{"id":5576,"date":"2010-04-09T14:51:56","date_gmt":"2010-04-09T17:51:56","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=5576"},"modified":"2010-04-09T14:51:59","modified_gmt":"2010-04-09T17:51:59","slug":"entrevista-amy-grant-fala-sobre-seu-novo-cd-%e2%80%9csomewhere-down-the-road%e2%80%9d","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2010\/04\/09\/entrevista-amy-grant-fala-sobre-seu-novo-cd-%e2%80%9csomewhere-down-the-road%e2%80%9d\/","title":{"rendered":"Entrevista: Amy Grant fala sobre seu novo Cd \u201cSomewhere Down the Road\u201d"},"content":{"rendered":"<table cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\" width=\"98%\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\u00a0<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<div>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.folhagospel.com\/imagem\/amygrant_2010.jpg\" border=\"0\" alt=\"\" hspace=\"3\" width=\"184\" height=\"122\" align=\"left\" \/>Em entrevista ao site Christianity Today, a cantora norte-americana, Amy Grant, fala sobre seu novo Cd \u201cSomewhere Down the Road\u201d, que tem a participa\u00e7\u00e3o de sua filha. Ela fala tamb\u00e9m sobre fam\u00edlia, relacionamentos e experi\u00eancias vividas que foram colocadas em forma de m\u00fasica no seu novo trabalho.<\/p>\n<p>Amy Grant, que, de xod\u00f3 da m\u00fasica evang\u00e9lica acabou se tornando uma das primeiras celebridades gospel a ingressar tamb\u00e9m no meio secular, em 1980, para depois ser duramente criticada por seu divorcio de Gary Chapman em 1999 e posteriormente seu segundo casamento com o astro da musica \u201ccountry\u201d Vince Gill (com quem ela tem uma filha de 9 anos).<br \/>\nAtualmente, Amy diz que nunca esteve t\u00e3o feliz, ainda que esteja lutando com \u201cmuita incerteza dentro de minha fam\u00edlia por estarmos vivenciando dor, perdas e alegria\u201d- incluindo a morte recente de um amigo muito pr\u00f3ximo e o decl\u00ednio da sa\u00fade de sua m\u00e3e.<br \/>\nAmy, seis vezes vencedora do Grammy, e que vai completar 50 anos ainda este ano, tem vivido uma verdadeira montanha-russa emocional. Muito do que ela tem vivido pode ser encontrado no seu novo trabalho \u201cSomewhere Down the Road\u201d, que inclui seis can\u00e7\u00f5es originais, duas faixas gravadas anteriormente, mas, ainda in\u00e9ditas, uma nova vers\u00e3o de \u201cArms of Love\u201d, e tr\u00eas can\u00e7\u00f5es de Cd\u2019s anteriores. Todas as faixas refletem bem sua trajet\u00f3ria recente- os altos e baixos, alegrias e dores e todas as nuances emocionais que se tem na vida.<br \/>\n<!--more--><br \/>\nEm entrevista ao site Christianity Today, traduzida por Leon Neto, colunista do FolhaGospel, Amy Grant fala sobre o seu novo disco, sua carreira, fam\u00edlia e os altos e baixos da estrada da vida. Confira a entrevista abaixo:<\/p>\n<p><strong>Vamos voltar para os seus primeiros discos- toda aquela vibrante e alegre m\u00fasica crist\u00e3. Voc\u00ea chegou a pensar, quando ainda nos seus 18 ou 20 anos que comporia can\u00e7\u00f5es sobre dor e dificuldades como essas que est\u00e3o no seu novo projeto? <\/strong><\/p>\n<p>Eu acho que eu j\u00e1 compreendia o que \u00e9 angustia quando eu era jovem. Pode ser que eu n\u00e3o soubesse como escrever can\u00e7\u00f5es sobre o assunto, mas no meu primeiro disco (1977) eu inclu\u00ed uma can\u00e7\u00e3o chamada \u201cI Know Better Now\u201d(Eu Entendo Melhor Agora). Ela come\u00e7ava assim: \u201calguns sempre sabem o que dizer\/eu acho que n\u00e3o nasci desse jeito\/ com o dom desse charme eles s\u00e3o aben\u00e7oados\/ eu gosto de v\u00ea-los se destacar na multid\u00e3o\u201d. Isso n\u00e3o \u00e9 muito diferente do que dizer para uma menininha de 8 anos \u201cum dia voc\u00ea vai poder limpar essa casa inteira, lavar as roupas, preparar o almo\u00e7o para uma fam\u00edlia de seis pessoas\u201d. Ela provavelmente iria olhar pra voc\u00ea e dizer \u201cE da\u00ed? \u201c<\/p>\n<p>Se o relacionamento entre Cristo e a Igreja \u00e9 melhor ilustrado como um relacionamento marido-mulher, ent\u00e3o minhas primeiras can\u00e7\u00f5es e meu relacionamento com Deus naquela \u00e9poca n\u00e3o era muito diferente de Corinna (minha filha de 9 anos) chegando em casa e comentando sobre um amiguinho \u201ceu acho que ele gosta de mim. Eu tenho cabelo longo e ele diz que isso \u00e9 lindo\u201d. O conceito dela de amor \u00e9 s\u00f3 aten\u00e7\u00e3o e nada mais. Como \u00e9 que eu fa\u00e7o para explicar para ela que essas coisas v\u00e3o mudar no futuro? Eu n\u00e3o posso simplesmente dizer \u201calgum dia voc\u00ea vai deitar pelada com um homem e se entregar completamente, de forma despojada e usufruir do ato mais intenso que poderia imaginar e eventualmente, por causa desse ato, voc\u00ea vai ter um beb\u00ea e tudo vai virar de cabe\u00e7a para baixo, vai virar uma bagun\u00e7a, e isso envolve dor, muito trabalho mas tamb\u00e9m muitas risadas e divertimento\u201d. Relacionamentos de verdade s\u00e3o desagrad\u00e1veis e viscerais, o tipo de coisa que a vida est\u00e1 cheia.<br \/>\nEssa \u00e9 a analogia f\u00edsica do relacionamento com Deus (marido-mulher). Ent\u00e3o, quando voc\u00ea v\u00ea um garotinho cantando \u201cCristo tem amor por mim\u201d, ele n\u00e3o tem a menor id\u00e9ia de qu\u00e3o \u00e1spero e desagrad\u00e1vel isso vai se tornar. Ele n\u00e3o tem id\u00e9ia da profundidade da alegria e da vulnerabilidade que est\u00e1 por vir. Seria rid\u00edculo tentar explicar isso para mim quando eu tinha apenas 17 anos.<\/p>\n<p><strong>Verdade? Isso n\u00e3o \u00e9 o tipo de conversa que voc\u00ea poderia ter com sua filha de 17 anos, a Sarah? <\/strong><\/p>\n<p>Eu penso que come\u00e7amos a ter conversas mais serias enquanto as coisas v\u00e3o acontecendo na vida. aos 17 anos, independente de qu\u00e3o apaixonada ela acha estar, ou se ela j\u00e1 se relacionou com algu\u00e9m, nada no c\u00e9rebro de Sarah vai ajud\u00e1-la a entender o que um compromisso de verdade de fato \u00e9. Eu acho que o importante mesmo n\u00e3o \u00e9 contar o que est\u00e1 por vir, mas sim, enquanto as coisas v\u00e3o acontecendo, estar sempre por perto. E a\u00ed voc\u00ea vai e conversa sobre o assunto. Isso \u00e9 o que minha m\u00e3e fazia comigo. Ningu\u00e9m gosta de assistir a um filme com algu\u00e9m do lado contando todas as cenas. Eu prefiro assistir o filme primeiro e depois conversar sobre a trama.<\/p>\n<p><strong>Falando sobre Sarah, voc\u00eas gravaram juntas uma das faixas (\u201cOvernight\u201d) no disco novo. Era algo que voc\u00ea estava querendo fazer h\u00e1 algum tempo? <\/strong><\/p>\n<p>Eu tenho pensado nisso desde a primeira vez que a ouvi cantar, um pouco antes de Sarah fazer 16 anos. Eu realmente gosto muito do timbre da voz dela. Ela tem um amigo na igreja que toca piano e ele veio um dia para nossa casa e eles cantaram juntos por um bom tempo. H\u00e1 seis meses atr\u00e1s, eu perguntei se Sarah gostaria de cantar uma musica comigo e ela disse que sim.<\/p>\n<p><strong>Quando voc\u00ea v\u00ea Sarah agora, com 17 anos, pensa: \u201cnossa eu nessa idade estava me preparando para gravar o meu primeiro disco\u201d? <\/strong><\/p>\n<p>Sim. Eu era exatamente da mesma idade quando gravei meu primeiro disco. Mas, ela n\u00e3o est\u00e1 pensando em uma carreira musical da mesma forma que eu estava. Eu na \u00e9poca estava completamente grudada no meu viol\u00e3o. Sarah gosta mesmo \u00e9 de escalar montanhas, de correr. A ideia de estar em um palco cantando e tocando n\u00e3o passa pela cabe\u00e7a dela. Ela apenas coincidentemente tem uma boa voz. Minha inten\u00e7\u00e3o foi capturar esse momento, a forma como ela canta agora. e trabalhar com ela foi muito divertido.<\/p>\n<p><strong>V\u00e1rias can\u00e7\u00f5es do seu disco novo foram compostas nos anos 90 quando sua vida estava bastante tumultuada. Seu casamento em crise, voc\u00ea tinha j\u00e1 conhecido Vince e estava em um terr\u00edvel estresse emocional . <\/strong><\/p>\n<p>Certo.<\/p>\n<p><strong>Fale um pouco sobre porque escolheu essas can\u00e7\u00f5es para esse trabalho. <\/strong><\/p>\n<p>Bem, essas can\u00e7\u00f5es definitivamente se encaixam no conceito de uma jornada. J\u00e1 fazia mais ou menos 10 anos que eu n\u00e3o ouvia a musica \u201cCome into My World\u201d. Mas quando eu a ouvi recentemente, eu pensei \u201cpuxa, essa musica conseguiu captar um momento muito dif\u00edcil que todos n\u00f3s passamos uma vez ou outra, no qual temos que manter uma fachada de coragem mas quando na verdade estamos desmoronando por dentro\u201d. Naquele momento, eu n\u00e3o quis lan\u00e7ar aquela can\u00e7\u00e3o, pois ela tinha muito a ver com o meu mundo, e me fez sentir um tanto vulner\u00e1vel. Mas, aos poucos voc\u00ea acaba se distanciando e percebendo que essas experi\u00eancias acontecem com todo mundo.<br \/>\nSim, meu casamento estava se desfacelando (quando escrevi a can\u00e7\u00e3o), mas eu aposto que qualquer mulher , mesmo as que s\u00e3o felizes no casamento se sentem assim \u00e0s vezes, mas n\u00e3o tem a liberdade de dizer: \u201ceu estou desmoronando por dentro\u201d. As vezes \u00e9 um sentimento que dura apenas um dia, mas outras vezes dura bem mais.<\/p>\n<p><strong>Qual \u00e9 hist\u00f3ria por tr\u00e1s da musica \u201cThird World Woman\u201d? <\/strong><\/p>\n<p>A id\u00e9ia para \u201cThird World Woman\u201d come\u00e7ou em Washington h\u00e1 v\u00e1rios anos durante um encontro promovido pela Cruz Vermelha que eu <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.folhagospel.com\/imagem\/amy_grant_novocd_2010.gif\" border=\"0\" alt=\"\" hspace=\"2\" width=\"180\" height=\"180\" align=\"right\" \/>participei. Eles estavam falando sobre o que \u00e9 mais necess\u00e1rio \u2013 vacinas, comida- e como \u00e9 importante para n\u00f3s mulheres hastearem a bandeira para as necessidades das mulheres que vivem em paises do terceiro mundo. Alguns anos depois, no ver\u00e3o de 2008, Chris Eaton e eu est\u00e1vamos trabalhando em uma can\u00e7\u00e3o para o meu disco de Natal, \u201cI need a Silent Prayer\u201d, o qual \u00e9 sobre toda a loucura das compras de fim de ano e o mercantilismo por tr\u00e1s de tudo. Enquanto est\u00e1vamos escrevendo a letra, a televis\u00e3o estava ligada e come\u00e7ou a passar imagens de pobreza em pa\u00edses do terceiro mundo. Eu ent\u00e3o cantarolei: \u201ce se eu fosse aquela m\u00e3e olhando para a tela?\u201d Eu e Chris alinhavamos um esbo\u00e7o da can\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o terminamos naquela noite porque t\u00ednhamos um prazo para o disco de Natal.<\/p>\n<p><strong>No encarte do CD h\u00e1 uma foto de uma mulher ugandense chamada Damalie, ao lado da letra de \u201cThird World Woman\u201d. Quem \u00e9 ela? <\/strong><\/p>\n<p>Eu a conheci em Uganda no ver\u00e3o passado durante uma viagem que fiz com a organiza\u00e7\u00e3o Compassion International. Um pouco antes disso, eu e Vince fomos convidados para cantar no \u201cThe Academy Achievement Summit\u201d, um encontro incrivelmente m\u00e1gico que aconteceu na cidade do Cabo, na \u00c1frica do Sul. N\u00f3s nos apresentamos na Catedral St. George, um pouco antes do Bispo Desmon Tutu falar. E n\u00f3s ficamos mais alguns dias usufruindo de hot\u00e9is incr\u00edveis nessa viagem com todas as despesas pagas. N\u00f3s trocamos as passagens de primeira-classe que recebemos, por passagens na classe econ\u00f4mica, para poder assim levar nossos filhos tamb\u00e9m. N\u00f3s resolvemos passear por Uganda, porque minha filha Sarah, apadrinhou um menino l\u00e1 atrav\u00e9s da Compassion. Ent\u00e3o n\u00f3s deixamos a deslumbrante e confort\u00e1vel vida na \u00c1frica do Sul, onde meus filhos puderam conhecer o melhor lado da \u00c1frica- mentes brilhantes, ensinamentos incr\u00edveis. Eles ouviram sobre a revolu\u00e7\u00e3o e o apartheid. E ent\u00e3o fomos para Uganda , para a casa de Damalie. Ela tinha um casal de crian\u00e7as apadrinhadas pela Compassion. Ela morava em um quartinho min\u00fasculo. Ela nos contou que sua fam\u00edlia, seu marido, seu cunhado e v\u00e1rios de seus filhos haviam morrido de AIDS; n\u00f3s pudemos visitar seus t\u00famulos no quintal. Ela estava ent\u00e3o criando os filhos que sobraram e alguns netos tamb\u00e9m. Ela nos contou que agora, atrav\u00e9s da Compassion, ela nunca mais ficou sem ter o que comer. Eles tamb\u00e9m providenciam cuidados m\u00e9dicos. Seus filhos e netos agora podem ir \u00e0 escola. N\u00f3s perguntamos: podemos orar por voc\u00ea? \u201ce ela disse: \u201corem para que eu viva o suficiente para ver meus filhos crescerem\u201d. Aquele pedido, comparado com aquela fartura toda que hav\u00edamos presenciado um dia antes!- eu olhei para meus filhos e eles estavam chocados. Foi inacredit\u00e1vel.<\/p>\n<p><strong>Fale-me sobre a can\u00e7\u00e3o \u201cUnafraid\u201d, que \u00e9 sobre sua m\u00e3e. Quais s\u00e3o as qualidades dela que a fazem ser uma m\u00e3e t\u00e3o boa? <\/strong><\/p>\n<p>A inf\u00e2ncia dela n\u00e3o foi nada f\u00e1cil. Seus pais se divorciaram quando ela tinha apenas dois anos- e divorcio n\u00e3o era algo comum em 1933. O pai dela morreu quando ela ainda era bem pequena. Assim, com a gente ela sempre demonstrou uma certa vulnerabilidade. Mas, eu sempre soube que ela me amava. Ela era muito gentil e carinhosa. Minha m\u00e3e costumava dizer coisas para mim enquanto eu crescia, como : \u201cn\u00e3o se preocupe, Amy. Os melhores anos de uma mulher s\u00e3o entre 35 e 45\u201d. O que ajuda bastante, quando voc\u00ea est\u00e1 lidando com as inseguran\u00e7as de uma adolescente, ou mesmo quando voc\u00ea cruza a barreira dos 21 anos e come\u00e7a a fazer algumas bobagens. Mas, para ela ter a sabedoria de dizer quando voc\u00ea vai realmente se sentir bonita e que aquilo vai se traduzir em beleza de fato, \u00e9 como voc\u00ea consegue ter a vida sob controle. Eu gosto demais disso. Ela me acalmou totalmente. N\u00e3o se preocupe. 35 anos, eu chego l\u00e1.<\/p>\n<p><strong>E isso realmente aconteceu com voc\u00ea? <\/strong><\/p>\n<p>Aconteceu, sim. Eu estava um pouco torturada aos 35 anos, mas chegar aos 46 foi realmente chato! Mas, tudo isso j\u00e1 passou. Eu penso sempre naquela can\u00e7\u00e3o de Joni Mitchell chamada \u201dBig Yellow Taxi\u201d(O Grande Taxi Amarelo), que eu canto toda noite: \u201cn\u00e3o parece que tudo sempre passa? \/ voc\u00ea n\u00e3o sabe o que tinha at\u00e9 que o dia em que o perde\u201d. Pura verdade.<\/p>\n<p><strong>Tradu\u00e7\u00e3o: Leon Neto<\/strong><\/p>\n<p><strong>Fonte: Christianity Today<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 Em entrevista ao site Christianity Today, a cantora norte-americana, Amy Grant, fala sobre seu novo Cd \u201cSomewhere Down the Road\u201d, que tem a participa\u00e7\u00e3o de sua filha. Ela fala tamb\u00e9m sobre fam\u00edlia, relacionamentos e experi\u00eancias vividas que foram colocadas em forma de m\u00fasica no seu novo trabalho. 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