{"id":54679,"date":"2014-01-14T09:48:38","date_gmt":"2014-01-14T12:48:38","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=54679"},"modified":"2014-01-14T09:48:38","modified_gmt":"2014-01-14T12:48:38","slug":"copa-alertas-da-fifa-sobre-uso-indevido-de-marcas-crescem-5-vezes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2014\/01\/14\/copa-alertas-da-fifa-sobre-uso-indevido-de-marcas-crescem-5-vezes\/","title":{"rendered":"Copa: alertas da Fifa sobre uso indevido de marcas crescem 5 vezes"},"content":{"rendered":"<figure><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/i0.statig.com.br\/bancodeimagens\/a6\/vc\/ky\/a6vckyriobc1hypx7dt9mljng.jpg\" \/><figcaption><cite>Reprodu\u00e7\u00e3o<\/cite><\/p>\n<div>R\u00f3tulo da cacha\u00e7a Tatuzinho: federa\u00e7\u00e3o est\u00e1 de olho no marketing de emboscada<\/div>\n<\/figcaption><\/figure>\n<p>A Fifa, organizadora da Copa do Mundo no Brasil, vem intensificando o trabalho de fiscaliza\u00e7\u00e3o sobre uso indevido de suas marcas relacionadas ao Mundial de futebol. A entidade tamb\u00e9m trabalha para combater o chamado &#8220;marketing de emboscada&#8221;,\u00a0atividade que tenta tirar proveito do enorme interesse e visibilidade do evento\u00a0sem ter parceria comercial com a marca.<\/p>\n<p>Em junho de 2013, antes da Copa das Confedera\u00e7\u00f5es, realizada em julho, a Fifa havia detectado 100 casos de uso indevido de suas marcas e campanhas de marketing relacionadas ao evento. At\u00e9 o dia 9 de janeiro deste ano, este n\u00famero cresceu para 618. Em sete meses, o uso indevido de marcas que pegam carona na Copa aumentou cinco vezes. Foram cerca de duas notifica\u00e7\u00f5es por dia.<\/p>\n<p><span style=\"line-height: 1.5em;\">J\u00e1 existe, inclusive, um acordo feito na esfera judicial com uma empresa enquadrada na a\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de um processo em andamento. A Fifa n\u00e3o fornece detalhes, nem revela nomes das empresas envolvidas nos casos.<\/span><\/p>\n<p>Com a aproxima\u00e7\u00e3o do evento, a entidade confirma que a tend\u00eancia \u00e9 intensificar a fiscaliza\u00e7\u00e3o. A organiza\u00e7\u00e3o tem um departamento espec\u00edfico para prote\u00e7\u00e3o de suas marcas e do evento, que encerrou recentemente um per\u00edodo educativo.<\/p>\n<p>Desde o final do ano, o setor realizou, em todas as cidades-sede do evento, palestras com associa\u00e7\u00f5es de comerciantes para alertar sobre o que pode ser enquadrado como infra\u00e7\u00e3o.\u00a0<!--more--><\/p>\n<p><strong>Defesa de patrocinadores<\/strong><\/p>\n<p>O argumento da Fifa \u00e9 que seus parceiros\u00a0comerciais s\u00f3 investiriam na Copa se fosse oferecida a exclusividade para o uso das marcas e para qualquer outro tipo de associa\u00e7\u00e3o comercial ao evento.<\/p>\n<p>&#8220;Se algu\u00e9m pudesse usar as marcas oficiais gratuitamente e criasse uma associa\u00e7\u00e3o comercial com a Copa, n\u00e3o haveria raz\u00e3o para se tornar um parceiro oficial. Isto significaria que a Fifa n\u00e3o poderia nomear quaisquer parceiros comerciais e n\u00e3o receberia, portanto, as receitas necess\u00e1rias para manter os elevados padr\u00f5es esperados para uma Copa do Mundo&#8221;, diz a federa\u00e7\u00e3o, em nota.<\/p>\n<p>A organizadora do evento aponta ainda que tem a obriga\u00e7\u00e3o de tomar medidas contra qualquer reprodu\u00e7\u00e3o n\u00e3o autorizada de suas marcas em um contexto comercial. Sen\u00e3o, correria o risco de perder o seu direito legal, &#8220;o que comprometeria a base de seu programa comercial&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Modo de atua\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Ap\u00f3s a verifica\u00e7\u00e3o de uma infra\u00e7\u00e3o, a equipe de prote\u00e7\u00e3o \u00e0s marcas da Fifa avalia a maneira mais adequada de resolver a situa\u00e7\u00e3o, sem ter que recorrer a a\u00e7\u00f5es desproporcionais \u00e0s circunst\u00e2ncias do caso.<\/p>\n<p>A abordagem, aponta a associa\u00e7\u00e3o, centra-se na educa\u00e7\u00e3o e orienta\u00e7\u00e3o, ao inv\u00e9s de ado\u00e7\u00e3o de amea\u00e7as legais e san\u00e7\u00f5es. &#8220;A Fifa prefere o contato pessoal direto com a empresa em quest\u00e3o, explicando o porqu\u00ea de a situa\u00e7\u00e3o espec\u00edfica ser problem\u00e1tica e buscando a coopera\u00e7\u00e3o na resolu\u00e7\u00e3o do problema&#8221;, diz, em nota.<\/p>\n<p>Em casos mais graves, onde h\u00e1 uma inten\u00e7\u00e3o clara de \u201cpegar uma carona\u201d no fundo de com\u00e9rcio do evento, a entidade aponta que pode adotar medidas legais para impedir uma situa\u00e7\u00e3o de viola\u00e7\u00e3o e reivindicar uma compensa\u00e7\u00e3o financeira pelos danos sofridos ap\u00f3s an\u00e1lise aprofundada da inten\u00e7\u00e3o, escala e impacto comercial do caso.<\/p>\n<p><strong>&#8220;S\u00f3 o come\u00e7o&#8221;<\/strong><\/p>\n<p>Na vis\u00e3o de Thiago Scuro, professor do MBA em Marketing Esportivo da Trevisan Escola de Neg\u00f3cios, o caso da cacha\u00e7a Tatuzinho, que\u00a0<a href=\"http:\/\/economia.ig.com.br\/empresas\/2014-01-10\/sem-patrocinio-oficial-cachaca-tatuzinho-pega-carona-na-copa.html\">criou um novo r\u00f3tulo fazendo uma alus\u00e3o ao mascote oficial do evento<\/a>, \u00e9 &#8220;s\u00f3 o come\u00e7o&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;O trabalho da Fifa para proteger patrocinadores oficiais tem grande complexidade. Vai do mercadinho de bairro, passando por marcas regionais, e por a\u00ed vai. \u00c9 extremamente dif\u00edcil para a Fifa vigiar tudo&#8221;.<\/p>\n<p>Amir Somoggi,\u00a0especialista em marketing e gest\u00e3o esportiva destaca, por\u00e9m, que a Fifa nunca faturou tanto e tem estrutura para proteger seus patrocinadores nos principais mercados globais, ainda que o mercado brasileiro seja mais desafiador, seja pelo tamanho e quantidade maior de pequenas e m\u00e9dias empresas. &#8220;O montante destinado \u00e0 prote\u00e7\u00e3o de marcas pode chegar a US$ 100 milh\u00f5es por ano&#8221;.<\/p>\n<p>O especialista aponta que a organizadora tem muita tecnologia para fiscalizar regras como a cria\u00e7\u00e3o de\u00a0raios de exclus\u00e3o no entorno dos est\u00e1dios.<\/p>\n<p>No entanto, complementa que as marcas podem realizar uma publicidade criativa sem ferir as regras da Fifa. H\u00e1 uma zona cinza, por\u00e9m, sobre a qual \u00e9 necess\u00e1rio ter cautela. &#8220;O comerciante pode se\u00a0associar ao futebol e \u00e0 paix\u00e3o pelo esporte e usar s\u00edmbolos nacionais, como a bandeira do Brasil. Mas \u00e9 melhor estudar as regras antes com um advogado especializado&#8221;.<\/p>\n<p>Fonte: IG<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reprodu\u00e7\u00e3o R\u00f3tulo da cacha\u00e7a Tatuzinho: federa\u00e7\u00e3o est\u00e1 de olho no marketing de emboscada A Fifa, organizadora da Copa do Mundo no Brasil, vem intensificando o trabalho de fiscaliza\u00e7\u00e3o sobre uso indevido de suas marcas relacionadas ao Mundial de futebol. A entidade tamb\u00e9m trabalha para combater o chamado &#8220;marketing de emboscada&#8221;,\u00a0atividade que tenta tirar proveito do enorme interesse e visibilidade do evento\u00a0sem ter parceria comercial com a marca. Em junho de 2013, antes da Copa das Confedera\u00e7\u00f5es, realizada em julho, a Fifa havia detectado 100 casos de uso indevido de suas marcas e campanhas de marketing relacionadas ao evento. 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