{"id":56053,"date":"2014-02-07T07:10:39","date_gmt":"2014-02-07T10:10:39","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=56053"},"modified":"2014-02-07T07:10:39","modified_gmt":"2014-02-07T10:10:39","slug":"brasil-registra-o-menor-numero-de-focos-de-incendio-desde-2000","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2014\/02\/07\/brasil-registra-o-menor-numero-de-focos-de-incendio-desde-2000\/","title":{"rendered":"Brasil registra o menor n\u00famero de focos de inc\u00eandio desde 2000"},"content":{"rendered":"<div>\n<div>\n<p><em>\u00a0G1, em S\u00e3o Paulo<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div id=\"fb-root\">\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<div data-action=\"recommend\" data-send=\"false\" data-layout=\"button_count\" data-show-faces=\"false\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft\" style=\"line-height: 1.5em;\" title=\"Queimadas - final (Foto: Arte\/G1)\" alt=\"Queimadas - final (Foto: Arte\/G1)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/ChiFZq2uWs02X4Pyw-_1oUgdJgg=\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2014\/02\/05\/queimadas_2.jpg\" width=\"300\" height=\"748\" \/><\/div>\n<\/div>\n<div id=\"materia-letra\">\n<p>O Brasil registrou no ano passado o menor n\u00famero de focos de inc\u00eandio desde 2000. Foram detectados 115 mil pontos de calor pelos sat\u00e9lites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O n\u00famero \u00e9 40% menor que o verificado em 2012 (194 mil).<\/p>\n<p>Para o pesquisador Alberto Setzer, respons\u00e1vel pelo monitoramento de queimadas no pa\u00eds, tr\u00eas fatores podem explicar o dado: o alto \u00edndice de chuvas, a situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica desfavor\u00e1vel e uma maior fiscaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cO ano de 2013 foi bem mais chuvoso que 2012 e outros anos. Quando h\u00e1 uma maior precipita\u00e7\u00e3o, ficam diminu\u00eddas as condi\u00e7\u00f5es para uso e propaga\u00e7\u00e3o do fogo\u201d, diz. \u201cAl\u00e9m disso, a gente tem observado que em anos em que a situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica \u00e9 favor\u00e1vel, quando h\u00e1 crescimento, seja pela exporta\u00e7\u00e3o de soja ou de alguma outra atividade em alta, o n\u00famero de queimadas e o desmatamento tendem a crescer, j\u00e1 que pessoas tentam aumentar a produ\u00e7\u00e3o para se beneficiar. N\u00e3o foi o caso do ano passado, em que todos estavam um pouco com o \u2018p\u00e9 atr\u00e1s\u2019.\u201d<\/p>\n<p>Segundo o pesquisador do Inpe, o cerco maior das autoridades tamb\u00e9m foi fundamental. \u201cObviamente quando as institui\u00e7\u00f5es estaduais e federias ligadas ao meio ambiente est\u00e3o mais ativas no controle, cai o uso do fogo, j\u00e1 que ele \u00e9 indevido, ilegal. E houve mais campanhas educativas e uma fiscaliza\u00e7\u00e3o mais intensa.\u201d<\/p>\n<p>O\u00a0<a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/topico\/para.html\">Par\u00e1<\/a>\u00a0foi o campe\u00e3o de focos: 20.542. Logo atr\u00e1s ficou o Mato Grosso, com 17.823. O Maranh\u00e3o, que em 2012 encabe\u00e7ava a lista, diminuiu quase pela metade os registros: de 31.594 para 16.191 no ano passado.<\/p>\n<p><strong>2014<\/strong><br \/>\nAs altas temperaturas registradas neste ano devem favorecer novamente um aumento na estat\u00edstica. Foram registrados em janeiro 2.634 focos, um aumento de quase 30% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo m\u00eas do ano passado (2.049). Parte dos inc\u00eandios ocorreu em\u00a0<a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/topico\/mato-grosso.html\">Mato Grosso<\/a>\u00a0(315), Par\u00e1 (251) e Maranh\u00e3o (195). O m\u00eas, no entanto, n\u00e3o costuma ser o que mais registra ocorr\u00eancias. Historicamente, agosto, setembro e outubro concentram a maioria dos focos.<\/p>\n<div><span style=\"line-height: 1.5em;\">Para Setzer, as queimadas devem aumentar em 2014 em parte devido ao chamado \u2018ciclo do fogo\u2019. \u201cQuando se queima muito durante um ano, a mat\u00e9ria org\u00e2nica da superf\u00edcie se reduz. E a recomposi\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 imediata. Em 2013, o n\u00famero foi muito baixo. Ent\u00e3o em 2014 a gente ter\u00e1 uma situa\u00e7\u00e3o oposta, j\u00e1 que haver\u00e1 mais fontes dispon\u00edveis de combust\u00e3o, sem contar que o ano est\u00e1 mais seco e mais quente.\u201d<!--more--><\/span><\/div>\n<p><strong>Sob risco<\/strong><br \/>\nUm em cada cinco munic\u00edpios do pa\u00eds tem alguma faixa de seu territ\u00f3rio em situa\u00e7\u00e3o cr\u00edtica para queimadas atualmente. S\u00e3o 1.034 cidades. \u201cIsso significa que se houver o in\u00edcio de uma queimada, ela pode sair do controle, j\u00e1 que a vegeta\u00e7\u00e3o est\u00e1 mais seca e a umidade relativa est\u00e1 muito baixa\u201d, diz Setzer.<\/p>\n<div><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Governo do Tocantins decreta situa\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia por causa dos focos de queimadas (Foto: Elisangela Farias\/G1 TO)\" alt=\"Governo do Tocantins decreta situa\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia por causa dos focos de queimadas (Foto: Elisangela Farias\/G1 TO)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/fvMlfrIk2hdTLxM99MMifIZviSc=\/300x225\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2013\/07\/26\/img_3615.jpg\" width=\"300\" height=\"225\" \/>Apesar da diminui\u00e7\u00e3o, governo do Tocantins teve<br \/>\nde decretar situa\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia por causa dos<br \/>\nfocos de queimadas (Foto: Elisangela Farias\/G1)<\/div>\n<p>Os sat\u00e9lites do Inpe conseguem diagnosticar todos os focos que tenham ao menos 30 metros de extens\u00e3o por 1 metro de largura.<\/p>\n<p>A quase totalidade das queimadas hoje \u00e9 causada pelo homem (seja de forma proposital ou acidental). As raz\u00f5es variam desde a limpeza de pastos, preparo de plantios, desmatamentos e colheita manual de cana-de-a\u00e7\u00facar a bal\u00f5es de S\u00e3o Jo\u00e3o, disputas fundi\u00e1rias e protestos sociais.<\/p>\n<p>Segundo o Inpe, as queimadas destroem a fauna e flora, causam empobrecimento do solo e reduzem a penetra\u00e7\u00e3o de \u00e1gua no subsolo, al\u00e9m de gerarem polui\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica com preju\u00edzos \u00e0\u00a0 sa\u00fade de milh\u00f5es de pessoas e \u00e0\u00a0 avia\u00e7\u00e3o. Den\u00fancias de inc\u00eandios criminosos podem ser feitas aos bombeiros, \u00e0s secretarias estaduais do Meio Ambiente, ao Ibama, \u00e0s prefeituras e ao Instituto Florestal.<\/p>\n<p><strong>N\u00daMERO DE FOCOS DE INC\u00caNDIO EM 2013 (POR ESTADO):<\/strong><\/p>\n<p>Par\u00e1 &#8211; 20.542<br \/>\nMato Grosso &#8211; 17.823<br \/>\n<a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/topico\/maranhao.html\">Maranh\u00e3o<\/a>\u00a0&#8211; 16.191<br \/>\nTocantins &#8211; 9.786<br \/>\nBahia &#8211; 7.313<br \/>\nPiau\u00ed &#8211; 6.561<br \/>\nMinas Gerais &#8211; 5.382<br \/>\nAamazonas &#8211; 5.118<br \/>\nRond\u00f4nia &#8211; 3.662<br \/>\nMato Grosso do Sul &#8211; 3.565<br \/>\nAcre &#8211; 3.242<br \/>\nGoi\u00e1s &#8211; 3.002<br \/>\nCear\u00e1 &#8211; 2.898<br \/>\nS\u00e3o Paulo &#8211; 2.055<br \/>\nParan\u00e1 &#8211; 1.905<br \/>\nSanta Catarina &#8211; 1.046<br \/>\nRoraima &#8211; 994<br \/>\nAmap\u00e1 &#8211; 975<br \/>\nRio Grande do Sul &#8211; 944<br \/>\nPernambuco &#8211; 729<br \/>\nRio de Janeiro &#8211; 405<br \/>\nPara\u00edba &#8211; 322<br \/>\nRio Grande do Norte &#8211; 268<br \/>\nEsp\u00edrito Santo &#8211; 261<br \/>\nAalagoas &#8211; 208<br \/>\nSergipe &#8211; 185<br \/>\nDistrito Federal &#8211; 102<\/p>\n<div><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Foco de inc\u00eandio em \u00e1rea da floresta amaz\u00f4nica que est\u00e1 em regenera\u00e7\u00e3o. Desde o come\u00e7o do ano, Par\u00e1 registrou 4.039 focos de queimada, segundo o Inpe (Foto: Paulo Whitaker\/Reuters)\" alt=\"Foco de inc\u00eandio em \u00e1rea da floresta amaz\u00f4nica que est\u00e1 em regenera\u00e7\u00e3o. Desde o come\u00e7o do ano, Par\u00e1 registrou 4.039 focos de queimada, segundo o Inpe (Foto: Paulo Whitaker\/Reuters)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/f8O_GPIt22jHD8kc9grzw3uePZ4=\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2011\/09\/09\/04_.jpg\" width=\"620\" height=\"350\" \/>Foco de inc\u00eandio em \u00e1rea da floresta amaz\u00f4nica (Foto: Paulo Whitaker\/Reuters)<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0G1, em S\u00e3o Paulo O Brasil registrou no ano passado o menor n\u00famero de focos de inc\u00eandio desde 2000. Foram detectados 115 mil pontos de calor pelos sat\u00e9lites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O n\u00famero \u00e9 40% menor que o verificado em 2012 (194 mil). Para o pesquisador Alberto Setzer, respons\u00e1vel pelo monitoramento de queimadas no pa\u00eds, tr\u00eas fatores podem explicar o dado: o alto \u00edndice de chuvas, a situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica desfavor\u00e1vel e uma maior fiscaliza\u00e7\u00e3o. \u201cO ano de 2013 foi bem mais chuvoso que 2012 e outros anos. 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