{"id":58055,"date":"2014-04-09T20:37:14","date_gmt":"2014-04-09T23:37:14","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=58055"},"modified":"2014-04-09T20:37:14","modified_gmt":"2014-04-09T23:37:14","slug":"tcu-pede-explicacao-a-graca-foster-e-sergio-gabrielli-sobre-atraso-em-obra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2014\/04\/09\/tcu-pede-explicacao-a-graca-foster-e-sergio-gabrielli-sobre-atraso-em-obra\/","title":{"rendered":"TCU pede explica\u00e7\u00e3o a Gra\u00e7a Foster e S\u00e9rgio Gabrielli sobre atraso em obra"},"content":{"rendered":"<p>O Tribunal de Contas da Uni\u00e3o (TCU) aprovou nesta quarta-feira (9) determina\u00e7\u00e3o para que a atual presidente da\u00a0<a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/topico\/petrobras\/\">Petrobras<\/a>, Maria das Gra\u00e7as Foster, e seu antecessor, Jos\u00e9 S\u00e9rgio Gabrielli, deem explica\u00e7\u00f5es sobre a assinatura e manuten\u00e7\u00e3o de um contrato para obra dentro do Complexo Petroqu\u00edmico do Rio de Janeiro (Comperj), cujo atraso pode acarretar \u00e0 estatal preju\u00edzo mensal estimado em R$ 213 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>A determina\u00e7\u00e3o foi aprovada dentro do processo que apura atrasos na constru\u00e7\u00e3o das tubovias, como s\u00e3o chamadas as redes de dutos que ligam v\u00e1rias unidades do Comperj, considerada uma das principais obras do complexo. A relatora do processo, ministra Ana Arraes, acusou em seu voto a dire\u00e7\u00e3o da Petrobras de \u201cconduta omissiva\u201d ao deixar de agir para evitar os atrasos e por n\u00e3o rescindir o contrato com a empresa que era respons\u00e1vel pela obra.<!--more--><\/p>\n<div>saiba mais<\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/rio-de-janeiro\/noticia\/2014\/03\/funcionarios-do-comperj-fazem-nova-manifestacao-em-itaborai-rj.html\">Funcion\u00e1rios do Comperj fazem nova manifesta\u00e7\u00e3o em Itabora\u00ed<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/economia\/negocios\/noticia\/2014\/04\/entenda-denuncias-envolvendo-petrobras.html\">Entenda as den\u00fancias envolvendo a Petrobras<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<p>O pedido de audi\u00eancia de Gra\u00e7a Foster gerou discuss\u00e3o entre os ministros do TCU durante o debate do processo. O ministro Benjamin Zymler discordou da medida alegando que ela \u201cfoge da jurisprud\u00eancia\u201d do tribunal. Disse ainda que a relatora exigia da presidente da Petrobras \u201cum tipo de vigil\u00e2ncia contratual para al\u00e9m dos limites da compet\u00eancia de diretores de grandes empresas.\u201d<\/p>\n<p>A ministra Ana Arraes \u00e9 m\u00e3e do ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), poss\u00edvel candidato \u00e0 Presid\u00eancia da Rep\u00fablica nas elei\u00e7\u00f5es deste ano.<\/p>\n<p>Ao final, foi aprovada por 4 votos a 3 a determina\u00e7\u00e3o para que Gra\u00e7a Foster, al\u00e9m de diretores e outros funcion\u00e1rios respons\u00e1veis pelo contrato de constru\u00e7\u00e3o das tubovias, prestem esclarecimentos. Al\u00e9m disso, foi inclu\u00eddo o nome do ex-presidente da estatal, Jos\u00e9 S\u00e9rgio Gabrielli. Eles t\u00eam 15 dias para encaminhar as respostas &#8211; n\u00e3o ser\u00e3o ouvidos pessoalmente.<\/p>\n<p><strong>Obras atrasadas<\/strong><br \/>\nO processo julgado nesta quarta \u00e9 sobre uma fiscaliza\u00e7\u00e3o feita por t\u00e9cnicos do TCU para verificar se o cronograma da constru\u00e7\u00e3o das tubovias estava de acordo com previsto para permitir a entrada em opera\u00e7\u00e3o da unidade de refino. A fiscaliza\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, constatou atraso equivalente a um ano, entre o previsto e o realizado pela empresa contratada \u00e0 \u00e9poca, a MPE Montagens e Projetos Especiais SA.<\/p>\n<p>Em novembro de 2013, de acordo com o TCU, 27% das obras das\u00a0 tubovias tinham sido conclu\u00eddas, bem abaixo dos 72% previstos no cronograma. O valor inicial do contrato com a MPE era de R$ 731,8 milh\u00f5es. No final do ano passado, por\u00e9m, a empresa deixou as obras, que foram transferidas a um cons\u00f3rcio liderado pela Andrade Gutierrez.<\/p>\n<p>De acordo com o tribunal, o atraso na constru\u00e7\u00e3o das tubovias pode levar ao adiamento do in\u00edcio de opera\u00e7\u00e3o da primeira unidade de refino do Comperj, planejado para acontecer em agosto de 2016. Se o atraso se confirmar, o TCU estima que a estatal vai ter preju\u00edzo de R$ 213 milh\u00f5es ao m\u00eas \u201cdecorrente do resultado operacional do Comperj na balan\u00e7a comercial de petr\u00f3leo e derivados.\u201d<\/p>\n<p>Ana Arraes afirma que houve \u201cleni\u00eancia e complac\u00eancia da estatal frente \u00e0 contratada\u201d, ou seja, a empresa MPE. Acusa ainda a Petrobras de \u201cletargia para ado\u00e7\u00e3o de provid\u00eancias em prol da companhia\u201d, para evitar atraso nas obras das tubovias e os preju\u00edzos que podem vir dele.<\/p>\n<p>\u201cAssim, faz-se necess\u00e1ria a realiza\u00e7\u00e3o de audi\u00eancia pr\u00e9via dos gestores diretamente ligados ao projeto, da presidente da Petrobras e do diretor da \u00e1rea que acompanhava o empreendimento, por omiss\u00e3o na defesa dos interesses da estatal e aus\u00eancia de a\u00e7\u00f5es efetivas com vistas a evitar o aumento dos atrasos j\u00e1 verificados nas obras das tubovias do Comperj\u201d, diz o voto apresentado por Ana Arraes.<\/p>\n<p>Fonte: G1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Tribunal de Contas da Uni\u00e3o (TCU) aprovou nesta quarta-feira (9) determina\u00e7\u00e3o para que a atual presidente da\u00a0Petrobras, Maria das Gra\u00e7as Foster, e seu antecessor, Jos\u00e9 S\u00e9rgio Gabrielli, deem explica\u00e7\u00f5es sobre a assinatura e manuten\u00e7\u00e3o de um contrato para obra dentro do Complexo Petroqu\u00edmico do Rio de Janeiro (Comperj), cujo atraso pode acarretar \u00e0 estatal preju\u00edzo mensal estimado em R$ 213 milh\u00f5es. A determina\u00e7\u00e3o foi aprovada dentro do processo que apura atrasos na constru\u00e7\u00e3o das tubovias, como s\u00e3o chamadas as redes de dutos que ligam v\u00e1rias unidades do Comperj, considerada uma das principais obras do complexo. 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