{"id":59324,"date":"2014-05-19T20:46:10","date_gmt":"2014-05-19T23:46:10","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=59324"},"modified":"2014-05-19T20:46:10","modified_gmt":"2014-05-19T23:46:10","slug":"oit-estima-que-trabalho-forcado-gera-us-150-bilhoes-de-lucro-por-ano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2014\/05\/19\/oit-estima-que-trabalho-forcado-gera-us-150-bilhoes-de-lucro-por-ano\/","title":{"rendered":"OIT estima que trabalho for\u00e7ado gera US$ 150 bilh\u00f5es de lucro por ano"},"content":{"rendered":"<p>Relat\u00f3rio divulgado pela Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho,\u00a0nesta segunda (19),\u00a0estima que o trabalho for\u00e7ado na economia privada gera\u00a0lucros anuais ilegais de 150,2 bilh\u00f5es de d\u00f3lares.\u00a0A entidade havia estimado, em 2012, em cerca de 20,9 milh\u00f5es o n\u00famero de trabalhadores sob essas condi\u00e7\u00f5es em todo o mundo (22% por explora\u00e7\u00e3o sexual for\u00e7ada, 68% por outros tipos de explora\u00e7\u00e3o do trabalho e 10% por trabalho imposto pelo Estado)\u00a0e \u00e9 com base nessa quantidade que a estimativa de lucro foi feita.<\/p>\n<p>\u201cProfits and Poverty: The Economics of Forced Labour\u201d [Lucros e Pobreza: Aspectos Econ\u00f4micos do Trabalho For\u00e7ado] afirma que dois ter\u00e7os desse total (ou seja, 99 bilh\u00f5es) sejam oriundos da explora\u00e7\u00e3o sexual comercial, enquanto 51,2 bilh\u00f5es v\u00eam da explora\u00e7\u00e3o com fins econ\u00f4micos \u2013 que inclui agropecu\u00e1ria, extrativismo, ind\u00fastria, com\u00e9rcio, trabalho dom\u00e9stico, entre outras atividades.<\/p>\n<p>As estimativas, feitas atrav\u00e9s de extrapola\u00e7\u00f5es com base em dados regionais, n\u00e3o foram produzidas para cada pa\u00eds.<\/p>\n<p>\u201cO trabalho for\u00e7ado \u00e9 nocivo para as empresas e para o desenvolvimento, mas sobretudo para suas v\u00edtimas. Este relat\u00f3rio imprime um novo car\u00e1ter de urg\u00eancia aos nossos esfor\u00e7os para erradicar o quanto antes esta pr\u00e1tica altamente rent\u00e1vel, mas fundamentalmente nefasta\u201d, afirmou em nota divulgada \u00e0 imprensa o diretor geral da entidade Guy Ryder.<\/p>\n<p>De acordo com dados divulgados pela OIT:<\/p>\n<p>&#8211; Mais da metade das v\u00edtimas de trabalho for\u00e7ado s\u00e3o mulheres e meninas, principalmente na explora\u00e7\u00e3o sexual comercial e trabalho dom\u00e9stico;<br \/>\n&#8211; Homens e meninos s\u00e3o, sobretudo, v\u00edtimas de explora\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, na agricultura e minera\u00e7\u00e3o;<br \/>\n&#8211; 34 bilh\u00f5es de d\u00f3lares em lucros ficam com a constru\u00e7\u00e3o civil, ind\u00fastria, minera\u00e7\u00e3o e servi\u00e7os;<br \/>\n&#8211; 9 bilh\u00f5es de d\u00f3lares ficam com a agricultura, incluindo silvicultura e pesca;<br \/>\n&#8211; 8 bilh\u00f5es de d\u00f3lares s\u00e3o economizados em resid\u00eancias privadas que ou n\u00e3o pagam ou pagam menos que o devido aos trabalhadores dom\u00e9sticos submetidos ao trabalho for\u00e7ado.<\/p>\n<p><strong>Lucro anual do trabalho for\u00e7ado por regi\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>\u00c1sia-Pac\u00edfico: US$ \u00a051,8 bilh\u00f5es de d\u00f3lares<br \/>\nEconomias Desenvolvidas e Uni\u00e3o Europeia: US$ \u00a046,9 bilh\u00f5es<br \/>\nEuropa Central, Sudeste Europeu e Comunidade dos Estados Independentes: US$ 18 bilh\u00f5es<br \/>\n\u00c1frica US$ 13,1 bilh\u00f5es<br \/>\nAm\u00e9rica Latina e Caribe: US$ 12 bilh\u00f5es<br \/>\nOriente M\u00e9dio: US$ \u00a08,5 bilh\u00f5es<br \/>\nMundo: US$ 150,2 bilh\u00f5es<\/p>\n<p><strong>Lucro anual por v\u00edtima de trabalho for\u00e7ado por regi\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Economias Desenvolvidas e Uni\u00e3o Europeia: US$ 34,8 mil<br \/>\nOriente M\u00e9dio: US$ 15 mil<br \/>\nEuropa Central, Sudeste Europeu e Comunidade dos Estados Independentes: US$ 12,9 mil<br \/>\nAm\u00e9rica Latina e Caribe: US$ 7,5 mil<br \/>\n\u00c1sia-Pac\u00edfico: \u00a0US$ 5 mil<br \/>\n\u00c1frica US$ 3,9 mil<\/p>\n<p>Crises de renda e pobreza est\u00e3o entre os principais fatores que levam ao trabalho for\u00e7ado. Falta de educa\u00e7\u00e3o formal, analfabetismo, g\u00eanero e migra\u00e7\u00f5es s\u00e3o listados como fatores de risco e de vulnerabilidade. Entre as medidas voltadas a combat\u00ea-los, o relat\u00f3rio aponta:<\/p>\n<p>&#8211; Refor\u00e7ar os pisos de prote\u00e7\u00e3o social a fim de evitar que os lares pobres contraiam empr\u00e9stimos abusivos no caso de uma perda imprevista de renda;<br \/>\n&#8211; Investir na educa\u00e7\u00e3o e na forma\u00e7\u00e3o profissional para incrementar as oportunidades de emprego dos trabalhadores vulner\u00e1veis;<br \/>\n&#8211; Promover um enfoque da migra\u00e7\u00e3o baseado nos direitos a fim de prevenir o trabalho clandestino e os abusos contra os trabalhadores migrantes;<br \/>\n&#8211; Apoiar a organiza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores, inclusive nos setores e ind\u00fastrias vulner\u00e1veis ao trabalho for\u00e7ado.<\/p>\n<p>Fonte: UOL Noticias<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relat\u00f3rio divulgado pela Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho,\u00a0nesta segunda (19),\u00a0estima que o trabalho for\u00e7ado na economia privada gera\u00a0lucros anuais ilegais de 150,2 bilh\u00f5es de d\u00f3lares.\u00a0A entidade havia estimado, em 2012, em cerca de 20,9 milh\u00f5es o n\u00famero de trabalhadores sob essas condi\u00e7\u00f5es em todo o mundo (22% por explora\u00e7\u00e3o sexual for\u00e7ada, 68% por outros tipos de explora\u00e7\u00e3o do trabalho e 10% por trabalho imposto pelo Estado)\u00a0e \u00e9 com base nessa quantidade que a estimativa de lucro foi feita. \u201cProfits and Poverty: The Economics of Forced Labour\u201d [Lucros e Pobreza: Aspectos Econ\u00f4micos do Trabalho For\u00e7ado] afirma que dois ter\u00e7os desse total (ou&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-59324","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"acf":[],"views":666,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59324","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=59324"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59324\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":59325,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59324\/revisions\/59325"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=59324"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=59324"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=59324"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}