{"id":56706,"date":"2014-02-24T07:29:24","date_gmt":"2014-02-24T10:29:24","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=56706"},"modified":"2014-02-24T07:29:24","modified_gmt":"2014-02-24T10:29:24","slug":"brasil-consome-14-agrotoxicos-proibidos-no-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2014\/02\/24\/brasil-consome-14-agrotoxicos-proibidos-no-mundo\/","title":{"rendered":"Brasil consome 14 agrot\u00f3xicos proibidos no mundo"},"content":{"rendered":"<p id=\"noticia-olho\"><strong>Especialista indica que pelo menos 30% de 20 alimentos analisados n\u00e3o poderiam estar na mesa do brasileiro<\/strong><\/p>\n<div id=\"noticia\" itemprop=\"articleBody\">\n<p>Os indicadores que apontam o pujante agroneg\u00f3cio como a galinha dos ovos de ouro da economia n\u00e3o incluem um dado relevante para a sa\u00fade: o Brasil \u00e9 maior importador de agrot\u00f3xicos do planeta. Consome pelo menos 14 tipos de venenos proibidos no mundo, dos quais quatro, pelos riscos \u00e0 sa\u00fade humana, foram banidos no ano passado, embora pesquisadores suspeitem que ainda estejam em uso na agricultura.<\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/i0.statig.com.br\/bancodeimagens\/d9\/my\/kq\/d9mykq18ylvc6mv1b2q6o5si2.jpg\" \/><figcaption><cite>National Geographic<\/cite><\/p>\n<div>Foto mostra a diferen\u00e7a entre um solo cultivado organicamente (esquerda) e outro que recebeu a adi\u00e7\u00e3o de adubos qu\u00edmicos ou agrot\u00f3xicos<\/div>\n<\/figcaption><\/figure>\n<p>Em 2013 foram consumidos um bilh\u00e3o de litros de agrot\u00f3xicos no Pa\u00eds \u2013 uma cota per capita de 5 litros por habitante e movimento de cerca de R$ 8 bilh\u00f5es no ascendente mercado dos venenos.<!--more--><\/p>\n<p><strong>Assita:<\/strong>\u00a0<a href=\"http:\/\/tvig.ig.com.br\/noticias\/saude\/agrotoxicos-afetam-a-saude-de-12-milhoes-na-argentina-5266b7a11b24722186000128.html\">Agrot\u00f3xicos afetam a sa\u00fade de 12 milh\u00f5es na Argentina<\/a><\/p>\n<p>Dos agrot\u00f3xicos banidos, pelo menos um, o Endosulfan, prejudicial aos sistemas reprodutivo e end\u00f3crino, aparece em 44% das 62 amostras de leite materno analisadas por um grupo de pesquisadores da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT) no munic\u00edpio de Lucas do Rio Verde, cidade que vive o paradoxo de \u00edcone do agroneg\u00f3cio e campe\u00e3 nacional das contamina\u00e7\u00f5es por agrot\u00f3xicos. L\u00e1 se despeja anualmente, em m\u00e9dia, 136 litros de venenos por habitante.<\/p>\n<p>Na pesquisa coordenada pelo m\u00e9dico professor da UFMT Wanderlei Pignati, os agrot\u00f3xicos aparecem em todas as 62 amostras do leite materno de m\u00e3es que pariram entre 2007 e 2010, onde se destacam, al\u00e9m do Endosulfan, outros dois venenos ainda n\u00e3o banidos, o Deltametrina, com 37%, e o DDE, vers\u00e3o modificada do potente DDT, com 100% dos casos. Em Lucas do Rio Verde, aparecem ainda pelo menos outros tr\u00eas produtos banidos, o Paraquat, que provocou um surto de intoxica\u00e7\u00e3o aguda em crian\u00e7as e idosos na cidade, em 2007, o Metamidof\u00f3is, e o Glifosato, este, presente em 70 das 79 amostras de sangue e urina de professores da \u00e1rea rural junto com outro veneno ainda n\u00e3o proibido, o Piretroides.<\/p>\n<p><strong>Veja tamb\u00e9m:<\/strong>\u00a0<a href=\"http:\/\/tvig.ig.com.br\/noticias\/brasil\/agrotoxico-contamina-leite-materno-8a4980262e545e72012edafd92953c77.html\">Agrot\u00f3xico contamina leite materno<\/a><\/p>\n<p>Na lista dos proibidos em outros pa\u00edses est\u00e3o ainda em uso no Brasil est\u00e3o o Tricolfon, Cihexatina, Abamectina, Acefato, Carbofuran, Forato, Fosmete, Lactofen, Parationa Met\u00edlica e Thiram.<\/p>\n<p><strong>Chuva de lixo t\u00f3xico<\/strong><\/p>\n<p>\u201cS\u00e3o lixos t\u00f3xicos na Uni\u00e3o Europeia e nos Estados Unidos. O Brasil lamentavelmente os aceita\u201d, diz a toxicologista M\u00e1rcia Sarpa de Campos Mello, da Unidade T\u00e9cnica de Exposi\u00e7\u00e3o Ocupacional e Ambiental do Instituto Nacional do C\u00e2ncer (Inca), vinculado ao Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. Conforme aponta a pesquisa feita em Lucas do Rio Verde, os agrot\u00f3xicos cancer\u00edgenos aparecem no corpo humano pela ingest\u00e3o de \u00e1gua, pelo ar, pelo manuseio dos produtos e at\u00e9 pelos alimentos contaminados.<\/p>\n<p><strong>Mais:<\/strong>\u00a0<a href=\"http:\/\/ultimosegundo.ig.com.br\/mundo\/bbc\/2013-04-25\/estudante-morre-apos-tomar-agrotoxico-vendido-como-emagrecedor-na-internet.html\">Estudante morre ap\u00f3s tomar agrot\u00f3xico vendido como emagrecedor<\/a><\/p>\n<p>Venenos como o Glifosato s\u00e3o despejados por pulveriza\u00e7\u00e3o a\u00e9rea ou com o uso de trator, contaminam solo, len\u00e7\u00f3is fre\u00e1ticos, hortas, \u00e1reas urbanas e depois sobem para atmosfera. Com as precipita\u00e7\u00f5es pluviom\u00e9tricas, retornam em forma de \u201cchuva de agrot\u00f3xico\u201d, fen\u00f4meno que ocorre em todas as regi\u00f5es agr\u00edcolas mato-grossenses estudadas. Os efeitos no organismo humano s\u00e3o confirmados por pesquisas tamb\u00e9m em outros munic\u00edpios e regi\u00f5es do pa\u00eds.<\/p>\n<p>O Programa de An\u00e1lise de Res\u00edduos de Agrot\u00f3xicos em Alimentos (Para), da Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa), segundo a pesquisadora do Inca, mostrou n\u00edveis fortes de contamina\u00e7\u00e3o em produtos como o arroz, alface, mam\u00e3o, pepino, uva e piment\u00e3o, este, o vil\u00e3o, em 90% das amostras coletadas. Mas est\u00e3o tamb\u00e9m em praticamente toda a cadeia alimentar, como soja, leite e carne, que ainda n\u00e3o foram inclu\u00eddas nas an\u00e1lises.<\/p>\n<p>O professor Pignati diz que os resultados preliminares apontam que pelo menos 30% dos 20 alimentos at\u00e9 agora analisados n\u00e3o poderiam sequer estar na mesa do brasileiro. Experi\u00eancias de laborat\u00f3rios feitas em animais demonstram que os agrot\u00f3xicos proibidos na Uni\u00e3o Europeia e Estados Unidos s\u00e3o associados ao c\u00e2ncer e a outras doen\u00e7as de fundo neurol\u00f3gico, hep\u00e1tico, respirat\u00f3rios, renais e m\u00e1 forma\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica.<\/p>\n<p><strong>C\u00e2ncer em alta<\/strong><\/p>\n<p>A pesquisadora do Inca lembra que os agrot\u00f3xicos podem n\u00e3o ser o vil\u00e3o, mas fazem parte do conjunto de fatores que implicam no aumento de c\u00e2ncer no Brasil cuja estimativa, que era de 518 mil novos casos no per\u00edodo 2012\/2013, foi elevada para 576 mil casos em 2014 e 2015. Entre os tipos de c\u00e2ncer, os mais suscet\u00edveis aos efeitos de agrot\u00f3xicos no sistema hormonal s\u00e3o os de mama e de pr\u00f3stata. No mesmo per\u00edodo, segundo M\u00e1rcia, o Inca avaliou que o c\u00e2ncer de mama aumentou de 52.680 casos para 57.129.<\/p>\n<p>Na mesma pesquisa sobre o leite materno, a equipe de Pignati chegou a um dado alarmante, discrepante de qualquer padr\u00e3o: num espa\u00e7o de dez anos, os casos de c\u00e2ncer por 10 mil habitantes, em Lucas do Rio Verde, saltaram de tr\u00eas para 40. Os problemas de malforma\u00e7\u00e3o por mil nascidos saltaram de cinco para 20. Os dados, naturalmente, refor\u00e7am as suspeitas sobre o papel dos agrot\u00f3xicos.<\/p>\n<p>Pingati afirma que os grandes produtores desdenham da proibi\u00e7\u00e3o dos venenos aqui usados largamente, com uma irrespons\u00e1vel ironia: \u201cEles dizem que n\u00e3o exportam seus produtos para a Uni\u00e3o Europeia ou Estados Unidos, e sim para mercados africanos e asi\u00e1ticos.\u201d<\/p>\n<p>Apesar dos resultados alarmantes das pesquisas em Lucas do Rio Verde, o governo mato-grossense deu um passo atr\u00e1s na preven\u00e7\u00e3o, flexibilizando por decreto, no ano passado, a legisla\u00e7\u00e3o que limitava a pulveriza\u00e7\u00e3o por trator a 300 metros de rios, nascentes, c\u00f3rregos e resid\u00eancias. \u201cO novo decreto \u00e9 um retrocesso. O limite agora \u00e9 de 90 metros\u201d, lamenta o professor.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o h\u00e1 um \u00fanico brasileiro que n\u00e3o esteja consumindo agrot\u00f3xico. Viramos mercado de escoamento do veneno recusado pelo resto do mundo\u201d, diz o m\u00e9dico Guilherme Franco Netto, assessor de sa\u00fade ambiental da Funda\u00e7\u00e3o Osvaldo Cruz (Fiocruz). Na sexta-feira, diante da probabilidade de agravamento do cen\u00e1rio com o afrouxamento legal, a Fiocruz emitiu um documento chamado de \u201ccarta aberta\u201d, em que convoca outras institui\u00e7\u00f5es de pesquisa e os movimentos sociais do campo ligados \u00e0 agricultura familiar para uma ofensiva contra o poder (econ\u00f4mico e pol\u00edtico) do agroneg\u00f3cio e seu forte lobby em toda a estrutura do governo federal.<\/p>\n<p><strong>Rea\u00e7\u00e3o da Ci\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p>A primeira trincheira dessa batalha mira justamente o Pal\u00e1cio do Planalto e um decreto assinado, no final do ano passado, pela presidente Dilma Rousseff. Regulamentado por portaria, a medida \u00e9 inspirada numa lei espec\u00edfica e d\u00e1 exclusividade ao Minist\u00e9rio da Agricultura _ hist\u00f3rico reduto da influente bancada ruralista no Congresso _ para declarar estado de emerg\u00eancia fitossanit\u00e1ria ou zoossanit\u00e1ria diante do surgimento de doen\u00e7as ou pragas que possam afetar a agropecu\u00e1ria e sua economia.<\/p>\n<p>Essa decis\u00e3o, at\u00e9 ent\u00e3o era tripartite, com a participa\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, atrav\u00e9s da Anvisa, e do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente, pelo Ibama. O decreto foi publicado em 28 de outubro. Tr\u00eas dias depois, o Minist\u00e9rio da Agricultura editou portaria declarando estado de emerg\u00eancia diante do surgimento de uma lagarta nas planta\u00e7\u00f5es, a Helicoverpa armigera, permitindo, ent\u00e3o, para o combate, a importa\u00e7\u00e3o de Benzoato de Emamectina, agrot\u00f3xico que a multinacional Syngenta havia tentado, sem sucesso, registrar em 2007, mas que foi proibido pela Anvisa por conter subst\u00e2ncias t\u00f3xicas ao sistema neurol\u00f3gico.<\/p>\n<p>Na carta, assinada por todo o conselho deliberativo, a Fiocruz denuncia \u201ca tend\u00eancia de supress\u00e3o da fun\u00e7\u00e3o reguladora do Estado\u201d, a press\u00e3o dos conglomerados que produzem os agroqu\u00edmicos, alerta para os inequ\u00edvocos \u201criscos, perigos e danos provocados \u00e0 sa\u00fade pelas exposi\u00e7\u00f5es agudas e cr\u00f4nicas aos agrot\u00f3xicos\u201d e diz que com prerrogativa exclusiva \u00e0 Agricultura, a popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 desprotegida.<\/p>\n<p>A entidade denunciou tamb\u00e9m os constantes ataques diretos dos representantes do agroneg\u00f3cio \u00e0s institui\u00e7\u00f5es e seus pesquisadores, mas afirma que com continuar\u00e1 zelando pela preven\u00e7\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o da sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o. A entidade pede a \u201crevoga\u00e7\u00e3o imediata\u201d da lei e do decreto presidencial e, depois de colocar-se \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o do governo para discutir um marco regulat\u00f3rio para os agrot\u00f3xicos, fez um alerta dram\u00e1tico:<\/p>\n<p>\u201cA Fiocruz convoca a sociedade brasileira a tomar conhecimento sobre essas inaceit\u00e1veis mudan\u00e7as na lei dos agrot\u00f3xicos e suas repercuss\u00f5es para a sa\u00fade e a vida.\u201d<\/p>\n<p>Para colocar um contraponto \u00e0s alega\u00e7\u00f5es da bancada ruralista no Congresso, que foca seu lobby sob o argumento de que n\u00e3o h\u00e1 nexo comprovado de contamina\u00e7\u00e3o humana pelo uso de veneno nos alimentos e no ambiente, a Fiocruz anunciou, em entrevista ao iG, a cria\u00e7\u00e3o de um grupo de trabalho que, ao longo dos pr\u00f3ximos dois anos e meio, dever\u00e1 desenvolver a mais profunda pesquisa j\u00e1 realizada no pa\u00eds sobre os efeitos dos agrot\u00f3xicos \u2013 e de suas insepar\u00e1veis parceiras, as sementes transg\u00eanicas \u2013 na sa\u00fade p\u00fablica.<\/p>\n<p>O cen\u00e1rio que se desenha no cora\u00e7\u00e3o do poder, em Bras\u00edlia, deve ampliar o abismo entre os minist\u00e9rios da Agricultura, da Fazenda e do Planejamento, de um lado, e da Sa\u00fade, do Meio Ambiente e do Desenvolvimento Agr\u00e1rio, de outro. Reflexo da heterog\u00eanea coaliz\u00e3o de governo, esta ser\u00e1 tamb\u00e9m uma guerra ideol\u00f3gica em torno do modelo agropecu\u00e1rio. \u201cN\u00e3o se trata de esquerdismo desvairado e nem de implic\u00e2ncia com o agroneg\u00f3cio. Defendemos sua import\u00e2ncia para o pa\u00eds, mas n\u00e3o podemos apenas assistir \u00e0 expans\u00e3o aguda do consumo de agrot\u00f3xicos e seus riscos com a exponencial curva ascendente nos \u00faltimos seis anos\u201d, diz Guilherme Franco Netto. A queda de bra\u00e7os \u00e9, na verdade, para reduzir danos do modelo agr\u00edcola de exporta\u00e7\u00e3o e aumentar o plantio sem agrot\u00f3xicos.<\/p>\n<p><strong>Caso de Pol\u00edcia<\/strong><\/p>\n<p>\u201cA ci\u00eancia coloca os par\u00e2metros que j\u00e1 foram seguidos em outros pa\u00edses. O problema \u00e9 que a regula\u00e7\u00e3o dos agrot\u00f3xicos est\u00e1 subordinada a um conjunto de interesses pol\u00edticos e econ\u00f4micos. A sa\u00fade e o ambiente perderam suas prerrogativas\u201d, afirma o pesquisador Luiz Cl\u00e1udio Meirelles, da Fiocruz. At\u00e9 novembro de 2012, durante 11 anos, ele foi o organizador gerente de toxicologia da Anvisa, setor respons\u00e1vel por analisar e validar os agrot\u00f3xicos que podem ser usados no mercado.<\/p>\n<p>Meirelles foi exonerado uma semana depois de denunciar complexas falcatruas, com fraude, falsifica\u00e7\u00e3o e suspeitas de corrup\u00e7\u00e3o em processos para libera\u00e7\u00e3o de seis agrot\u00f3xicos. Num deles, um funcion\u00e1rio do mesmo setor, afastado por ele no mesmo instante em que o caso foi comunicado ao Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal, chegou a falsificar sua assinatura.<\/p>\n<p>\u201cMeirelles tinha a fun\u00e7\u00e3o de banir os agrot\u00f3xicos nocivos \u00e0 sa\u00fade e acabou sendo banido do setor de toxicologia\u201d, diz sua colega do Inca, M\u00e1rcia Sarpa de Campos Mello. A den\u00fancia resultou em dois inqu\u00e9ritos, um na Pol\u00edcia Federal, que apura suposto favorecimento a empresas e suspeitas de corrup\u00e7\u00e3o, e outro c\u00edvel, no MPF. Nesse, uma das linhas a serem esclarecidas s\u00e3o as raz\u00f5es que levaram o \u00f3rg\u00e3o a afastar Meirelles.<\/p>\n<p>As investiga\u00e7\u00f5es est\u00e3o longe de terminar, mas for\u00e7aram j\u00e1 a Anvisa \u2013 pressionada pelas suspeitas \u2013, a executar a maior devassa j\u00e1 feita em seu setor de toxicologia, passando um pente fino em 796 processos de libera\u00e7\u00e3o avaliados desde 2008. A PF e o MPF, por sua vez, est\u00e3o debru\u00e7ados no \u00f3rg\u00e3o regulador que funciona como o cora\u00e7\u00e3o do agroneg\u00f3cio e do mercado de venenos.<\/p>\n<p>Fonte: IG<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Especialista indica que pelo menos 30% de 20 alimentos analisados n\u00e3o poderiam estar na mesa do brasileiro Os indicadores que apontam o pujante agroneg\u00f3cio como a galinha dos ovos de ouro da economia n\u00e3o incluem um dado relevante para a sa\u00fade: o Brasil \u00e9 maior importador de agrot\u00f3xicos do planeta. Consome pelo menos 14 tipos de venenos proibidos no mundo, dos quais quatro, pelos riscos \u00e0 sa\u00fade humana, foram banidos no ano passado, embora pesquisadores suspeitem que ainda estejam em uso na agricultura. 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