{"id":57918,"date":"2014-04-06T15:44:52","date_gmt":"2014-04-06T18:44:52","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=57918"},"modified":"2014-04-06T15:44:52","modified_gmt":"2014-04-06T18:44:52","slug":"sob-a-sombra-da-repressao-ruanda-se-reconstroi-20-anos-apos-genocidio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2014\/04\/06\/sob-a-sombra-da-repressao-ruanda-se-reconstroi-20-anos-apos-genocidio\/","title":{"rendered":"Sob a sombra da repress\u00e3o, Ruanda se reconstr\u00f3i 20 anos ap\u00f3s genoc\u00eddio"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<div>\n<div>\n<p><em><strong>Giovana Sanchez\u00a0<\/strong>\u00a0G1, em S\u00e3o Paulo<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div id=\"fb-root\"><\/div>\n<\/div>\n<div id=\"materia-letra\">\n<div>\n<div><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Fevereiro de 2004 - Cr\u00e2nios de v\u00edtimas do genoc\u00eddio s\u00e3o expostos no memorial da igreja de Ntarama, em Ruanda (Foto: Gianluigi Guercia\/AFP)\" alt=\"Fevereiro de 2004 - Cr\u00e2nios de v\u00edtimas do genoc\u00eddio s\u00e3o expostos no memorial da igreja de Ntarama, em Ruanda (Foto: Gianluigi Guercia\/AFP)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/K-IqA1nZ28VOvhChYFkg3YctFfM=\/620x465\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2014\/04\/02\/skulls.jpg\" width=\"620\" height=\"465\" \/><\/div>\n<div>Fevereiro de 2004 &#8211; Cr\u00e2nios de v\u00edtimas do genoc\u00eddio s\u00e3o expostos no memorial da igreja de Ntarama, em Ruanda (Foto: Gianluigi Guercia\/AFP)<\/div>\n<p>Era 1994, o Brasil chorava a morte de Ayrton Senna, a \u00c1frica do Sul elegia seu primeiro presidente negro no p\u00f3s-apartheid, o Reino Unido e a Fran\u00e7a inauguravam o Eurot\u00fanel e a Otan fazia o primeiro ataque contra avi\u00f5es s\u00e9rvios durante a guerra da B\u00f3snia. No mesmo ano, em 100 dias, de abril a junho, 800 mil pessoas morriam assassinadas em\u00a0<a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/topico\/ruanda\/\">Ruanda<\/a>. O genoc\u00eddio, termo adotado ap\u00f3s muito debate nos comit\u00eas da ONU, foi um dos epis\u00f3dios mais sangrentos da segunda metade do s\u00e9culo XX, e afetou quase um ter\u00e7o da popula\u00e7\u00e3o do pequeno pa\u00eds do centro da \u00c1frica.<!--more--><\/p>\n<div>saiba mais<\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/mundo\/fotos\/2014\/04\/veja-imagens-historicas-do-massacre-de-ruanda.html\">Veja imagens hist\u00f3ricas do genoc\u00eddio<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/mundo\/noticia\/2014\/04\/entenda-por-que-o-mundo-nao-impediu-o-genocidio-de-ruanda.html\">Saiba por que o mundo fechou os olhos para o genoc\u00eddio de Ruanda<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<div><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"mapa de ruanda (Foto: Arte\/G1)\" alt=\"mapa de ruanda (Foto: Arte\/G1)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/g8CpJgPdU1CWOLrpNjHIK4SW8dc=\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2014\/04\/04\/ruanda-mapa.jpg\" width=\"300\" height=\"474\" \/><\/div>\n<p>A matan\u00e7a de tutsis, etnia minorit\u00e1ria de Ruanda, come\u00e7ou a ser organizada poucos anos antes pelo governo de maioria hutu. O estopim foi a morte do presidente Juvenal Habyarimana, que teve seu avi\u00e3o alvejado, num crime at\u00e9 hoje n\u00e3o resolvido. Sem o presidente, os radicais do governo se apropriaram da administra\u00e7\u00e3o e eliminaram opositores. A extin\u00e7\u00e3o tutsi virou pol\u00edtica de Estado, campanha promovida com incentivos e amea\u00e7as e enfatizada em discursos na r\u00e1dio e na TV. &#8220;Basicamente, o genoc\u00eddio foi causado por um desejo de elites em manter o poder e uma popula\u00e7\u00e3o aberta \u00e0 manipula\u00e7\u00e3o por causa da pobreza cr\u00f4nica&#8221;, explicou ao\u00a0<strong>G1\u00a0<\/strong>Nigel Eltringham, professor de antropologia da Universidade de Sussex, no Reino Unido.<\/p>\n<p>O genoc\u00eddio n\u00e3o apenas matou entre 800 mil e 1 milh\u00e3o de pessoas (nas estat\u00edsticas do governo), como acabou com toda a j\u00e1 prec\u00e1ria estrutura do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Vinte anos depois, no entanto, Ruanda exibe estat\u00edsticas surpreendentes: redu\u00e7\u00e3o da pobreza de 59% em 2001 para 44,9% em 2011, um crescimento econ\u00f4mico de 8% ao ano, PIB per capita de US$ 1,5 mil (contra US$ 575 em 1995), 95% de taxa de matr\u00edcula no ensino prim\u00e1rio e taxa de alfabetiza\u00e7\u00e3o de 71%. Segundo o relat\u00f3rio &#8216;Fazendo Neg\u00f3cio&#8217; do Banco Mundial de 2013, o pa\u00eds aparece em 52\u00ba dos 185 pa\u00edses mais f\u00e1ceis para fazer neg\u00f3cio e em 8\u00ba no ranking de melhores na\u00e7\u00f5es para se come\u00e7ar um neg\u00f3cio.<\/p>\n<p>Todos esses \u00f3timos indicadores foram conquistados com pouca liberdade de express\u00e3o e repress\u00e3o pol\u00edtica do atual governo. Outra cr\u00edtica \u00e9 a falta de julgamento de crimes cometidos pela guerrilha tutsi que terminou com o genoc\u00eddio. Organiza\u00e7\u00f5es internacionais tamb\u00e9m apontam o envolvimento da atual administra\u00e7\u00e3o no conflito da vizinha Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo.<\/p>\n<p>Apesar de viver sob um governo quase autocr\u00e1tico, os ruandeses devem ver, em pouco tempo, seu pa\u00eds ficar independente da ajuda internacional &#8211; respons\u00e1vel por 86% do or\u00e7amento do pa\u00eds em 2001, hoje o envio estrangeiro chega a 40%. O dinheiro das doa\u00e7\u00f5es foi a base para a reconstru\u00e7\u00e3o do pa\u00eds. Um mundo envergonhado pela omiss\u00e3o e falta de atitude deu boas gorjetas \u00e0 na\u00e7\u00e3o devastada. Assim que o genoc\u00eddio acabou e que as cifras de mortos foram estampadas, as pot\u00eancias tentaram compensar seu sil\u00eancio com uma boa verba para reconstru\u00e7\u00e3o. Mas a verdade \u00e9 que a ina\u00e7\u00e3o da comunidade internacional fez com que Ruanda ficasse marcada como um vergonhoso exemplo de indiferen\u00e7a e abandono das pot\u00eancias mundiais.<\/p>\n<p>Poucos dias depois do in\u00edcio da matan\u00e7a, uma tropa bem treinada de franceses, belgas e italianos correu para retirar os estrangeiros do pa\u00eds. Enquanto Ruanda recolhia corpos nas ruas, o mundo debatia na ONU se a palavra genoc\u00eddio era mesmo a mais apropriada para classificar a situa\u00e7\u00e3o &#8211; e retirava tropas de paz.<\/p>\n<p>Em maio, um m\u00eas depois do estopim do massacre, os ruandeses estavam sozinhos em seu campo de luta. O registro do massacre foi feito em sua maioria pelas organiza\u00e7\u00f5es humanit\u00e1rias, que trabalhavam na regi\u00e3o j\u00e1 antes do genoc\u00eddio &#8211; e alertaram exaustivamente para a trag\u00e9dia que se anunciava diante dos seus olhos. &#8220;O fracasso das pot\u00eancias foi muito chocante e vergonhoso. E quando come\u00e7ou o massacre, todos viam e sabiam. N\u00e3o foi s\u00f3 que n\u00e3o houve resposta, mas a ONU tirou muitas das tropas no meio do genoc\u00eddio&#8221;, contou em entrevista ao\u00a0<strong>G1<\/strong>\u00a0Carina Tertsakian, pesquisadora s\u00eanior da organiza\u00e7\u00e3o Human Rights Watch.<\/p>\n<p><strong>Antes, todos eram um<\/strong><br \/>\nO \u00f3dio sect\u00e1rio n\u00e3o \u00e9 um evento centen\u00e1rio em Ruanda. Pelo contr\u00e1rio. Antigamente, tutsis e hutus eram o mesmo povo, que dividia a mesma terra, acreditava nos mesmos deuses e falava a mesma l\u00edngua kinyarwanda &#8211; mantida como uma das tr\u00eas oficiais do pa\u00eds atualmente.<\/p>\n<p>A divis\u00e3o come\u00e7ou a existir pela forma de contar a riqueza: tutsis eram criadores de gado, tinham poder pol\u00edtico e econ\u00f4mico, e hutus eram a maioria agricultora. Com a maioria se casava dentro do grupo social em que foi criado, come\u00e7ou a haver uma semelhan\u00e7a f\u00edsica entre os indiv\u00edduos de cada grupo. Essas diferen\u00e7as existiam de maneira sutil quando os europeus chegaram em Ruanda, na virada do s\u00e9culo XX e foram enfatizadas na coloniza\u00e7\u00e3o alem\u00e3 e belga. Para os colonizadores, os tutsis eram uma &#8220;ra\u00e7a superior&#8221; por j\u00e1 pertencerem a uma elite, terem tra\u00e7os finos, serem altos e mais magros. Os belgas passaram a exigir inclusive um cadastro de acordo com a etnia e uma carteira de identidade que informava o grupo do cidad\u00e3o.<\/p>\n<p>Tudo isso acirrou as diferen\u00e7as, e depois da independ\u00eancia do pa\u00eds, em 1959, os hutus derrubaram o rei tutsi, implantaram uma rep\u00fablica e expulsaram e mataram tutsis. Na d\u00e9cada de 1960, os tutsis exilados nos pa\u00edses vizinhos somavam 600 mil pessoas. Nos anos 1980, alguns se organizaram na Frente Patri\u00f3tica Ruandesa, um grupo paramilitar que depois p\u00f4s fim ao genoc\u00eddio.<\/p>\n<p><strong>Machetes e facas<\/strong><br \/>\nQuando o avi\u00e3o do presidente caiu matando ele e o l\u00edder do vizinho Burundi, os organizadores do genoc\u00eddio come\u00e7aram a p\u00f4r em pr\u00e1tica a elimina\u00e7\u00e3o de tutsis e de opositores \u00e0 ideia do genoc\u00eddio. &#8220;Matan\u00e7a era conhecida como &#8216;trabalho&#8217; e, machetes e armas de fogo eram descritos como &#8216;ferramentas'&#8221;, diz um relat\u00f3rio publicado pela ONG Human Rights Watch sobre o massacre. Segundo o texto, ao se apropriar das hierarquias militares e dos sistemas administrativos e pol\u00edticos, os l\u00edderes do genoc\u00eddio puderam exterminar os tutsis em uma &#8220;velocidade impressionante e inimagin\u00e1vel&#8221;.<\/p>\n<p>O governo interino teve ampla ajuda francesa para implantar seu massacre &#8211; a Fran\u00e7a inclusive ajudou a tirar do pa\u00eds membros da fam\u00edlia do presidente morto. Os funcion\u00e1rios do regime recebiam instru\u00e7\u00f5es para levar grupos de tutsis a locais de execu\u00e7\u00e3o, distribuir &#8220;ferramentas&#8221; para o &#8220;trabalho&#8221;, confiscar terras e organizar covas para os corpos. As mil\u00edcias que atacavam eram enviadas a diferentes partes do pa\u00eds.<\/p>\n<p>No final de abril, as autoridades anunciaram uma campanha de &#8220;pacifica\u00e7\u00e3o&#8221;, que na verdade nada mais era do que um grande controle sobre as mortes &#8211; e uma mudan\u00e7a na estrat\u00e9gia de matan\u00e7as em larga escala para pedir que os tutsis fossem trazidos para investiga\u00e7\u00e3o e mat\u00e1-los um a um.<\/p>\n<p>Na metade de maio, a \u00faltima fase do massacre foi posta em pr\u00e1tica, com a persegui\u00e7\u00e3o dos tutsis que sobreviveram. Milhares fugiram, gerando um enorme fluxo de refugiados nos pa\u00edses vizinhos. As mulheres eram geralmente estupradas e mutiladas antes de serem mortas.<\/p>\n<p>Com quase nenhuma ajuda internacional, a Frente Patri\u00f3tica Ruandesa (FPR) come\u00e7ou a ganhar batalhas a partir de maio. Antes de 1994, a guerrilha tutsi formada no ex\u00edlio j\u00e1 representava uma amea\u00e7a ao governo hutu, mas foi com a morte do presidente &#8211; crime geralmente atribu\u00eddo a eles &#8211; que o grupo avan\u00e7ou para a luta armada.<\/p>\n<p>No come\u00e7o de julho, a Frente tomou a capital e derrubou o governo. Um governo de uni\u00e3o foi criado. Em 2000, o atual presidente Paul Kagame, um ex-comandante da FPR, assumiu o poder.<\/p>\n<p><strong>Julgamentos fast-food<\/strong><br \/>\nAcabou o genoc\u00eddio e Ruanda estava devastada. &#8220;Quebrados em todos os sentidos da palavra. N\u00e3o havia nenhuma infraestrutura, nada funcionava. E as pessoas estavam devastadas, traumatizadas, feridas, n\u00e3o tinham esperan\u00e7a. Eles tiveram que fazer tudo. Come\u00e7aram com estabilidade e seguran\u00e7a. E isso significava ajudar as pessoas a ter confian\u00e7a nelas mesmas&#8221;, disse ao\u00a0<strong>G1<\/strong>Patricia Crisafulli, autora do livro &#8220;Ruanda Inc.&#8221;, que conta (de maneira muito otimista) a volta por cima que Ruanda deu.<\/p>\n<p>Uma das maiores dificuldades do novo governo era julgar quem cometeu os crimes. O enorme n\u00famero de acusados inviabilizava o procedimento nas cortes comuns &#8211; e superlotou as pris\u00f5es. Segundo a ONG Human Rights Watch, em 1998, o pa\u00eds tinha 130 mil prisioneiros, mas apenas 1.292 haviam sido julgados.<\/p>\n<p>Para superar isso, o governo decidiu espalhar tribunais informais por todo o pa\u00eds. As chamadas<em>gacaca<\/em>\u00a0&#8211; nome de um sistema tribal de resolu\u00e7\u00e3o de disputas &#8211; tinham como objetivo n\u00e3o apenas promover a justi\u00e7a dos milhares de casos de mortes, mas tamb\u00e9m fortalecer a reconcilia\u00e7\u00e3o e revelar a verdade sobre o genoc\u00eddio. Funcionava assim: os ju\u00edzes eram, geralmente, pessoas sem treinamento eleitas pelo povo que aprendiam a realizar um julgamento aberto com a comunidade local, que deveria falar abertamente sobre os casos.<\/p>\n<p>As gacacas come\u00e7aram em 2005 e julgaram quase 2 milh\u00f5es de casos at\u00e9 seu encerramento, em 2012. O legado foi de sentimentos contradit\u00f3rios: muitos tribunais resultaram em resultados injustos, as v\u00edtimas n\u00e3o receberam indeniza\u00e7\u00e3o do Estado e n\u00e3o se resolveu completamente a desconfian\u00e7a entre tutsis e hutus. Mas as gacacas tamb\u00e9m foram uma importante ferramenta que ajudou a Corte a analisar os milhares de casos, deu a oportunidade aos sobreviventes de saber o que aconteceu com seus parentes e ajudou alguns a conseguir continuar a vida de forma pac\u00edfica com os vizinhos hutus.<\/p>\n<p>Al\u00e9m das gacacas, ao menos 10 mil pessoas foram julgadas em tribunais comuns.<\/p>\n<p>Ter julgado seus criminosos &#8211; e alguns foram at\u00e9 a Cortes Criminais Internacionais &#8211; ajudou muito Ruanda a se reerguer. &#8220;O revanchismo tinha tudo para se instalar, mas os ruandeses n\u00e3o recorreram ao erro de continuar a se autodestru\u00edrem em nome da supremacia de uma &#8216;ra\u00e7a&#8217; cuja exist\u00eancia n\u00e3o \u00e9 real, e sim um conceito moldado para facilitar o controle dos colonizadores belgas&#8221;, disse a internacionalista brasileira Heliatrice Marques, que trabalhou como volunt\u00e1ria no pa\u00eds em 2012. &#8220;Hoje, o pa\u00eds vive um consider\u00e1vel crescimento econ\u00f4mico, goza de certa estabilidade pol\u00edtica e v\u00ea suas crian\u00e7as sobreviventes do genoc\u00eddio se tornando adultos capazes de tomar seu futuro em suas pr\u00f3prias m\u00e3os.&#8221;<\/p>\n<p>Fonte: G1<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Giovana Sanchez\u00a0\u00a0G1, em S\u00e3o Paulo Fevereiro de 2004 &#8211; Cr\u00e2nios de v\u00edtimas do genoc\u00eddio s\u00e3o expostos no memorial da igreja de Ntarama, em Ruanda (Foto: Gianluigi Guercia\/AFP) Era 1994, o Brasil chorava a morte de Ayrton Senna, a \u00c1frica do Sul elegia seu primeiro presidente negro no p\u00f3s-apartheid, o Reino Unido e a Fran\u00e7a inauguravam o Eurot\u00fanel e a Otan fazia o primeiro ataque contra avi\u00f5es s\u00e9rvios durante a guerra da B\u00f3snia. No mesmo ano, em 100 dias, de abril a junho, 800 mil pessoas morriam assassinadas em\u00a0Ruanda. 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