3390770\">\n<div>\n<div>\n<div><\/div>\n<p><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/s03.video.glbimg.com\/x240\/3390770.jpg\" \/><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><strong>Primeira divulga\u00e7\u00e3o ap\u00f3s crises<\/strong><br \/>\nA publica\u00e7\u00e3o da Pnad Cont\u00ednua desta ter\u00e7a-feira \u00e9 a primeira desde que o IBGE\u00a0<a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/economia\/noticia\/2014\/05\/ibge-volta-atras-e-decide-manter-divulgacao-da-pnad-continua.html\">voltou atr\u00e1s na decis\u00e3o de suspender a divulga\u00e7\u00e3o da pesquisa<\/a>. A suspens\u00e3o havia sido motivada por questionamentos feitos por parlamentares e tem como objetivo fazer uma revis\u00e3o na metodologia de coleta e c\u00e1lculo da renda domiciliar per capita (por pessoa). O IBGE explica que o c\u00e1lculo atual prev\u00ea margens de erro diferentes para a pesquisa entre os estados, o que prejudica a compara\u00e7\u00e3o dos resultados.<\/p>\n<p>Enquanto a PME re\u00fane dados de seis regi\u00f5es metropolitanas, a Pnad Cont\u00ednua traz o cen\u00e1rio do emprego em quase 3,5 mil munic\u00edpios.<\/p>\n<p>&#8220;S\u00e3o os primeiros resultados da Pnad Cont\u00ednua. Esse \u00e9 a terceira edi\u00e7\u00e3o, o que permite a compara\u00e7\u00e3o com o ano de 2012, com o ano de 2013. E com o quarto trimestre de 2013&#8221;, disse Azevedo. De acordo com ele, est\u00e1 prevista para janeiro de 2015 a divulga\u00e7\u00e3o de todos os resultados da pesquisa. \u201c\u00c9 importante ressaltar que esses dados conjunturais s\u00e3o in\u00e9ditos. Conhecer esses dados em termos de Brasil, do \u00faltimo trimestre para o primeiro, \u00e9 um avan\u00e7o grande\u201d, afirmou.<\/p>\n<p><strong>Maior taxa no Nordeste<\/strong><br \/>\nO Nordeste apresentou a maior taxa de desocupa\u00e7\u00e3o, de 9,3%, entre as regi\u00f5es pesquisadas, e o Sul, a menor, 4,3%. Na compara\u00e7\u00e3o trimestral (1\u00ba trimestre de 2014 contra o 4\u00ba de 2013), foi registrado aumento em todas as regi\u00f5es.<\/p>\n<div>saiba mais<\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/economia\/noticia\/2014\/06\/desemprego-ficou-em-71-no-1-trimestre-de-2014-indica-ibge.html\">Desemprego ficou em 6,2% no 4\u00ba trimestre de 2013, mostra IBGE<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/economia\/noticia\/2014\/05\/ibge-volta-atras-e-decide-manter-divulgacao-da-pnad-continua.html\">IBGE volta atr\u00e1s e decide manter divulga\u00e7\u00e3o da Pnad Cont\u00ednua<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<p>J\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2013, o desemprego diminuiu em todos os locais. Nessa mesma base de compara\u00e7\u00e3o, a pesquisa indica tamb\u00e9m que o desemprego recuou em todos os grupos et\u00e1rios, para ambos os sexos.<\/p>\n<p>Enquanto no Brasil o percentual de trabalhadores por conta pr\u00f3pria \u00e9 de 23%, nas regi\u00f5es Norte e Nordeste, atinge 30,2% e 29,6%, respectivamente. &#8220;O mercado de trabalho nas regi\u00f5es Norte e Nordeste tem presen\u00e7a maior de trabalhadores mais jovens, por conta pr\u00f3pria e sem carteira de trabalho assinada\u201d, disse Azevedo.<\/p>\n<p>O coordenador do IBGE afirmou que a Pnad mostra a redu\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o entre 14 e 17 anos inserida no trabalho infantil. &#8220;Desde 2012, essa redu\u00e7\u00e3o \u00e9 ainda mais expressiva. H\u00e1 diferen\u00e7as regionais em termos de qualidade com emprego. Mas, a despeito dessa diferen\u00e7a, a redu\u00e7\u00e3o \u00e9 significativa em todas as cinco grandes regi\u00f5es\u201d, completou.<\/p>\n<p><strong>Nem ocupadas nem desocupadas<\/strong><br \/>\nNo 1\u00ba trimestre de 2014, no Brasil, 38,9% das pessoas em idade de trabalhar foram classificadas pelo IBGE como &#8220;fora da for\u00e7a de trabalho&#8221;, ou seja, aquelas que n\u00e3o estavam nem ocupadas nem em busca de emprego.<\/p>\n<p>Entre as regi\u00f5es pesquisadas, o Nordeste tem o maior percentual de pessoas nessa situa\u00e7\u00e3o, 43,1%. Na outra ponta, est\u00e3o as regi\u00f5es Sul (36%) e Centro-Oeste (35,1%).<\/p>\n<p>Em todos os locais, esse percentual \u00e9 maior entre as mulheres, chegando a 66,4%. Na sequ\u00eancia, aparecem os idosos (33,7%), os jovens com menos de 25 anos (29,2%) e os adultos, com idade de 25 a 59 anos (37,2%).<\/p>\n<p><strong>Homens versus mulheres<\/strong><br \/>\nNo 1\u00ba trimestre de 2014, o n\u00edvel da ocupa\u00e7\u00e3o foi estimado em 68,3% para os homens e 46,2% para as mulheres, segundo a pesquisa.<\/p>\n<p>\u201cQuando voc\u00ea analisa a popula\u00e7\u00e3o desocupada, tem presen\u00e7a maior de mulheres. Embora sejam maioria na popula\u00e7\u00e3o, no que diz respeito ao mercado de trabalho, elas s\u00e3o minoria\u201d, afirmou o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE. \u201cA diferen\u00e7a existe em todas as regi\u00f5es. Em todas, h\u00e1 percentual maior de mulheres [na taxa de desocupa\u00e7\u00e3o]. E no Nordeste, h\u00e1 a maior taxa de desocupa\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p><strong>Greve<\/strong><br \/>\nA divulga\u00e7\u00e3o dos dados da Pnad Cont\u00ednua aconteceu apesar da greve dos funcion\u00e1rios do IBGE. A categoria, que paralisou as atividades no dia 26 de maio, em cerca de 12 unidades distribu\u00eddas em dez estados e no Distrito Federal, fazia, na manh\u00e3 desta ter\u00e7a, uma manifesta\u00e7\u00e3o em frente \u00e0 sede do instituto no Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>Fonte: G1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos tr\u00eas primeiros meses de 2014, a taxa de desemprego no Brasil ficou em 7,1%, acima da registrada no trimestre anterior, segundo dados divulgados nesta ter\u00e7a-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). O n\u00famero faz parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (Pnad) Cont\u00ednua, que substituir\u00e1 a tradicional Pnad anual e a Pesquisa Mensal de Emprego (PME). Segundo a pesquisa antiga, que investigava menos munic\u00edpios, o\u00a0desemprego havia ficado em 5% em mar\u00e7o\u00a0e, na m\u00e9dia dos tr\u00eas meses (de janeiro a mar\u00e7o), em 4,97%. 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