{"id":58347,"date":"2014-04-21T08:32:24","date_gmt":"2014-04-21T11:32:24","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=58347"},"modified":"2014-04-21T08:32:24","modified_gmt":"2014-04-21T11:32:24","slug":"bahia-lidera-numero-de-beneficiarios-do-bolsa-familia-no-pais-segundo-dados-do-mds","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2014\/04\/21\/bahia-lidera-numero-de-beneficiarios-do-bolsa-familia-no-pais-segundo-dados-do-mds\/","title":{"rendered":"Bahia lidera n\u00famero de benefici\u00e1rios do Bolsa Fam\u00edlia no pa\u00eds, segundo dados do MDS"},"content":{"rendered":"<h6>CORREIO<\/h6>\n<p><strong>S\u00e3o Paulo, Pernambuco, Cear\u00e1, Minas Gerais e Maranh\u00e3o s\u00e3o os estados que seguem a Bahia no ranking dos mais beneficiados.<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/i.imgur.com\/kPcPlqO.jpg\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/i.imgur.com\/kPcPlqO.jpg\" width=\"320\" \/><\/a><\/p>\n<p>Principal programa de transfer\u00eancia de renda do governo federal, o Bolsa Fam\u00edlia est\u00e1 perto do seu limite e n\u00e3o tende a crescer no curto prazo na Bahia \u2013 que hoje concentra o maior estado em n\u00famero de beneficiados \u2013 e nos demais estados do Brasil. A informa\u00e7\u00e3o \u00e9 do secret\u00e1rio nacional de Renda e Cidadania do Minist\u00e9rio de Desenvolvimento Social e Combate \u00e0 Fome (MDS), Luis Henrique Paiva.<\/p>\n<p>\u201cA tend\u00eancia agora \u00e9 haver estabilidade no n\u00famero de benefici\u00e1rios. N\u00e3o quer dizer que n\u00e3o possa crescer ou diminuir um pouco, mas no curto prazo esse n\u00famero deve ficar nessa casa dos atuais aproximadamente de 14 milh\u00f5es no pa\u00eds\u201d, afirmou o secret\u00e1rio em entrevista ao CORREIO ap\u00f3s participa\u00e7\u00e3o no EXAME F\u00f3rum Nordeste 2014, realizado esta semana no Hotel Fiesta.<!--more--><\/p>\n<p>Segundo Paiva, na Bahia, o programa tamb\u00e9m n\u00e3o deve crescer muito nos pr\u00f3ximos anos. \u201cNa Bahia, essa estabilidade tamb\u00e9m tende a ocorrer\u201d, afirmou. O estado recebe, anualmente, um montante superior aos R$ 3 bilh\u00f5es no programa.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/i.imgur.com\/Yftzs7i.jpg\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/i.imgur.com\/Yftzs7i.jpg\" width=\"480\" \/><\/a><\/p>\n<p>\u201cA Bahia \u00e9 um estado que tem \u00edndices de pobreza acima da m\u00e9dia nacional e \u00e9 bastante grande em termos de popula\u00e7\u00e3o. Por isso, acaba sendo o que tem o maior n\u00famero de benefici\u00e1rios e, com isso, recebe um n\u00famero grande de transfer\u00eancias\u201d, explicou o secret\u00e1rio. S\u00e3o Paulo, Pernambuco, Cear\u00e1, Minas Gerais e Maranh\u00e3o s\u00e3o os estados que seguem a Bahia no ranking dos mais beneficiados. Por serem pouco populosos, Amap\u00e1 e Roraima s\u00e3o os estados que menos recebem recursos do Bolsa Fam\u00edlia (veja mais detalhes no mapa da reportagem).<\/p>\n<p>Segundo Paiva, o programa hoje j\u00e1 est\u00e1 pr\u00f3ximo do seu limite pois \u201ca maioria das fam\u00edlias que deveriam receber j\u00e1 est\u00e1 recebendo ou receber\u00e1 no futuro muito em breve\u201d. Com isso, as varia\u00e7\u00f5es de valores transferidos tamb\u00e9m n\u00e3o devem variar muito, limitando-se a eventuais ajustes inflacion\u00e1rios.<\/p>\n<p>Desafios<\/p>\n<p>Durante debate realizado no Hotel Fiesta, Paiva considerou que um dos desafios do programa, a partir de agora, \u00e9 melhorar a inser\u00e7\u00e3o dos benefici\u00e1rios do Bolsa Fam\u00edlia no mercado de trabalho, em parceria com outras iniciativas do governo. \u201cSegundo nossas pesquisas, hoje esses benefici\u00e1rios t\u00eam sido inseridos no mercado de trabalho, mas ainda de forma prec\u00e1ria, permanecendo, em m\u00e9dia, por 11 meses no emprego\u201d, disse Paiva.<\/p>\n<p>Ele considerou, no entanto, que n\u00e3o \u00e9 necessariamente papel do programa de transfer\u00eancia de renda fazer essa inser\u00e7\u00e3o. \u201cH\u00e1 um conjunto de iniciativas feitas pelo governo federal que n\u00e3o s\u00e3o necessariamente organizadas pelo Bolsa Fam\u00edlia que visam a essa inser\u00e7\u00e3o, como o Pronatec, por exemplo, e outras iniciativas voltadas para a \u00e1rea rural e regi\u00f5es de semi\u00e1rido\u201d, argumenta.<\/p>\n<p>Apesar de admitir a exist\u00eancia de novos desafios para o programa, Paiva afirma que n\u00e3o haver\u00e1 mudan\u00e7as na estrat\u00e9gia do programa at\u00e9 o final do atual mandato, que termina em dezembro deste ano. \u201cO programa vem sendo modificado ao longo dos \u00faltimos anos, mas novas mudan\u00e7as agora s\u00f3 caber\u00e3o ao pr\u00f3ximo governo. O Bolsa Fam\u00edlia continuar\u00e1 um modelo de rede de prote\u00e7\u00e3o social voltado para fam\u00edlias pobres, especialmente para crian\u00e7as. Isso tende a continuar, por mais que mudan\u00e7as sejam produzidas\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>A associa\u00e7\u00e3o \u00e0 perman\u00eancia de crian\u00e7as pertencentes \u00e0s fam\u00edlias benefici\u00e1rias nas escolas e iniciativas relacionadas \u00e0 inser\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho est\u00e3o entre as mudan\u00e7as ocorridas ao longo da exist\u00eancia do programa, iniciado em 2003, no primeiro mandato do ex-presidente Lula. Ele n\u00e3o revelou, por\u00e9m, as estrat\u00e9gias pensadas caso a presidente Dilma Rousseff seja reeleita para mais quatro anos de gest\u00e3o. \u201cOutras adapta\u00e7\u00f5es devem ser pensadas a partir de 2015\u201d, limitou-se a dizer.<\/p>\n<p><strong>Cr\u00edticas<\/strong><\/p>\n<p>Durante o debate no f\u00f3rum, o programa recebeu elogios e cr\u00edticas por parte dos palestrantes. O presidente da consultoria Datam\u00e9trica, Alexandre Rands, afirmou que o programa \u201ccumpriu seu papel inicial\u201d ao reduzir a fome e possibilitar a inclus\u00e3o social. No entanto, ele apontou a exclus\u00e3o de parte da popula\u00e7\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de mis\u00e9ria. \u201cO programa abarca muitas fam\u00edlias em situa\u00e7\u00e3o de pobreza, mas deixa de fora o extremamente pobre, que \u00e9 aquele que n\u00e3o tem teto e mora na rua. \u00c9 preciso adaptar o programa para alcan\u00e7ar essa popula\u00e7\u00e3o\u201d, sugeriu.<\/p>\n<p>Por sua vez, o professor do Departamento de Sociologia e Pol\u00edtica da PUC-RJ e diretor do Centro Internacional Celso Furtado de Pol\u00edticas para o Desenvolvimento, Ricardo Ismael, apontou para a necessidade de integrar mais o programa \u00e0 melhoria da educa\u00e7\u00e3o. \u201cAgora, o programa j\u00e1 alcan\u00e7ou quase todo mundo que devia. Mas n\u00e3o adianta obrigar os jovens a ficar em uma escola que n\u00e3o tenha qualidade. \u00c9 chegada a hora de pensar em como melhorar a escola e agir logo. Isso n\u00e3o foi alcan\u00e7ado ainda, e a educa\u00e7\u00e3o \u00e9 a verdadeira base para a real inclus\u00e3o\u201d, argumenta.<\/p>\n<p>O Bolsa Fam\u00edlia \u00e9 um programa de transfer\u00eancia direta de renda que integra o Plano Brasil Sem Mis\u00e9ria, com foco de atua\u00e7\u00e3o nos brasileiros com renda familiar per capita inferior a R$ 70 mensais. Com as mudan\u00e7as realizadas nos \u00faltimos anos, o programa tamb\u00e9m se baseia hoje na garantia de renda, inclus\u00e3o produtiva e acesso aos servi\u00e7os p\u00fablicos. O valor repassado depende do tamanho da fam\u00edlia, da idade dos seus membros e da sua renda. H\u00e1 benef\u00edcios espec\u00edficos para fam\u00edlias com crian\u00e7as, jovens at\u00e9 17 anos, gestantes e m\u00e3es que amamentam. O total gasto com o programa corresponde hoje a aproximadamente 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, segundo o MDS.<\/p>\n<p><strong>Bahia precisa de R$ 5,4 milh\u00f5es para Educa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>O coordenador geral da Campanha Nacional pelo Direito \u00e0 Educa\u00e7\u00e3o, Daniel Cara, que tamb\u00e9m participou do EXAME F\u00f3rum Nordeste 2014, destacou que, no Nordeste, a Bahia \u00e9 o estado que mais precisa de recursos para atingir o padr\u00e3o m\u00ednimo de qualidade do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o, o chamado Custo Aluno Qualidade Inicial (CAQi). \u201cA Bahia, para atingir o padr\u00e3o m\u00ednimo de qualidade, precisa de R$ 5,4 bilh\u00f5es. No Nordeste, \u00e9 o estado que mais precisa\u201d, destacou Cara. Segundo ele, isso \u00e9 explicado, em parte, pelas dimens\u00f5es do estado. \u201cClaro que tem que levar em considera\u00e7\u00e3o que \u00e9 o estado que tem mais matr\u00edculas e popula\u00e7\u00e3o maior\u201d, ponderou. No entanto, ele n\u00e3o poupou cr\u00edticas \u00e0 educa\u00e7\u00e3o no estado.<\/p>\n<p>\u201cApesar dos investimentos alegados pelo governo do estado em redu\u00e7\u00e3o do analfabetismo, a Bahia reflete um peso enorme no Brasil em termos de n\u00fameros de analfabetos e dificuldades de aprendizagem\u201d, disse. \u201c\u00c9 um estado que tem ainda muitos desafios e, para conseguir dar o passo al\u00e9m, precisa da complementa\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o\u201d, disse.<\/p>\n<p>Segundo ele, apesar da proximidade pol\u00edtica entre o governo da Bahia e o governo federal, a l\u00f3gica de repasses que prevalece, a dos programas que servem como marcas pol\u00edticas, acaba prejudicando os repasses. \u201cO governo federal nunca quer participar da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, porque transferindo recursos diretamente perde poder pol\u00edtico. N\u00e3o h\u00e1 v\u00ednculo partid\u00e1rio que supere essa l\u00f3gica\u201d, criticou. Ele tamb\u00e9m defendeu que 10% do PIB brasileiro sejam destinados \u00e0 educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CORREIO S\u00e3o Paulo, Pernambuco, Cear\u00e1, Minas Gerais e Maranh\u00e3o s\u00e3o os estados que seguem a Bahia no ranking dos mais beneficiados. Principal programa de transfer\u00eancia de renda do governo federal, o Bolsa Fam\u00edlia est\u00e1 perto do seu limite e n\u00e3o tende a crescer no curto prazo na Bahia \u2013 que hoje concentra o maior estado em n\u00famero de beneficiados \u2013 e nos demais estados do Brasil. A informa\u00e7\u00e3o \u00e9 do secret\u00e1rio nacional de Renda e Cidadania do Minist\u00e9rio de Desenvolvimento Social e Combate \u00e0 Fome (MDS), Luis Henrique Paiva. \u201cA tend\u00eancia agora \u00e9 haver estabilidade no n\u00famero de benefici\u00e1rios. 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