{"id":55667,"date":"2014-02-02T14:55:36","date_gmt":"2014-02-02T17:55:36","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=55667"},"modified":"2014-02-02T14:55:36","modified_gmt":"2014-02-02T17:55:36","slug":"homicidio-e-causa-no-1-de-morte-nao-natural-de-negros-em-sp-diz-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2014\/02\/02\/homicidio-e-causa-no-1-de-morte-nao-natural-de-negros-em-sp-diz-estudo\/","title":{"rendered":"Homic\u00eddio \u00e9 causa n\u00ba 1 de morte n\u00e3o natural de negros em SP, diz estudo"},"content":{"rendered":"<p>Estudo do Instituto Sou da Paz sobre crimes violentos mostra que a principal causa de morte n\u00e3o natural de negros na cidade de\u00a0<a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/sp\/sao-paulo\/cidade\/sao-paulo.html\">S\u00e3o Paulo<\/a>\u00a0\u00e9 o homic\u00eddio. No caso dos brancos, a estat\u00edstica muda: s\u00e3o os acidentes de tr\u00e2nsito que provocam a maioria das mortes.<\/p>\n<div><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Arte G1 (Foto: Arte\/G1)\" alt=\"Arte G1 (Foto: Arte\/G1)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/UwFh8YiNiTpKEujssV2Usljarto=\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2014\/01\/29\/mortesviolentassp.jpg\" width=\"300\" height=\"458\" \/><\/div>\n<p>O estudo, obtido pelo\u00a0<strong>G1<\/strong>, tra\u00e7a o perfil de todas as 6.202 v\u00edtimas de \u201ccausas externas\u201d na capital em 2011. Elas representam 8% do total de mortes no ano: 79.224.<\/p>\n<p>Segundo o instituto, o levantamento traz as informa\u00e7\u00f5es mais atualizadas dispon\u00edveis no PRO-AIM, o Programa de Aprimoramento das Informa\u00e7\u00f5es de Mortalidade, ligado \u00e0 Secretaria Municipal da Sa\u00fade.<\/p>\n<p>No caso dos negros, os homic\u00eddios representam uma parcela de 29,2% das mortes violentas, enquanto os acidentes de tr\u00e2nsito s\u00e3o os principais respons\u00e1veis por mortes em raz\u00e3o de causas externas de brancos: 24,2% (neste grupo da popula\u00e7\u00e3o, os assassinatos s\u00e3o apenas a terceira causa, atr\u00e1s de quedas acidentais).<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, duas de cada tr\u00eas mortes em decorr\u00eancia de confrontos com policiais (144 no total) s\u00e3o de negros. Na pr\u00e1tica, isso significa uma taxa de 2,3 v\u00edtimas negras para cada 100 mil, contra 0,6 brancos por 100 mil no mesmo tipo de ocorr\u00eancia.<!--more--><\/p>\n<div>saiba mais<\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/sao-paulo\/noticia\/2014\/01\/vitimas-de-latrocinios-sobem-e-de-homicidios-caem-em-dezembro.html\">V\u00edtimas de latroc\u00ednios em SP sobem e de homic\u00eddios caem em 2013<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<p>Para Melina Risso, diretora do Instituto Sou da Paz, os dados refor\u00e7am a necessidade de uma mudan\u00e7a de atua\u00e7\u00e3o do poder p\u00fablico. &#8220;A gente ainda nao foi capaz de produzir a\u00e7\u00f5es para mudar esse quadro. Mesmo com a redu\u00e7\u00e3o no n\u00famero de homic\u00eddios na cidade, a gente continua a observar o mesmo perfil, o mesmo padr\u00e3o de viol\u00eancia, com um p\u00fablico sendo mais afetado.&#8221;<\/p>\n<p><strong>Perfil<\/strong><br \/>\nA maioria das v\u00edtimas de mortes violentas \u00e9 composta por homens (78%), de 15 a 29 anos (29%).<\/p>\n<p>Tr\u00eas regi\u00f5es da cidade apresentam uma taxa de mortalidade por causas externas superior a 50 para cada 100 mil habitantes: Parelheiros (61,1), Casa Verde\/Cachoeirinha (58,2%) e Brasil\u00e2ndia (55,3%).<\/p>\n<p>Apenas tr\u00eas regi\u00f5es t\u00eam uma taxa inferior a 34 mortes por 100 mil: Vila Mariana (27,3), Pinheiros (29,9) e Santo Amaro (31,3).<\/p>\n<p><strong>Mortes por agress\u00e3o<\/strong><br \/>\nDe acordo com o estudo, 22% das mortes por causas externas (1.347) s\u00e3o consequ\u00eancia de agress\u00f5es \u2013 67,7% por armas de fogo. Das v\u00edtimas, 91% s\u00e3o homens e 52% s\u00e3o negros.<\/p>\n<p>Os jovens s\u00e3o maioria (44%). No caso de mortes por arma de fogo, Parelheiros encabe\u00e7a o ranking de v\u00edtimas por 100 mil habitantes: 16,9. Os distritos perif\u00e9ricos registram um \u00edndice bem maior do que os do Centro. Pinheiros, por exemplo, possui o menor \u00edndice: 0,3.<\/p>\n<p>&#8220;A viol\u00eancia, especialmente quando se fala em homic\u00eddios, \u00e9 concentrada. Ela n\u00e3o se distribui de maneira igualit\u00e1ria. A concentra\u00e7\u00e3o nas periferias \u00e9 hist\u00f3rica e essas regi\u00f5es precisam ser alvo de a\u00e7\u00f5es de preven\u00e7\u00e3o focalizadas&#8221;, diz Melina.<\/p>\n<p><strong>Acidentes de tr\u00e2nsito<\/strong><br \/>\nEntre os acidentes de tr\u00e2nsito, que somam 1.474 mortes, os atropelamentos representam quase metade dos registros (45%), seguidos por acidentes com motocicletas (35%).<\/p>\n<p>No caso dos atropelamentos, uma em cada tr\u00eas v\u00edtimas tinha mais de 60 anos. A regi\u00e3o da Vila Prudente, na Zona Leste, \u00e9 a que det\u00e9m o maior n\u00famero de atropelamentos a cada 100 mil habitantes: 8,1.<\/p>\n<p>Apesar de os homens serem maioria em quase todos os indicadores de mortes violentas, chama aten\u00e7\u00e3o a propor\u00e7\u00e3o de pessoas do sexo masculino mortas em acidentes de moto: 92% \u2013 uma taxa 12 vezes maior que a verificada para as mulheres. A maioria das mortes ocorreu nos fins de semana (38% das v\u00edtimas morreram no s\u00e1bado ou no domingo). Cidade Tiradentes, com 7,5 mortes a cada 100 mil habitantes, \u00e9 a que possui a maior taxa do munic\u00edpio no quesito.<\/p>\n<p>No caso de v\u00edtimas de acidentes com autom\u00f3vel, o fen\u00f4meno se repete: 48% das mortes s\u00e3o registradas aos fins de semana.<\/p>\n<p><em>Colaborou Rosanne D&#8217;Agostino<\/em><\/p>\n<p>Fonte: G1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo do Instituto Sou da Paz sobre crimes violentos mostra que a principal causa de morte n\u00e3o natural de negros na cidade de\u00a0S\u00e3o Paulo\u00a0\u00e9 o homic\u00eddio. No caso dos brancos, a estat\u00edstica muda: s\u00e3o os acidentes de tr\u00e2nsito que provocam a maioria das mortes. O estudo, obtido pelo\u00a0G1, tra\u00e7a o perfil de todas as 6.202 v\u00edtimas de \u201ccausas externas\u201d na capital em 2011. Elas representam 8% do total de mortes no ano: 79.224. 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