{"id":57885,"date":"2014-04-05T18:45:32","date_gmt":"2014-04-05T21:45:32","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=57885"},"modified":"2014-04-05T18:45:32","modified_gmt":"2014-04-05T21:45:32","slug":"artigo-a-favelizacao-das-universidades-estaduais-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2014\/04\/05\/artigo-a-favelizacao-das-universidades-estaduais-no-brasil\/","title":{"rendered":"Artigo: A \u2018faveliza\u00e7\u00e3o\u2019 das universidades estaduais no Brasil"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>Por *Professor Reginaldo de Souza Silva<\/strong><\/em><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.blogdorodrigoferraz.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/fotodrreginaldo3-150x150.jpg\" data-slb-group=\"18379\" data-slb-active=\"1\" data-slb-internal=\"0\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright\" alt=\"fotodrreginaldo3-150x150\" src=\"http:\/\/www.blogdorodrigoferraz.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/fotodrreginaldo3-150x150.jpg\" width=\"150\" height=\"150\" \/><\/a>Enquanto o governo ostenta um chamado \u201cmega\u201d investimento em institui\u00e7\u00f5es federais de ensino superior, contestado pelo ANDES \u2013 Sindicato Nacional, as universidades estaduais, em sua grande maioria, amargam o abandono daquele n\u00edvel da educa\u00e7\u00e3o que deveria ser, segundo a Constitui\u00e7\u00e3o Brasileira, de responsabilidade do governo federal.<\/p>\n<p>Com um d\u00e9ficit gigantesco o Brasil tenta se inserir no mundo globalizado, caminhando para ser a quinta economia mundial, amargando indicadores vergonhosos de educa\u00e7\u00e3o. Realidades absurdas e contrastantes podem ser verificadas neste imenso pa\u00eds, da primeira etapa da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica (ed. Infantil \u00e0 educa\u00e7\u00e3o superior). Falta de professores, m\u00e1 forma\u00e7\u00e3o, remunera\u00e7\u00e3o e condi\u00e7\u00f5es de trabalho; n\u00famero de funcion\u00e1rios e qualificados insuficientes, que lutam e amargam contra a inger\u00eancia politica com a \u201cvenda\/atribui\u00e7\u00e3o de cargos\u201d nas m\u00e3os de governadores, prefeitos, deputados e vereadores.<\/p>\n<p>O papel e a representa\u00e7\u00e3o das institui\u00e7\u00f5es estaduais est\u00e3o expressos na quantidade de universidades por estados\/regi\u00e3o: Sudeste 8 (SP 3, RJ 3, MG 2), Sul 9 (PR 7, RS 1, SC 1), Nordeste 12 (BA 4, CE 3, PE,PB,MA,PI,RN: 1), Centro Oeste 3 e, Norte 5 (AM, PA, RR, AP,TO). Segundo dados do Censo da Educa\u00e7\u00e3o Superior 2012, o total de alunos matriculados nas IES publicas e privadas era de 7.037.688; entre as p\u00fablicas, 1.087.413 (57.3%) nas federais e, 625.283 (42.7%) nas estaduais.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Com a pol\u00edtica acertada da inclus\u00e3o de todos os segmentos sociais na educa\u00e7\u00e3o superior alguns obst\u00e1culos precisam ser vencidos, entre eles: superar as defici\u00eancias de forma\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, a falta de livros, condi\u00e7\u00f5es de perman\u00eancia bolsas, moradias, restaurantes, etc.<\/p>\n<p>Os crit\u00e9rios produtivistas excluem ou impedem o sucesso daqueles que precisam trabalhar (a m\u00e9dia de evas\u00e3o vai de 1,3% a 38,37%); h\u00e1 a viola\u00e7\u00e3o constante da autonomia universit\u00e1ria apesar da elei\u00e7\u00e3o direta n\u00e3o ser o voto universal (segmentos com menor numero de representantes tem o mesmo peso de votos, funcion\u00e1rios, discentes, docentes).<\/p>\n<p>A merc\u00ea da indica\u00e7\u00e3o\/interfer\u00eancia dos governadores, o baixo repasse de recursos or\u00e7ament\u00e1rios impede a manuten\u00e7\u00e3o e\/ou mesmo a sobreviv\u00eancia e expans\u00e3o com qualidade das institui\u00e7\u00f5es estaduais. Com o discurso da expans\u00e3o das institui\u00e7\u00f5es federais os governos estaduais est\u00e3o abandonando ou deixando a m\u00edngua suas institui\u00e7\u00f5es de ensino superior.<\/p>\n<p>Em 2001, havia no Brasil, 3 milh\u00f5es de estudantes matriculados nas institui\u00e7\u00f5es publicas e privadas, em 2010, eram 5,37 milh\u00f5es, 14,7% nas modalidade \u00e0 distancia (censo universit\u00e1rio do MEC). O plano Nacional de Educa\u00e7\u00e3o 2000-2010 tinha como meta atingir 33% da popula\u00e7\u00e3o de jovens entre 17 e 24 anos, atingiu 17,4% (censo da educa\u00e7\u00e3o superior de 2012). Do total de 7 milh\u00f5es de alunos matriculados em cursos de gradua\u00e7\u00e3o 73%, equivalentes a 5.140.312 milh\u00f5es estavam em institui\u00e7\u00f5es privadas.<\/p>\n<p>O exemplo da faveliza\u00e7\u00e3o das universidades estaduais tem seu exemplo maior na Universidade de S\u00e3o Paulo que construiu um campus em cima de um terreno onde funcionava um lix\u00e3o, gases t\u00f3xicos tem impedido por v\u00e1rias vezes seu funcionamento. Em outros estados ou se realiza o pagamento defasado dos sal\u00e1rios ou se investe em infraestrutura. Pseudos cr\u00edticos afirmam que as universidades s\u00e3o improdutivas e que apenas reproduzem conhecimentos.<\/p>\n<p>Na Bahia, como em outros estados a moda agora \u00e9 a COPA DO MUNDO, reitores fazem propaganda alardeando milhares de metros constru\u00eddos. O que se constata \u00e9 a falta de qualidade das constru\u00e7\u00f5es, desde os projetos arquitet\u00f4nicos que amargam com problemas de ac\u00fastica, vazamentos, trincas, exposi\u00e7\u00e3o demasiada ao sol, rachaduras, impossibilidade de mobilidade para pessoas com defici\u00eancia, arboriza\u00e7\u00e3o etc. Os puxadinhos est\u00e3o por todo lugar, n\u00e3o h\u00e1 um planejamento de longo prazo, uma est\u00e9tica. A inger\u00eancia dos \u00f3rg\u00e3os do governo do estado elevam o custo para tempo inimagin\u00e1veis de constru\u00e7\u00e3o. Se houvesse o exerc\u00edcio da autonomia universit\u00e1ria os valores seriam infinitamente menores assim como o tempo de conclus\u00e3o das obras.<\/p>\n<p>Com a falta de recursos suficientes para mobilidade nacional e internacional, para pesquisa, laborat\u00f3rios, cria\u00e7\u00e3o e expans\u00e3o\/qualifica\u00e7\u00e3o de novos cursos, diminui\u00e7\u00e3o das reprova\u00e7\u00f5es e evas\u00f5es etc., institucionalizamos a faveliza\u00e7\u00e3o das universidades estaduais no Brasil. Ser\u00e1 este o padr\u00e3o \u201cFIFA\u201d da educa\u00e7\u00e3o brasileira?<\/p>\n<p><b>*Prof. Dr. Reginaldo de Souza Silva, coordenador do NECA\/UESB, membro do F\u00f3rum Estadual de Educa\u00e7\u00e3o da Bahia. Email:\u00a0<a href=\"mailto:reginaldoprof@yahoo.com.br\" target=\"_blank\">reginaldoprof@yahoo.com.br<\/a><\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por *Professor Reginaldo de Souza Silva Enquanto o governo ostenta um chamado \u201cmega\u201d investimento em institui\u00e7\u00f5es federais de ensino superior, contestado pelo ANDES \u2013 Sindicato Nacional, as universidades estaduais, em sua grande maioria, amargam o abandono daquele n\u00edvel da educa\u00e7\u00e3o que deveria ser, segundo a Constitui\u00e7\u00e3o Brasileira, de responsabilidade do governo federal. Com um d\u00e9ficit gigantesco o Brasil tenta se inserir no mundo globalizado, caminhando para ser a quinta economia mundial, amargando indicadores vergonhosos de educa\u00e7\u00e3o. Realidades absurdas e contrastantes podem ser verificadas neste imenso pa\u00eds, da primeira etapa da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica (ed. Infantil \u00e0 educa\u00e7\u00e3o superior). 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