{"id":58558,"date":"2014-04-27T10:27:27","date_gmt":"2014-04-27T13:27:27","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=58558"},"modified":"2014-04-27T10:27:27","modified_gmt":"2014-04-27T13:27:27","slug":"leilao-nesta-quarta-feira-define-tamanho-do-rombo-no-setor-eletrico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2014\/04\/27\/leilao-nesta-quarta-feira-define-tamanho-do-rombo-no-setor-eletrico\/","title":{"rendered":"Leil\u00e3o nesta quarta-feira define tamanho do rombo no setor el\u00e9trico"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Torres transmissoras de energia el\u00e9trica na regi\u00e3o de Tr\u00eas Lagoas, divisa de S\u00e3o Paulo com Mato Grosso do Sul\" alt=\"Torres transmissoras de energia el\u00e9trica na regi\u00e3o de Tr\u00eas Lagoas, divisa de S\u00e3o Paulo com Mato Grosso do Sul\" src=\"http:\/\/veja2.abrilm.com.br\/assets\/images\/2013\/1\/118859\/economia-usina-hidroeletrica-jupia-20130108-04-size-598.jpg\" width=\"598\" height=\"336\" data-original=\"http:\/\/veja2.abrilm.com.br\/assets\/images\/2013\/1\/118859\/economia-usina-hidroeletrica-jupia-20130108-04-size-598.jpg\" \/><\/p>\n<p>Torres transmissoras de energia el\u00e9trica na regi\u00e3o de Tr\u00eas Lagoas, divisa de S\u00e3o Paulo com Mato Grosso do Sul(Reinaldo Canato)<\/p>\n<p>Quase 20 meses ap\u00f3s o an\u00fancio em rede nacional pela presidente Dilma Rousseff de que as tarifas de energia no pa\u00eds cairiam para um novo patamar estrutural, consumidores e empresas de distribui\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o conseguem saber ao certo o que vai acontecer com as contas de luz no ano que vem. A mudan\u00e7a de regras imposta pelo governo naquela ocasi\u00e3o, associada \u00e0 estiagem dos \u00faltimos dois anos, j\u00e1 derrubou boa parte do desconto e as incertezas se acumulam para 2015.<\/p>\n<p>&#8220;As coisas ainda est\u00e3o bastante indefinidas para o setor, porque h\u00e1 uma s\u00e9rie de vari\u00e1veis que podem mudar completamente o panorama financeiro das empresas de distribui\u00e7\u00e3o nos pr\u00f3ximos meses&#8221;, diz o presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Distribuidores de Energia El\u00e9trica (Abradee), Nelson Leite. O principal componente na equa\u00e7\u00e3o\u00a0\u00e9 o leil\u00e3o emergencial que acontece na pr\u00f3xima quarta-feira,\u00a0dia 30. Ele definir\u00e1 se as distribuidoras ter\u00e3o energia suficiente para fornecer a empresas e consumidores resid\u00eanciais, ou se ter\u00e3o de continuar adquirindo megawatts no mercado livre, a um pre\u00e7o sujeito a flutua\u00e7\u00f5es e, em geral, alto.\u00a0<!--more--><\/p>\n<p><b>Aporte \u2014\u00a0<\/b>Para lidar com o rombo da distribui\u00e7\u00e3o em 2014, o governo come\u00e7ou o ano socorrendo o setor com\u00a01,2 bilh\u00e3o de reais, que cobriram parte\u00a0do custo de janeiro com a compra de energia no mercado \u00e0 vista. Diante do tamanho do problema, a equipe econ\u00f4mica mudou de estrat\u00e9gia e articulou um empr\u00e9stimo de R$ 11,2 bilh\u00f5es com um grupo formado por dez bancos.<\/p>\n<p>&#8220;Mas esses R$ 11,2 bilh\u00f5es s\u00e3o um ponto de partida&#8221;, diz Leite. Se o leil\u00e3o emergencial n\u00e3o puser um fim \u00e0 necessidade das distribuidoras de buscar energia no mercado livre, novos aportes poder\u00e3o ser necess\u00e1rios. Ou seja, se os 3.300 megawatts (MW) m\u00e9dios de que o setor necessita n\u00e3o forem contratados na quarta-feira, essa conta poder\u00e1 ficar ainda maior.<\/p>\n<p>&#8220;E ainda dependemos das chuvas para saber\u00a0quanto de t\u00e9rmicas ser\u00e3o usadas at\u00e9 o fim do ano&#8221;, acrescenta o presidente da Abradee.<\/p>\n<p>Pela &#8220;regra de ouro&#8221; do setor, cada bilh\u00e3o de reais desembolsado para cobrir o gasto com t\u00e9rmicas e a compra de energia mais cara no mercado \u00e0 vista representa um aumento de um ponto porcentual nos reajustes anuais das tarifas. A parte j\u00e1 paga pelo Tesouro ser\u00e1 cobrada dos consumidores em algum momento dos pr\u00f3ximos cinco anos, enquanto o empr\u00e9stimo com os bancos ser\u00e1 repassado j\u00e1 a partir de 2015.<\/p>\n<p>&#8220;Embora envolva uma f\u00f3rmula complexa e bastante t\u00e9cnica, a metodologia de c\u00e1lculo dos reajustes anuais pela Aneel sempre foi clara e devidamente justificada. Mas as medidas que o governo tem tomado nos \u00faltimos dois anos colocaram componentes imprevis\u00edveis nessa conta&#8221;, diz a advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Mariana Alves Tornero.<\/p>\n<p><b>Transpar\u00eancia \u2014\u00a0<\/b>Para Mariana, falta transpar\u00eancia nas decis\u00f5es tomadas pelas autoridades. &#8220;O governo est\u00e1 dando um f\u00f4lego para os consumidores em um ano eleitoral, mas essa conta ter\u00e1 de ser paga l\u00e1 na frente. H\u00e1 a impress\u00e3o de que foi dado um desconto que rapidamente seria revertido se o pre\u00e7o real da energia j\u00e1 estivesse sendo pago. O ideal \u00e9 sempre se pagar o justo pela luz, em vez de se receber uma conta maior nos pr\u00f3ximos anos&#8221;, completa.<\/p>\n<p>Se os aportes de recursos nas distribuidoras acarretam uma fatura salgada para os consumidores a partir do pr\u00f3ximo ano, o governo aposta que o vencimento de contratos antigos de gera\u00e7\u00e3o possa compensar parte dos reajustes nas tarifas a partir de janeiro. Mas nem as autoridades do setor nem as empresas sabem ao certo o quanto o pre\u00e7o dessa energia cair\u00e1 depois que essas concess\u00f5es de gera\u00e7\u00e3o forem novamente leiloadas. As d\u00favidas para 2015 est\u00e3o nos dois lados da balan\u00e7a da conta de luz.<\/p>\n<p><em>(Com Estad\u00e3o Conte\u00fado\/Veja)\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Torres transmissoras de energia el\u00e9trica na regi\u00e3o de Tr\u00eas Lagoas, divisa de S\u00e3o Paulo com Mato Grosso do Sul(Reinaldo Canato) Quase 20 meses ap\u00f3s o an\u00fancio em rede nacional pela presidente Dilma Rousseff de que as tarifas de energia no pa\u00eds cairiam para um novo patamar estrutural, consumidores e empresas de distribui\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o conseguem saber ao certo o que vai acontecer com as contas de luz no ano que vem. 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